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Ó da guarda, peixe frito!

Vai com arrozinho de tomate?

Vento ventaniaaa

31.07.09, Peixe Frito

    Eu adoro a praia. Sim, não fosse eu uma verdadeira Peixa. Mas há uma coisa que me incomoda gravemente na dita: o vento.

   Não há nada mais agradável, que chegarmos à praia, inspirarmos aquela maravilhosa maresia, sentir a areia nos dedinhos dos pés. Pousarmos calmamente as coisas, abrir o chapéu, colocar protector solar, estender a toalhita, sacar do jornalinho ou revistinha do saco, deitarmo-nos, et voilá.

   Agora vejam a versão com vento:

   Chegamos à praia, inspiramos aquela maravilhosa maresia, e acabamos por nos engasgar, que entretanto inspirámos areia igualmente sem darmos conta. Além de sentirmos a areia nos pés, sentimos no resto do corpo todo, numa sensação muito semelhante a sermos picados por milhentos alfinetes - depende da força do vento naquele dia - e levamos com muita em especial nos olhos, que por obra do acaso, sempre que há vento na praia, areia nos olhos e na boca, é o que não falta. Tentamos pousar as coisas, tirar a roupa sem que esta seja levada, e lá tentamos igualmente colocar o chapéu. O vento a dar-lhe, e o chapéu a virar do avesso, nós a tentarmos espetá-lo mais profundamente no areal, mas mesmo assim, quando menos damos conta, já lá vai ele, a ser levado até à outra ponta da praia (ou a encalhar no banhista mais próximo) tal pena ao vento. Vamos buscá-lo, irritados, e até chegamos a fazer um género de forte, com as chinelas, com os sacos, em torno do pé deste, a ver se não é levado. Depois de nos assegurar-nos pela enésima vez que o chapéu não se pira, chega a vez de pormos protector solar. É uma das tarefas mais difíceis nos dias de vento, ainda mais porque chegamos à conclusão, depois de nos barrarmos com o protector, que mais parecemos um croquete que outra coisa. Estendemos a toalha, com um pé em cima, não vá esta ser rebelde e armar-se em chapéu de sol, e tiramos os jornais e as revistas do saco. Conseguimos deitar-nos, mas... o vento está sempre a virar-nos as páginas, e a encher tudo de areia. Sem referir que a toalha está constantemente a emaranhar-se, a fazer oásis de areia nela, e que no fundo, até temos vontade de ir à água, mas nem nos atrevemos, que depois de sairmos desta... outra vez croquetezinho. Isto nem falando do factor que sair do banho em dias de vento, há uma grande probabilidade de virarmos cubo de gelo.

    Daí eu admirar eternamente, as pessoas que têm a coragem de irem para a praia do Guincho.

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