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Ó da guarda, peixe frito!

Vai com arrozinho de tomate?

Histórias horripilantes de Halloween (2)

29.10.09, Peixe Frito

     Esta não é bem de Halloween, mas pronto..

 

    Conta a minha vózinha Peixa-Mor, que lá na santa terrinha dela, lá para trás do sol posto, onde Judas perdeu as botas para ser mais precisa, havia um cemitério. Por coincidência, ao lado do cemitério, haviam terrenos de cultivo de legumes, tais como tomates, favas, batatas, etc. Pois bem, hoje já não se usa muito este tipo de gesto, mas naquela altura (no tempo da Maria Cachucha d.c.), era muito usual as pessoas terem os seus terrenos cultivados, e na altura de colher os vegetais, falavam lá pela terra se alguém os ajudava, e o pagamento de tal ajudinha, era uma determinada quantia de legumes. Muita gente ajudava, mas porém, ninguém queria as batatas. A vózinha Peixa diz que não se ralava, que não se fazia de rogada, pois comer é comer, e umas batatinhas calhavam sempre bem à mesa, de onde quer que fossem as suas origens.

     Então querem saber porque ninguém queria as batatas? Eu conto... É que os pés das batatas encontravam-se rente ao muro do cemitério, e as ditas raízes alimentavam-se de vários nutrientes da terra, inclusivamente... da decomposição dos mortos (dizem e até tem alguma lógica, né?). Assim sendo, as pessoas ajudavam a apanhar a batata, mas ninguém a queria. Conta a vó que as batatinhas eram lindas e grandonas, assim mesmo com bom aspecto (pudera...! 100% orgânico!!! Se fosse actualmente, acho que as batatas não se safavam, porque acho que os botox e silicones e companhia limitada, não devem ser muito comestíveis, nem devem de adubar nada).

     Ora digam-me. Vocês também não comeriam destas batatas, apenas porque nasceram encostadas ao muro do cemitério, com uma grande probabilidade das plantinhas se alimentarem da decomposição criada pelos corpos dos mortos lá enterrados?

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