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Ó da guarda, peixe frito!

Vai com arrozinho de tomate?

Um início de dia mágico! Só faltava um arco-íris e um unicórnio a passarem.

28.12.18, Peixe Frito

De vez em quando lá oiço rádio, de modo que meia volta sou presenteada com pérolas destas, logo pela matina, para abrir a pestana.

Liguem as colunas, afinem a voz e vá, todos juntos!!!

Tão mágico. Tão antigo. Tão meio arrepios-de-vergonha-alheia porque meia volta cantarolo esta música - yep, shame on me, mas os meus macaquinhos-do-sótão, tal como eu própria, têm um sentido de humor sui generis e muito retorcido.

Com tantos remakes, penso que este filme até merecia um. Sei lá... Aqueles míticos dragões-cães-ou que é aquilo, voadores já mereciam um corte de pêlo e umas plásticas, ou não acham?

A cereja no topo do bolo, deste filme tão vintage quanto eu, é mesmo algures no tempo, alguém me ter dito que eu e a Princesa, eramos assim a modos que primas afastadas. Devo dizer que olho para ela e não vejo parecença nenhuma, deve ser daquelas parecenças que se tiram aos recém nascidos que são mais parecidos com ratinhos enrugados que outra coisa e há sempre alguém que diz: ahhh tens mesmo os olhos da tua mãe e as orelhas do teu pai! - pois... no comments. Fica para outro post - ou são daquelas que eu costumo dizer "Cara de um, cú do outro. Chapadinhos".

Não há nada como tomar como um elogio, pois ao menos foi feita uma comparação a uma princesa de traços angelicais e delicados e não ao Yoda.

E eu a pensar que ele é que estava com a "cadela".

28.12.18, Peixe Frito

Preparar para deitar, tudo a postos e enfiar nas mantas. Ahhhh que bom, ao fim de um dia de trabalho, finalmente, matar saudades da almofada!! Afofar na santa paz dos lençóis, ali que nem um mimo, e eis que...

- Saraaaaaaa... Ó Sara! Saraaaaaaaaaaa! SARAAAAAAAAAAAAAAAA!!

Fosga-se, ninguém merece tal festival. Então não começa uma criatura das grutas - só pode ser das grutas pois ninguém sai a aquela hora para a rua a não ser os noctívagos - a gritar desalmadamente na rua, no meio do parque de estacionamento?

Pois, das duas três: Ou a serenata estava a correr mal e a moça escondeu-se ou aquilo era alguém já com andamento a aquela hora e ficou baralhado a quantas Saras já ia - ainda a noite era uma criança - ou então era mesmo era parvo por estar ali a gritar em plenos pulmões, a chamar pela Sara - no meu tempo era mais "Ó Elsa!! Manda os putos para a barraca!!"

Já eu a espumar e a jeito de me levantar e ir à janela impor respeito, e oiço:

- Sara pá, mas onde é que tu estás? Raios partam mais à cadela!! Já para aqui. Á MINHA FRENTE!!

Ora, é mesmo isso. Já ouvi muitos nomes mas chamar Sara a uma cadela, foi estreia.

Onde é que estão aqueles nomes normais de cão, pá? O Pantufa, a Fofinha, a Branquinha, o Lãzudo, Patudo, Bigodes...? Que raio de moda, de darem nomes de pessoas a animais. A sério... 

 

E depois são as vacas que têm muito "leite"

27.12.18, Peixe Frito

Há criaturas que nem sequer têm a mínima noção da sorte que têm, da "cága", da vaca, da leitosa, da leiteira que por vezes a vida lhes sopra e nem sequer precisam de uma pata de coelho nem de um trevo de quatro folhas.

Ora então, passo a relatar a sorte grande à qual assisti hoje.

Para não variar, uma varejeirazorra arraçada de bóing, andava a azucrinar-me o juízo. Pimbas, de encontro contra o vidro do gabinete, mas o dom dela de atravessar vidros devia de estar sem pilhas no comando, então era só cabeçada fervosa a ver se trespassava o vidro subtilmente. Porém, tal como há bichos alados a dar com um pau - ou folha de papel enrolado num canudo e vai de fazer de raquete - também há seres com muitas patas, inúmeros olhos, peludas, cú grande e com a mania de se andarem a babar por todos os lados. Até aí, nada de novo. Cada um na sua vida, uns trabalham ao computador e outros fazem crochet nas teias. É assim a vida. Infelizmente, tive de sair do quentinho do gabinete e ir para a arca frigorífica, que é o resto do complexo. Igual a um cão de guarda, a varejeira perseguiu-me. Vai de andar à minha volta, fazia razias à cabeça, passava pertinho dos ouvidos - parecia eu que estava a ouvir fórmula 1 - e assim teve até que, pimbas, se espetou no crochet da aranha. Vai a aranha toda lampeira e a varejeira fugiu - deve ter andado a ver o Hobbit neste fim-de-semana de Natal e aprendeu como sair das teias das aranhas - toda alegre da vida, voltando a fazer-me razias. Vai uma... vai duas... vão três e pimbas novamente na teia da aranha, que entretanto já tinha largado as agulhas e estava à cóca a ver se apanhava a varejeira. E acham que foi desta? Não, não foi desta. O ser alado estava dar-me baile a mim e à aranha. Felizmente, lá lhe deu alguma coisa naquele exoesqueleto e foi arejar para outros lados. A aranha ali ficou, à espera que a outra lá voltasse para a apanhar, mas a tipa escapuliu-se mesmo em grande e em alta.

Eu ainda disse à aranha, que podia ser que ela tivesse sorte e que à terceira costuma ser de vez, como diz o povo. Ela ainda esperou... Mas não. Desta vez, não foi assim. E lá voltou ela para as suas agulhas, para continuar a fazer a sua manta de crochet para as visitas da sua teia.

É o que eu digo, há bichos com muita sorte e nem sequer têm a noção disso. Zero! - Não tenham pena da aranha, que ela tinha lá dois convidados a aguardarem pela ceia. Também não precisa ser gananciosa e arranjar mais um.

E ainda continuando no tema das aranhas, como sabem, aranhas e eu, eu e aranhas, é uma atracção fatal.

Há dias, entro no peixmobil, ponho-o a trabalhar, acendo as luzes e lembrei de procurar uma coisa no porta luvas. Sabem, normalmente eu costumo mexer na temperatura da viatura mal assento o bafunfo no banco, mas naquele dia não me deu para isso. E vasculhei um bom bocado o porta luvas. Não encontrei o que queria, ajeitei-me no banco e ponho o cinto. Senti algo estranho, não sei explicar. Olho para o painel e bem na "roda" da temperatura do meu lado, perto da minha perna, estava uma aranha. Ali tranquila... Pormenor: eu não tenho medo de aranhas e afins. E exclamei: "Fosga-se, ca ganda animal!!!" Pois é, pois é... A menina só era maior que o diâmetro da roda da temperatura. Que é isso? pfffff Maricas, Peixa. Que fiz? Lá teve de ser. Peguei numa perninha dela, abri a goela e finquei o dente de uma só vez! eheh Nada disso. Pego num pano e nada que um golpe palma de mão não resolva, me certificando que ela de facto jazia sem vida no pano e que não me estava a indrominar, mandei-a pela janela - não fui embora sem antes sair do carro e me certificar que o cadáver estava na estrada. Nunca fiando com estas bichas do demónio.

Bem que eu me andava a perguntar, porque raio a viatura não andava a puxar... Já desconfiava do combustível e tal, afinal afinal, era do aranhão que andava a passear à boleia. Olha agora... Devia de achar que sou algum Uber, não? Era o que me faltava.

Assim era a perfeição, não há dúvida.

26.12.18, Peixe Frito

- Bom diaaaaa!! - eita sunshine logo pela matina! Assim é que é.

- Bom dia! Quero abastecer € 25...

- ... € 25...

- ... bomba 5 s.f.f.... - digo eu a olhar para o peixmobil a confirmar o número de bomba.

- ... bomba 5... - espreita o rapaz também - e gasolina 95??

- Não. Gasóleo 10 e+ p.f.

Pronto... Já dei cabo do sistema. Ar de baralhado.

- €25, bomba 5, Diesel 10 e+ - repito.

Devia ter abastecido gasolina 95, só para ser tudo 555, mas não, armada em fina, foi logo o 10 e+.

Bem vistas as coisas, 5+5=10, até nem foi muito fora da mãe.

Nada paga a cara de baralhado do rapaz. Ainda não devia de ter bebido café a aquela hora. Primou pela simpatia, lá isso devo dizer.

Estava a ver que eu é que ia dormir nas palhas deitada.

26.12.18, Peixe Frito

Como a vida escolhe sempre os momentos mais oportunos para nos vir morder no rabo, este Natal não foi excepção para mim. Dia 24, lá decidi eu lavar os trapos todos do aquário, tirando tudo no sítio, tapetes e etc, desfazer a cama, lavar lençóis e voltar a fazer, coisas de fada-do-lar. Pois bem, nada melhor do que a máquina de lavar roupa avariar, cheia de água e detergente lá dentro. Maravilhoso, não é? Por momentos, fiquei a pensar que tinha a traparia do aquário toda das avessas e que tão cedo não a iria conseguir lavar. É que assim, nem deu para tirar a roupa seca e voltar a pôr no sítio - 'tou a brincar - ou levar a terceiros para lavar, tirei-a cheia de águiinha e sabão, nas horas do caraças. Quase tive de comer uma lata de espinafres, só para a conseguir tirar de dentro da máquina - parecia um cadáver - molhar tudo o que é sítio e nem menciono em sequer tentar torcê-la! Torcer toalhas encharcadas, que parecia que tinham acabado de ir dar uma banhoca ao rio, é de bradar aos céus. Se tivesse um tanque de pedra, era já meio caminho andado para a situação ficar resolvida, pena ter dado o meu que eu tinha quando era pequena e ingénua, e achava que lavar as roupas das bonecas à mão no meu tanque, era giro.

Se eu soubesse o que sei hoje, na carta ao Pai Natal tinha pedido uma máquina nova. Essa é que é essa. Mas não... pedi a nova Barbie e um Nenuco. Depois é assim.

O que vale é que lá me safei e consegui orientar a traparia mínima lá do aquário, senão, nem quero pensar... Não era só Jesus que se iria deitar, limpar, esfregar nas palhas, na consoada.

Feliz Natal, Feliz Natal! la-la-la-la-la-la-la-la-laaaaaaaaaaaaaaa

21.12.18, Peixe Frito

Como já sei como são as coisas e os programas de festas, maioria do pessoal vai estar off aqui da blogosfera e eu, já um passo à frente da situação e porque não quero deixar de vos desejar um Feliz Natal, a todos os meus amigos bloggers, leitores, cuscos que por aqui passam e não cheiram nem fedem, à própria equipa do sapo blogs que também merecem ser mencionados pelo seu apoio à malta, deixo já aqui os meus votos.

Aproveito para vos agradecer todas as visitas, comentários, apoios, desafios, destaques, presenças assíduas ao longo deste ano em que eu decidi voltar a postar com mais frequência aqui pela fritadeira. Fez toda a diferença.

Mais uma vez, um Feliz Natal, desbundem nos doces e salgados natalícios que no ano novo, temos de começar a fazer dieta e a ir ao ginásio, a tempo da época de praia de 2019.

Beijinhos e Xi-corações para todos! 

(*Jingóbél, jingóbél, já não há papeeeeeeeeeeeellll*)

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Podia ser algo pior, digo eu. Vindo de mim!

20.12.18, Peixe Frito

Me virar para a outra "réplica" de sangue minha, e lhe dizer:

- Eh pá, sempre que vejo este anúncio, lembro-me de ti!!

E é verdade... lembro mesmo. Depende de nós, não o facto da magia do Natal existir ou não, não é nada disso, mas a magia na vida das crianças, simplesmente por sermos quem somos, brincarmos com eles, fazermos patetices e macacadas.

Mas a verdade verdadinha, o que me faz lembrar é mesmo as orelhas de elfo, mas não lhe digam nada, que eu também não  Além de achar que a musiquinha se encaixa a ele que nem uma luva.

Isto vai soar a ordinário, mas vou falar na mesma.

20.12.18, Peixe Frito

Literalmente, vamos andar a comer o rabo uns dos outros?

Eh pá, ó meus senhores! Isto sendo verdade ou fake, não deixa de roçar o bizarro.

Nem mesmo se um casal decidisse oferecer isto à sua cara metade, invés de corações e "I Love You" e cenices dessas ou invés de oferecer o coração - termos românticos - oferecer o rabo em chocolate... Não sei, se calhar sou eu que tenho aqui algum chip avariado e esta ideia me parece muito à frente - ou atrás, depende do prisma.

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A mim já me ofereceram um ramo que invés de rosas, tinha pontas de pilinhas, mas agora uma caixa de chocolate com  molde de um rabo alheio... essa era estreia.

Cá para mim, têm é uma sociedade com os ginásios, cheira-me.

19.12.18, Peixe Frito

- Rabinho pequeno, onde está a avó?

- A avó? A avó está no ferro.

Há quem dê no ferro; A mãe Peixa dá é com o ferro... na roupa. Ao menos que isso lhe tonificasse os músculos, mas ao contrário do que seria de se esperar quando se está no ferro, dá mesmo é dor de costas.

De facto, era bom que se ficasse em forma a fazer as tarefas de casa, não era? A limpar o pó, aspirar, lavar chão, loiça, estender roupa, fazer a cama. Ironicamente, deixa uma pessoa de rastos mas não contribui para que a barriguinha fique em forma ou que a celulite desapareça. Não sei quanto a vocês, mas não me parece certo. Quando Deus inventou as tarefas de casa, ao menos que houvesse alguma recompensa, não era? Zero. Zeeeeero. Volto a dizer: Zero.

Ninguém merece.

Eu nasci para ser um animal selvagem, sem modernices de pratos e talheres e comer com as mãos, está provado.

17.12.18, Peixe Frito

Para mim, é um stress lavar a loiça! Bem, não é necessariamente o lavar, mas sim o colocar as criaturas a secarem / escorrerem no escorredor da loiça, antes de as limpar e/ou arrumar.

Parece o tetris, umas caem para um lado outras para o outro e quando parece estar tudo equilibrado, alguma cai e as outras invejosas vão todas atrás. Deixa uma pessoa com os nervos em franja. Testa a paciência a um monge (deve ser um dos motivos pelos quais são carecas e nao têm franja). Ainda era de esperar, que uma máquina de lavar loiça fosse poupar as criaturas do nascimento de cabelos brancos às custas do encaixe dos caqueiros para lavar, mas com o tempo e não estando contente com a vida facilitada com os sítios definidos para a colocação exacta e correcta da loiça dentro da máquina, toda a gente começa a sobrecarregar as bichas e a usar a técnica do encafuanço aka muitos anos a jogar tetris no game boy aka mestria do armário dos pamparuéres bem arrumadinho sem levar com nenhum no alto da pinha aquando abrimos o armário dos animais das cavernas. Mas porquê? Digam-me... Mas porquê que temos sempre de complicar as coisas mais simples e teimamos em sujar tanta loiça por refeição?

Eita que os homens das cavernas, não tinham esta chatice para os maçar: Era botar ao lume, estava no ponto e vai de pegar no prato gourmet e comer à mão, sem fufus nem gaitinhas e de cenas maricas de comer o frango assado ou a sardinha com talheres. Acabados de encher a pancita, os restos mortais iam para o Deus dará, para o raio que os parta, sem haver necessidade de por no saquinho do lixo os restos, passar os pratos por água ou lavar. Era comer e está a andar! Era tudo tão mais simples!

Mas claro que o homem moderno tinha de inventar algo que fosse complicar algo que era tão perfeito. Só eu sei, a quantidade de copos, pratos, travessas, caqueiro para bolos, caqueiro para a salada, caqueiro para a sobremesa que tenho no aquário! Lavar aquilo tudo depois de uma refeição só ou com amigos, dá uma trabalheira desgraçada. Sim, porque mesmo com máquina, há sempre a porra de um animalzito que não cabe na máquina e que têm de ser lavado à mão, sem mencionar que se formos poupados ao jogo de encaixe na máquina ou no escorredor, vamos ter o jogo de encaixe nos armários, a encafuar tudo de volta.

Estamos sempre quilhados, qualquer que seja a nossa abordagem. Deus nos ajude da maldição da loiça!

Motivos por que algumas alminhas me gozam.

17.12.18, Peixe Frito

Por ir a caminhar, parar antes de pisar uma caracoleta ou outro animalito pequenito, como búzio, bicho de conta ou Maria Café, que vai a atravessar o passeio (porque é que a caracoleta atravessou o passeio?? ) e deixá-lo passar ou eu passar por cima. Muitas vezes me dar ao trabalho de pegar nelas, as colocar numa folha mais próxima mas só depois de verificar que não há nem formigas nem teias de aranha nas redondezas, certificando-me que não serão transformadas em carpaccio de caracoleta.

Pronto, uns morrem e outros ficam assim. Quando eu desencarnar, vou ter uma comitiva de caracoletas e afins, a darem-me as boas vindas aos Portões do Céu.

Não há cú que aguente, caraças!

14.12.18, Peixe Frito

Solicitam-me um trabalho, que terá de ser enviado para uma morada, neste caso, "Onde Judas Perdeu As Botas".

E-mail de confirmação recebido com a morada, ao qual respondo que o trabalho irá ser remetido para a "Onde Judas Perdeu As Botas" (como a própria morada o confirmava). Entre reuniões, recebo recado de colega a informar que essa outra pessoa que solicitou o envio para a "Onde Judas Perdeu As Botas", me ligou e deixou recado que afinal não era "Onde Judas Perdeu As Botas" mas sim para "Onde Judas Perdeu As Peúgas".

Okay, tranquilo. Vou ao e-mail e vejo lá um alerta:

- Peixa, atenção! É "Onde Judas Perdeu As Botas" e não "Onde Judas Perdeu As Botas"!

Wtf moment. Pausa. Respirar fundo. Olha porra!! Afinal em que ficamos? Ajuda imenso me dizerem na mesma frase que é uma coisa e a seguir que não é essa coisa. Caso típico de bi polaridade nonsense, tipo os ursos polares.

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Volto a contactar com a pessoa e ela confirma que é "Onde Judas Perdeu As Botas".

Como dá para observar, isto foi só porque coiso. Desde o início que a informação está correcta e fica mais que provado que quando alguém têm um "tilt", dá nisto ou então que se esqueceu de tomar as gotas nesse dia. Parece uma situação em que a cabeça pensa uma coisa mas a boca diz outra. Isto aconteceu-me quando eu era pequena. Era uma vez uma pequena Peixa, que não conseguia dizer a palavra "gafanhoto". Sempre que a proferia, saía "faganhoto" e a pequena criatura frustava-se porque na sua cabeça pensava "gafanhoto" mas depois da boca saía "faganhoto" - pronto, está visto que tenho o "chip" queimado desde a infância - Felizmente ela cresceu, essa situação ficou no passado - Hakuna Matata - e hoje em dia, ela adora comer Areias de Cascais e Queijadas de Sintra - travesseiros de Sintra nem por isso, queijadas.

Estão a querer dar cabo do resto da sanidade que ainda tenho, de certeza. Que Deus me dê paciência e um paninho para a embrulhar, tenho dito.

Como passar por maluquinho num passo muito simples.

11.12.18, Peixe Frito

Ao atenderem o telefone, invés de o estarem a agarrar com a mão ou de auriculares, comprimam-no entre o abanico e o ombro e andem assim por tudo o que é sítio. É o verdadeiro kit mãos livres! Quem vos vir ao longe, a pegarem em coisas e a esbracejarem com a cabeça a 90º e o ombro encolhido para cima, vai achar que a sanidade mental abunda na vossa massa cinzenta.

Eita pá, só faltava coxear para ficar similar ao Corcunda de Notre Dame.

O Universo e o seu sentido de humor macabro e retorcido.

11.12.18, Peixe Frito

Era uma vez uma família, habituada a falar abertamente uns com os outros. Sempre debateram qualquer tema, falaram de inúmeras coisas e partilharam experiências, fosse onde fosse. É comum estarem à mesa a debaterem os trânsitos intestinais, flatulências, a fluência dos macacos-do-nariz a fugirem em debandada ou qualquer outra coisa que naquele momento, sintam que querem partilhar com a restante família. Sempre o foi desde sempre e continuará a ser ao longo das eras.

Eis que, existe um elemento dessa família - adquirido ao longo dos tempos - que sempre foi mais enojado que o resto do pessoal. Ora, onde é que se foi meter - Eu admito que sempre antes de levar alguém a conhecer o resto do cardume, aviso sempre, mas sempre, que somos todos muito sui generis, para não se espantarem com o que for - Nos primeiros anos de convívio com a dita família, a criatura passou bem mal às refeições e em convívios, agoniada e enjoada com a panóplia de temas e cultura, que aquela família fala e debate abertamente à mesa, bem como as partilhas de gases traseiros de algumas criaturas, quer seja em casa, quer seja na rua ao ar livre... Quanto a isso, nada posso fazer, lamento. Há mesmo que habituar à situação. Imaginem a agonia deste ser, onde "puns" se dão é na casa-de-banho e conversas dessas não se têm à mesa - Está bem, abelha - Com o passar dos anos, lá se foi habituando mais um bocado às porqueiras daquela família. Ironia da vida, nós nunca sabemos o que é que nos vai acontecer.

Há uns dia, reza a lenda, a criatura estava a passar num sítio, escorregou e estatelou-se no chão. Escorregou em quê e caiu em cima de quê, perguntam vocês? De górmitoooooo! Ah pois é... É muito mau. Com tanta gente menos enojada da família - se bem que se querem que vos diga, eu que nem sou enojada até a mim em meteu nojo, depois de mandar gargalhada a saber e imaginar a cena, exclamando: Olha, temos a nossa versão Toy - mas não bêbeda - que escorrega no gómito! - foi logo esparramar-se, estender-se, mandar-se para o relvado, testar a maciez do pavimento aquela pessoa que se agonia se alguém fala em "macacos do nariz" enquanto estamos à mesa, bem em cima de górmito alheio. Górmito alheio. Repito: Alheio!!! Que medo. Realmente, quando nos levantamos de manhã, nunca sabemos o caminho para onde os nossos pés nos vão levar... Comecemos a ponderar rezarmos para não cairmos numa poça, piscina, de gómito alheio.

Ninguém merece... Lá se foi o fatinho preto todo janota e a camisinha direitinha, ficarem baptizados para o resto da vida.

Nunca mais ninguém será o mesmo.

E como falei no Toy e na situação de ele se baldar no seu próprio gómito, aqui fica a quem quiser ver - linda partilha Peixa. Sempre culta.

 

Para umas arma-se em púdico, para outras em malandro!

07.12.18, Peixe Frito

Quer-se dizer, quando alguém quis exprimir o que lhe ia na alma, esteve sempre a corrigir a moça para freira, quando eu - que nem sequer tenho tendência para asneiras e ordinarices, embora quando estou passadinha das escamas as diga como alguém come uma embalagem de bolachas - estou a tentar escrever "promo", pá... o raio do corrector automático de não sei da onde que surgiu - talvez dos quintos dos infernos para me moer a esta hora - só "traduz" para... porno!

Mas anda armado em quê, o autocorrect? Olha agora... quer "porno", vá-se orientar para outros lados, não é agora no meio de uma conversa. Bonito, né? Olha eu:

- Adoro essa porno dos Conguitos, 2 por 1€.

Soa magnificamente bem, não soa?

E eu é que fico com a fama... Granda Peixa... Sim senhora.

Não há direito. Santa pachorra mais ao corrector automático e às suas perversidades recalcadas.

É que passe o tempo que passar.

07.12.18, Peixe Frito

Andava eu para aqui a pesquisar umas coisas para retomar uma espécie de rubrica que eu tinha aqui na fritadeira há uns anos e, deparei-me com este videoclip que, para mim, continua a ser um dos melhores, top of the top, nada a ver com a letra da música mas de ir às lágrimas. E, como é sexta feira e para alguns lados, cheira-me que meio chuvosa, tomem lá musiquinha para se animarem.

Quem é amiga, quem é? A Peixa. Lembrem disso quando quiserem erguer uma estátua a alguém, dar nome a uma rua, praceta, quiçá a uma rotunda, e estiverem sem inspiração de gente boa, lembrando de alguém que vos tocou no coração com os seus actos de ternura, partilhando coisas boas como esta.

Eu revejo-me tanto nestas coisas e só me dá para rir (2)

07.12.18, Peixe Frito

Medo sim, alguma vez, na minha altura, se um boneco falasse era mágico? Deus ma livre! Deve ter havido poucos que à noite mal ouviam um barulho no quarto, olhavam de soslaio para a bonecada que estava nas prateleiras ou pendurada na parede. Noites de terror, era o que era. Tinha cá uma magia...

Se há coisa da qual sinto "saudades", é das K7. Não necessariamente no que tocava à sua qualidade de áudio, mas era tão fixe! Ter walkman, uns headphones que eram grandes e pirosos, ainda mais após terem aparecido uns que só ficavam no buraquito do abanico, porém mas que agora voltaram em força e ainda maiores do que os daquela altura. Não sinto falta de não poder escolher a música, ter de andar quer para a frente para a apanhar na k7 ou para trás para a ouvir de novo, nem quando a fita enrolava, mas era mágico poder gravar todo um lado com aquela música que nós não nos fartávamos de ouvir, literalmente até a fita se quilhar toda e trilhar ou podermos ouvir as nossas próprias colectâneas, que gravávamos da rádio - muitas das vezes com o botão de gravação preparado, k7 a postos, para quando desse novamente aquela música, a conseguissemos gravar. Isso sim, é que era.

Noutras andanças, de facto se havia coisa boa além de passarmos a vida a ouvir rádio, termos a nossa rádio pirata e de facto brincarmos, era mesmo a "barraqueira" em casa, a arrepanharmos todos os cobertores e mantas que estavam guardados nos armários, molas e afins, para construirmos o nosso casinhoto de sonho. Com direito a divisões, porta de entrada e, em alguns casos que o cobertor já estava tão esticado na junção com outro, que surgiam "clarabóias". Nossa que finéss que era. Gabo a pachorra da minha mãe, que permitiu ao criancedo ser criança, sempre com o aviso: "Podem fazer o que quiserem, mas depois, têm de arrumar tudo!!". E assim era... e não precisava de gritar nem ameaçar ninguém de porradinha no lombo, coisa que aliás, vos vou contar, não sei o que é. Os meus pais nunca me bateram. Parece mentira, não é? Mas é verdade  - já explica muita coisa sobre ti Peixa... Muita mesmo.

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(e continua...)

 

Follow Friday: Luzes de Natal

07.12.18, Peixe Frito

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Pois é, não pensem que é um blog temático ou onde podem ir comprar as luzes para a vossa árvore de natal ou para enfeitar as vossas janelas com renas a piscar piscar, nada disso, a inspiração do nome deste blog "Luzes de Natal" vêm de outras andanças, que poderão comprovar quando o visitarem.

Recomendo que façam follow, o Albano Leão é um doce de criatura - apesar de ter "Leão" como apelido, é mais Simba do que Scar - cordial e amável, vão adorar ouvir a sua voz sexy nos podcasts, mesmo quando ele está a reclamar de qualquer coisa. Têm uma componente de inesperado pois ele aborda qualquer tema no blog - menos luzes de natal, há coisas que não se percebem de facto - mantêm um dinamismo nas temáticas, há boa escrita, franqueza e honestidade, que cativa. Vão lá cuscar e largar umas postas, que não se vão arrepender! 

P.S.: Mas não digam que vêm daqui, please. 

Podia ser a verdadeira morte do artista.

06.12.18, Peixe Frito

Numa caixa de uma superfície comercial:

- Passe passe, a senhora têm prioridade.

- Prioridade? Mas porquê?

- Então... a senhora está grávida.

- Qual grávida?

Pois é... a senhora era mesmo era gorda. Parece anedota mas é verídico.

Conselhos do meu sábio pai.

06.12.18, Peixe Frito

Eu, de pingo no "naniz". Diz meu pai Adamastor Miyagy Yoda de Splinter:

- Filha, bebe um bagaço ou um whisky, que isso passa logo!

Se vou na conversa dele, saio de uma para me meter noutra. Para depois o ouvir dizer, no alto da sua serenidade:

- Noites alegres, manhãs tristes, hein?

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