- Peixa, a tua tatuagem está a debotar?
- Hum...? Como assim?
- Ah, é que parece que tens preto esbatido ali mais adiante...
- ... Isso é porque quando eu tomo banho, há um braço que não lavo porque é o que utilizo para esfregar a cabeça - riso torcista à mistura.
- ...
- Foram eles que se eleitaram a eles próprios...?
Sempre mas sempre que uso saia e venho da casa-de-banho, lembro-me sempre da colega que foi à casa-de-banho e que andou a passear-se pelo corredor da empresa - o principal, diga-se de passagem. Também é digno de nota referir que todos os gabinetes são em vidro nesse corredor, logo toda a gente vê quem passa - com a saia presa no cuecal.
- A revista veio embrulhada em silicone*, por isso não dava para ver o conteúdo.
É... É parecido. Até nem está muito fora da mãe, visto que o tema da conversa era de uma revista onde silicone não falta de certeza absoluta.
* celofane.
Há pessoal mesmo porreiraço. Assim ficam mais aconchegadinhos e tudo!
Estar a secar a juba e se por acaso, passa por mim algum mosquedo, adoro apontar-lhes o secador com o calor no máximo, numa tentativa frustrada de as tostar e só para as ver a voar todas atordoadas, contra tudo e mais alguma coisa.
Ficar com a cremalheira, a língua, lábios, decote (sim, que às vezes faz depósito à descarada, não pode ver nada) e a secretária, tudo cheio de migalhas pretas, por me estar a deliciar a comer oreos.
Ahh... gosto tanto.
Ouvi dizer que "a cor comeu o cortinado".
É a crise. Até a cor já anda em total desespero e a fincar o dente aos cortinados. Deve ser um bocadinho indigesto... Mesmo assim, que danada. Então anda-me a comer o cortinado? Não podia comer outra coisa qualquer? Sei lá... algo útil, como uma camisa hawaiana, um fato de treino de cores fluorescentes ou uma fotografia do Humberto Bernardo.
Sol, vê lá se apareces para comeres a cor, porque senão, pelo andar da carruagem, ainda fico sem cortinados no aquário, e isso é que não pode ser.
Para não ficar assim:
Acho que vou começar a usar um destes:
Que acham? Não fica fashion...?
E será que cabe na mala...? ;D
- Eh pá, encontrei uma espinha no ovo.
- Uma espinha no ovo?? Isso era porque a galinha tinha dentes e assim os ovos tinham espinhas!
- ...
Ah e tal, está a chover, mas como é habitual, aqui a je não levou chapéu-de-chuva quando saiu de casa. E porquê? Porque não gosto de chapéus de chuva, porque não faz pandam com a minha roupa, porque dá trabalho carregar aquela porcaria e fico a parecer o Charlie Chaplin, porque não estava a chover no preciso momento em que estava a por as barbatanas fora de casa e porque sou tótó, sem dúvidas, porque o céu têm estado mais negro que o caraças. Naturalmente, mais tarde esta situação ia dar frutos.
A caminho do trabalho, começa a chover. «Bah, chuvinha mola tolos». Pois pois... Cai uma carga de água que eu não via um palmo à frente do nariz e não era por ter os meus óculos embaciados nem ter os vidros fumados. «Ui gaja, é hoje que vais ser baptizada até ao ossinho», pensei eu desoladamente. Lembrei-me de que na traseira do Peixmóbil tenho dois chapéus-de-sol. Eu farto-me de gozar que em caso de extrema necessidade, que ainda os utilizo e estava a ver que hoje era o dia - lá ia eu chegar à porta da empresa, com um baita chapéuzorro às cores tipo tenda de circo. Lindo não era? Esse sim é que fazia pandam com os meus calçanitos - esta é outra. De chuva e eu de calções. Oh pá, sinceramenteeeeee gaja...
Estacionei a minha garbosa viatura no parque da empresa, e a chuva continuava a cair com muita intensidade. Ainda olhei para os bancos de trás do Peixmóbil, na esperança de encontrar um chapéu-de-chuva perdido e a dar sopa «eu e a minha mania de andar a arrumar o carro e depois preciso das coisas» resmunguei entre dentes. Bem... lá vai ter de ser o belo chapéu à Batatinha. Para quem não me conhece pessoalmente, fica aqui a anotação que eu de baixa não tenho nada e sou razoávelmente mais alta que a maioria do gajedo. Agora imaginem, uma personagem canocha como eu, de calções, bota de cano alto e salto alto alto, a passar para a parte de trás do carro a parecer que estou a jogar ao Twister, rebater os bancos do peixmóbil e começar a enfiar-me para dentro da mala para chegar ao chapéu-de-sol. Belas, mas belas figuras... rabo empinado, em poses que parecia que estava a fazer yoga dentro do Peixmóbil, graças a deus - cara! - que ninguém estava a assistir. Pelo menos, é a esperança que eu tenho. Sorte das sortes, encontrei um chapéu-de-chuva. Iéééééééééé, boa! Não tenho de levar um chapéu-de-sol. Aquando fecho os bancos, outra vez em poses mirabolantes - tenho de ter uma costela de malabarista - lá me consigo sentar no banco do condutor, observo que a chuva abrandou substancialmente. «Fosga-se. Só a mim». Bem, vesti o meu casulo, abro a porta do Peixmóbil com o chapéu-de-chuva e lá vai ela. Chovia pouco mas já que tinha de acartar o chapéu-de-chuva - sim depois daquele esforço, nem que fizesse sol! - ao menos que fosse para o usar.
Ah... Safei-me! Nem uma pinguinha de chuva em cima do meu lombo. Com um torcicolo ali, um entorse acolá mas sequinha sequinha. Maravilha...
Depois da ginástica matinal por causa de uma porra de um chapéu-de-chuva, sabem que mais? Agora faz sol. Estão a ver porque não ando de chapéu-de-chuva??
E pronto. Ali está ele todo lampeiro a piar que nem um desalmado, e eu aqui, com uma vontade de me rir que nem me aguento.
Há aqui nas redondezas um raio de um bicho alado com penas, rechonchudinho, fofinho e airoso, que cada vez que pia, eu juro que parece que o raio da criatura se está a rir sarcasticamente a gozar com alguma coisa.
Olha os comprimidios a fazerem das deles.
No meio de uma conversa futebolística em que um leão demonstrava o seu orgulho para com o seu clube, onde se discutia o factor do Sporting ter marcado dois golos - até então - um deles na própria baliza, demonstrando por si só que não é egoísta, que têm compaixão para com o adversário:
- Pfff... Olha que entre ser do Sporting ou ser do Porto... (pausa) Hum... É que nem na situação "venha o diabo e escolha" é que nem Sporting nem Porto, fosga-se! E sabes bem que não sou do Benfica, por isso... pffff - diz aqui a Peixa.
Com ar chocado com a comparação, riposta o leanito em tom provocador:
- Ah! Mas tu até estás de camisola verde!
- Sim... e de camisa branca também.
- ... E tens olhos verdes! Como podes não ser do Sporting? - e vai de me gozar.
- -.-
- Até a tua casa-de-banho é verde! - grita a criatura, quando chega à casa-de-banho.
Estava à espera de mais piadolas, mas de repente, faz-se silêncio. Volta ao pé de mim, calado. Digo eu:
- Entãoooo... Com que então casa-de-banho verde...? Reparaste o que é verde?
- Er... sim...
- A tampa da sanita, não é...? O piaçaba... e o tapete no chão, que nós pisamos, não é? Tudo verde...
- Porque achas que me calei???
Ah pois é. É assim a vida.
Ando a tomar uns comprimidios naturais. Nada de anormal, somente a quantidade de água que já é bem menor que a habitual, mas é assim, há que poupar, não posso andar sempre a beber cinco litros de água por um comprimidio de 5 mm de diâmetro com a crise que aí anda. Estes comprimidios são mesmo bons, fazem com que não me babe tanto, com que não tire macaquinhos-do-sótão durante o tempo que estou parada no trânsito, nem sequer que tenha crises de parvalheira aguda. Mas nem tudo são rosas...! Sim... que uma pessoa toma aquilo na esperança daquilo ser tão bom quanto os produtos feitos à base de baba de caracol, e fica com um hálito péssimo a peixe. Parece que andei a beijar um linguado!
Raios partam. Se não é do mal, é da cura!
Acabar de roer as minhas belas bolachinhas de leite condensado com noz picada por cima, e dar-me ao trabalho de comer as migalhas que ficaram no saquinho, com uma colher.
«Se não nascesses, tinhas de ser inventada!», já me disseram algumas vezes. Vá-se lá saber porquê. Mas que as migalhas estavam fantásticas, lá isso estavam.
- Hoje vim em mangas de camisa.
Ora, se eu não estivesse a ver a criatura e alguém me dissesse isto por via telefónica, imaginava logo umas mangas compridas de camisa, apertadas no punho e a acabarem no ombro, e só para compor o ramalhete, algo similar a uma camisola de alças vestida.
Sexy, sem dúvida.
Tenho de começar a usar esta expressão também.
- Hoje vim em mangas de casaco.
ou então:
- Hoje vim em mangas de top.
- Er... Mas o teu top não têm mangas Peixa...
Também se pode adaptar esta expressão a outras peças de vestuário:
- Hoje vim em pernas de calções.
- Hoje vim em canos de botas.
Uma expressão muito útil, esclarecedora, específica e rápida de proferir, sem sombra de dúvidas.
Não é mais fácil dizerem logo: "Esqueci-me do casaco" ou "Hoje não trouxe pullover"...?
Long long time ago (i can still remember, how that music used to make me smileeee - wooo-hooooo tenho de ir aos ídolos pá, estou-me aqui a perder!!), diz uma criatura para outra:
- Eh pá!!!
- Então, que se passa??
- Possas, tenho uma coisa no olho...!!
- Queres que veja??
- Oh, deixa lá... Deve ser uma sobrancelha que tenho no olho.
- Er... Uma sobrancelha...?!
- Sim uma sobrancelha...! Porquê? - responde a alma com um tom semi irritado na voz.
- ... Grand'a olho que tu tens, para teres aí uma sobrancelha.
Duas gajas a falarem, conversas de gaja ao mais alto nível. Diz uma para a outra, a apontar para as suas maçãs-do-rosto:
- Tenho de comprar um blush, para pôr nas sobrancelhas...!!
Haveria de ser bonito, as sobrancelhas no lugar das maçãs-do-rosto...
A tampa da carica.
Pela ordem de ideias e pela lógica, deve ser a garrafa.
Ouvir músicas alusivas às sextas-feiras, numa segunda-feira.
Já fiz a minha boa acção do dia:
Encontrei uma maria café no meio do meu caminho - que quase lhe ia mostrando os meus sapatos supé fashion - peguei nela, e ensinei-a a "voar"!
Oh... digam lá que não tenho bom coração? -
fofinhaaaa ![]()
Há sítios onde "chovem" sapos (nos E.U.A. tinha de ser, pois claro, por lá tudo acontece).
Há sítios onde chove "lama" (experimentem em estar ao pé de um circuito de motocross, em que a pista está cheia de lama e vão ver como é).
Há sítios onde está sempre de chuva (nas lavagens dos automóveis e às vezes na conta bancária ao fim do mês).
Há outros sítios onde puro e simplesmente chove "chuva" (que sem graça).
E há outros, onde invés de chover sapos, lama ou chuva... "chovem" batatas fritas.
Sim... qual é a probabilidade de uma pessoa ir a passar na rua, e levar com uma batata-frita no alto da pinha?
Não faço ideia da percentagem, mas que acontece, ah acontece!
Andar desalmadamenta à procura de uma peça de roupa - porque como gaja que sou, decidi que é aquilo que quero vestir e mais nada mas mais nada me assenta bem - revirar tudo do avesso, desarrumar gavetas, armários, ver debaixo da cama - não tenho bem o hábito de colocar coisas debaixo da cama mas nunca se sabe - ver aqui, ali, acolá, ali além, nos aquários dos pxinhos, debaixo da pedra da Pistáchio... e nada! Raios partam... Onde raio anda a camisa? Round two: volta a virar e revirar tudo do avesso, a chamar nomes fofinhos, meiguinhos, pomposos ao raio da camisa que anda a brincar às escondidas comigo até que... fez-se luz. «ui... estará na cesta da roupa??» Lá fui e... lá estava ela.
Pois é bébé. Nem imaginam a nuvem negra que se gerou em cima da minha cabeça nem a neura - mais ainda - com que fiquei.
Resumindo, um belo dia!
Vou eu toda lampeira, a esbanjar charme, e cruzo-me com uma alminha que, com um sorriso de orelha a orelha, se vira para mim:
- Olha Peixa!! Já viste??
- Hein...? - viro-me e tenho um bicharoco quase a entrar-me pelo nariz a dentro - Que é isso pá?!
- É um gafanhotoooo... Não tens medo, não? - e vai de chegar e chegar o bicho a mim.
- Não... dah...!! Olha que isso fritinho até marchava!
- Oh... - desabafa a criatura, com um tom de desilusão na voz.
Resumindo. Parti o coração à criatura, que estava desejoso de me ver a correr e a gritar histericamente, por causa de um mero gafanhoto.

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