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Ó da guarda, peixe frito!

Vai com arrozinho de tomate?

Ai Santa Inocência e para aquilo que eu estava guardada.

11.12.19, Peixe Frito
Por vezes, é tramado existir uma criança pequena na família. Principalmente uma que adora ir-se enfiar na casa-de-banho, quando uma pessoa lá está. Bem que podemos fechar a porta, enxotá-la, que ela não arreda pé. É neste suposto momento de descanso e nada privado, que ela decide fazer conversa sobre a mais variada miríade de coisas. Pronto, sei lá. Se calhar fica inspirada. Uma pessoa, lá acaba por tolerar a presença dela. Afinal, é pequena, não entende ainda certos tipos (...)

Desafio de escrita dos pássaros #13 | E assim todos viveram felizes para toda a eternidade, com os dentes livres de cáries!

10.12.19, Peixe Frito
Em um filme de zombies, cuja existência foi causada por um vírus de laboratório que gerava a mutação nas pessoas, era de esperar que o final do filme mostrasse a cura. E assim foi. Alice, a única com o antídoto contra a bicheza que gera zombies como uma linha de espetos vira frangos ao lume, descobriu como curar os zombies e salvar a humanidade. Em pleno ambiente de caos e destruição, Alice foi à Fábrica de Chocolate falar com o Willie Wonka e conseguiu o seu contributo: saiu (...)

Desafio de escrita dos pássaros #12 | Cá para mim, era um plano maquiavélico.

06.12.19, Peixe Frito
Isto aconteceu a uma amiga minha. Juro que é verdade. Passo a relatar: Ora então, era ao fim da tarde, era à noite, era de madrugada, sempre a dar-lhe! Não havia descanso. De manhã era acordar com olheiras, cabeça moída e enrezignada. E não era para menos. Havia um par de bichos alados, que tinha o hábito de pousar na estrada, mesmo em frente à casa da moça, a fazer uma chiadeira um para o outro, como se tivessem na galhofa. Certo dia, a rapariga passou-se da marmita, abriu a (...)

Desafio de escrita dos pássaros #11 | Ela é de facto alguém com um parafuso a menos, mas nós amamos ela na mesma.

06.12.19, Peixe Frito
«Tenho fome. Tenho fome. Tenho fome. Tenho fome. Mas será que ela não chega a casa? Onde andará ela??» enquanto isso, andam as feras às voltas pelo seu estaminé, a virar tudo do avesso: plantas a serem desenterradas, pedras fora de sítio, castelos tomados e de patas para o ar, no fundo, um ver se te avias. Finalmente ouvem-se as chaves na porta - eu Peixa, quero pensar que eles ouvem, mas duvido - a porta fechar e um: - Olá meus amores! - seguido de uns gestos de ondular com as mãos. (...)

A minha black friday.

04.12.19, Peixe Frito
Sabem quando compram um telemóvel novo e ficam todos contentes com a cenice? Formatam ao vosso jeito, instalam as apps que tinham no antigo tijolo, as músicas, as fotos, os contactos e tudo e tudo e tudo. Arrumam a antiga criatura na caixa dele e armazenam no arquivo vertical dos telemóveis de vossa casa. E tudo corrre bem, até chegar a segunda feira a seguir ao fim-de-semana do black friday. De manhã, o receio de não ouvir o novo despertador, era latente. Até acordei antes da (...)

É com muita tristeza, que tenho de dar esta notícia.

04.12.19, Peixe Frito
Pois é meus caros, pesa o coração. Muita mágoa. O que vale é que as boas memórias prevalecem. Vou-me deixar de rodeios porque acredito que as más notícias, devam ser dadas sem paninhos quentes nem falinhas mansas, usando a técnica do penso rápido ou do puxar da banda de cera no peito do Tony Ramos. Dói, mas têm de ser.  Ontem à noite, deu-se um acontecimento: a minha comadre aka saco de água quente, desfaleceu. Estava tudo bem, estava operacional como sempre. Pronta a que (...)

Desafio de escrita dos pássaros #10 | Já eu acho que, como diz o outro: "Pior do que perder o sono durante a noite, é achar o sono e ficar com ele o dia t...

21.11.19, Peixe Frito
Eu pensava que era só eu que era assim quando era pequena, que estava várias vezes sempre a torrar o juízo a perguntar aos meus pais coisas como: "quando vamos comer?" "quando vamos embora? " e é claro, o mítico "já chegamos?", mas afinal, não. Há quem me tenha destronado a alto nível. A situação mais conhecida da família é a do piolho aka lagartixa aka mano da cú rabinho pequeno, quando íamos todos de viagem em família, de férias. O sacana do rapaz ia a ferver batatas, (...)

Desafio de escrita dos pássaros #9 | Ora, para o que me haveria de dar!

21.11.19, Peixe Frito
Isto de se ser peixe, acordar em uma ilha deserta e núzinha em pêlo, como se veio ao mundo, têm muito que se lhe diga e pano para mangas - agora até dá jeito o pano para as mangas, com o frio que têm estado. Não me importava que isso acontecesse, desde que tivesse comidinha, me pudesse abrigar numa palhota que tivesse uma cama de rede e ter como voltar - isto é mega importante. É a minha lista de exigências - de resto até às vezes sabia de facto bem estar numa ilha deserta, (...)

E não há uma, sem duas.

21.11.19, Peixe Frito
Apesar de não ser no mesmo dia, foi quase. Não ter acompanhamento para o almoço. À última da hora, dado que me levantei tarde - os lençóis andam a fazer de mim um burrito e não me deixam levantar do quentinho, de manhã - teve de ser à lei do desenrascanço. Não dava massa. Não dava arroz. Salada? Nada disso, está muito frio. Soluções? Batata frita. Só que... isso não habita lá pelo aquário. Que fiz? Trouxe da batata frita palha que tenho para fazer cogumelos à brás e (...)

É do frio e da ómidade, só pode.

21.11.19, Peixe Frito
Há dias assim, em que coiso, estão a ver? Pois eu fui deixar o peixmóbil na oficina à hora do almoço e eis que, quando cheguei ao trabalho e pousei a mala, estava a sentir algo estranho. Procurava as chaves da viatura mas não encontrava em lado nenhum. E vasculhei bolsos, mala, bolsos, mala, bolsos, mala, parecia eu um boneco com um glintch, que não parava de fazer o mesmo. Até pensei se não tinha deixado as chaves na ignição! - o que era estreia. Nunca tal coisa me aconteceu. (...)

E assim, com as experiências da minha vida, partilho estas constatações, para que ninguém sofra o mesmo que eu sofro.

08.11.19, Peixe Frito
Pois é. Cheguei a uma constatação dura. Dei de caras com a verdade nua e crua, fria e enregelada, que vira tudo das avessas, desarruma e deixa tudo de pantanas: Está provado que não dá com nada dormir com meias. A sério. É agradável a situação de os pés aquecerem, ficam fofinhos e maravilhosos, e mesmo em pleno inverno, ficarmos com calor e acabarmos por tirar as meias a meio da noite. Mas é aí que se dá a propensão da calamidade que vos falo hoje. É que ao tirarmos as (...)

E são coisas destas que aquecem o coração.

08.11.19, Peixe Frito
Pois é, anda piolheira à solta de modo selvagem, pela escolinha da cú rabinho pequeno. Infelizmente, ela apanhou. Anda a fazer o tratamento e a mãe explicou-lhe que ela agora têm de andar de cabelo preso, por causa dos piolhos. Sabem que responde ela à mãe? - Então quer dizer que não podemos dar mais abracinhos? Já entenderam como ela apanha os piolhos, não já? Apesar de andarem numa de partilha de animais selvagens, é bom saber que as crianças têm o hábito de se (...)

Desafio de escrita dos pássaros #8 | Escreve uma carta para a criança que foste

04.11.19, Peixe Frito
Eu nunca fui muito dada a essas cenices de escrever cartas para mim do futuro e muito menos para a criança que fui. Devo dizer que eu escrevendo para o eu alevim, correria o pleno risco de eu não conseguir ler a minha letra – era algo que me fazia espécie, caligrafias. Naquela altura eu achava que toda a gente devia de ter a mesma letra, para eu perceber, apesar de ler muito bem – e poderia dar-se a eventualidade de eu não ligar um rabo à situação mesmo. Porque raio, iria eu do (...)

Mas é claro que tinha de fazer uma piada de Halloween.

31.10.19, Peixe Frito
Duas amigas à conversa: - Sabes miga, vou-me mascarar de vidente no Halloween. Vou fazer uma leitura. - A sério?? Ahhh depois tens de me mostar as fotografias!! - (*silêncio*) Miga, estava a brincar! Disse aquilo porque vou mesmo fazer uma leitura! Não preciso de máscara! Às vezes o sarcasmo passa ao lado. Mas não faz mal. Temos de dar desconto que o índice de ómidade anda elevado.

E pareço uma maluquinha.

31.10.19, Peixe Frito
Sabem aquele nevoeiro que não é carne nem é peixe? Que não é denso e nem subtil? Que aprece um degradé do céu até ao chão, assim com ar de filme de Tim Burton, quando entramos em um sítio que nos faz sentir que vai haver uma grande probabilidade de apanharmos um cagaço e humedecer a cueca de medo? Pois é assim que têm estado para as minhas bandas. Ao que parece, o universo anda a mascarar-se e a preparar-se para o dia das bruxas com antecedência. À noite, as estradas (...)

Mesmo a probabilidade sendo pouco, há sempre probabilidade de acontecer.

31.10.19, Peixe Frito
Tudo está okay e maravilhosamente a funcionar. Vão na vossa viatura e começa a chover torrencialmente. Ora então, vamos lá a por as escovas a funcionar. Isso queriam vocês! As escovas da viatura avariaram e vocês não vêem um boi à frente! Que vos resta? Terem de continuar a conduzir, até poderem parar em um sítio minimamente seguro, até a chuva passar. Mas como já estão a ser bafejados pela sorte, a chuva não pára, está pegadinha. E ali ficam uma eternidade, à espera que (...)

Uma das minhas definições de coragem.

29.10.19, Peixe Frito
Ou então, de que têm uma máquina de lavar bestial e um detergente maravilhoso!! Ora... vestir roupa branca ou quase branca, em dia de chuva, em que há poças, lamas e está tudo badalhoco por todos os lados? Que uma pessoa vai a andar e espirra a parte debaixo, atrás, das calças, só com o movimento de andar na rua? Sem falar em se encostar acidentalmente a algum lado, e ficar lá logo a marca com um texto "eu estive aqui"? Gabo a coragem.