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Ó da guarda, peixe frito!

Vai com arrozinho de tomate?

Ó da guarda, peixe frito!

Vai com arrozinho de tomate?

Estamos sempre a aprender.

Hoje, para mim... no meio de milhentas coisas que ouvi, houve uma que mereceu o galardão de frase do dia, só pelo facto de me ter caído no goto e por achar que é uma frase versátil:

- "As formigas não gostam de canela."

Não concordam?

Ora então, vamos a exemplos práticos para que percebam onde quero chegar:

Num clima romântico, para desconversar quando a conversa não lhe está a cheirar ou não querem magoar os sentimentos de alguém directamente:

- Oh, minha querida... Queres namorar comigo? 

- Hum... Olha, sabias que as formigas não gostam de canela?

- (*friend zone* de modo amável)

 Spot on.

Outro caso, olhem a típica conversa de elevador, tão batida nestes exemplos, neste específico, num elevador que nem sequer têm musiquinha ambiente, o que acaba por criar um clima esquisito, ainda mais se o andar onde o primeiro vai sair, fica quase no quinto dos infernos:

- Bom dia vizinho.

- Bom dia.

- (*silêncio*)

- Ora, já viu o calorzinho agradável que se têm sentido?

- Calor...? Quase têm nevado.

- Pois... estava mesmo era a brincar. 

-(*sorriso amarelo dado pelo outro vizinho e o silêncio ainda se tornou mais tenebroso*).

- E o vizinho sabia que as formigas não gostam de canela?

"Plimmmm"- faz-se ouvir no elevador, enquanto o vizinho carrega no botão para parar o elevador no piso que estava a passar.

- Ah sim? Pois... coiso e tal é aqui o meu andar.

- Mas, mas você mora no terceiro e este é o primeiro.

Nailed it.

 

Noutras circunstâncias, para passarem por alguém culto ou se integrarem num grupo que está alegremente a falar sem vos passar bilhete (correm o risco de depois de dizerem a frase, lentamente todo esse grupo se esfuma como por milagre e, por conseguinte, o resto das alminhas que estavam na mesma área que vocês) ou até mesmo numa entrevista da tv, sobre a bola e vocês, dizendo esta frase, vão fazer um brilharete do catano. Garantidamente que no dia a seguir, ou na mesma hora, já estão no youtube ou têm um meme vosso, com essa garbosa frase.

Dissertações à parte, no fundo, além de concluir as várias aplicações desta frase, fiquei a meditar sobre as formigas. Que raio. Mas porque não gostam de canela?... É o cheiro? Têm alergia? Faz dores de barriga? É por deixar a língua dormente se roerem muito o pau de canela (esta soou mal)? Já sei! Fizeram o desafio da colher de canela, só pode!

Já sei que para as formigas não me morderem, me forro em folhas de caneleira ou então barro-me com canela, tipo o outro a esconder-se na lama, do Predador - deixem uma amêndoa coberta de chocolate com canela por cima assim abandonadita no parapeito da janela, e logo veremos se as criaturas não lhe fincam o dentinho.

Um aparte: o demo afasta-se com sal grosso e as formigas com canela. Finas, as bichas...! Mas ainda bem que o demo é com sal... se fosse com canela, os irmãos Winchester iam à falência dado o custo da canela em pó ou já tinham varrido todas as caneleiras à face da terra e emigrado para a Índia. Ah pois é. Com aqueles hábitos de por sal nas portas e janelas ou fazerem um círculo de sal para se protegerem dos demos... Olhem em canela? Possas. Ao menos podiam ir roendo uns pastéis de Belém, com tanta canelita à mão de semear.

Retomando, tomara a mim, que a porra dos mosquitedos também não gostassem de canela, mas desconfio que se me barrasse com canela, as bichas até murmuravam:

- Hummmm olhe mósquita, queridá (sim, imagino que sejam tiás, pelo barulho a voarem. Se repararem é fininho e delicado quando as moscas e abelhas quase parecem cavernosas) hoje é com topping de canela, que luxooo!

Não me safava. Virava pitéu em três tempos.

Na verdade, se algum dia escrever um livro, mesmo que seja sobre como assar chouriços na brasa, irei dar-lhe este titulo. Cheira-me a sucesso garantido.

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