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Ó da guarda, peixe frito!

Vai com arrozinho de tomate?

Ó da guarda, peixe frito!

Vai com arrozinho de tomate?

Um autêntico cenário digno de filme de terror!

Se há algo que dá ganas a alguém de nos trocidar, sovar com a xanata da avó ou até de nos indicar o caminho mais longo para o nosso destino, nos indicando o sentido para uma estrada rural cheia de mémés e mata-velhinhos é chegarmos a um local, super lotado e ficarmos com o último lugar de estacionamento vago.

Acreditem em mim que até senti o olhar matador do casal que apareceu imediatamente depois de mim, ao darem a volta ao carro, tais predadores a olharem para uma carcaça, com olhar mega psicótico e hóstil que, por momentos, me fez desaparecer todo o barulho circundante, aumentar o silêncio e som dos grilos, acompanhado com a música da banda sonora do mítico filme "Tubarão". 

E eu que achava que pegar a última peça de roupa em saldos e gramar com o ar da tipa que a ia agarrar mas que as suas unhas não chegaram a tempo ou ir ao Continente no dia de promoção de 50% de desconto nos brinquedos na altura do Natal, eram coisas que desafiavam a sorte, tentavam a morte e aumentavam a probabilidade de chegar a casa às fatias, mas afinal, não podia estar mais iludida.

Só faltou me dizerem que desta vez escapa mas que para a próxima as coisas não ficam assim, com a promessa de me "acertarem o passo".

Adivinhem? Claro que vou arder no Inferno.

Fiquei a saber que há vários tipos de meditação clínica, conforme o caso da pessoa. Um género é olhar as nuvens e observar a sua textura, formas, movimento. Outro é olhar para a água, riacho, ribeiro, mar a correr, observando a ondulação da água, cor. Outra ainda, é observar uma floresta, as árvores, folhas, vida circundante. Até aqui, nada de especial, digamos assim. O pior é quando nos dizem que há uma meditação da pessoa ficar a olhar parada para... um monte de terra.

Com todo o respeito que estas terapias merecem, mas eu não aguentei e lá tive de soltar umas gargalhadas valentes e lágrimas de tanto rir, à mistura. Só imaginava a expressão de "um burro a olhar para um fardo de palha".

Sorte que, no meio disto tudo, o professor me ignora (já sabe quanto a casa gasta), embora eu saiba que, lá no seu íntimo, só lhe apetecia apertar-me o gasganete e cilindrar-me de surra. 

Haja paciência para esta gente tsc tsc

Com um fio de azeite, ficava a festa feita.

Eu e as minhas coisas. Meia volta, decido experimentar alguma coisa nova. Qual foi desta? Usar vinagre como amaciador na roupa.

Pois é... já dá para imaginar o que aconteceu. Sim, de facto a roupa fica macia eu é que podia ter exagerado menos no vinagre.

Resultado: Roupa lavada, limpa, fresca, maravilhosa! Com aroma a vinagre.

Aprendam comigo, que não duro para sempre.

A inocência é deliciosa.

Diz-me uma criatura de tenros três anos, a meio de uma conversa em que se referia algo de quando eu era pequena, metendo a sua colherada para se integrar nas conversas que a circundam:

- Era quando tu eras pequenina, tia Peixa? Eu quando era pequenina, era bebé.

 

Faz sentido. A questão é que o meu quando era mais pequenina, já abrange muitos mais anos que apenas ser bebé (*medoooo*)

Está certo.

- (...) é preciso comprar aquela borrachinha para por na ponta da cabecinha do microfone.

Adoro estas especificações.

- Bom dia. Um galão e pão só com manteiga de um lado, sff.

 

Está como o outro da sandes mista sem queijo.

Não há dúvida, que atender ao público pode ser deveras complicado e que requer uma alta capacidade de compreensão destas específicações em formato de código.

Já não existe o simples pedido de "pão com manteiga". Ou o pão é não-sei-quê ou é a manteiga que é não-sei-que-mais ou então é sei-lá-eu que coiso e tal, que és jovem.

Este sim, é um verdadeiro animal de palco.

 Até fico embaraçada ao ver isto... Eu nem o a e i o u consigo dizer, quanto mais expelir umas "jardas" destas!

Agora imaginem, quando o arroto perde o elevador... deve criar um pé de vento em casa, que até se vão as telhas do telhado e arranca azulejos da parede.

De facto... há mercado para tudo.

Um post de revolta.

Está bem, eu sei que temos de ir evoluindo na vida (ou "desenvoluindo" conforme o caso), frente ao constante "boost" desenfreado que as tecnologias têm hoje em dia, embora me queira referir mais especificamente, à "evolução" ou "adaptação" que alguns seres vivos - meu caso incluída - têm de ter aos seres vivos que "evoluem" com as tecnologias.

Okay, este início de post está a soar tão claro e elucidativo como ver um cão às voltas a tentar morder o próprio rabo porque pensa que aquilo é uma coisa dos demónios e que lhe está a atacar o próprio rabo (má escolha de palavras e péssima junção para formar uma frase, admito).

Virando e revirando o primeiro parágrafo, espremendo a ver se sai sumo, isto de aceitar e conviver com algumas modernices e o comportamento humano adjacente a essas modernices, têm muito que se lhe diga. Nem abrangendo um tema como as redes sociais e tudo o que isso engloba, desde o começo do twitter ao boom que o facebook teve, passando pelo instagram, em que as pessoas debitam na internet tudo o que fazem, inclusive tirar romelas e que foram à casa-de-banho e que coçaram o rabo com força e ficaram com vergões, relatando outras coisas tão úteis como essas e outras tantas. Todos nos fomos adaptando ao gadgets que aparecem e às situações fruto desses mesmos gadgets, desde os próprios telemóveis (que evoluiram de uma mala tipo Dick Tracy) como aos auriculares, migrando até aos dispositivos bluetooth, que nos permitem falar, fazer chamadas, com um dispositivo na orelha (tal e qual os super guerreiros do Dragon Ball, menos a viseira vermelha na frente, diga-se de passagem, mas também se arranja. Nada que uma fita cola e um pedaço de acetato vermelho não resolvam) às selfies, ao vulgo pau das selfies (este post está recheadinho de pérolas fiéis à boa língua tuga), às situações de as pessoas mal falarem umas com as outras utilizando a sua própria voz, estando quase a maioria do tempo com os olhos espetados no smartphone, mesmo em jantares ou reuniões de convívio, a andarem igualmente nos passeios na rua, de cabeça baixa a ligarem mais ao visor do que ao facto de estarem prestes a serem cilindradas por um velhinho de cadeira de rodas a motor. 

Agora, falo de mim. Adaptei-me a algumas dessas coisadas todas e tento aceitar outras, pois cada um têm o direito de se expor na medida que quiser. Adaptei-me ao facto de ver as pessoas com cenas nas orelhas a parecerem o extreminador implacável, a assistir a pessoas a falarem sozinhas, gesticularem e até rirem, percebendo que afinal não era com os amigos imaginários que estavam a conviver ou com as vozinhas solitárias no interior das suas cabeças mas era uma conversa graças a um gadget quase imperceptível. Adaptei-me ao raio das selfies e a situações de estarmos em concertos, a ouvir um belo som, a olhar para a banda e ver a surgir do meio da multidão, um pauzinho com um telemóvel na ponta, para filmar o concerto ou tirar foto ou tirar selfie. Aceitei isso.  Mesmo quando se pôs no meu angulo de visão quando estava a ver o Chester a cantar... adiante. Aceitei isso tudo. Até me desviar de malta de fuças pregadas nos telemóveis. É pá... é daquelas merdas. Porém, há algo que sim, me irrita e deixa desconfortável. Agora sim, demorei não-sei-quantas linhas e debitei não-sei-quantas palavras e conjuguei não-sei-quantas letras de modo a formarem palavras, frases, para dizer isto:

Que raio pá, cum catano e mais o catano que fez o catano, para as pessoas que ateimam em ir na rua ou em espaços públicos como nos transportes, ou quando até andam a passear no shopping ao fim-de-semana o fazem, que é por o telemóvel em voz alta e estarem a falar em altos berros para o telemóvel.

MAS PORQUÊ MEU DEUS? 

(tu.. tu... tu... o número para o qual ligou, não se encontra disponível. Por favor, tente mais tarde.)

É que tenho assistido a cada conversa, de corar o diabo. O que mais me fascina é o á vontade desta gente, de falar da sua vida, da vida de outros, assim, abertíssimamente, sem se ralando com quem ouve. Okay, a probabilidade de me voltar a encontrar com essa gente é quase ínfima mas mesmo assim, olha me voltar a cruzar com ela:

- Peixo, sabes, há tempos ouvi aquela criatura a falar ao telemóvel. Estava a debater a sua situação sexual com a sua cara metade, ao telemóvel, em pleno supermercado, com uma amiga.

Que mania, a sério. Podem não prezar a sua privacidade, mas ao menos prezem a dos outros. Não tenho de gramar com alcoviteirices alheias, nem coscuvelhices, nem apetites sexuais, nem que vão fazer a chegarem a casa e nem sequer com os seus planos de fim-de-semana. 

Ao menos, que falassem de algo útil, já que se tenho de gramar com estas situações... Olha vejam lá se falam de um trick para se lamber o cotovelo, outro truque para acabar o cubo de rubik sem ser descolar as cores todas e voltar a colar fazendo as faces de uma cor ou como fazer o saldo das nossas contas crescer exageradamente, enquanto desfrutamos da vida debaixo de um coqueiro, numa praia paradisíaca. Não... essas coisas não. É que nem a outra que falou da vida sexual, acrescentou em nada: ao menos podia ter partilhado coisas interessantes, posições novas ou novos sex toys no mercado. Nãoooo. Vá-se lá entender.

 

Pareço um animal ruminador.

 Confesso que tenho dias assim. Se não for estaladiço e fizer "crunchhh" nos dentes, não sabe ao mesmo e não me toca na alma. Claro que não falo de alimentos que por si só têm natureza suave mas sim de coisas como umas batatas fritas, amendoins, pipocas, cereais (só com leite bem gelado quase a congelar os macacos do sótão) e até o chocolate (que guardo religiosamente no frigorífico, mesmo no inverno).

(*violinos*) Que eu possa sempre preservar esta tara, que toda a gente que me rodeia tenha ouvido duro ou excesso de cera que faça que não oiça bem ou que de facto me ame mesmo assim triplamente ruidosa (falar, rir e comer coisas estridentes) me guarde Deus desta minha mania, e que não permita que alguma vez o meu faqueiro fique incompleto, por gostar de roer coisas estaladiças e ruidosas.

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Obviamente, qual o meu chocolate preferido? Crunchiiieee aahhhhh amoo tantoooooo (*salivar industrialmente*).

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 Eita que bicho do demónio. Quem inventou este chocolate devia ser cilindrado, cozido, frito e panado ou então tranformado em alga ou alforreca. No mínimo.

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