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Ó da guarda, peixe frito!

Vai com arrozinho de tomate?

Ó da guarda, peixe frito!

Vai com arrozinho de tomate?

Ah pois é... Ó da guarda!

frito e escorrido por Peixe Frito, 25.10.22

Ó senhores, deixa-se de passear as peles por estas bandas e quando se volta a dar uma espreitadela, imensos desafios me foram colocados!

Pois bem, desculpem a ausência mas a vida assim o obriga, bem como ao facto de não ter respondido a nenhum dos vossos desafios. Tenho de ir cuscar se ainda estão no activo ou se já se transformaram em pó e foram levados pelo vento dos tempos (que poético).

Beijinhos a todossss

Peixa.

Deve ter sido o mesmo que criou o design das melgas, só pode.

frito e escorrido por Peixe Frito, 28.07.22

Há coisas do caraças e uma delas é quando um animal foi desenhado, projectado e fabricado onde quer que ele tenha sido, há sempre margem para algo de diferente se dar... um raio de evolução ou, em casos muito específicos, desivolução mesmo. Imaginem uma barata. Por si só, já é um animal lindo, lustroso, fofinho, airoso e limpinho e asseado - ficava aqui por dias, a debitar fofozuras sobre as baratas - logo, era necessário que alguém se lembrasse de fazer uma versão large do bicho? E, como bónus, lhe dar asas com potência suficiente, para voarem? Completamente desnecessário, a meu ver. Ser tão perfeito, cheio de atributos e qualidades invejáveis - não por mim, mas há gostos e mercado para tudo: há quem adore a sua crocância, outros a textura e ainda quem adore mordiscar aquelas anteninhas e fazer as patas de palito dos dentes - que aguenta não-sei-quantos dias sem comer e sem cabeça, sendo o potencial sobrevivente a uma catástrofe natural e nuclear em todo o planeta - ainda assim, nada me faz querer ser uma barata. Quando me perguntam "Que animal gostavas de ser?" decididamente, a barata nem me ocorre, é mesmo ponto assente que não faz parte integrante das minhas ambições, a não ser que seja para apanhar uma desgovernada, aí é o foco número um da minha ambição - acho que as asas eram escusadas. É pá, para quê? Principalmente porque o dito animal têm a mania o atributo de andar a chiriquitar onde não deve e quando uma pessoa o tenta apanhar, engata a primeira a fundo e lá vai ele, ó patinhas, aquilo vai na jarda que até arranca o pavimento! Onde entram as asas? Eu digo qual a utilidade delas. Além de excelentes trepadoras, fazendo inveja ao Homem Aranha a subir os prédios, as baratas gostam de voar à noite, a desfrutarem da brisa nas antenas. Curiosas como só elas sabem ser, apanham uma janela aberta e lá vão elas, sem serem convidadas, entrar em casa alheias verificando a decoração dos residentes, mas principalmente a qualidade da sua limpeza e asseio - deviam de trabalhar para as entidades responsáveis dessa área - fuçando por tudo o quanto é sítio. Posso dizer, que isso pode ser descabelante para os habitantes da casa. Segundo dados de relatos recolhidos recentemente, de testemunhos que sofreram dos abusos de uma barata, afirmam que: "ela entrou pela janela, durante a noite. Começou a correr pela cozinha e foi esconder-se na despensa. Bem que virámos tudo do avesso e barata, nem vê-la". Está o caos gerado. Onde se enfiou a barata? É que é assim, não dá jeito nenhum ir tomar banho e ter uma barata voyeur a assistir à cena, sozinha - há aquelas que são específicas e adoram espreitar pelos respiradores da casa-de-banho e inclusive, tentam vir para o banho também - ou andar a coçarmos o rabo pela casa descansados, e andar sempre uma na escuridão, a mirar-nos, fazendo o relatório para a central baratal, de pesquisa sobre os humanos.

Ora, convenhamos, a barata que foi para a despensa, foi esperta. Com tantos sítios em casa bons para ela, incluindo a porta da rua, foi afofar-se na despensa cheia de paparoca.

Ninguém ainda sabe do paradeiro da barata, mas se é capaz de sobreviver aos arraiais com músicas da Maria Leal, certamente que uma despensa é coisa para meninos. Mais certamente, vê as gerações da família a mudar, sobrevive à passagem do tempo, enquanto enche a barriga de bolachinhas e bolinhos, do que a encontrarem. Muito menos se conseguiu apurar, o que a fez fugir para dentro de casa, mas uma coisa é certa: era dispensável. Altamente dispensável. E de quem é a culpa no meio disto tudo? Do inteligente que decidiu incorporar asas nas baratas! Ao cromo mirabolante que arquitectou as baratas: na próxima, fica sossegado. As baratas já são o que são por si só, mas porque raio asas?? Asas em algo assim?! Não deves ser tu quem as aturas, certamente. Se uma entrar pela tua casa adentro, porque se lembrou de fazer da tua casa pista de aterragem ou de sítio para acampar por tempo indeterminado, te paparocando o que tens na despensa e usando os teus rolos de papel higiénico que enfeiraste na altura do confinamento - ultrage!! Como a barata se atreve?! - vais ver como elas mordem e com quantos paus se faz uma canoa. É para aprenderes.

É... meia volta é arroz queimado.

frito e escorrido por Peixe Frito, 04.07.22

Pelos vistos tive uma posta em destaque e nem sequer soube 

Agradecida à equipa do sapo, pelo destaque  Foi mesmo uma história maravilhosa a ser destacada, pois é importante partilhar determinadas situações para que arrepios-de-vergonha-alheia sejam diminuídos e que a malta aprenda com as cromices dos outros e não se ponham em certos preparos.

E estou viva, para quem ande aí a pensar que fui para outros mares! 

Era mesmo aquilo que eu queria ouvir, dada a situação em que nos encontrávamos.

frito e escorrido por Peixe Frito, 04.07.22

A abraçar a Rabinho pequeno, como cumprimento. Assim daqueles abracinhos apertados e diz ela, ainda agarrada a mim, ao meu ouvido:

- Sabes tia Peixa... Tenho piolhos.

- Ainda bem que me estás a dizer isso enquanto te estou a abraçar.

Momentos maravilhosos que eu vivo.

Nunca me senti tão sexy e escaldei tanto os pés na areia.

frito e escorrido por Peixe Frito, 15.06.22

Após bastante publicidade - falado uma ou duas vezes no máximo e só com uma alminha - acerca de umas cenaices que ajudam a retirar as peles mortas dos pés, decidi experimentar. Nestes dias de feriados em pack, era a melhor altura para ter uns pés lindos e maravilhosos, frescos e fofos, dignos de uma sereia - sim, sereia. Que a Cinderella deve ter cada calosidade, que é obra. A julgar pelo que ela trabalha e pelas socas que usa, ou têm uma excelente pedra pomes e bons cremes hidratantes ou então esqueçam lá isso. "Fada madrinha, quero ir ao baile!" "Não, Cinderella. Tu queres mesmo é que eu tê dê um dia no spa, para tratares dos presuntos, qual baile, qual quê. Estas miúdas só pensam é em bailaricos e andarem a mexer o bum bum" -  Lá experimentei a cenaice, questionando-me sempre como raio aquilo iria funcionar, dado que aqui a criatura não é dotada de cascos pés que quando vão à pedicure mais parecem lascas de queijos, as peles a serem retiradas, mas sim algo semelhante ao fim de uma embalagem de queijo ralado: migalhitas e nada, quase nada que se veja e se preze de ser chamado de pele morta. Ora, cumprindo todos os requisitos das instrucções, zero de peles a começarem a sair. Disclaimer: Durante 15 dias (sim 15 dias) as peles iriam começar a sair. "Meh" pensei e disse eu, na minha santa inocência. "Isto não vai dar em nada". Mal sabia eu, o que me esperava ao virar da esquina! Chega a altura de pôr as peles a apanharem ar e nada de cascas de queijo à vista. No dia em que me aperalto toda para ir à praia, olho para os pés: ia-me benzendo! Parecia uma autêntica cobra a mudar a pele! "Eita, diacho", pois é, pois é. Tinha logo de ser quando ia estar em público que isto me iria acontecer. Basicamente, passei uns 4 dias a tirar as peles dos pés - mesmo a tempo do fim-de-semana comprido acabar - que parecia que tinham sido escaldados que nem as patas das galinhas antes de se confeccionar ou que tinham estado de molho e a água evaporado, ficando o calcário a marcar a zona do nível da água inicial.

Vos digo e garanto que parecia mesmo que tinha farrapinhos laterais nos pés, uns flippers ali, mil patinhas de centopeia, mas de pele. Ainda se entrasse na água e desse para boiar, mas nem isso! Situação digna de ser mencionada, com medalha de mérito de participação no meio desta coisada toda, foi o facto de a areia ser grossa, com pedaços de seixos e a escaldar nas horas do caraças. Ou seja, a altura melhor e mais do que perfeita, da pele dos pés mudar e estar fina e nova, sem espessura no calcanhar para criar barreira à prova de assanços das barbatanas! Nem 1 milímetro que se preze de forra de casca de queijo da serra havia. Quase parecia aquele anúncio dos anos 90 a um refrigerante em que até o cão se queixava da areia quente, mas na vertente que pé na areia, só na imaginação e mesmo assim, queimava.

Conclusão: Não me apanham em outra. "Ah e tal que és jovem", mas não. Felizmente não ia em fim-de-semana romântico ou com a intenção de ir à caça de gambuzinos, porque assim, ui ui, caiam todos aos pés mas era de choque com tal paisagem de natureza morta viva. Pena não haver daqueles peixinhos que comem as peles mortas, aonde estive. Era um festim que virava tudo peixes baleia!

Assim fico menos triste e a achar-me menos desenquadrada.

frito e escorrido por Peixe Frito, 03.06.22

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Uma pessoa acha que é especial, diferente, que não há ninguém como ela. Que não aperta os botões todos do casaco ou que os parafusos já estão calcinados. E, a vida linda e maravilhosa como é, mostra sempre que estamos a ser maus connosco, exigentes, que afinal não somos os únicos no meio da multidão, que há mais malta com paragens cerebrais e a acusar os macacos do sótão estarem queimados. Nestes dias, a vida presenteou-me com uma sincronicidade dessas, assim, do nada. "Vá Peixa, vês minha filha, como não estás só", diziam as vozes que habitam a minha cabeça.

Está uma pessoa embrenhada nas suas questões existenciais, a olhar para o infinito e mais além, a pensar que fazer para o jantar e de repente, é ver o carteiro a chegar a alta velocidade, na sua farronca esbelta moto, de capacete aberto e... máscara posta.

Está certo. Ao menos assim fica protegido de tudo o que anda no ar, incluindo a mosquitada. Só têm um senão: o bronze. Vai andar sempre de máscara posta, até a lavar os dentes. Uma coisa é certa, ninguém pode acusar o carteiro que ele não têm cuidado com a correspondência. Atencioso, o senhor.

No meio desta salganhada toda, já vão 14 anos! (com update!)

frito e escorrido por Peixe Frito, 27.05.22

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Ah pois é. 14 anos e parece (quase) mesmo que foi ontem (ou onteontem, como dizem certas pessoas) que decidi espalhar o terror pelo charco blogosférico -  Parecendo que não, é mais velho que grande parcela da população  E pior ainda, na fase maravilhosa da adolescência!

Nem alguma vez me escorreu no tico ou no teco, que este espaço durasse tanto tempo. A verdade é que mesmo com muita ou pouca frequência de postagem, considero parte de mim. E sinto falta de visitar os cantinhos que sigo ou de responder a comentários. Porque assim o é há algum tempo e acaba por fazer parte da rotina igualmente. 

A título de piada, desafio os leitores a comentarem neste post o que mais vos apraz aqui na fritadeira e de facto, o que é que vos move que cá venham ler e interagir - nada que fazer, falta de amor pela vida, porque clicaram no link por engano, também são respostas plausíveis.

Agradeço a todos as vossas visitas, comentários, o terem coragem de seguir aqui a fritadeira e de facto se habilitarem a queimar as pestanas a ler, bem como a amizade, carinho e boa disposição, com que normalmente aceitam o meu humor sarcástico, que tantas vezes é interpretado de outros modos. Agradeço igualmente todos os destaques que tenho tido e todos os feedback's que recebo.

A todos, os meus agradecimentos. Que venham mais anos em conjunto e vagar para escrever e relatar as coisas da vida!! 

Agora, vamos ao bolo!! 

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Quem quer uma fatia?? Façam fila!!

Obs.: Imagens palmadas da net. Com muita pena minha, pois este bolo é o sonho de qualquer confeiteiro!

 

UPDATE: E em dia de festa, um miminho da equipa do sapo blogs, ao destacar aqui a festarola! Agradecida  

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São estes pequenos grandes gestos, que fazem pessoas como eu (não me intitulo propriamente blogger, "crommer" talvez) continuar a escrever por aqui. Não necessariamente pelo se ser destacado (naquela do "ai o meu ego a inchar que nem um pirúm") mas o factor de que a equipa têm o pessoal debaixo de olho, nos presta apoio e efectivamente, dá 5 minutos de holofote a muitos que o merecem (mais uma vez, não estou para aqui a armar ao cágado, muitos bons blogs conheci-os precisamente devido aos destaques). Posto isto... Ainda há bolo!!! 

Quase parecia que nos queria era agredir, tal ultraje!!

frito e escorrido por Peixe Frito, 26.05.22

Com tom de indignação, resmunga a Rabinho Pequeno:

- Já viste tia Peixa?? O pai comprou as velas a dizer que fazia 34. 34!! Mas ele não faz 34!!

Crianças. Mal percebeu ela que bastava trocar as velas.

Sempre ouvi dizer que há uma primeira vez para tudo.

frito e escorrido por Peixe Frito, 24.05.22

Se há coisa que nunca pensei, foi proferir tais palavras e ainda mais, a um homem:

- Queres vir comigo ver morcegos?

Há quem veja as estrelas. Observe as perseidas. Desfrute de um eclipse ou lua de sangue. Agora, ir ver morcegos?

Só eu. É que é tão romântico, que até dói. O que vale é que a ideia não é essa, porque se fosse... acho que ganhava só pela originalidade.

Lá vai o Batmam emigrar ou meter baixa ou vai de férias, ao saber que eu vou andar a observar morcegos naquele dia. É o preço que a humanidade têm de pagar, para que eu possa andar a passarinhar durante a noite, a ver bichezas (noite escura + morcegos pretos = não se ver um rabo. Mas fica a intenção de se ver um vulto ou sombra de morcego, na noite).

True Story. Isto aconteceu com uma amiga de uma amiga minha.

frito e escorrido por Peixe Frito, 11.05.22

A ver as horas a passarem e nada de aparecer a companhia para ir ginasticar. Manda sms:

- Ainda demoras? Daqui a nada não ginasticamos nada de jeito!

- Estou só a acabar o número dois e já vou.

«Número dois? Deve ter-se enganado na sms, só pode. Vou ligar-lhe!!»

- Sim tia...

- Olhaaa, não te enganaste na sms? Era para mim? Estás muito atrasada? - diz a criatura com tom inquisitivo e meio a roçar o aborrecido.

- Não tia, estou só a acabar o número dois e já vou ter contigo.

- Número dois? Mas que é isso??

- Ó tia, a sério... Não sabes?? (*risos*) Estou na casa-de-banho a fazer troncos de árvore (alterei as palavras pois este é um blog familiar, não há cá palavreado mal amanhado e merdices dessas)

- Ah, oh, desculpa! Não sabia que também se chamava isso a largar cordas de navio! Desculpa, fico à tua espera.

Só vos digo uma coisa... Certamente se fosse eu que estava a libertar os prisioneiros, não iria atender o telefone! Então está ali uma pessoa a parir pedaços de tijolo e a ligarem-lhe? Haja paciência. Novas tecnologias dão nisto, nem na poltrona temos privacidade.

Posto isto... belo momento de arrepios-de-vergonha-alheia, ou não foi? Ah foi, pois!!