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Ó da guarda, peixe frito!

Vai com arrozinho de tomate?

Ó da guarda, peixe frito!

Vai com arrozinho de tomate?

As manhãs fazem sempre das suas.

No café, pela matina, quase antes das galinhas acordarem, entra um senhor distinto, de gravata e fatinho todo direitinho:

- Bom dia! Quero um café e uma sandes mista simples, se faz favor.

Fez-me logo lembrar o outro, que pediu sandes mista sem queijo... devia ser sandes mista de fiambre, manteiga e ar, possivelmente.

Preferia a cabeça cheia de areia.

Apanhar um escaldão no risco do cabelo é do melhor. E então quando a pele da cabeça começa a cair, mas o bronze no resto do corpo continua impec... 

Alguém vai ter de começar a usar protector solar na careca.

Realmente, quando a pele começa a cair do corpo e uma pessoa parece uma vaca malhada... É de ficar com um tique nervoso num olho!

Todos os anos resmungo sobre o mesmo.

Alguém me elucide, por favor, porque de facto, há coisas que me transcendem e que me parecem não fazer o mínimo sentido. Ora digam-me lá o que fariam, nesta situação: vão para a praia. Uma praia enoooorme. Cheia cheia de areaaaal a perder de vista. Observam o melhor spot para colocarem as vossas traquitanas. Que fazem?

Opção a) Avistam um spot fixolas, sem estarem em cima de ninguém, onde podem até estacionar o vosso camião tir, atrelado e bóia gigante com flamingo cor-de-rosa da moda ou

Opção b) Vão poisar os tarecos e montar barraca tipo tribo nómada, mesmo em cima de outras duas famílias, de tal maneira que parecem todos da mesma trupe e uma mescla de um acampamento de um festival de verão.

Pois bem. Posso partilhar que me deixa com as escamas em franja, a malta que se cola ao pessoal, tendo mais do que espaço para se esparramarem noutro sítio. Não aprecio ter de estar a confirmar que a toalha onde me vou deitar, de facto é a minha. E que as minhas garbosas barbatanas não vão dar uma trolitada em alguém.

O que me faz pensar é que devem sofrer do síndrome urbano das praias da linha. Estão tão acostumados a estarem à pinha que nem sardinhas, que quando chegam a qualquer praia o primeiro instinto é se colarem às outras pessoas. Ou então entram em pânico por se sentirem tão expostos e de facto conseguirem sentir a brisa ou o cheiro a maresia, abafado pelo maranhal nas praias povoadas, que procuram logo a sua confort zone.

Só pode. É que nada mais faz sentido.

Além de haverem aqueles que gostam de se colocar estrategicamente ao lado daqueles que levam os corta vento, para eles usufruirem que nem emplastros, do resguardo do corta vento alheio ou da sombra dos chapéus de sol dos vizinhos. Mas isso já é contas de outro rosário e tema de corta na casaca para outro post de resmunguice minha.

 

Eu e os putos.

Ir à casa-de-banho e vir uma criatura nem de palmo e meio, de surra, perguntar-me se vou fazer xixi ou cocó. Após o inquérito da razão pela qual eu tive de ir à poltrona, diz que fica a fazer-me companhia na casa-de-banho, sentada no tapete, à espera que eu acabe o xixi. Meia volta ouve-se uma vozinha fininha, como se fosse a voz da consciência:

- Já acabaste?

- Não, ainda não acabei o xixi.

Segundos mais tarde, vai uma pessoa limpar-se e a amostra de gente levanta-se e pega em papel higiénico e... quer vir limpar-nos.

Para o que uma pessoa haveria de estar guardada. Já nem na poltrona se têm sossego.

Às vezes parecem uns trava línguas

- Eu comprei um palmireiro*.

Adoro quando as crianças começam a falar palavras difíceis.

 

*palmier

Lá teria de fazer o sacrifício de roer um pastel de Belém.

Os coelhinhos são uns granda malucos... É só o que tenho a declarar. E eu tenho de arranjar um tubarão destes para mim.

Imaginem lá aqui a moi, a passear um tubarum destes, no meio das pessoas que passeiam os cães.

Olha que... bem visto bem visto... não pode é estar vento e não posso passear no meio de roseiras.

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Obs.: Quando posto coisas destas, é que me dá a sensação de que tenho de comer menos bolachas de frutos vermelhos, apanhar mais ar e ir aos pastéis de Belém comer um belo pastel de nata.

Se bem que, os cheiros dos óleos essenciais devem estar a fazer das deles, e depois quem rói com as culpas no cartório, são as pobres bolachinhas de frutos vermelhos.

Uma sequinha para o fim-de-semana.

Porque é que o elefante não arde?

R.: Porque é cinza!

 

Gostava de saber quem são os génios por detrás destas piadas.

Não consigo resistir.

Há coisas com as quais não se brinca, e este tema dos fogos é uma delas. É de doer o coração toda a devastação que podem causar, a todos os níveis (nem vale a pena mencionar... vocês caros leitores, entendem).

Mas confesso que me lembro sempre deste senhor.

Tenho uma mente do piorio... tenho dito. E toca de pôr lenha na minha fogueira, no inferno.

 

Olha ela a cuscar as conversas dos outros...

... como quem não quer a coisa e ainda por cima, para gozar.

 

De manhãzita, num café:

- Ora senhor, aqui está o seu café. Deseja mooossst....canela para acompanhar?

 

Ficava com um toque exótico, com certeza. Além de que a cor mostarda fica lindamente a fazer pandam com o castanho. O tico e o teco para acordarem de manhã, são tramados.

Vou arder no inferno. Juntamente com a mooossst... canela.

É assim só um bocadinho a roçar para o irritante.

Estamos ocupados a fazer algo, na companhia de alguém, terminamos e vamos em debandada.

Chegamos ao destino e eis que, metemos a barbatana na testa e exclamamos docilmente:

- F8&€@;# esqueci-me da cenóide não-sei-quê-não-sei-que-mais no sítio onde estivemos ocupados a fazer algo!

E... ouvimos a frase fatídica, capaz de fazer até Deus descer lá das nuvens e vir dar um calduço nessa pessoa:

- Ahhhhh eu por acaso até me lembrei, mas depois não disse nada.

Ora fosga-se... não sei o que é pior... uma pessoa se esquecer de algo que realmente precisa e que a vida sem ela não faz sentido ou ouvir a alminha a dizer aquelas barbaridades, naquela altura tão conveniente.

Sou da opinião, que às vezes mais valia as pessoas ficarem caladas, no seu fantástico sentido de oportunidade, invés de contribuirem para o enfarte ou corte dos pulsos, da outra pessoa já prestes a transformar-se em gorila, tal Songoku perante a lua cheia.

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