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Ó da guarda, peixe frito!

Vai com arrozinho de tomate?

Uma verdadeira amiga da Natureza...!

06.08.09, Peixe Frito

    Uma coisa que me dá especial prazer, na praia (não não são as massagens), é o contacto com a natureza: Andar a apanhar caranguejinhos nas rochas e a colocar em cima de alguém que tem medo, mandar areia molhada às pernas dos amigos,  fazer vibrações nas águas para as anémonas se recolherem, andar a brincar com as algas, a fazer de conta que tenho uma cabeleira nova, mandar novamente aos amigos, e essas coisas todas. Mas aquilo que eu realmente adoro, é confraternizar com as alforrecas. Gosto especialmente de alforrecas, apesar de serem viscosas e terem a mania que são artistas, ao picarem as pessoas dentro de água. Sou fã delas, principalmente quando chegamos logo de manhã à praia, e encontramos montes delas, mortas, à beira-mar - Eis uma imagem assim um bocado a roçar o nojenta. Uma alforreca morta é assim viscosa, gosmenta, só para não dizer que parece uma coisa começada por "e" e acabada em "reta". Boa moça como sou, o meu coraçãozinho mole quer sempre que as alforrecas descansem em paz. Então, que faço eu? Tenho um ritual muito próprio. Se quiserem, uma espécie de cerimónia fúnebre: Vou logo a correr, mal vejo uma alforreca moribunda à beira-mar, cavo um buraco na areia e zimbas, vai de arrastar a alforreca lá para dentro, cobri-la de areia, e ainda mandar uns saltinhos em cima, a certificar-me que fica beeeeem enterradinha. E depois, é só fazer um reconhecimento de terreno, a ver se existem mais alforrecas que bateram a bota, à beira-mar, para terem o mesmo tratamento que as outras.

    Sou ou não sou, uma jóia de moça? Já mereço um lugar no céu. O deus alforreco deve adorar-me.

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