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Ó da guarda, peixe frito!

Vai com arrozinho de tomate?

Mas é claro que tinha de fazer uma piada de Halloween.

31.10.19, Peixe Frito

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Duas amigas à conversa:

- Sabes miga, vou-me mascarar de vidente no Halloween. Vou fazer uma leitura.

- A sério?? Ahhh depois tens de me mostar as fotografias!!

- (*silêncio*) Miga, estava a brincar! Disse aquilo porque vou mesmo fazer uma leitura! Não preciso de máscara!

Às vezes o sarcasmo passa ao lado. Mas não faz mal. Temos de dar desconto que o índice de ómidade anda elevado.

E pareço uma maluquinha.

31.10.19, Peixe Frito

Sabem aquele nevoeiro que não é carne nem é peixe? Que não é denso e nem subtil? Que aprece um degradé do céu até ao chão, assim com ar de filme de Tim Burton, quando entramos em um sítio que nos faz sentir que vai haver uma grande probabilidade de apanharmos um cagaço e humedecer a cueca de medo? Pois é assim que têm estado para as minhas bandas. Ao que parece, o universo anda a mascarar-se e a preparar-se para o dia das bruxas com antecedência. À noite, as estradas costumeiras, ficam com um arzinho de bizarras e tenebrosas, que uma pessoa está sempre à espera que algo salte do meio das brumas. Na verdade, não sou cagufas com essas coisas, porque o que me faz espécie é outra coisa. A densidade do nevoeiro em si. Ora meus amigos, ou é nevoeiro ou não é, simples. Não é estar nevoeiro que parece uma máquina de fumo das ranhosas e entupidas. Nevoeiro que se preze, não nos permite ver nada em volta, somente uns metritos na periferia - é nevoeiro mas mantém as regras mínimas de segurança, o que eu acho bem - e não ver tudo opaco desde cima e a partir do meio, esbater. A minha reclamação é porque este nevoeiro sumidito, me faz parecer que tenho o vidro embaciado e ele não está! E isso sim, é irritante. Estar com frequência a ligar e desligar as cenices no peixmóbil, para desembaciar o vidro e ele não estar embaciado, porque parece mesmo que está embaciado! Fora as vezes que passo o dedo no vidro, para de facto me certificar que está embaciado! - "embaciado" é a palavra do dia, como dá para constatar.

Estou a ver que é o trick or treat de S. Pedro. Mas se o menino não têm mais que fazer que me andar a testar a qualidade dos meus zóios e a minha paciência, eu tenho. Vá lá fazer chover para outras bandas, invés de andar a brincar com as máquinas de fumo, vá vá.

Mesmo a probabilidade sendo pouco, há sempre probabilidade de acontecer.

31.10.19, Peixe Frito

Tudo está okay e maravilhosamente a funcionar. Vão na vossa viatura e começa a chover torrencialmente. Ora então, vamos lá a por as escovas a funcionar. Isso queriam vocês! As escovas da viatura avariaram e vocês não vêem um boi à frente! Que vos resta? Terem de continuar a conduzir, até poderem parar em um sítio minimamente seguro, até a chuva passar. Mas como já estão a ser bafejados pela sorte, a chuva não pára, está pegadinha. E ali ficam uma eternidade, à espera que a chuva ou pare ou amaine, para poderem seguir com a vossa vida.

Há dias em que não se devia de sair de casa, e este sem dúvida, foi um deles.

Uma das minhas definições de coragem.

29.10.19, Peixe Frito

Ou então, de que têm uma máquina de lavar bestial e um detergente maravilhoso!!

Ora... vestir roupa branca ou quase branca, em dia de chuva, em que há poças, lamas e está tudo badalhoco por todos os lados? Que uma pessoa vai a andar e espirra a parte debaixo, atrás, das calças, só com o movimento de andar na rua? Sem falar em se encostar acidentalmente a algum lado, e ficar lá logo a marca com um texto "eu estive aqui"?

Gabo a coragem. 

Esta deve ter assistido a eu fazer alguma figurinha, com certeza.

29.10.19, Peixe Frito

Só me faz rir, a observar tal profundidade e empenho do animal, a exprimir-se mesmo com ênfase!

Desafio de escrita dos pássaros #7 | O natural é que está a dar.

25.10.19, Peixe Frito

Eu sei que hoje em dia há cada vez mais tendência a usar compostos naturais, nomeadamente shampoo e amaciador para o cabelo, sabão, desodorizante, cremes para o corpo e cara. Aliás, na verdade isto é apenas uma pequena fracção do pessoal, que os faz ou que é dado às coisas naturais, porque muitos dos restantes, continuam a usar produtos com a promessa de "extractos de pena de fénix do Alasca e de lótus que Buddha usou enquanto meditava" e outros tantos ligam um rabo a isso, querem mesmo é lavar a fronha e esfregar a gadelha, cheirar bem, ficar lavado, e 'tá a andar.

Agora, compota de abóbora e amêndoa? Com o açúcar que têm uma compota de abóbora e amêndoa, imagino que uma pessoa iria era aumentar exponencialmente de peso, sem saber porquê! Olhem só a nutrição capilar com tanto açúcar? Se bem que bem mirada a situação, o açúcar esfolia... Por isso talvez seja indicado para quem têm uma peruca farfalhuda e contra-indicado a carecas. E a amêndoa? Bem, a amêndoa... coiso. Dá assim ali uma propriedade tal e coiso e tal, estão a ver? Uma adição mega importante na compota. Essa compota nem seria compota nem tinha direito a tal nome de compota, sem a amêndoa. Tenho dito!

Porém, o uso da dita compota - palavra fofa né? compota compota compota - têm uma situação mega positiva, se usarem a compota como máscara capilar: se tiverem a meio do banho e tiverem traça, sempre podem ratar um bocadinho. Tenham é cuidado onde guardam as cream crackers ou as tostinhas, pois com a água, ficam meio papa. Ainda noutra vertente, se tiverem um hot shower com a vossa cara metade, uma compota de abóbora e amêndoa ali à mão, dá sempre jeito para uma marotice.

Hum, e que tal? Vão aderir ao uso da compota de abóbora e amêndoa como máscara capilar ou nem por isso?

Ora, que surpresa!!

25.10.19, Peixe Frito

Pois é, vim cuscar aqui a nétxi e vi que aqui a fritadeira foi nomeada para os Sapos do Ano 2019, na categoria de Humor!

Quero agradecer a todos que me nomearam aqui a fritadeira, foi mesmo uma surpresa agradável, não esperava minimamente! 

Não vou andar aqui a fazer uma campanha a pedir votos, mas se votarem aqui na frit's, eu ofereço uma goma sugar free a cada um dos votantes bem como uma peça de fruta saudável, que só vos faz bem! - hein... isso é que era!

Por isso cozinhem lá aí bem a cena, que com prémios destes, é a não desperdiçar!!

Mais uma vez, muito grata pela nomeação 

Muita beijoca a todos.

O que uma roseira consegue fazer...!

24.10.19, Peixe Frito

Pois é! Hoje há destaque aqui da fritadeira!

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E tudo graças à roseira de santa teresinha, que no fundo, de santa nada tinha. Olha agora, andar a puxar saias alheias!!!

Grata à equipe do sapo pelo destaque!!

Beijoca grande a todos 

Gosto sempre de fazer as pessoas se sentirem acolhidas. Faz parte da minha natureza.

24.10.19, Peixe Frito

Há uns dias que não vejo uns colegas. Ora nos entretantos, cruzámo-nos na entidade laboral, pois eles vieram mais cedo de uma obra.

- Olá. Boa tarde Peixa! - diz um dos colegas que me viu primeiro.

- Olha...! - digo eu com ar de admiração - Eu já tinha ouvido falar que tu existes, mas ainda não te tinha visto!

O que vale é a malta ser bem humorada e saber quanto a casa gasta e não ficar aborrecida por eu lhes estar a chamar coisas daquelas. E by the way, não era a comparar ao Yeti, okay? Só assim a uma ovelhinha amarela ou ao Wally.

Invejosa. É que não pode ver nada.

23.10.19, Peixe Frito

Como se não bastasse começar o dia com kiwis armados em páraquedistas sem paraquedas, o universo tinha algo mais na manga. Não, hoje não rompi collants - que by the way, comecei a semana a rebentar com dois. yeahhhh. Só para saberem o pé da situação - nem o chuveiro abriu de repente quando eu abri a água na torneira, para esta aquecer, e levei com banho de água fria para abrir a pestana, nem tinha vincos no corpo e a marca dos bordados na cara. Estava tudo impec. Até tinha tempo de sobra para vir a desfrutar do frio, ameaça de chuva e céu nublado de hoje. Porém, saio de casa toda saltitona, a agarrar nas saias do vestido dado o vento que estava e chego-me à minha viatura. Meto as tranqueiras todas lá para dentro e vou para entrar na viatura mas... Não consigo. Dou mais um esticão. Esquece Peixa, algo te está a agarrar. Então, raios partam mais à roseira que estava ao lado da porta de trás, que agarrou a minha saia nos seus picos, com unhas e dentes e como se fosse o último vestido dos saldos com o número que lhe assentava!! Não largava. Não... lar-ga-va. Aquilo foi tão bem engedrado, que me agarrou a saia e prendeu mesmo atrás, ou seja era alguém me estar a ver e observar-me a fazer figura de ursa a tentar chegar aos picos e não chegar nem conseguir ver, para soltar a saia e esta não rasgar e estragar, tal cão às voltas a tentar morder o rabo, morder, ganir e voltar a morder porque se zangou que a cauda doeu por ter sido mordida, então mordeu de novo!

Felizmente não chovia, nem estava vento muito forte e o frio não me enregelou, senão acho que tinha de tirar o vestido e deixá-lo ali, que a roseira estava mesmo empenhada na missão dela de me agarrar.

No fundo, bem observada a coisa, eu acho mesmo que ela não queria era que eu fosse trabalhar. Que eu ficasse em casa, a descansar. Estava a zelar pelo meu bem estar, para eu tirar o dia para mim.

Escusava era de ser tão fuínha e se atracar mais na saia do que eu a uma embalagem de Pringles sabor natas azedas.

Nunca substimem o poder de uma planta. Até uma simples roseira têm o poder de dominar o mundo e de imobilizar uma pessoa. Pensem nisso, na próxima vez que forem arrancar ervas daninhas dos vasos. Quando menos esperarem, elas atacam!!

O estranho caso do kiwi que sonhava ser ilusionista.

23.10.19, Peixe Frito

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Logo pela manhã, aprendi um truque de magia, que vou partilhar convosco. Ora então, o truque é o do kiwi que consegue atravessar sacos de plástico transparentes, a armar-se em Luís de Matos, versão fruta ou vegetariana.

Abram o saco, verifiquem e mostrem que está tudo okay, que não há nenhuma artimanha nem um acesso ou porta escondida no saco, por onde o kiwi possa raspar-se. Mandem o primeiro kiwi lá para dentro. Uau, maravilhoso!! (*aplausos*) Mandem o segundo. E... cai redondamente no chão - e estava em forma o tipo, que nem ficou amassado nem nada. Rijo, o macaco!

Primeiro pensamento, este kiwi é ninja! Pois tinhamos verificado que não havia um buraco no saco! Será que invés de o colocarmos dentro do saco, foi ao lado - o que acontece, pensarmos que metemos dentro do saco e afinal só encostamos a cenice ao saco, do lado de fora e pimbas, chão.

Após espanto do público, voltamos a olhar bem para o saco. Não sei se foi das romelas, do sol ainda estar a nascer ou de simplesmente o kiwi pesar quatro toneladas aquando passa a entrada de um saco, mas que havia o raio de um buraco - buraco não, cratera! Tive receio que aquilo me engolisse e me transportasse para outra fracção de tempo - no saco, ah havia! Como é que ele apareceu? Magiaaaaaaa...!!

Cá para mim, o kiwi tinha mazé uma portinhola, que ele accionava a abertura a partir do botão que têm escondido na manga, de modo a se pirar do saquito. Já não nos podemos fiar em nada. Estão todos feitos uns com os outros. Os sacos. Os kiwis. O sol. O ainda estar meio a dormir. O relógio. O ter de ir tomar banho...! É inacreditável.

Agora um aparte. Sabem que eu tenho sempre os kiwis juntos em número ímpar. É que ao par, parecem-me assim algo mais obsceno. Nem vou perguntar se alguém pensa o mesmo que eu, porque com a pontaria que eu tenho, sou só eu que tenho essa mente pervertida e isso não passa na cabeça de ninguém.

Com influências destas... vai lá, vai.

21.10.19, Peixe Frito

Receber a visita da rabinho pequeno. Ela se sentar ao meu colo, estarmos as duas a falar e... sinto algo na mão. Pelos vistos, a criatura largou uma situação gaseficante pelas traseiras, que até subiu as costas, me apanhando a mão!

Riu-se quando lhe perguntei se tinha dado um pum.

Minutos mais tarde, sinto como se tivessem pipocas a saltar, na perna.

O raio da miúda, devia estar a vazar! Pior ainda, era o ambientador que ela estava a deixar.

Eu devo ser o imãn dos peidinhos dela. E porque digo isto? Várias mas várias mas várias são as vezes que ela está ao pé de mim e larga uma silenciosa. Quem diz: "antes cá fora, do que lá dentro" é porque deve ter problemas de olfacto, vos garanto. Na memória, ficou-me uma que se eu tivesse um buraco, enfiava-me lá dentro... foi épica e nada poupada no que toca ao anunciar a sua chegada: Era ela bebé de colo, vamos todos falar com o padre para ela ser baptizada. Lá, encontramos mais um casal que ia baptizar também o seu monstrinho desdentado criatura doce. Ela estava inquieta ao colo, sabemos como são os bebés pequenos: uma pessoa senta-se e eles na nã... levanta lá a peida que agora és as minhas pernas para andar a cirandar por aí e eu já estou farto de estar sentado! Pego eu na criatura ao colo, dou uma voltinha e, no santo lugar da igreja, cujo silêncio imperava, todos os anjos a mirarem, ouve-se um valentorro vento traseiro a ecoar por aquelas paredes fora! E tinha fralda... se não tivesse, abanava a igreja, com toda a certeza.

Não pode estar ao meu colo, que liga logo o jacto para descolar...! Possas.

Uns, é batidas nas costas para arrotarem. Esta, é sentar ao colo e vai de largar bombas rasteirinhas de mau cheiro. Ninguém merece tal fedor nem ser bafejado com tal corrente de ar.

Desafio de escrita dos pássaros #6 | Foi Amor, não era uma cabana… mas havia um frigorífico.

18.10.19, Peixe Frito

Não tenho jeito para histórias de amor, por isso vou narrar uma situação que se deu durante a existência de uma história de amor:
Toda a gente que é casada ou partilha a casa com uma cara metade, sabe bem que com o tempo, começa-se a apanhar as pancas da outra pessoa, por muito que todos achemos que somos mega normais – cá está, o conceito de “normal” é muito sobrevalorizado.
Eu tive uma cara metade, que primava pelo especial mau génio e mania que tudo sabia, ou como se diz no aquário mor, que tinha os olhos rasgados até ao rabo. Não era por mal, mas ele era assim, pronto, deixem lá a criatura. De modo que admitir que errava ou se tinha enganado, ai meu deus que cai o carmo e a trindade! Pelo que fazia de tudo para esconder, para eu não topar que ele tinha cometido alguma argolada, para eu não o gozar - falamos de coisas simples, nada de coisas graves - mas mal ele sabia que aqui a gaja é tipo Deus... está em todo o lado. E o universo, amigo como só ele sabe ser, acabava por se desbroncar que o gajo tinha feito alguma figura de urso e eu descobrir a careca. Uma das mais épicas, envolveu o frigorífico. Ao lado deste, tinha o armário com ferramentas, quinquilharia. Entre elas, a graxa dos sapatos. Pois bem, o rapaz gostava de ter os sapatinhos lustrosos e todos os dias passava graxa nos mesmos. Houve um dia, que vou eu ao frigorífico, e...
- Ó gajo, a manteiga?
- A manteiga está aí, no sítio dela.
- Ah é? Está bem... Então hás-de-me dizer que está a graxa a fazer na gaveta da manteiga.
Pois é. Engraxou os sapatos e meteu a caixa no lugar da manteiga, que por sua vez, tinha acabado.
Como boa esposa que se preze, lá não o gozei - muito - na altura, tirei o raio da graxa e meti no sítio dela. Acabámos por rir bastante e eu ser solidária, pois sabia o quanto ele podia ser distraído e eu gostava dele mesmo assim.
Este episódio com o frigorífico, ficou na memória de uma história de amor que acabou, anos mais tarde, por se esfumar. Mas ficou na memória o raio da graxa no lugar da manteiga!

Ai, eu. Que mal fiz eu para aturar esta gente?

18.10.19, Peixe Frito

Receber um mail - evidente de spam - de um gajo qualquer, que diz que graças a um excepcional dom, consegue contactar o meu anjo da guarda e receber mensagens de Deus e do meu anjo da guarda, em duas horas!!

Ó senhor... veio bater à porta errada. Se quer fazer publicidade, vá mandar spam a quem queira saber daquilo que o senhor faz, que não é o meu caso. Deixe lá os meus anjos da guarda, que eles já têm muitos afazeres, que não é fácil aturar uma criatura como eu, quanto mais.

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(foto de um dos meus anjos da guarda, que o outro nem quis aparecer)

Isto fez-me lembrar um colega de curso, que me manda publicidade daquilo que ele faz. Se quero terapias, consultas. Deve ter ali um chip queimado. Então sabendo bem que tirámos os dois o curso, que faço as mesmas cenices que ele e que ambos exercemos, para quê me mandar publicidade?

Ai senhores... Haja paciência. Já começam a entender o porquê de eu meditar tanto, não já? Só cromos. 

Se calhar só a mim é que estas coisas me são irritantes.

17.10.19, Peixe Frito

Não, não estou novamente a falar de melgas mas de algo parecido: vizinhos. Há uns vizinhos velhotes lá para as minhas bandas do aquário, que eu sei sempre quando recebem cartas que não são deles: Escrevem nos envelopes! "Não mora aqui" "Morada errada" uma das que mais aprecio ler é "Senhor carteiro, esta pessoa não mora nesta morada", entre tantas outras observações que os senhores fazem nas cartas, na frente do envelope, a escrivinharem quase todo o envelope!

Agora, hoje em dia, maioria dos envelopes têm as caixas atrás, para se preencher o motivo de devolvermos a carta. Desde "morada incompleta" a "falecido" "desconhecido" "mudou-se". E sim, eu já me dei ao trabalho de verificar e várias vezes os senhores não preenchem isso atrás no envelope, preferem escrever na frente do envelope. É conhecimento geral que, se se encontram cartas fora dos correios, amontadas numa determinada zona perto das caixas dos correios, é para o carteiro as levar de volta, certo? Costuma ser assim - se bem que já tive contacto com um artista que voltava a por as cartas dentro da caixa errada, morada errada, prédio errado, que bem merecia que lhe enfiassem era a carta nele - não havendo necessidade de rabiscarem o envelope.

Já alguma vez receberam um envelope que andou perdido, a passear, rabiscado com essas observações por fora? Eu já. E pior ainda, quando recebo já abertos. Desculpem, mas é algo que me dá alguma neurose. Se me abrem a carta das águas, ao menos que a paguem. Ou achavam que vinha um brinde lá dentro? Não é abrir e dizer ao carteiro que aquela pessoa não mora ali. Posso parecer picuinhas mas sempre que tiro cartas do correio verifico logo se são minhas ou não, não desato a abrir cartas alheias. Muito menos rabiscar os envelopes - ao menos que fossem desenhos artisticos, agora recados de "amor" ao carteiro...

Começar a fazer isso com as contas para pagar. Preencher no envelope que "pessoa não mora aqui" e devolver.

Mas top of the top nestas andanças de amores e desamores entre o carteiro e os vizinhos, cartas rabiscadas e outras abertas, foi o que o carteiro já fez uma ou duas vezes, precisamente a essas pessoas:

Tocar à campainha para abrirem a porta do prédio, que era o carteiro. Abriram a porta. O carteiro vai, espeta com as cartas no correio e ó abre. O dito senhor vai ver o correio e verifica que tinha lá correio sim... um papel para ir levantar uma carta registada aos correios, que o carteiro tocou e não estava ninguém em casa!

Ai oh pá. Esta foi a morte do artista. 

Histórias de cartas e carteiros... uii que nunca mais saímos daqui. Dá pano para mangas.

Já são muitos anos a virar frangos.

17.10.19, Peixe Frito

Tenho o hábito de meditar. Todos os dias ou pelo menos, na grande maioria. Sempre antes de dormir e em casos excepcionais, em que esteja a necessitar de limpeza energética extra, de manhã. Ora pois, eu adoro por uma música de fundo, mas se querem que vos diga, se não tiver, não faz mossa. Tenho dias que ainda é pior ouvir música de fundo, que me embala e acaba por me tirar um pouco do foco.

Não obstante de que o meu quarto é o meu sítio de eleição para meditar, quer seja activamente ou passivamente (dormir), e que fica virado para o parqueamento do bairro, onde há sempre carros a darem a volta, pessoas a andar e falar e putos a berrar mesmo em horas não aconselháveis mas as pessoas estão-se nas tintas às vezes até batem com as portas dos carros e gritam para a pessoa que está no andar não sei para que inventaram os telemóveis podiam poupar-me a estes gritanços durante a noite bem como estarem a utilizar o bluetooth do carro e estarem a fazer chamada e a malta a ouvir tudo da conversa ainda bem que devia de ser segredo a conversa sem mencionar os meus vizinhos debaixo que fazem um cagaçal desgraçado e os de cima que raramente dão à costa mas quando dão pensam que vivem sozinhos no mundo, porém - já estavam a ficar sem fôlego, hein?? - consigo estar à margem de toda essa selvajaria e ficar na minha bolha, a meditar serenamente. Mas ainda não tinha tido maior teste que o mais recente. Mal sabia eu o que me esperava. Passo a relatar.

Está aqui a gaja com o cenário todo montado e situação engendrada - almofadas no sítio: check! cristais no colo: check! app com música e temporizador que nunca respeito e medito o tempo que me apetecer: check! - e ahhh só relaxar e começar a meditar. Silêncio. Eu a sentir-me confortável, começo a meditar... e oiço de fundo: "zzzzzzzzzzzzzzzzzzz". Aguardei até acalmar aquela banda sonora por cima da minha música zen. E não acabava. Parecia disco riscado. Agora imaginem o que é, estarem a tentar meditar, com o som de uma melga de fundo, constantemente a zumbir!! Ainda abri os olhos um par de vezes, a ver se via o elefante voador de trompete, mas nada. Zero. Eu continuo a dizer que as melgas têm um sistema integrado de se tornarem transparentes ou então o dom de atravessarem paredes ou de abrirem portais, para que ninguém as veja, andando de sítio para sítio a seu bel prazer. Ranhosas!!! Ás tantas, conheceram os elfos de Lothlorien e receberam daquelas capas como o Frodo, que ficam invisíveis. É como vos digo, só pode! Bem, então ali estive eu, a meditar, a praticar o foco calmamente, sempre a conseguir fazer todos os exercícios e tudo a correr maravilhosamente bem, até chegar ao fim da meia hora determinada por mim - das únicas vezes que cumpri o tempo sem exceder - e andar à caça da melga, libertando o animal em mim, sedento de sangue.

Foi um verdadeiro encontrar e contacto com o meu eu interior, antes de partir numa caçada, sem saber se iria voltar para casa. Assim que detectei a melga - que não parou durante meia hora. Volto a repetir... MEIA HORA - me ergui dos meus lençóis - tal e qual o Dutch a sair da lama para enfrentar o Predador - peguei numa das minhas almofadas e "POF". A melga ficou a fazer parte integrante do tecto.

Agradeço à melga o facto de me ter ajudado a praticar ainda mais o foco interior, sem me distrair com o que me rodeia, praticando também a calma e serenidade e também, por não me ter sujado quer a almofada quer o tecto. O que é muito importante para mim, pois se há coisa irritante, é marcas de cadáveres de melgas pelas paredes e tecto. E agradeço à minha pontaria aguçada e à almofada, que tão humildemente contribuiu da forma como pode, dando tudo o que tinha, para eu finalmente por fim a aquele número de circo.

Resumindo: Qualquer dia, viro guru. Fiquei admirada com a minha concentração. Estou a um passo de começar a levitar.

Ninguém merece. Muito menos eu.

15.10.19, Peixe Frito

E quando adoramos beber chá - menos daquelas misturas de frutos comerciais e cenices assim - em que um que nós mais adoramos, é de uma flor? Bebemos daquilo tranquilamente, como quem bebe água (esta foi demasiado óbvia), porém, esse chá acaba. Que fazer? Vasculhar no mercado outro chá daquela flor. Finalmente encontramos. Yeahhhhhhh que felicidade! Até os olhos viram corações... só que não. Quando bebem esse chá novo sentem como se estivessem a morder mesmo as flores, com aquele travo azedo e amargo*, que mais parece ambientador líquido ou amaciador para a roupa, do que o outrora chá prazeiroso. E agora? Agora olha... fica o coração rachado e a busca por aquele chá do coração, continua.

Embora fique a pensar... como raio conseguem as vacas comer as margaridas dos prados e cenices assim? Possa... haja estômago (outra piada óbvia. Nossa que isto hoje está podre de inspiração de piadas demasiado fáceis!)

*Yep, eu sei o que é comer flores. E raras são as que realmente sabem bem comer, porque a maioria, é mesmo azeda e amarga. As abelhas e as borboletas é que são espertas e invés de comerem a flor, vão logo ao néctar.

Vejam bem a mestria da macaca.

14.10.19, Peixe Frito

Ouvia um zumbido. Uma mosca andava algures no gabinete e eu não percebia onde. Era quase como se a mosca fosse invisível, mas o som, era de megafone. E vai de zumbir, e zumbir e zumbir. Após escrutinar todos (pronto, quase todos) os cms do gabinete, dei com a bicha. E onde estava? Há uma janela no gabinete e apenas abre de um lado (janela de correr) e eis que, observei que existe uma teia de aranha bem na zona de abertura da janela, colocada estrategicamente para não se danificar ao se abrir a janela mas que, quando se abre, as bichezas aladas possa ali bater com as fuças à vontade. Era onde estava a mosca. Ao que parece, a aranha teve festim naquele dia. A armadilha está sem sombra de dúvidas, bem arquitectada e montada.

Não, não limpei a teia de aranha. Com a quantidade de varejeiras que aparecem por estas bandas, até torço para que caiam na teia da aranha. Admiro a esperteza e capacidade de aproveitar a oportunidade, ao fazer a teia num sítio daqueles. Não vou falar da lata, pois essa é mais que escabrosa, porque fazer uma teia assim em uma janela mesmo à mão-de-semear de ser limpa (encontra-se à altura do peito), porém há que gabar a coragem da bicha e eu respeito isso.

Além de que o halloween não está longe e já que tenho uma abóbora na mesa, porque não usufruir de um adereço real, como uma teia à janela? Até faz pandam, não acham?

Desafio dos pássaros #5 | Não é para quem quer, mas para quem pode.

11.10.19, Peixe Frito

“Estás na fila para o purgatório e Hitler está à tua frente. Ninguém o quer aceitar e a fila não anda. Escreve a tua intervenção para convencer um dos lados a aceitá-lo.”

Só me dá para rir, porque primeiro, eu e Hitler no mesmo sítio? Ó senhores, aqui a gaja é material de entrada VIP no Céu. Não há cá esperas, é parar a minha limousine, estendem a carpete arco-íris (Céu não podia ser vermelha, né?) sai a Peixa formosa, de cabelos de sereia ao vento e desfila, a mandar beijinhos e a acenar a toda a gente, chegando ao porteiro (S. Pedro), damos um abracinho, eu puxo-lhe as barbas por o que ele me fez passar com a bipolaridade do tempo e lá vou eu, portões adentro, escoltada por um unicórnio e ursinhos carinhosos.

E segundo, porque me parece uma anedota daquelas que ouvia em miúda, acerca do Hitler. Para quem não se lembra, ora refresquem a memória. E para quem nunca as ouviu, aqui vai um pouco de cultura (má, mas cultura):

- Um dia de inverno rigoroso, estavam os Judeus todos enregelados, quando o Hitler os reúne e diz:

- Judeus.... Hoje vou-vos proporcionar um dia bem quentinho.

- Viva! Boa! - gritavam os Judeus todos contentes.

- Hans!!! - Grita Hitler - Vai aquecendo os fornos.

 

Acharam mau? Ainda agora a procissão vai no alto:

Um dia, Hitler chega a um campo de concentração e anuncia uma boa nova para todos os judeus:

- Hoje metade de vocês pode ir para casa!

- Viva! Boa! - gritam os judeus

- Hans! Trás a motosserra!

 

Num campo de concentração, Hitler junta todos os Judeus em filas iguais e grita bem alto:

- Quem comeu o meu Bolicao??

Silêncio. Pergunta novamente:

- Quem comeu o meu Bolicao?

Ninguém responde.

- Hans!!! Elimina a 1ª fila.

(*RATATATA*)

- Quem comeu o meu Bolicao?? – pergunta Hitler mais irado.

Como ninguém responde:

- Hans!!! Elimina a 2ª fila.

(*RATATATA*)

- Quem comeu o meu Bolicao???

Lá um judeu, baixinho, diz:

- Fui eu…

- Qual foi o cromo que saiu?? – pergunta Hitler.

 

Sentido de humor muito mauzito. Só de me rir com estas piadas na altura, merecia arder no Inferno. Mas Deus é grande e sabe o desperdício que é esta alminha no Inferno (gaba-te cesto, senão não vais para a vindima). Por isso… Purgatório? Nope. Golden ticket to Heaven.

Elas aparecem de onde menos esperamos.

11.10.19, Peixe Frito

Ora, ando eu nos afazeres de casa e dá-me uma enooorme vontade de contribuir para o aumento das águas. Mas daquelas bravas que uma pessoa até sustém a respiração, não vá um chichi se esgueirar de surra. Vai a criatura para a poltrona. Um belo de um chichi, daqueles mesmo maravilhosos sabem? Que é divinal, relaxante, que até nos faz suspirar e dizer "ahhh que alívio". Só que não foi tudo rosas e nem nada que se pareça com o que descrevi. Neste caso, estava eu no meu momento de descompressão bexigal, a chegar ali ao momento do píncaro chichinzero e oiço: "Booooom!!!!!!". Eita, r'ais 'ta parta, que se passou na cozinha??

Pois bem. Tinha batatinhas a assar e, pelos vistos, tinha uma terrorista kamikaze lá pelo meio e não tinha dado conta. Estava tudo tão bem cronometrado que a porra da batateca decidiu rebentar bem, mas bem no meu momento de descompressão, me fazendo fazer chichi à pressa e ir ver que se passava. Haviam de ver o forno... parecia um filme de terror. Era batata desmembrada por tudo o que era canto, só ficando a casca oca, no sítio. Cenário horrendo. Bem horrendo.

Resumindo: Fazer chichi á pressa é coisa que não gosto. Ainda pior quando estava bem apertadinha e merecia a sensação de alívio após expelir de toxinas líquidas. E ainda mais não tendo desfrutado da situação e ainda ter restos mortais de batatas fritas da pipoca, no forno!! - eu e limpar fornos, uiiiiiiiii - Fica comprovado, que temos de estar sempre a pau com as batatas. Não vá alguma se passar da mona e partilhar as entranhas com tudo o que é sítio e criatura.

O que vale é que era uma batata pequena... se fosse uma grande... Nem quero pensar!! Não ia ter estômago para lidar com a situação, com um cadáver daqueles no forno, violentado daquela maneira. É preciso ter sangue frio para lidar com aquilo.

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