Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Ó da guarda, peixe frito!

Vai com arrozinho de tomate?

O que é que estas criaturas têm todas em comum? Adivinhem.

23.10.18, Peixe Frito

44630.original-1119.jpg

CctKa5BWwAAsjjW.jpg

u-g-Q1037NT0.jpg

Batman_riding_a_unicorn.jpg

16.jpg

Já alguém conseguiu adivinhar? Pois então, eu vou dizer o que todas estas criaturas têm em comum... comigo.

Hoje estou a estrear uns collants maravilhosos, oferecidos pela mãe Peixa, que me fazem sentir na nuvens de tão confortáveis e fofos que são. E, ao observar as imagens acima e abaixo, depreendo que esses seres tenham passado pela mesma experiência que eu.

Young-happy-woman-standing-in-field.jpg

 Sinto-me verdadeiramente capaz de conquistar o mundo, de saltar por prados verdes cheios de borboletas, purpurinas, seres mágicos. De andar nas nuvens cavalgando num pégasos e de escorregar pelos arco-íris que nem um Ursinho Carinhoso. Atrevo-me a dizer, que me sinto menina de ir até às estrelas e de navegar por entre aqueles corpos celestes, saltitando de asteróide em asteróide - conseguindo contornar o lixo espacial e o facto de não ter gravidade - destronando o Nyan Cat, com tanta graciosidade. Só me falta, largar arco-íris pelo bafunfo e fica feito o dia.

Se hoje olharem o céu e virem um arco-íris ou de noite, virem uma estrela cadente, já sabem quem é.

 

Obs.: Não é por isso que não continuo às turras com os collantas mas hoje - só por hoje e cada vez que vestir este tipo de collant's que me faz voltar a acreditar na bondade do ser humano - merecem umas tréguas. E porque estamos perto do Natal, mais nada. Não abusem da sorte, collant's do mundo. Tenho-vos debaixo de olho.

É o que eu digo... só eu me meto nestes preparos!

23.10.18, Peixe Frito

- Ó Peixa! Já viste a marca com que fiquei da injecção do outro dia? - diz a moça e vai de baixar ligeiramente a calça mostrando um pouco do rabo.

- Não estou a ver nada.

Vai de baixar mais um bocado.

- Nada. Não vejo nada.

Vai de baixar ainda mais um bocado.

- Ó mulher! Só vejo cú! Tu queres é mostrar-me o cú, sua desgraçada!!

- Oh pá, deve de ser mais abaixo ainda - e vai de baixar mais um bocado e lá se viu uma grande marca da injecção.

 

Fracção de segundos mais tarde, está ela a ajeitar as calças, entra um colega. Por muiiito pouco, apanhava-a a ela de cú à mostra e eu ali a olhar para aquilo. Que lindas figurinhas, não é verdade?

Só visto. É que só visto.

Ando sempre de rédea curta.

23.10.18, Peixe Frito

Depois da minha ausência durante o fim-de-semana, onde usualmente pico ponto no aquário mor, conjuntamente com o resto do cardume, diz-me a alevim mais pequena assim que me põe a pestana em cima:

- Ó tia Peixa... Mas porque é que te apeteceu ficar de pijama em casa?

- Tu também não gostas de ficar de pijama em casa?

- Não - responde abanando-me a cabeça negativamente - eu só fico de pijama em casa, de manhã (ao fim-de-semana). Depois visto-me.

 

Antes de tudo, sim, há uma grande tendência dos meus sobrinhos antes de me chamarem, dizerem "Ó", vá-se lá saber porquê.

Com esta não me safo. Não posso por um pé em falso, que ela têm-me ali bem controladinha e tenho de lhe prestar satisfações, olha agora.

Que Deus me ajude.

22.10.18, Peixe Frito

- Ó Peixa! Mas tu pintaste o cabelo?

- Eu? Eu, não.

- Ahh é que daqui, parece mais escuro.

- Não... não pintei.

- Ah pronto, deve ser da perspectiva.

E diz uma alminha:

- Deve ser da perspectiva isométrica.

Digo eu:

- Perspectiva cavaleira, que hoje venho de botas de cano alto.

 

Aparte... Eu encontrava-me numa zona escura, sem iluminação e estava a anoitecer de noite. Se o meu cabelo parecesse mais claro, evidentemente que das duas uma, ou eu estava com cabelo fotoluminescente ou radioactivo.

Neste caso em especifico, há alguém com graves problemas oculares.

Ando armada em gaja sensível, olha agora.

19.10.18, Peixe Frito

Então não é que a ver o filme de animação dos Trolls, me emocionei quando o Branch canta para a Poppy?

 Okay okay, não vou dizer que não me emociono com filmes mas com animações não costuma ser hábito, houve um que realmente me fez chorar - coitadinha da criança - data no ano de não sei quanto troca o passo, foi o "Em busca do vale encantado" e depois o "Fievel, um conto americano", nunca pensei que depois de adulta, ainda me emocionasse a ver filmes de animação.

Não há dúvida que ter crianças na nossa vida - nossas ou não - nos muda. Vou deixar de alinhar em se verem filmes de animação!! Olha agora, uma gaja madura a borrar o rímel, por causa de bonecos... têm alguma jeiteira. Faz-te gente, pá! 

Devo dar o braço a torcer, que é uma chatice quando estas coisas acontecem.

19.10.18, Peixe Frito

- Mas tu já viste? É que agora já anoitece, de noite!

As loiras por dentro, são tramadas.

Não há dúvida que criança pequena é um deleite nos seus raciocínios.

18.10.18, Peixe Frito

Tall-Trees1183-1-of-1.jpg

 A observar as árvores no quintal, nas imediações de onde as formigas são umas porcas:

- Já se notam as folhas amarelas e murchas nas árvores. Até parecem tristes, as árvores. Não tarda cai a folha.

Prontamente, mete-se na conversa a rabinho pequeno:

- Onde tia Peixa? Onde está a árvore triste?

- É aquela ali vês - apontando em frente - depois desta árvore que está à nossa frente. Por detrás está uma árvore grande, de folhinhas amarelas, vês? É essa.

- Aquela ali, grande?

- Sim... essa grande.

Ficou a pensar a olhar para a árvore e entretanto desce um degrau. Olha para a direita e vê um eucaliptal enorme, com mais anos que sei lá o quê.

- Olha tia Peixa, olha! Árvores tão graaaaandessss!!

- Pois são, são muito altas.

- São! Tão grandes tão grandes, que chegam ao ar!!

Eis a verdadeira origem da expressão: "Os meus amigos contam-se pelos dedos de uma mão".

17.10.18, Peixe Frito

Abro a porta do aquário:

- E aí Peixa, tudo bem? Aqui tens as coisas que fiquei de te trazer.

- Hello. Boa, fixolas! E então como vai a vida?

- Olha, blá blá blá blá - e assim estiveram duas alminhas a pôr um pouco a conversa em dia, meio à pressa:

- Tenho de ir embora que a minha companhia já deve estar passada de estar à espera!

- Ah pois, pois deve... Já deve ter fumado o maço todo.

Ar de espanto:

- Mas como é que sabes que veio alguém comigo??

Rolar de olhos. Semi cerrar de olhos (imagem de marca) e ar trocista:

- Olha, vi pela janela, não?? Ou querias que tivesse sido com a minha visão raio laser que atravessa as paredes - e que de momento até está desligada, que ainda é de dia - observo eu.

- Pois, está bem, que pergunta! - É a resposta que obtenho depois de um semi cerrar de olhos de volta.

Eu devia de tratar melhor os amigos, ser mais amável, mas então... estas coisas saem assim disparadas da boca, bem que as tento apanhar no ar, mas elas olham para mim e dizem-me: "Já foste, babe!!" acompanhado por um riso maléfico - mente fértil, esta.

O que vale é que já sabem o que a casa gasta, senão ia perecer sozinha por aí, numa poça qualquer no asfalto, sem amigos, lama, algas, girinos e até moscas, para me acompanharem na vida.

Se bem que, cada um têm o que merece, né verdade??

Dá assim uma satisfação mórbida...!

16.10.18, Peixe Frito

84e8640-img_1803.JPG

(imagem palmada daqui)

Alguém já teve uma vontade dos diabos de se meter dentro de um recipiente cheio de bolinhas de esferovite? Pois bem, eu já. Sempre que posso, enfio as mãos dentro das embalagens cheias destas coisas do demónio e nem me apetece tirá-las de lá. Imagino-me, por momentos, como aquela imagem do "American Beauty", caindo bolinhas de esferovite invés de pétalas de rosa... correndo o risco de ter um ataque de tosse ou desfalecer ao inspirar alguma.

giphy.gif 

Vontade de fazer um «mocheeeeeee!!!» às bolinhas de esferovite, sabendo que o mais provável era aquelas porras pequenas se desviarem todas para os lados, me engolindo literalmente, mas porém, me fazendo bater com as fuças no chão, tipo chapa, tal e qual aqueles tótós que sobem o palco num concerto e toda a plateia se desvia, quando ele se atira para o meio do maranhal - isto não é mito urbano, conheço mesmo a quem isto tenha acontecido e o quanto eu teria pago para ver isso ao vivo e a cores.

Sei que ficaria com o cabelo cheio daquilo, as orelhas, nariz, refegos e não refegos, bem que poderia fugir desalmadamente, quase arrancando o pavimento, semelhante a alguém que devia parecer o Road Runner a fugir de um balão de hélio perseguidor e demoníaco mas graças à electricidade estática, não me viria livre das bolinhas nem que viesse um furacão nem uma tempestade com nome de gente e nem que os planetas alinhassem com o sol, se sacrificasse uma cabra e se escrevesse um haiku dedicado à origem do universo. Valeria a pena. Toda a santa bolinha que eu espirrasse durante os próximos anos - ao menos na altura do Natal, teria neve artificial para decorar o aquário - todos os mergulhos na praia que eu não iria conseguir fazer pois só iria conseguir boiar. Viraria a Super Peixa Esferovitaaaa! Só acudia quem iria precisar de acondicionar as suas encomendas em caixas, mas já é melhor que nada, não?

Ahhhhh bolinhas de esferoviteeeee... esponjava-me como um canito na relva fresca.

Happy days... era o que era. 

dog-on-his-back.jpg

(canito feliz da vida palmado daqui)

Não me responsabilizo se o índice de tendências suicidas aumentar por aí.

15.10.18, Peixe Frito

Aproveitando que têm chovido... uma piadinha seca para começar a semana.

055b88466687b910d2bb3d323bb4968e.jpg

Armada a cardo, a gaja. Agora a mandar piadinhas com cérebro... tssss o que faz a ómidade!!

Coisas destas, podem-me oferecer todos os dias que eu aceito de braços abertos.

15.10.18, Peixe Frito

cream-toffees-caramels-penha-caramelos-nata-sweets

Pois é, isto aconteceu comigo há dias. Ensinam-nos desde tenra idade, a não aceitar nada de estranhos, mas nessa altura é isso que somos, crianças versus um adulto. E quando é um adulto versus uma criança?? Deixa de se ter o receio de nos comprarem com doces para o que seja ou que os mesmo contenham droga e outras substâncias esquisitóides frente a poderem estar cheios de baba e ranhoca, a terem andado por todo o lado - até na guerra - já se sabe como são as crianças e os seus cuidados com o que comem. Aqui fica o meu relato, sobre esta minha experiência, em primeira mão e em exclusivo para a fritadeira.

Parte-se uma piñata. O criancedo todo de volta dos rebuçados e chupa chupas que nem formiguedo. Observo que apanham tudo menos os meus amados toffees. Até há quem os apanhe e mande de volta fora. Dó de alma. Que dóóóóó de alma. Juro que ouvi o meu coração partir. E digo eu a aquela catrefa de gente pequena:

- E os toffees pá? Ninguém apanha os toffees? E eu que gosto tanto de toffeess!!!

Então não é que, para minha admiração, se chega a mim uma menina pequenita, que mal falava, com três toffees na mão (a mão dela não dava para mais) e me estende a mãozita.

E eu, apanhada de surpresa:

- Amor... são para ti querida. Papa tu.

E ela insistia.

- Não querida... são para ti. Agradecida, mas são para ti. Guarda no teu bolsinho.

E ela faz ar triste, sempre de braço estendido para mim. Pronto... meu coração já rachado voltou a colar pelas brechas e desta vez derreteu, frente a aquele gesto. Lá aceitei os toffees da menina, que me sorriu e acabou por alegrar o meu dia com a sua simplicidade e amabilidade - e contribuir para as roupas encolherem e deixarem de servir.

Ninguém quer deixar uma criança triste, não é? Naturalmente que eu tinha de aceitar os caramelos por ela, eu amar toffees foi uma mera coincidência coincidênciosa até bastante abençoada, ou não foi?

Nem sempre faz mal aceitar coisas de estranhos. Óbvio que os examinei antes de os comer, não fosse encontrar lá bocados de terra, gravilha, um dedo, um sapato perdido, uma meia desencontrada do par ou até a Ovelhinha Amarela. Vindo de crianças, nunca fiando - até um piolhito lá podia vir, quiçá.

Desafio de Outono

12.10.18, Peixe Frito

Bem, o meu desafio começa logo por me conseguir levantar de manhã, com a lanzeira das mantas, porém, este desafio é outro!

A fofita Happy nomeou-me para eu dizer mais uns disparates, desta vez relacionado com o Outono - não foi propriamente com intenção de eu dizer disparates, mas ela já devia de saber quanto a casa gasta e que boa coisa nunca sai quando me ponho a responder a desafios.

 

Em que consiste o desafio?

Em beber chá quentinho que nos aquece a alma, pôr uma musiquinha suave e enrolar numa mantinha no sofá sem fazer uma peça das caldas... not! Era bom, mas néi isso não - *suspiro*

Como nada na vida nos é dado de graça, aqui ficam as regras a seguir:

o Criar um post no blogue e fazer uma hiperligação para o blogue que me nomeou;
o Copiar as questões e responder de uma forma rápida e directa;
o Nomear 3 bloggers para responder ao mesmo desafio;

 

Já andei a cuscar aí pelo povo e vi algumas pessoas nomeadas, porém, espero que quem eu esteja a nomear ainda não o tenha sido... Se tiverem, sorry.

o A Samantha Em Chamas
o A Ninita
o A Fátima Bento


Para mim Outono rima com...
Forno. Como até já disse algures por aí na fritadeira, o forno é um grande companheiro para mim na altura do Outono. É quando começo a fazer bolinhos, bolachas, invenções e doces | geleias | compotas. Além de que adoro entrar na cozinha e ela estar amena por causa do calor do forno, coisinha que não dá jeiteira nenhuma no Verão. 

As minhas cores de Outono são...
As mesmas de qualquer outra altura do ano. Talvez sem padrões e cores vibrantes como no Verão, mas uso muitas cores variadas.

 
A minha fruta preferida de Outono é...
A romãããã!! Ai romãããããããã como eu amo vocêêêêê!!! - O ficar com as mãos encardidas da casca, é largamente compensado pelo alambuzar de mãos cheias de bagos de romã.

 
A maior celebração de Outono...
Halloween!! ahah A sério, o Pão-por-Deus é um marco na minha infância e tenho um lugar especial no meu coração para ele.

 

O que eu mais gosto nesta estação...
A chuvinha suave a cair com o sol a brilhar. O cheiro da flor das nespereiras, as tardes no quintal com sol mas a se sentir o húmido no ar e ver a erva verdinha verdinha que começa a crescer após as primeiras chuvas e de manhã ver a geada ou orvalho nas folhas das plantas. A serra a ter nebulina como um manto de algodão em cima. E, é claro... é quando começam a aparecer os arco-irís, coisa que adoro ver.


O que eu menos gosto nesta estação...
Ter de começar a usar mais roupa. Ver o sol a brilhar e já não poder usar roupa fresca senão passo mal. E claro... É a abertura da época das alergias, coisa que dispenso daqui até Plutão e voltar. Ah! E querer ir a algum sítio e estar tudo povoado de gente! Uma pessoa quer ir às compras ou ver alguma coisa e é um maranhal de almas a qualquer dia, hora! Com tendência a piorar com o Natal não estar assim tão longe.

Só me calham destas na rifa.

12.10.18, Peixe Frito

- Ó tia Peixa...

«ui que aí vêm coisa», pensei logo.

- ...porque é que os aviões são tão pequeninos lá em cima (no céu) e cá embaixo são tão grandes?

 

Faz parte da praxe, os meus sobrinhos aquando pequenos, me fazerem este tipo de perguntas. 

Qualquer dia pergunta-me a teoria da evolução ou a origem do universo.

Mais eficaz do que um Maneki Neko (gatinho japonês) chamador de clientes.

11.10.18, Peixe Frito

md_984-0-180529150504000000-manekineko-cofrinho-c- 

Uma pessoa amiga a queixar-se que têm pouco movimento no seu estabelecimento comercial e então que aproveitou para dar uma arrumadinha e limpar, dentro do possivel, o espaço. Que lhe digo eu?

- Olha, lava o chão que aparece logo gente para sujar e patinhar tudo, sem deixar o chão secar.

É que é certo como o destino. Parece que cheira à distância, o aroma de chão molhado que aparece sempre alguém - sempre! - para o vir espezinhar e sujar. Ainda piores do que as piranhas esfomeadas a sentirem um animal totó à babuje dentro de água. Um aparte: às vezes não precisam de ser outros, acontece que até eu própria sou apanhada na armadilha do chão molhado: tento por tudo não ter de voltar à divisão cujo chão acabei de lavar mas meia volta, lá me esqueço ou preciso de alguma coisa que está precisamente nessa divisão e longe de alcance - nem com um pegamonstro lá chego nem com o chicote do Indiana Jones - e tenho mesmo de me render às evidências e pisotear o chão todo. Ainda me encosto bem às paredes, a fazer de osga, mas acabo sempre por deixar as marcas no chão dos meus pés, tal Big Foot. É a maldição do chão acabado de lavar.

Os meus conselhos valem ouro. Tenho dito. Estou para aqui a perder-me, sem dar uso a este meu dom.

 

P.S.: Ao que parece, até o Maneki Neko sofre do síndrome das águas e bebidas nos cafés | restaurantes | bares. Acho que vou ter de arranjar um arco-íris, que levanta uma pata de cada vez, com não sei quantos amuletos na coleira, com o intuito de usufruir de todas as benções do gatinho da sorte.

Acho que podiam ser mais práticos como o tuga, tomando como exemplo a peça das caldas. É aquilo e não há cá fufus nem gaitinhas. Pimba, curto e grosso - expressão tá, expressãooooo.

P.S.2 (e não estou a falar da Playstation): Nem o Maneki Neko escapou aos nerds do lego:

images.jpg

(palmado daqui)

Desconfio que só de eu pensar em usá-los, eles sentem e se "desmalham" todos.

10.10.18, Peixe Frito

Declaro aqui a oficialização da abertura da época de uso de collants.

como remendar malhas nas collants_httpdicasfeminin 

Eita que vão começar as guerras matinais de vestir uma perna direita e a outra enviesada, tendo de tirar os collants e voltar a vestir... Abriu também a época das malhas, buracos nas meias de vidro e a época do verniz andar na mala, não vá alguma malhita se lembrar de fazer alpinismo nas minhas pernas de sereia. Menção honrosa para as meias desirmanadas e para os collants que quando precisamos deles, não os achamos ou há sempre a cor que naquela altura vai ter de desenrascar - quantas vezes não tive de vestir meia cinzenta com roupa preta, só para não passar friasca nas pernocas? Era mais fácil mudar de vestimenta, dizem vocês. Lá isso era. Pois era... Mas de manhã a cabeça está formatada para aquela farpela - e os minutinhos cronometrados para sair de casa por causa do trânsito - e têm uma ou duas opções de reserva caso algo corra mal, tal como não achar a camisa ou a saia ou o que seja, de modo que os collants normalmente são aquela peça básica que têm de dar com tudo e convenhamos, mudar um traje inteiro por causa de uns collants logo pela matina... ninguém merece.

E essas coisas acontecem porquê? Bem... eu raramente arranjo a roupa no dia anterior. Tendo o aquário com vista para a serra, o tempo é muito sui géneris, de modo que só de manhã, posso afinar os trapos do dia, quando abro a janela - e não está nevoeiro. É frequente haver desvios de última hora e andar tudo nas horas pelo aquário - cuecas a voar, peuguedo, cintos, soutien do Winnie the Pooh - comigo à procura de outro par de collants, porque rompi o novo que estava a estrear naquele dia. Sim... eu dou cabo de collants mais depressa do que a acabar um pacote de batatas fritas lisas com mel e mostarda. É sempre a dar, um ver se te avias. Que o diga a mãe Peixa, cada vez que lhe digo que mais um par foi à vida. Ao início, ela ainda fazia funeral aos animais e me questionava como que raio consigo eu fazer isso, mas com os anos percebeu que há mistérios na vida, cujas respostas nunca iremos saber. Mais depressa descobriremos o Homem das Neves ou o Monstro do Loch Ness ou a Ovelhinha Amarela.

Verdade seja dita, eu ando em guerra com collants desde miudinha - reza a lenda que eu me fartava de fazer alergia ao raio dos collants de lã e ui se me lembro de sentir picadinhas nas pernoquitas e me esgatanhar toda - porém admito que toda a confusão gerada pelo simples vestir de collants, de quase ter de vestir luvas de seda e lhes pedir "s.f.f não te rompas meu amor que EU 'TOU CHEIA DE PRESSA E A PERDER A PACIÊNCIA" acaba por compensar. É agradável poder vestir vestidos ou saias nos tempos mais frescos, ter as perninhas quentinhas e não correr tantos riscos de mostrar o cuecal ao povo, cada vez que uma pessoa se agacha ou o vento se lembra de ventar.

É isto que me dá força todos os dias, frente às adversidades e desafios de usar collants, maiores do que os do "Nunca Digas Banzai!" ou "Jogos sem Fronteiras".

Qual lutar contra zombies e o holocausto, ser o fim do mundo em cuecas ou até catar piolho na careca... Vestir uns collants têm arte e não é para todo o povo.

Hei-de fazer no carro ou à porta de casa deles, a ver se gostam, quando for passear o meu elefante.

09.10.18, Peixe Frito

66-07-004.jpg

Pois é, meus caros. Se há coisa que eu não aprecio nada de ver, é mijadelas de canitos no Peixmóbil. É nas rodas, é nas laterais - alguns devem ter as miras a precisar de serem calibradas - é nos pára-choques...! Já não me bastava os pássaros me grafitarem o veículo, os gatos se porem ou em cima ou debaixo dela a aquecerem os bigodes, as aranhas acharem que é um bom spot para uma teia, os caracóis se agarrarem a ela de tal maneira que nem na autoestrada arredam pé e as formigas gostarem de andar por lá a fuçar, ainda mais xixis de cão!

O enervante no meio disto tudo, nem é tanto o animal fazer o xixi em si que têm as suas necessidades ou instinto de marcar território - vá marcar território lá para a casa de quem lhe fez os pelitos do focinho, que era mais bonito  - é observar que há alguns donos que vão passear o seu animalito e o deixam fazer xixi nos carros dos outros. Ora digam-me lá, se não era de eles levarem uma bela xixizada em cima, a ver se gostavam? Vão ali, feitos múmias agarrados ao telemóvel, na grande maioria, e nem ligam a aquilo que o animal anda a fazer.

Meia volta lá se vê um ou outro, que puxa o bichito ou o chama, quando o vê a alçar a pernoca para regar jantes alheias, mas infelizmente, grande maioria está-se é a borrifar.

Já se arranjaram uns saquitos para os donos apanharem os cocós dos canitos, mais vale fazer um kit completo que inclua uma esponja e um desinfectante também, para os xixis. Os mais nhónhocas que não gostem de sujar as mãos, utilizem o seguinte artigo:

81llP4pLmwL._SY879_.jpg

 

Custa muito, digam-me custa muiiiito chamar a atenção do bichito para ele não humedecer os carros alheios? Possa... não me digam. Fica bem apanharem os cocós mas agora não deixar fazer xixi nos carros, que se lixe.

Mais uma vez observo: o animal têm os seus instintos de marcar território e etc e não são robots. Porém, os seus donos podem tomar conta deles enquanto os passeiam, invés de estarem de olhos pregados no telemóvel. É só uma ideia, de surra. Acho que ninguém aprecia encontrar a porta do carro com um xixi a decorá-la, como já me aconteceu.

Foi pena, foi os cumplices terem desaparecido na altura, a vontade que tive foi de pegar no dono pelas orelhas e esfregar a porta com a sua carita.

Tal como os autocolante de "Publicidade aqui não, obrigado!" nas caixas do correio, dos vários géneros de autocolantes de família, de grávida, crianças e publicidades várias nos vidros dos carros, acho que tenho de arranjar um "Xixi aqui não, obrigado mas sou movido a combustível e não sou fã de xixitis na minha carroçaria" (adaptação de graffiti para xixi) para o Peixmóbil, a ver se resulta.

E pronto, fica aqui o meu momento de velho do restelo da semana.

Bem hajam.

Alguém devia de repensar a sua carreira profissional.

08.10.18, Peixe Frito

Quando uma fechadura avaria é tramado. Principalmente de uma porta de acesso único a um armazém, sem janelas e chão cimentado - nem fazendo buraco por debaixo da porta com uma colher, tipo preso, a malta se safa.

Cereja no topo do bolo, é nem o próprio senhor que arromba as portas / senhor das fechaduras, a conseguir abrir! Eita que é das boas, esta. Tenho de arranjar uma para mim.

Agora vejam o quanto isto não pode abanar a autoestima deste senhor... "Possa, nem para arrombares portas serves, Manel. Devias era de te dedicar à apanha de gambuzinos, tal como a tua mãezinha te disse".

Deve ser uma fechadura destas, que a Marian usava no filme "Robin Hood: Heróis em Collant's". Cheira-me.

MV5BYjFiY2Y0NjUtMGNmMS00NTQyLTkwMmItYjc0N2I2ZGQ1Ym

 

jjj.jpg

 A fechadura lá acabou por abrir, depois de alguém perceber que a estava a trancar invés de abrir.

De coração partido. E revoltado.

07.10.18, Peixe Frito

20150304_175911.jpg

(foto tirada aqui pela gaja)

 

Agora um post completamente diferente.

E foi ontem à noite, que um dos meus maiores terrores ganhou vida: a serra do meu coração começou a arder. Não sei explicar o sentimento, eu panico com alguma facilidade quando há ameaças de fogos nas redondezas da serra, não com medo que chegue até mim mas sim com um misto de impotência e dor, por a eventual possibilidade de ela ser novamente deflagrada por um incêndio de enormes proporções, como um que se deu há anos. Eu não me recordo de o viver, ou ainda era pequena ou quase nascida, quando um enorme incêndio consumiu toda a serra de Sintra. Cresci com esse monstro numa memória sempre a ser relembrada, pois cada vez que olhava para a serra, via os seus ossos a descoberto, as suas enormes pedras à vista de todos, sem vegetação a tapar. Anos foram passando, eu e a flora da serra crescendo. Frequentes visitas aos seus trilhos, locais, quer em família quer sozinha - cresci a ir passear à serra ao fim-de-semana com a família, que era a única altura em que os meus pais trabalhadores tinham um momento para os filhos, andando pelo meio da serra a ser questionada pelo pai Adamastor: "Peixa, que espécie é esta?" "E aquela planta ali, sabes qual é?" me ensinando assim quem era quem e agora já adulta, é o meu refúgio de quando não estou bem: quando a tristeza me habita a alma, é para a serra que vou, para me animar. É o meu porto seguro. Onde chego e sinto fazer parte daquele sítio e onde sou bem-vinda. Tudo isto me faz sentir parte dela - Afinal de contas, eu vivi o seu renascer e ela me viu crescer a mim, em todas as fases da minha vida. Uma sensação de "casa" cada vez que lá estou e um amor enorme que nutro por ela, me faz todos os anos ficar de coração apertado, na altura do Verão, pedindo a todos os anjinhos que ela continue a crescer, a albergar espécies protegidas e a permitir que quem recorre a ela, se regenere das suas questões quotidianas, sendo poupada de incêndios.

Sei que existe quase sempre o interesse económico, quando se põe a pegar fogo a áreas destas, reduzindo a vida a cinzas e o habitual cheiro a árvores, a queimado. Porém, com base no histórico que o nosso país têm tido nos últimos anos, a moda dos incêndios anda em voga e eu não compreendo como o ser humano é capaz de fazer isso, a sério. Não sou ingenua e compreendo perfeitamente os interesses por detrás disto tudo, mas o que não compreendo é como é que essa maldade consegue ir avante. Quem põe fogo, não têm coração? Onde acham que este tipo de acções nos levam a todos? - sim, a todos porque até eu que não compactuo com estas coisas, sou afectada.

Só me resta agradecer o esforço de todas as entidades envolvidas, em extinguir o incêndio e prestar apoio às pessoas na zonas afectadas, que o fizeram com extrema prontidão e sucesso (felizmente). E esperar que um dia soe o alarme na alma de quem têm a indecência de ter actos sem escrúpulos, que acordem para a vida e de facto respeitem tudo o que é ser vivo, ajudando a que prosperem e não que definhem, com contributo directo das suas mãos e acções.

Eu chorei a ver a serra arder, tal como sempre que vejo incêndios de grandes dimensões seja onde for. Não sou mais humana do que qualquer outro ser que pise a Terra, me sendo indiferente qualquer sofrimento quer humano quer de natureza, muito pelo contrário e é por isso que me faz extrema urticária - estou a ser amável como podem presumir - estas atitudes do ser humano.

Ver a terra que nos viu nascer e nos têm criado a arder, é quase como ver um familiar a ser atacado e ferido. Há laços que se têm, independentemente de se ser uma árvore ou uma pessoa.

Tomara que quem o fez, não tenha sombra onde se esconder e fique a descoberto, vulnerável, tal como as consequências da sua maldade a uma natureza que nada de mal lhe fez, sem ser somente existir.