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Ó da guarda, peixe frito!

Vai com arrozinho de tomate?

E ainda é preciso ter lata...

28.06.12, Peixe Frito

  Vir pedir-me moedas, quando eu estou a estacionar num sítio onde há taxa de estacionamento e das mais caras.

  Deve de achar que as moedas nascem nas árvores.

  E ainda me diz:

  - Olhe, atenção com as horas que a partir das sete não paga!

  E se se fosse lixar, não?

Que "irritância" pá!

28.06.12, Peixe Frito

  Se há coisa que detesto, é estar a manobrar o Peixmóbil e, como por artes mágicas, aparecer um arrumador na traseira, a dizer-me como o fazer. Ontem, por pouco, não embiquei mais a menina para cima dele porque não calhou. Ia mesmo ficando bem passado.

  Raios partam.

Isto sim, é uma verdadeira tortura!

27.06.12, Peixe Frito

   Ironia da vida, hoje não vou poder dizer juras de amor aos nossos jogadores da selecção nacional. Vou sofrer à distância e por meio de sms. Assim não há direito. Não vou poder mimar com nomes fofinhos e mimosos o Ronaldo quando ele chutar e a bola bater na trave da baliza, nem acarinhar o adversário quando nos fazem falta à descarada.

   Lá dizem que o que os olhos não vêem, o coração não sente. Mas não é bem assim. Como eu queria poder torcer pela nossa selecção, por a mão ao peito e cantar o nosso hino nacional.

   Não ligo muito a futebol, aliás, o pai Adamastor costumava perguntar:

   - Peixa, filha, és de que clube?

   E eu, na minha santa ingenuidade, respondia:

   - Da selecção nacional, pai!!

 

   Pois é... Pequenita e já era assim... peculiar! :)

   Ao menos poupo as unhas, o fígado, o estômago e o coração.

   Mas ai meu deus, não respondo por mim se ganharmos o jogo.

   Pelo sim, pelo não... E claro, não querendo intimidar o adversário, nããããão temos de ser bons desportistas, mas que tal o pessoal no estádio se vestir de padeiro e ter na mão uma pá de padeiro...? Hum...? Assim só porque, coiso e tal. {#emotions_dlg.portugal} 

Ainda vira moda!

27.06.12, Peixe Frito

   Uma adenda às gajas:

   Quando vão à casa-de-banho e têm um vestido, ou uma saia ou calções ou o que seja, aconselho-vos a terem cuidado com as vossas cuecas. E porquê? Pois bem, porque às vezes acontecem coisas meio inesperadas, as quais nós não costumamos ligar, mas que efectivamente acontecem.  Provavelmente a maioria do gajedo nunca reparou nesta situação... Excluindo aqui a je, pois está claro. Sabem a que me refiro? Não queiram sair da casa-de-banho, com a marca dos elásticos do cuecal, nos tornozelos ou em outro sítio das pernas. Ah pois é. Posso garantir que não é bonito e que aquelas porras de marcas custam a desaparecer. Quer-se dizer, vai uma gaja à casa-de-banho, contribuir para o aumento do nível das águas e, por muito que queira disfarçar que não adormeceu na poltrona ou que acabou de sair da casa-de-banho, aqueles míseros e fatídicos vergões, denunciam logo de onde uma pessoa vêm.

   Por via das dúvidas, usem sempre lingerie com elásticos fashion, torcidinhos, com rendinhas e mais não-sei-quê, porque se isso vos acontecer, e se se cruzarem com alguém no corredor, sempre podem dizer que é um género de tatuagem, só com relevos, que agora usa-se muito.

E ainda há destes também...

26.06.12, Peixe Frito

  O colega é que mete o dinheiro na máquina do café, pronto a oferecer-lhe o café né, de vez em quando o pessoal é um porreiraço e oferece café aos colegas, sair troco e o cromo a quem o café foi oferecido, é que tira o troco e o guarda no bolso.

Queres milagres, queres ver.

26.06.12, Peixe Frito

   É de se observar o cromedo que por aí habita as nossas terras lusitanas, que coloca as moedinhas bem contadinhas e certinhas na máquina do café, com o intuito de tirar um obviamente, e ainda vai verificar se a máquina deu troco.

Um sábio conselho.

25.06.12, Peixe Frito

   Estava eu a lambuzar-me a comer cerejas, toda contente, que nem um passarito a esponjar-se numa poça de água, num dia de calor. O pai Adamastor olha para mim, e após breves momentos de me observar a traçar as cerejas a alta velocidade, diz-me, com o seu ar sábio e voz grave:

   - Peixa filha... Nunca abras as cerejas!

   - Hein? 

   - Nunca abras as cerejas filha, senao já não as comes.

   - Oh por favor, não me venhas com a conversa dos carneiros.

   - Sim sim, algumas estão cheias de carneiros.

   - Bah pai, vê-se por fora que estão bichadas.

   - Ai é que te enganas filha... Há umas que o bicho vêm de dentro.

   Silêncio. Comi uma cereja muito timidamente a pensar no que o pai Adamastor tinha acabado de me dizer. Perante a minha cara de «Fosga-se, estava a comer tão bem sossegada...», o pai Adamastor continuou:

  - Ah mas eu não percebo o problema das pessoas com os carneiros da fruta. Aquilo é que é saudável, sem químicos nem nada. Só comem fruta! Mais saudável do que aquilo, é difícil!

  Raios partam, parecia mesmo eu, quer no sentido de oportunidade a dizer as coisas nas melhores alturas, quer no discurso.

  Lá diz o outro: Quem sai aos seus, não é de Genebra.

  Ah...! E continuei a comer cerejas. Que se lixem os carneiros.

Coisas que me acontecem com mais frequência que a desejada.

22.06.12, Peixe Frito

  Abrir a tampinha do iogurte liquído e espirrar-me com o dito.

 

  Pelo menos sempre fico a cheirar a morango e com um padrão artístico na roupa.

Isto é que é nível.

21.06.12, Peixe Frito

  Hoje passei por uma viatura de uma escola de condução. O que me chamou a atenção não foi o facto do carro estar forradinho forradinho a publicidade à dita escola - nem um espacinho têm para se coçar, que abuso. A sorte é que os vidros não estão forrados, porque senão encontrar as portas naquele carro era uma maravilha - mas sim a marca do carro... Invés de um Hyundaizito ou um Opelzito Corsita ou um Peugeotzito - viatura com a qual eu própria aprendi a desviar-me dos peões e a tentar manter a viatura numa coisa a que o instrutor chamava faixa de rodagem sem andar a brincar aos carrinhos de choque com os outros condutores, o que, para mim, era emocionante - a viatura em causa era um merozinho, assim uma coisita rasca como um... Mercedes dos mais recentes.

   Das duas uma: Ou os proprietários da escola de condução têm o cérebro dormente e esqueceram-se qual o propósito de uma escola de condução ou não têm mesmo é amor ao dinheiro, porra. Meu rico carro. Até me doeu a alma. Quase tanto como quando vejo o Humberto Bernardo! - Sim, muito grave.

    Bem pensadas as coisas, já entendi o porquê do carro estar todo forrado a publicidade: com aquelas camadas de vinil, os riscos, mossas e isso, o carro praticamente não fica lesado, e no caso de batida, as peças mantêm-se todas coladinhas no respectivo sítio.

    Ou então ainda, estes proprietários têm uma visão de negócio muito peculiar: É somente para gente de bem. Sim, qual o interesse de uma tiá benzóca aprender a conduzir - daquelas pobres que não têm motorista - num Opel Corsa ou num Peogeot, se a probabilidade de os conduzirem é reduzidíssima ao quadrado? - ainda ficam traumatizadas por conduzirem um desses veículos invés de um de mais performance e estilo, como um BMW ou um Audi ou um Mercedes.

    - Ai córrore Pureza, passei por uma situação tão mas tão traumatizante..! - diz a tiá benzóca a fazer um gesto de afastar o seu cabelo da cara.

    - Que se passou, Bibázinha?

    - Ai, meu deus... Então não fui forçada a entrar num Opel Corsá? E a conduzi-lo? Ai nem estou em mim. 

    - Oh... Realmente minha queridá, que crueldade!

 

    É um facto, os sensores de estacionamento devem de ser um espectáculo para as manobras.

Escolhe um dedinho, vá...

20.06.12, Peixe Frito

   Comentar com um colega que tenho de ir abastecer o Peixmóbil, e em conjunto com um ar pacífico típico da criatura em questão, na sua maior naturalidade diz-me:

   - Então, mas o preço do gasóleo voltou a descer, foi?

   - ...

 

   Se eu tivesse à espera que o preço do combustível baixasse para ir abastecer o Peixmóbil, passava a maioria do tempo ou à boleia ou com alguém a empurrar a minha viatura, isso era certinho.

   Se bem que andar a empurrar a viatura em pleno trânsito em plena Lisboa, iria ser interessante. Ou então andar a empurrá-la na IC19, ai então é que era, principalmente nas subidas!

Começar o dia a ouvir destas coisas...

19.06.12, Peixe Frito

  - Aquele gajo pá, ó Peixa, agora quando for comprar um chapéu para o verão, sabes, têm de ir a uma empresa de toldos, que num pronto-a-vestir não há chapéus para ele.

Não há uma, sem duas...!

12.06.12, Peixe Frito

  No outro dia foi um pardal, que decidiu armar-se em kamikaze mesmo a meu lado, hoje... não, não foi uma ave. Ia levando com uma libélula não na tola, mas nas pernas. Consegui desviar-me e a bicharoca que me parecia um boing, "aterrou" a meus pés.

  Que disse eu?

  - Fosga-se, mas isto é mesmo a sério??

  Pois é... Era linda. Um azul fantástico. Cheguei mais perto, e lá a bicha se virou e levantou voo, a rasar novamente em mim - para aprender a não ir ver mais de perto criaturas aladas a nadarem de costas à minha frente.

   Que sinal me está a enviar o Universo? Juro que tenho tomado banho todos os dias e tenho lavado bem atrás das orelhas!!

O síndrome da bigodaça.

12.06.12, Peixe Frito

 

 

  Após uma desgastante e persuasiva pesquisa de mercado, onde algumas pessoas tiveram de fugir como se não houvesse amanhã e outras viram que não tinham outro remédio senão contribuir, na vã esperança que eu desaparecesse, cheguei à conclusão do impacto que uma bigodaça, farfalhuda a parecer um piaçaba ou enroladinho que nem um caracol de pastelaria, pode ter numa pessoa, ou nas pessoas que co-habitam com essa dita pessoa bigodal.

  Não me refiro ao dito bigode e aos inúmeros devaneios que o mesmo possa causar:

  - Jaquim, é preciso tirar aquela teia de aranha ali do canto, será que podes tratar disso? É que não chego lá...

  - Ó Maria, é já a seguir!

 

  Ou noutros casos:

  - Ó Manel, corta-me lá esse bigode, que mais parece que ficaste com o espanador colado à cara!

 

  Ou ainda:

  - Olha olha... Que se passa na tua cara pá?

  - Como assim??

  - Tens aí um bicho morto!!

 

  Ou até mesmo:

  - Que rico almocinho hoje, hein?

  - Então... como sabes tu que almocei eu hoje?

  - Oh... Óbvio! Tens um pedaço de costeleta de vitela armazenada no bigode. E foi com batatinhas a acompanhar, sim senhor, muito bem!

 

   Refiro-me especificamente à ausência do mesmo. O quê?? Dizem vocês. Pois bem, meus caros. Pior do que um bigode capaz de fazer de lianas para o Tarzan ou de chicote para o Indiana Jones, é mesmo estarmos habituados a ver uma pessoa de bigode, durante tempos e tempos, e depois dar-mos de caras com a mesma pessoa, mas sem bigode, e termos uma reacção estranha. Nem é o não reconhecermos a pessoa. O mal é quando nos dá um ataque de riso parvo.... Como é o meu caso. 

    O pai Adamastor usou bigodaça durante muitos anos. Aliás, era eu uma tenra alevim e o pai Adamastor usava a sua bigodaça preta com orgulho (hoje em dia, se a deixasse crescer, era mais a arraçar o zebra, preta com riscas brancas) até ao dia em que se lembrou de mudar de visual. Ainda hoje me lembro do que senti quando o vi, o espanto porque sempre o tinha conhecido de bigode, e a crise de riso que se sucedeu após o dito, que perdurou uns tempos. Para terem noção, ainda hoje esse momento é recordado, com umas risotas a acompanhar, tal foi o impacto que essa mudança teve no aquário.

    Tão mau quanto a risota trocista, é o facto de não conseguirmos despegar os olhos da pessoa e pensar: «Possas, afinal aquela pessoa sempre tinha lábios e boca, não era só queixo.» Sim, em muitos casos, parece mesmo que o bigode têm vida própria e fala e tudo.

     E há outros, que metem verdadeiramente medo. Parece que nos vão agarrar, parecem bracinhos a esticarem-se quando passamos e que vão enrolar-nos nele que nem uma aranha faz com a teia. Imagino a quantidade de laca que alguns senhores gastam, quantos arames e quiçá que outras estruturas de fixação existem por debaixo do que aparentemente é um simples bigode. Nunca se sabe.

     Medo. Tenham muito medo.

Fosga-se, cum caraças!

06.06.12, Peixe Frito

  Pois é. Nada como ir tirar um belo café para acompanhar umas fantásticas bolachinhas, apanhar o pouco solinho que às vezes as nuvens nos dão a abébia de ter, ir deixando cair uma bolacha e entornar o café mesmo por cima de nós. O que vale é que lá se conseguiu disfarçar as nódoas na camisa e tira-se o colete e a coisa compõe-se.

   Finalmente, vamos para o solito tímido, que se esconde por detrás das nuvens com o rabo carregadinho de chuva. Suspiro. Ahhh... solinho bom... assim até seca a camisa e tudo.

   «Bonk - Ponk», oiço eu mesmo a meu lado. «Fosga-se quem é o engraçadinho que me viu aqui a apanhar sol e me anda a atirar coisas da janela, a meter-se comigo?». Olho para cima, naturalmente para baixo e vejo um pássaro, um pardalito para ser mais específica, caído em cima do capot do carro a meu lado. Vejo a vida, a luz a apagar-se dos seus olhos. Morreu.

   Resumindo: 

   - Ia levando com o bicho no alto da minha pinha e, além de ficar com o trauma do pássaro morrer embatendo contra a minha magnífica tola, ainda ia ficar novamente cheia de café entornado em cima de mim e não ia roer nenhuma bolacha, na certa.

    - Pelo sim, pelo não, é melhor deixar de beber café a meio da manhã, dadas as evidências, porque se cada vez que beber café e o entornar em cima de mim, significar que vai morrer um pardalito daí a minutos, a espécie extingue-se.

     - Quem gosta de passarinhos fritos, pode ir ali buscar o espécime que é fresquinho fresquinho, não levou chumbinhos nem nada, sou testemunha, é só depenar, arranjar, meter em vinha de alhos e preparar as coisinhas para fritar o bichaninho.

 

   Só a mim. Nem posso beber um café e roer umas bolachas descansada.

O quanto não vale ser gaja.

06.06.12, Peixe Frito

   Uma gaja anda a telefonar, a pedir pastilhas aos colegas. Telefonou para um colega homem, que era quem lhe parecia que era capaz de ter umas para fornecer. Não... Não tinha pastilhas. O mesmo colega perguntou ao resto dos colegas do gabinete, também homens, que lhe responderam que não tinham. Pronto... a gaja não vai pastilhar. Minutos mais tarde, a gaja recebe um telefonema de volta, do colega, a dizer que já tinha pastilhas para ela. Lá foi ela lampeira buscar uma pastilhita. 

   Diz-lhe o colega:

   - Peixa, ninguém tinha pastilhas, quando eu perguntei. Responderam-me todos que não. Desliguei o telefone. Mas mal eu disse que era para a Peixa, houve logo um que disse que tinha e foi buscar à mochila. Quer-se dizer, um gajo pede, não há. Se é para uma gaja, há logo!

    Diz um outro colega, que por acaso é na secretária ao lado do outro, a juntar-se à festa:

   - E eu? Que estou farto de pedir pastilhas??

 

   Pois é, meus caros. Gaja é gaja e não há discussão possível.

Coisas que me dão uma satisfação mórbida.

05.06.12, Peixe Frito

  Estar a por ambientador e, só por acaso, andar lá na área uma mosca. Assim, à minha volta ou puro e simplesmente, a fazer reconhecimento de terreno. É fatal como o destino e certo como a morte, que andarei a tentar acertar na mosca com uma bela sprayzada de ambientador.

  O pior é depois... o tufaço que fica na divisão, tudo por causa de uma singela e fofuxa mosca, que andava a laurear a pevide nas redondezas.

Que comité de boas vindas.

04.06.12, Peixe Frito

  Numa reunião familiar:

  - Oh Peixa, és tu. Pensei que era gente que aí vinha!

 

  Não há nada melhor que sermos acarinhados pela família, que não nos vê há anos, com palavras tão ternurentas e fofinhas.

Eu e a minha vasta - e estranha - cultura musical.

01.06.12, Peixe Frito

   Uma discussão entre colegas, sobre uns mega hits musicais, do tempo dos ninossáuros:

 

   - Havia um tipo que eu já não me lembro como se chama, que cantava o "Tcham!" "Segure o tcham, amarre o tcham, segure o tcham tacham tcham tacham tcham!!" Incrível como eu ainda me lembro dessas parolices. Se for preciso, daquilo que tenho de me lembrar, esquece lá isso eheh - diz aqui a Peixa.

   - Hum... Eu desse gajo não me lembro, embora a música não me seja estranha.

   -  Ih pá, e o Netinho??

   - Grande sucesso na altura, sem dúvida.

   - Ah, esse era aquele que tinha o crocodilo? - diz uma outra alminha.

   - Crocodilo?

   - Sim, o crocodilo! - responde-me a imitar o gesto de um crocodilo a abrir e fechar a boca.

   - Nãooo... Esse era o Iran Costa, e não era um crocodilo, era o bicho pá!

   - Ahhh...

   - Fosga-se... Mas em que mundo vives tu?? ({#emotions_dlg.clown})

   - {#emotions_dlg.emplastro}

Isto soa realmente mal (com bolinha vermelha)

01.06.12, Peixe Frito

  Perguntar a alguém, se quando tocava umas músicas numa banda, se tocavam o bicho*.

 

  * "É o bicho", de Iran Costa.