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Ó da guarda, peixe frito!

Vai com arrozinho de tomate?

Cada vez mais culta... é à conclusão que eu chego, de como estou a ficar!

26.11.19, Peixe Frito

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- Sabes aquelas gomas, as Billie Jeans?

- Erm... As Jelly Beans?

- Isso, isso!

Dá-lhe Michael:

Ai eu, minha genteeeeee que a ómidade está tramada!!

E com esta, me vou (*drop the mike*)

Estamos sempre a aprender!

26.11.19, Peixe Frito

Nova palavra a adicionar ao vocabulário:

- Dióspirro.

Deve ser um primo do dióspiro, porém cultivado na Transilvânia, pelos vampiros.

Desafio de escrita dos pássaros #10 | Já eu acho que, como diz o outro: "Pior do que perder o sono durante a noite, é achar o sono e ficar com ele o dia todo"

21.11.19, Peixe Frito

Eu pensava que era só eu que era assim quando era pequena, que estava várias vezes sempre a torrar o juízo a perguntar aos meus pais coisas como: "quando vamos comer?" "quando vamos embora? " e é claro, o mítico "já chegamos?", mas afinal, não. Há quem me tenha destronado a alto nível.

A situação mais conhecida da família é a do piolho aka lagartixa aka mano da rabinho pequeno, quando íamos todos de viagem em família, de férias. O sacana do rapaz ia a ferver batatas, coser arroz, serrar lenha durante todo o caminho. Todo. Ia com a bela da almofada ao pé dele e vai de roncar desalmadamente, que nem um porco em um batatal. Sempre que acordava nos entremeios de algumas paragens que fazíamos, era logo: Já chegamos? Já chegamos?

- Não... ainda não.

E lá se voltava ele para o lado, a babar a almofada. Ele é que a sabia bem, dormir toda a viagem e chegava chato e de pilha carregada tipo piolho eléctrico fresco e fofo ao destino. Já eu, dormir está de gesso. Em miúda também levava a almofadita mas não conseguia pregar olho. Não que não confiasse na condução do pai Adamastor, mas é mesmo assim, eu só relaxo no destino.

Comigo, a piada é outra. É a de estarmos a ver um jogo de futebol no grandioso Estoril Praia, se acabarem as bebidas, pipocas, sandes, o que for que havia para ratar e a Peixa dizer: Ainda falta muito para irmos embora?

Mas enquanto havia comes e bebes, estava ela descansada, a retraçar tudo.

E que têm o título a ver? Nada. E assim é a magia da vida 

Desafio de escrita dos pássaros #9 | Ora, para o que me haveria de dar!

21.11.19, Peixe Frito

Isto de se ser peixe, acordar em uma ilha deserta e núzinha em pêlo, como se veio ao mundo, têm muito que se lhe diga e pano para mangas - agora até dá jeito o pano para as mangas, com o frio que têm estado.

Não me importava que isso acontecesse, desde que tivesse comidinha, me pudesse abrigar numa palhota que tivesse uma cama de rede e ter como voltar - isto é mega importante. É a minha lista de exigências - de resto até às vezes sabia de facto bem estar numa ilha deserta, principalmente quando há malta a melgar como se não houvesse amanhã. A parte do nua, é que é menos agradável. Bom para o aspecto do bronze ficar uniforme mas nada apelativo andar com grãos de areia no bafunfo e na passarita. Digo eu!  Já viram bem o que é? Nada confortável.

Tinha era de ter cuidado com os coqueiros, porque isto de levar com um côco no alto da pinha mais o facto de ser peixe, dá cabo da memória em três tempos.

Se isso algum dia acontecer, de acordar nua, sem me recordar de nada, numa ilha deserta, que seja em um dia que eu tenho a depilação em dia, está bem? Não dá jeiteira nenhuma uma gaja andar em pelota com ervas daninhas nas pernas, tapete alcatifado na bichana e algas debaixo dos braços. Só de imaginar a situação, tenho logo pena de quem me iria resgatar.

Como lá fui parar? Isso agora... Também eu queria saber. Só Deus sabe. Aliás, acho que nem ele, mas deixem lá isso, que me vou deitar ali na cama de rede a beber uma água de côco fresca. Não me doa a cabeça.

E não há uma, sem duas.

21.11.19, Peixe Frito

Apesar de não ser no mesmo dia, foi quase.

Não ter acompanhamento para o almoço. À última da hora, dado que me levantei tarde - os lençóis andam a fazer de mim um burrito e não me deixam levantar do quentinho, de manhã - teve de ser à lei do desenrascanço. Não dava massa. Não dava arroz. Salada? Nada disso, está muito frio. Soluções? Batata frita. Só que... isso não habita lá pelo aquário. Que fiz? Trouxe da batata frita palha que tenho para fazer cogumelos à brás e não se fala mais disso!

Será que conta como acompanhamento...? Quero lá saber. É batata. É frita. É acompanhamento. Só não dá é muita jeiteira a comer... mas marcha!

É do frio e da ómidade, só pode.

21.11.19, Peixe Frito

Há dias assim, em que coiso, estão a ver? Pois eu fui deixar o peixmóbil na oficina à hora do almoço e eis que, quando cheguei ao trabalho e pousei a mala, estava a sentir algo estranho. Procurava as chaves da viatura mas não encontrava em lado nenhum. E vasculhei bolsos, mala, bolsos, mala, bolsos, mala, parecia eu um boneco com um glintch, que não parava de fazer o mesmo. Até pensei se não tinha deixado as chaves na ignição! - o que era estreia. Nunca tal coisa me aconteceu. Deixar chaves em ignição, porta do carro, porta de casa, correio. Zero. Sempre comigo como um bóbi bem ensinado - Até que se fez luz.

Eu sei que os peixes têm memória curta, mas bolas... Eu abusei desta vez. E bebi água ao almoço, não outras coisas mais alegres.

E assim, com as experiências da minha vida, partilho estas constatações, para que ninguém sofra o mesmo que eu sofro.

08.11.19, Peixe Frito

Pois é. Cheguei a uma constatação dura. Dei de caras com a verdade nua e crua, fria e enregelada, que vira tudo das avessas, desarruma e deixa tudo de pantanas: Está provado que não dá com nada dormir com meias. A sério. É agradável a situação de os pés aquecerem, ficam fofinhos e maravilhosos, e mesmo em pleno inverno, ficarmos com calor e acabarmos por tirar as meias a meio da noite. Mas é aí que se dá a propensão da calamidade que vos falo hoje. É que ao tirarmos as meias durante a noite, quando as queremos voltar a calçar no dia seguinte, temos de as ir procurar no meio das mantas e, acreditem em mim, é pior do que andar à procura do Wally ou da ovelhinha amarela. Não sei que fazem o raio das meias, se encontram um portal dimensional e se escapam sei lá eu para onde, que uma pessoa revira, vira, manta para um lado, lençol para outro, chegando até a desfazer a cama para encontrar a porra da peúga! Temos quase de virar tudo do avesso, para darmos com o animal refugiado. E, quase sempre, não damos com ele - as meias devem fazer reuniões secretas com as melgas, para aprenderem a escaparem-se tão bem. É coisa com mestria.

Não compensa dormir com as meias, vão por mim. A trabalheira que é andar à procura delas, a cama quase sempre fica desfeita e o stress, a neurose, o arrancar de cabelos que é, não obrigado.

E o pior de tudo, é que mesmo que calcemos um par todos os dias, todos eles desaparecem. Eu chego a andar à procura e encontro meias sim... desirmanadas. Depois ando com uma meia de cada nação - é sexy, eu sei que tiveram problemas em se segurarem, ao imaginar a situação.

Quando chega o dia de mudar os lençóis, parece que tenho duendes nos pés da cama, a fabricarem meias para o natal. Não pelo tamanho mas pela quantidade lá armazenada.

Acho que vou começar a fazer como se fazem com as canetas em sítios públicos: a amarrar um fio na ponta, para que elas não se escapem. Ás tantas, até funciona na perfeição. É um caso a ponderar e considerar.

E são coisas destas que aquecem o coração.

08.11.19, Peixe Frito

Pois é, anda piolheira à solta de modo selvagem, pela escolinha da rabinho pequeno. Infelizmente, ela apanhou. Anda a fazer o tratamento e a mãe explicou-lhe que ela agora têm de andar de cabelo preso, por causa dos piolhos. Sabem que responde ela à mãe?

- Então quer dizer que não podemos dar mais abracinhos?

Já entenderam como ela apanha os piolhos, não já? Apesar de andarem numa de partilha de animais selvagens, é bom saber que as crianças têm o hábito de se abraçarem umas às outras. É algo que me deixa feliz, nos tempos que correm, ver os pequenitos a manifestarem gestos de carinho uns aos outros. Tomara que nós adultos, ainda mantivessemos essa faísca em nós, sem tabus e merdices e pensamentos deturpadores da verdade. Porque às vezes, um simples abraço de conforto, é tudo aquilo que uma pessoa precisa, mais nada.

Foi só um pensamento e uma partilha que vos queria deixar. Com a anotação de que eu de vez em quando lhe chamo piolhosa e agora que está mesmo, não o posso fazer - Bolas!! Vou ter de esperar que ela deixe de ter piolhos. Apesar de saber que ela não leva a mal e que sabe que sou eu a brincar com ela, que não lhe chamo estas coisas com maldade.

Desafio de escrita dos pássaros #8 | Escreve uma carta para a criança que foste

04.11.19, Peixe Frito

Eu nunca fui muito dada a essas cenices de escrever cartas para mim do futuro e muito menos para a criança que fui. Devo dizer que eu escrevendo para o eu alevim, correria o pleno risco de eu não conseguir ler a minha letra – era algo que me fazia espécie, caligrafias. Naquela altura eu achava que toda a gente devia de ter a mesma letra, para eu perceber, apesar de ler muito bem – e poderia dar-se a eventualidade de eu não ligar um rabo à situação mesmo. Porque raio, iria eu do futuro, escrever a eu do passado? Não… a curiosidade não me venceria. Ficava era logo a pensar que provavelmente alguma manhoseira vinha na carta, como pimenta ou aranhas ou coisas desse género.

É que é assim, alguém descobriu que existem viagens no tempo e não disseram nada à restante malta? Se não, qual o intuito dessas cartas para as crianças? – cheira-me a situação de psicólogo ou psiquiatra… só de surra. Ou então uma cena género regresso ao futuro. Nossa! Se houver cena à Regresso ao Futuro, espero bem que não haja a Exterminador Implacável!

Se de facto existem viagens no tempo, digam-me, para eu anotar as alturas da existência deste planeta, as quais eu não quero ir visitar. Nomeadamente a idade da pedra ou a idade dos dinossauros – com a sorte que tenho, acabava por ter de andar a fugir dos dinossauros e isso não dá com nada, uma canseira ou então ia logo dar à altura em que os tipos se extinguiram e invés de fugir deles, fugia dos meteoros – também não gostava de ir parar à Idade Média, onde toda a gente era potencial bruxa, sem mencionar na badalhoqueira que era viver nessa época, dado que pobreza era extrema para alguns e banhinho… nem vê-lo mas a falta dele era só cheirá-lo por todos os lados. Não estando a seguir um sentido cronológico, também não me apetecia por os coutos no velho oeste ou andar à punhada com índios ou cowbois. Gosto de poder estar sossegada, estarraçada na cama de rede do alpendre, sem estar a preocupar-me com indígenas ou cowbois no horizonte. Nem com moscas, quanto mais. Felizmente, fui poupada às guerras mundiais, mas também não era altura que gostava de ir visitar. Nem para ir dar um calduço ao Hitler.

Posto isto, nada de cartas. A vida é Agora.