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Ó da guarda, peixe frito!

Vai com arrozinho de tomate?

Mais um caso para os ficheiros secretos.

29.04.19, Peixe Frito

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Há dias de costoletas de porco à salsicheiro, dias de frango assado e até de peixe grelhado, mas não hoje! Ao que parece, hoje é dia de pavão na rua, a passarinhar. O malandro, que gosta de viver a vida no limite e andar na pura da loucura a assustar os patos e as galinhas, anda por aí a cirandar. Só se ouve de fundo, um cantar profundo e, para ser honesta, é algo que se torna meio bizarro pois ora digam-me lá, faz sentido aparecer um peru armado em drag queen, em um meio urbano, onde não há parques naturais nem nada que se pareça - pá, a serra é aqui ao lado, mas na serra não há pavões... que eu saiba! 

Sempre que o oiço, dúvidas existênciais me assolam a alma:

Será mesmo um pavão?

É o Wile E. Coyote que anda aí a ver se caça o Bip Bip?

Será que hoje se vai manter solinho no céu ou vai chover ao fim do dia?

Que é que hoje vou fazer para o jantar?

Preciso de ir às compras, o que é que me falta na lista?

Mas porque raio tenho caracóis pequenos a passearem pelo peixmóbil?

Será que não há um único par de collants de vidro que eu tenha, que não tenha o raio de uma malha?

Questões... muitas questões que permanecem sem resposta e que fazem que, à noite quando me deito para dormir, adormeça rapidamente que nem uma porca no batatal, só acordando de manhã.

Vida dura. Muito dura. A influência que um simples pavão, pode ter na vida de uma alminha como eu. Nunca substimem o poder de um pavão, é o que vos digo.

Com notícias destas, não é para menos!!

26.04.19, Peixe Frito

Ouvi dizer, que a temperatura vai aumentar p'ra chuchu. Eu nem quero acreditar. Porquê? Porque sim...  Ora chove. Faz sol. Chove para caraças, trovoadas, chove para caraças... chove e chove. Agora, solaço como se não houvesse amanhã? Ahhhhhhhhhhhhhhhh mi poupem!!

Sabem como me senti? Precisamente assim:

Agora já percebi o tipo que vi semana passada, na fila do Aldi: Eu de casaco, bota de cano alto e collants - sei o que parece mas não é nada dessas marotices! - e ele de t-shirt, calçoes e de chinelo de enfiar no dedo. Chinelo de enfiar no dedo, minha gente!! Corajoso. Aquilo é que é ter a horta no sítio - que devia estar em cubo de gelo, mas é um aparte. A não ser que sejam de aço, aí a conversa já é outra.

Já estava a treinar para o sol ou então estava em plena negação, daquelas que se "eu fizer se torna verdade". Ele se vestindo assim, vinha o sol. E não é que resultou? 

Era bruxo... com uma semana de antecedência, mas há que dar o crédito ao moço.

Será que têm outros poderes mágicos ou é só com o tempo? Pena não ter ficado com o número dele. Tsc tsc.

Mãe é mãe, não tenho a mínima dúvida nem sequer ponho em questão!

26.04.19, Peixe Frito

Mãe Peixa, conhecida pelos seus cozinhados de rebentar as costuras das calças ou de se ter de fazer mais furos no cinto, tal é o encher da barriguinha, fez-me sinais de fumo para passar pelo aquário-mor, a buscar uns biscoitinhos ou bolachas ou bolinhos ou que raio ela chamou àquilo, que ela fez a partir de uma receita que uma conhecida lhe deu - quando é assim, o meu sentido aranha começa logo "alerta... alerta... alerta..." com luzinhas vermelhas a piscar, pois às vezes a mãe Peixa faz com cada cozinhado experimental, que ai Jesus Super Star.

Bem mandada como sou - pois pois... quem te conhece, que te compre - lá fiz o tremendo sacrifício de passar por lá, antes de pegar ao trabalho e assim, servir de cobaia dos novos biscoitinhos ou bolachas ou bolinhos ou que raio ela chamou àquilo. Só tive uma pista... que os iria por de certeza, na bela da lata das bolachas. Sim... Isso ainda se usa, por bolachas nas latas para não endurecerem. Alguém ainda têm disso em casa ou se lembra de isso existir, sem ser na casa das avós? Por favor, digam que sim...!

Chego ao aquário-mor, deserto, e me dirijo imediatamente à cozinha, mandando um olho à sala e apreciando que a dita lata das bolachas está na mesinha de centro da sala, pois o monstro das bolachas do spot aka pai Adamastor, já devia ter estado a dar nas trombas aos biscoitinhos ou bolachas ou bolinhos ou que raio ela chamou àquilo. Porém, quando miro a mesa da cozinha, com que cenário é que me deparo? Um pamparuére grande - onde normalmente estão as filhoses ou sonhos de abóbora ou bolo de chocolate aos quadrados ou fatias paridas ou miniaturas de bolinhos ou queques caseiros ou... já perceberam onde quero chegar. Algo em quantidade razoável - com um saco dobradinho em triângulo por cima, um pamparuére vazio ao lado e um queijo da serra amanteigado, com a tampinha cortadinha e faquita pousada em cima. Que depreendi? Fora pensar que a mãe Peixa me estava a dizer "adeus, boas festas e um queijo da serra", senti que mãe é mesmo mãe. Não se enganem, ahhh que fofa deixou ali o pamparuére e tudo à mãooooo... Sabem que acho? Ela teve foi receio que eu abrisse o armário das feras, levasse com os animais no alto da pinha ficando inconsciente e chegando atrasada ao trabalho, quiçá só sendo o meu corpo descoberto pelo pai Adamastor quando fosse almoçar, assim eu ali, estendida no chão da cozinha, uma perna para este, outra noroeste, com tampas e caixas por cima de mim ou com receio que desarrumasse a cozinha toda com restos mortais dos pamparuéres por tudo o que era sítio, além do meu metro e 75 escarrapachado no chão frio de pedra. Não dava jeito nenhum... Não sou pesada, mas iria ser o cabo dos trabalhos para me arrastarem dali. Assim sendo, precavida como é e para não sobrar para ela ou no caso de eu, sobrevivendo ao armário dos ogres, reclamasse com ela por ter de arriscar a vida duplamente, ao ter de abrir o armário e ir fazer de cobaia para degustar os biscoitinhos ou bolachas ou bolinhos ou que raio ela chamou àquilo, meteu logo ali um pamparuére para eu encher a tostes de bichezas de farinha e limão e um saquinho para não levar o pamparuére na mão - coisas da minha mãe. Não gosta que ninguém saia à rua com as coisas nas mãos, temos sempre de levar um saco. Eu às vezes lá me raspo mas o resto da malta é várias vezes encurralado, desabafando por vezes: "Possa, não há vez que não saia desta casa sem um saco na mão"*.

E o queijo da serra amanteigado, Peixa? - perguntam vocês.

Pois, o queijo da serra amanteigado foi só para distrair e compor o ramalhete e perfumar a cozinha com cheiro a chulé, mais nada. Por muito que eu adore queijo da serra amanteigado, não me dava jeitinho fugir com ele debaixo do braço e ficar com o Peixmóbil aromatizado a queijo. Tentador, muito tentador, mas é assim, tomei banho. O meu banho mensal. Por muito sedutor que seja o queijo, não vou correr o risco de ter de tomar outro banho este mês, não é? Haja dó.

 

*Acontece cravarmos à mãe Peixa para nos secar a roupa no mega estendal dela, o que origina que andemos com alguma frequência com sacos e saquetos e saquinhos. Neste caso, aconteceu a criatura não levar sacos com roupa mas acabou por sair de lá com um saco na mão. Certo que era de paparoca ou qualquer miminho mas nem assim, se livrou da maldição da sacaria. Uma vez pegada na pessoa, nunca mais desgruda. Experimentem a usar um saco para o que for e vão ver que os sacos nunca mais saem da vossa vida, nem que os ameacem por como saco do lixo.

 

É o que eu digo... continua a meter a colher, mas agora de modo mais disfarçado. Parece um adolescente a querer integrar num grupo!

24.04.19, Peixe Frito

É dito e sabido as minhas vivências com o corrector automático do telemóvel ou do tablet, e das belas substituições que ele faz, enfaralhando as conversas.

Desta vez, não ficou muito fora da mãe, mas de facto me fez lembrar a minha mãe, quando eu era uma pequena sereia e ela me dizia: "Peixa, as meninas não falam assim". Just for the record, a situação não me comovia e eu fazia o meu ar de "who gives a shit". Adiante!

Ora então, uma conversa entre duas amigas, em que uma explica que gostava de adquirir um robot de cozinha, porém que estes são um pouco caros e não lhe apetece largar guita pela situação:

- Pois, tu por esse preço, compras uma bimba em segunda mão. Sei que não gostas, mas... Arranjas boas e fixes e ficas com um "robot de cozinha" mais versátil.

- Ah, não sei. Em segunda mão? Em segunda mão, dá o peido mestre em três temperos!

 

Mas que mestria. Assim de surrex, subtilmente, de pantufas, lá teve de dar o ar da sua graça!

Pelo prisma do corrector automático, quando a bimba fizesse "pum", largando uma pitada de pimenta... "pum", largando uma pitada de tomilho e por fim, o fatal "pum" el tercero, largando uma pitada de orégano, lá ia a máquina para a sucata.

O meu melhor conselho, não vá o diabo tecê-las: ao comprarem uma bimba em segunda mão, nunca mas nunca usem uma receita com mais de três temperos, senão já sabem... fatal como o destino o desfecho e lá vai a maquineta fazer uma visita ao jardim das tabuletas - esta piada era tão mas tão fácil, que até dói.

 

Ai corrector automático, corrector automático... Nesta, estiveste bem. Era de esperar que fosse a palavra "peido" que fosse alterada, mas afinal, foi mesmo a "tempos". Não penses que te safas assim com esse mel, de deixares passar a palavra menos própria e ao alterares a soft, para a malta dar uma risota e assim, te ires infiltrando em nós, tal virus.

Estou de olho em ti. De olho em ti.

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Yep. Confere. Me revejo nestas situações também.

23.04.19, Peixe Frito

Completamente inadmissível:

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Esta é mato. Então quando é um folheto do Aldi e acabamos de nos sentar na poltrona e aparece uma criatura pequena aka rabinho pequeno para nos vir fazer companhia e afinal fala pelos cotovelos como se não houvesse amanhã, não nos permitindo sequer ouvir os nossos próprios pensamentos tal é a metralhada de palavras e coisas a contar-nos:

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Esta então, para mim é de morte! Fico a olhar para o comer a esfriar até me borrifar e voltar a comer! 

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Haja pachorra, tenho dito!! 

E porque não é só aos outros que as coisas acontecem... não é verdade?

23.04.19, Peixe Frito

Na sequência do post anterior, onde eu sou a empatas, não de coiso mas de interromper o momento como-se-estivesse-numa-discoteca-a-ouvir-um-baita-sonzaço-que-amamos-do-coração-e-que-até-nos-faz-fechar-os-olhos-e-desfrutar-no-nosso-mundo-a-parecer-aos-outros-que-estamos-com-uma-valente-broa-ou-chien* sensação, também a mim me toca situações destas - ah pois é, Gisela!

Imaginem, estarem no conforto do lar, a ver um filme. Vai e tal, situação emocionante, o desfecho ou componente importante para a história está preste a ser revelado e eis que... toca o telemóvel. Olhar matador para o telemóvel a ver quem está a importunar a minha sessão de cine e vejo que é a mãe Peixa. Pois é, ao que parece, isto deve herdar-se porque a mãe Peixa têm o condão de ser como os intervalos na televisão a passarem no momento chave da situação, quando ninguém os quer ver e não pode pôr para a frente por não estar a ver uma gravação, precisamente no momento em que o Washington está prestes a dizer à Marilú aquilo que ele sente por ela, ligando sempre ou até passando em frente da televisão a varrer o chão apanhando o lixo precisamente em FRENTE da tv. Típico. É de observar o suspirar da família inteira, abanares de cabeça e alguém murmurar: "Fosga-se mãe. És sempre a mesma coisa." "Estou só aqui a apanhar o lixo, saio já da vossa frente!", diz ela arreliada. Lá sai da frente e aqueles segundos, soam a toda a eternidade passada em câmera lenta e que vamos perder o fio à meada de toda a história.

Se de facto eu poderia não atender e ver o filme na mesma? Sim, podia. Mas sendo quem é a ligar, atendo sempre. 

Me valha a inteligência da alminha que foi iluminada por um momento divino, um espasmo no teco, uma luzinha, uma velinha que se acendeu na mioleira e se manteve acesa por não estar vento, que se lembrou de incorporar a funcionalidade dos comandos dos vídeos e etc nos comandos da tv, podendo eu assim ou andar para trás no filme ou por na pausa.

Bendito sejas ser angelical, abençoada a tua alma.

Aos restantes, que são interrompidos a ouvir o som da vossa vida... Façam como eu: Ponham do início. Nem que estejam quase no fim da música e signifique terem de a ouvir, cantar e coreografar toda novamente do principio! - ora que maçada...

 

*cão, em francês. Queria escrever "cadela" mas o tradutor do google não lhe apetece e a mim também não me apetece puxar pelos brain a esta hora de la matina.

Tenho um sentido de oportunidade sublime!

22.04.19, Peixe Frito

Ligar a alguém. Oiço do outro lado:

- Peixa pá... mas tinhas de me ligar agora? Mas logo agora?? Estava eu aqui a curtir um som no carro e fui interrompido pela tua chamada!!! Até estava a bater o pézinho e tudo!

- Pois é, pois é. Lamento mas eu sou assim... uma desmancha prazeres!!

Sendo chapadinho de mim, o mais natural seria quando a chamada terminasse, por a música do início, mas eu sou tão mas tão ranhosa, que a chamada só terminou quando a criatura chegou à entrada de casa.

Ninguém merece mas olha... a família não se escolhe, sempre ouvi dizer!

Porque a vida não é só coisas tristes e merdices e a malta precisa animar para não entrar em hiperventilação...

18.04.19, Peixe Frito

...e merecemos isto, apenas porque em três semanas de seguida, temos um feriado!!

Sim, para mim é festa, porque férias, ainda estão bem longe.

Este videoclip têm tanta coisa boa, que eu nem sei onde pegar primeiro... se pelos efeitos de fundo que me dão tendências de me atirar ao mar e dizer que me empurraram ou os penteados... ou as roupas... ou as coreografias... God have mercy que consigamos ignorar isso tudo e abanar o es-que-le-toooooooooo!!!

E é isto!

18.04.19, Peixe Frito

Tenho andado desaparecida sim e ter coincidido com a escassez dos combustíveis, é mesmo uma mera coincidência que devo frisar - aparte de de facto ter o Peixmóbil na reserva, graças à correria desenfreada e esgotamento dos combustíveis na minha zona geográfica de circulação e de esbanjar de charme, que desde já agradeço a quem andou a por combustível sem precisar o que me causou alguma neurose, me testou a paciência quase ao limite (estava prestes a encarnar um vulcão em erupção cada vez que via que era praticamente impossível arranjar soluções para a minha questão) e me fez praticar oração de mantras a ver se não agredia alguém, pois eu tenho a viatura na reserva e precisava mesmo de abastecer e me vi à rasca para me certificar que não me faltava gota para ir trabalhar. Cada um sabe de si, não critico isso, mas da próxima, era fofo que se lembrassem também dos outros que utilizam as viaturas para viver e não apenas para sair ao domingo, para fazerem a voltinha saloia cá da zona - além de ter passado estes dias a mandar piadas de que os coitados dos dinossauros já foram extintos uma vez e a espécie humana estava a conseguir extingui-los novamente, acabando com o combustível, de ter consciência de que o tema dos combustíveis conseguiu ultrapassar à légua o desbloqueador de conversa que é o "Já viu o tempo? Ontem fazia sol e hoje chove", fazendo as pessoas passarem o dia inteiro a falar disso - eu mal consegui ter uma conversa que não acabasse por abordar o tema dos combustíveis e a greve - vezes sem conta, alguns se exprimindo de modo tão efusivo que quase que via o fumo a sair pelas orelhas e o espumar na boca, a verdade mesmo é que passei o tempo todo à espera que esta situação desse molho. Sim, molho. Batatada. Punhada. Pancadaria digna de pôr os duelos do velho oeste a um cantinho, com um chapéu de papel com orelhas de burro, de castigo por ser considerado choninhas e coisa de meninos de coro.

Piadas à parte, pensei mesmo que a situação iria descambar mais. Felizmente que tudo se está a compor (ou vai) e que vai entrar tudo na linha novamente e voltaremos a debater o tempo e em como ontem choveu para chuchu e que ouvi várias vezes trovoada, reflectindo que provavelmente iria ficar sem luz no aquário.

Esta situação me fez sentir do quanto estamos todos dependentes de acções dos bastidores do país, pessoas que de modo quase invisível - menos quando queremos andar mais rápido e eles estão à nossa frente ou queremos abastecer e eles estão a fazê-lo nos p.a., aí de invisível não têm nada - e em como ponderei seriamente em adquirir uma bicicleta, palmar pedir emprestada a trotinete da "Frozen" à Rabinho Pequeno ou até o skate do Piolho mais velho, que não o usa desde que se mandou para o relvado, riscando os cromados todos, a dar uma de "Sai da frente Guedes" em plena estrada de descida tão a pique, que até os pássaros têm receio de a sobrevoar, a acompanhá-la. Ficam com problemas no ouvido interno, com a diferença de pressão da atmosfera. Sério. True story.

Posto isto, desejo a todos uma Feliz Páscoa 

Naturalmente, vale sempre a pena rever... e rever... e rever...

...ficando com a épica frase, para reflectirem durante a Páscoa:

"O medo é uma cena que a mim não me assiste"

"A tua sorte foi teres ido parar ao meio do matagal, porque se caisses no alcatrão, ias ter uma sensação de absorção ao contrário, que até te benzias", digo eu.

Que bela decor. Assim muito... apropriada! Teve olho, a criatura.

12.04.19, Peixe Frito

Mesmo spot on. Estou a pensar fazer o mesmo lá por casa, de tão graciosa que achei a ideia 

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Tsc tsc. Só de olhar... Apetece mandar um balde de lixívia lá para cima, com salpicos de ácido - sim, porque este padrão não merece viver nestas circunstâncias, até tenho dó de quem concordou com a compra deste material.

Cá para mim, foi mas foi vingança. Sim, porque ninguém com dois zóio na cara, vai achar boa ideia utilizar este padrão num lavatório, ou não acham? Não sei, digo eu... Alguém foi despedido mas não sem dar luta primeiro!

Como por a cabeça de uma pessoa em modo "tilt".

12.04.19, Peixe Frito

- Ohhh Peixaaaaa!! Tenho uma saia I-G-U-A-L à tuaaaa!!

- Ah é? - e olho para a minha saia com pesar. Ponho a mão no ombro da rapariga e digo - Sabes, é sinal que ambas temos mau gosto!!!

Grilos. Juro que houve ali um momento de ausência da pessoa a olhar para mim, que de certeza que deve ter pensado que não sabia se haveria de rir se chorar, com o meu comentário.

E pronto, é assim. Somos felizes desta maneira, a espalhar o terror de modo fofinho. Não é de admirar que as pessoas acabem por evitar dialogar comigo e que com o tempo, passem a me acenar ao longe.

Gosto de ser bem específica quando descrevo algo. Para não restarem dúvidas nem questões.

11.04.19, Peixe Frito

A partilhar com uma pessoa o quanto outra pessoa cheirava mal:

- Maria, o Zé Aníbal hoje cheirava mesmo mal. Deus me perdoe, mas cheirava mesmo mesmo mal!!

- A sério? Mas mal, quê? Tipo mal, de não tomar banho?

- Não... Mal de quando pões a roupa na cesta da roupa suja junto com as meias a cheirar a chulé e as cuecas a rabo, e depois a vais lá buscar, a cheiras e pensas «afinal passa e ainda dá para vestir mais uma vez» mal.

- Que nojoooooo!!!!

É né... Imaginem eu a agoniar e ter de disfarçar frente à pessoa.

Bolas. Têm chovido tanto e há tantas pocinhas aí pela rua, mas será que a pessoa não podia ter lavado a roupita ou até posto em sabão dentro de uma poça, estendido que a chuva passava por água e com o sol que meia volta se faz sentir, a secava? Ficava enxuta e lavadeca. Escusava de me vir deixar rasto de peúgo azedo, logo pela matina.

Este é o resultado, quando eu tomo o meu banho mensal. Como já não tenho o meu cheiro a camuflar, abafar o de terceiros, fico com olfacto de perdigueiro. Uma carga de trabalhos, é o que é.

Hei-de ter muitos amigos assim.

11.04.19, Peixe Frito

Saber através de uma amiga, que outra amiga ficou sem números de telemóvel ao limpar o mesmo - isto é que foi razia - e eu, como boa amiga que sou, decido mandar sms à criatura causadora de amnésia nos telefones:

- Maria Manuelaaaaaaaa... Esta é uma mensagem do Alémmmmmm... tu enfaralhas os telemóveis todoooooosss...

- Peixa! O teu nome apareceu!!

«Bolas pá» pensei, «já nem se pode pregar uma partida como deve de ser a ninguém».

Verdade das verdades, mesmo o nome não aparecendo, ela ia topar logo quem era a peça em questão, a alminha que teve a brilhante ideia daquela sms.

Tenho sempre de dar o ar da minha graça, naturalmente.

10.04.19, Peixe Frito

Eu e uma amiga andávamos à procura de um pêndulo. Então, trocamos imagens de uns que encontramos na net, a ilustrar à outra qual o género que gostaríamos de adquirir. E eu... partilhei:

- Miga, olha este:

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- Também vi este, que te parece?

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Entretanto, encontrei aquele que eu referi amar e querer do género:

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Óbvio que eu não seria eu, se no meio de algo sério, não tivesse de largar uma laracha:

- Amiga! Este é que era bom!!

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Ao início, não recebi resposta do outro lado. Silêncio (*cri cri... cri cri*) até que por fim...:

- Miga, que é isso? Ah, espera (pausa) oh pá, só tu!!!

Pois é, pois é. Olha uma pessoa fazer terapias com um pêndulo destes? Haveria de ser lindo de assistir à cara das pessoas ao observarem o que era o pêndulo.

Não há dúvida que seria uma terapia das Caldas!!!

Ainda bem que não fazem natação sincronizada, senão medalha só a cheiravam ao longe.

09.04.19, Peixe Frito

Não venta nem um piriri de vento. Mas é que nem um piriri-ri-ri. Começa a chover... e é observar que no mesmo metro quadrado a chuva ora cai direita ora cai enviesada.

Mas que raio se passa com estas nuvens? Mas é que até a chuva anda toda taralhouca e enfaralhada, ou quê?

Deus nos ajude, que já nem a chuva chega a consenso de como cair.

O pior, é que acabo por ser eu a verbalizar estes "encanamentos" alheios!

04.04.19, Peixe Frito

Eu até poderia dizer que a pessoa estava a ser educada, mas percebi que estava era mesmo a ser ingénua, com o pensamento que me estava a partilhar. Ora, e que se passou? Passo a relatar. Puxem as cadeiras, de umas pipocas e apreciem.

Ida ao cinema com amigo. Sala vazia e poucos gatos pingados apareceram a aquela sessão. Aparte: realmente, quantidade não quer dizer nada e não venho para aqui com a situação de "poucos mas bons", pelo contrário. O casal de jovens que se encontrava ao meu lado, principalmente a mocita, parecia uma trituradora de pipocas. Não me refiro à quantidade - mãos cheias literalmente, parecia o monstro das bolachas versão pipoqueira - de pipocas que observei que ela degustava com toda a etiqueta, que algumas até me caíam em cima - porreira, partilhava comigo - mas sim ao barulho dela a mastigar. Além de ouvir o rapaz, do lado de lá, a explicar-lhe algumas das situações que apareciam no filme - foi filme da Marvel. Quem é nerd neste aspecto como eu e o meu amigo e aparentemente o rapaz, meia volta explica certas entrelinhas que se dão nos filmes, que apenas um fã Marvel (super heróis no geral) apanha - tolerei o barulho de mastigar galhos secos e morteiros, baleamentos pipocais, da rapariga.

Ora bem. Logo por sorte, já com tantas benesses do casal ao meu lado a me benzerem, ainda o perfume a baunilha da miúda, me começou a atacar a alergia. Era espirrar, lacrimejar, assoar. Um horror para quem quer estar a ver um filme. Ainda assim, lá assisti ao filme tranquilamente.

A questão foi que... meia volta... me cheirava a pipocas. E quando falo de pipocas, não me refiro às verdadeiras pipocas, de milho inflado, com açúcar ou sal ou caramelo ou simples e maravilhosas, que exalam um aroma maravilhoso. Falo da expressão que uso, quando me cheira a gases expelidos pelas vias traseiras de uma pessoa, de onde o sol não brilha. Nada mais agradável, estar no cinema e levar com aqueles tipos de ambientadores.

Quando acaba o filme, estava a falar com o meu amigo e tal, fazermos resumos e constatações do filme que estivemos a ver. Eu comentei que fiquei com alergia do perfume, me vi aflita só a assoar e ele diz-me, com aquele ar de sei lá quê, a roçar o meio lamentar, que algumas cadeiras deviam cheirar mal, porque meia volta, sentia mau cheiro e então achava que eram das cadeiras mal limpas ou chão da sala do cinema.

Perante aquela observação, não tive outra opção senão esclarecer aquela alma...

- Cadeiras cheirarem mal? Era mazera alguém a expelir gases! Quais cadeiras.

E ele ficou a pensar e fez ar meio enojado. E eu também fiquei a pensar. Como é que um gajo pensa que são as cadeiras que cheiram mal e não que alguém se estava a bufar durante o filme e que eu, gaja, é que topei a situação.

Confesso que pensei que ele ainda fosse gozar com o cheiro ou dizer upppss fui eu Peixa que me caguei, sorry, mas não. As cadeiras?? Ó senhores... Já ouvi lhes chamarem muita coisa, agora cadeiras mal lavadas, é estreia.

E admiro-me, como é que as almas do lado trituraram tanta pipoca, com aquele ambientador no ar, meia volta, a dar a sua graça.

É que era com cada snif, que até dava vontade de ir chamar um padre para vir exorcizar a criatura ou benzer, para lhe salvar a alma que o corpo já era faz tempo, já estava podre e em estado de decomposição bem grave.

Gaivotas em terra...

03.04.19, Peixe Frito

...tempestade no mar, lá se costuma dizer na minha terra.

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Neste caso, não é alguém a dizer estas palavras quando me vê chegar, só para me picar, mas sim a ilustrar o céu taciturno que se faz na minha terra à beira mar plantada, os pássaros a desnortear com a corrente de ar tal gps a aguardar sinal, folhas pelo ar e poeira a me fazer espirrar, mas onde quero chegar (com tanta palavra terminada em "ar") é que já tinha saudades - not - de ter um vestidinho vestido e o vento forte bufar, me fazendo ter de me encostar ao peixmóbil camuflado de terras e folhas e cadáveres de animais alados, para o cuecal não apanhar mais ar do que o suposto - Marilyn Monroe mode.

Bem-vindo Abril. Que faça muita muita chuvinha no lombo da malta - principalmente no meu que esqueço sempre o guarda chuva - que enchas as nossas barragens com água para que o lodo e alguedo que lá vive, pronto pronto, os cágados, os patos e os peixes... a Nessie! Possam desfrutar de umas águas para uns mergulhos e esticarem as barbatanas sem tocarem no fundo, podendo sair de pé e usar a bóia e braçadeiras para não se afogarem - peixes com bóia e braçadeiras, Peixa? Apanhastes muita ventax nas pestanas, ah apanhaste, apanhaste.

Ainda bem que não tirei os lençóis polares da cama e nem lavei os vidros do aquário, pois iriam ficar lindos com este tempo de virarmos cubos de gelo com pernas, que se avizinha.

O tempo esfriar e a mudança da hora para o adiantar, venha o diabo e escolha, se isto não é espicaçar a preguiça e a jibóia, não sei que é.

Parece mentira, mas é verdade.

01.04.19, Peixe Frito

Reza a lenda, que uma alminha decidiu adicionar algo à água do esguincho, para quando a utilizasse para limpar os vidros, os mesmos ficassem impec. Que se lembrou a criatura, de adicionar à água? Adivinhem? Detergente da loiça.

Resultado: Dizem as más línguas, que era tanta mas tanta espuma, que o ser se arrependeu amargamente de ter usado o detergente.

Cá para mim, ficou foi a parecer uma festa da espuma à pobre, em plena rua e luz do dia.

Haja ideias maravilhosas destas a brilharem nas mentes alheias. Ao menos, não pôs Sonasol ou Skip. Bem vista a situação, até nem era muito má ideia, ficava com o carro num brinquinho. Era só adicionar um pouco de amaciador, et voilá, até a bicheza escorregava toda em tanta maciez e deixavam de haver cadáveres espetados no vidro e no capot. Poupava água nas lavagens, poupava as criaturas e viveríamos todos num mundo de perfeita harmonia entre carros e insectos azelhas no meio da auto estrada, com tendências suicidas.

Isto é que é começar bem a semana, em termos de ausência de cérebro.

01.04.19, Peixe Frito

Estar a falar com a parte financeira, sobre um valor de 20% ser diferente se for 20% sobre a unidade ou 20% sobre o valor total facturado. Na verdade, em termos comissionais, vai dar ao mesmo.

Pois é Peixa Maria, pois é. O seu cérebro hoje está a fazer gazeta, ao que parece. Nem o café - que nem costumas tomar - te abonou hoje.

Vá todos juntos! Um facepalm geral para mim! Yeahhhh...!!

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E como um não chega...

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Nem dois...

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Até o Godzilla têm arrepios-de-vergonha-alheia...

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Um a solo não chega para a situação...

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E a cereja no topo do bolo é...

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Mas foi... muito mauzito. O que vale é que é raro, senão não sei