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Ó da guarda, peixe frito!

Vai com arrozinho de tomate?

Aqui fica a minha revolta referentemente a este desafio.

01.07.21, Peixe Frito

Fico-me a perguntar como raio um canídeo redigiria um texto, sem poder utilizar o seu meio de se exprimir, ladrar, barafustar, presentear os ouvidos dos vizinhos com uma sinfonia nada digna de Beethoven, aquando lhe dá na mona ladrar para o ar…? O gato ainda se safa, um belo de um “miau”, isento do ditongo proibido e censurado, ainda faz é com que o dito gato faça escárnio do cachorro, miando pelos cotovelos. Mas agora, e os perros? “Béu-béu”, soa de uma maneira estranha. “Woof-woof”, também desagrada o povo. Injustiça esta, que apenas omitindo algo francamente vulgar na linguagem, acabe por extinguir todo um meio de exprimir, partilhar, observar o que lhe passa na alma, de toda uma raça, para com os demais. Quem haveria de se lembrar disto? Me parece incorrecto. Porém, há quem goste de se armar ao cardo: Os restantes que optam por assim se expressar, deixem que vos diga, parecem uns peneirosos a falar e uma cambada de criaturas que têem a mania que os chatos andam de transporte voador motorizado, movido a combustível. Posto isto, ainda bem que sou uma Peixa e que nada tenho a ver com o assunto. Nem sou deste bairro. Só vim aqui ver como param as modas e se havia alguma coisa para comer.

 

Para quem ficou a apanhar do ar, este post é uma resposta ao desafio proposto pela Ana de Deus.