Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Ó da guarda, peixe frito!

Vai com arrozinho de tomate?

Isto é no mínimo intimidante e aterrorizante... Mas deve colar o barro à parede em alguns casos, com certeza.

30.09.21, Peixe Frito

Receber-se um e-mail de que o dispositivo foi hackeado. Então, o dito e-mail refere que a criatura têm estado sob vigia, tudo a ser monitorizado pelo hacker: fotos, conversas, tudo e tudo e um par de botas. Para não mencionar nada a ninguém, pois senão as suas informações pessoais iriam ser expostas na internet e em sites com fins duvidosos. Que até a sua câmera e o microfone estavam a ser clonados com informações a serem colectadas, por esta dita pessoa. E, especificamente, referiram um mês onde, silenciosamente, compilaram tudo na sua magnitude, tendo sido o mês fulcral. Apresentam no fim do e-mail, um valor que deve ser pago, para se manter o sigilo das informações colectadas.

Ora, há aqui um par de questões: Como se hackeia - não sei se é assim que se escreve - um pc sem câmera e sem microfone? Que não têm nem vídeos, nem mensagens, nem fotografias? E, no suposto mês em que se deu o expoente do copianço e acesso a toda a info e mais alguma, o mesmo não foi ligado um dia, pois a malta estava de férias?

Só vos digo uma coisa... Ao que o spam, phishing, etc etc, chegaram.

Nem quero pensar o que este tipo de coisas faz, a quem têm esqueletos no armário, cadáveres no jardim e que se péla que alguém descubra que comem bolo de chocolate às escondidas, furando a dieta, e que as fotos que põem nas redes sociais, estão cheias de filtros e tratamento de imagem, fora os quilos de maquilhagem.

Desafio Arte e Inspiração | 3.a Semana | Análise a "O Grito" de Edvard Munch

29.09.21, Peixe Frito

edvard-munch-the-scream-i106097.jpg

"O Grito" de Edvard Munch

Olá mês amôres, mês curações, mês tesoiros! Sejam bem aparecidos aqui pelas bandas da fritadeira que sempre foi mais à frente de todas as fritadeiras existentes, que por aqui fritamos sem óleo estão a ver, agora é que há por aí umas modernices de se fritar sem óilo, mas isso é tudo invejas, não podem ver uma gaja ser pioneira nas cenaices e querem logo copiar! Ora, como estava a dizer antes de entrar no devaneio oleoso, hoje é dia de rúbrica de esfrangalhanço semanal de uma pintalguice famosa - dizem... porque para mim, ninguém bate "O Menino que Chora" ou "O Menino da Lágrima", sei lá eu, "Menino com a vela acesa", pronto, e o resto é mesmo isso, só meninos - e o que lhe calhou a fava no bolo esta semana, foi ao Edvard Munch, com o seu "O Grito". Ele bem que esperneou mas é assim, nada feito. Toca a todos, meu caro. Sendo assim, vamos lá absorver o que o senhor estava ali a reflectir, quando os macacos do sótão se lembraram de fazer esta macacada.

Logo em primeiro impacto, neste sim, o título diz tudo. Não é como certas gentes que chamam "A Noite Estrelada" e depois estrelas, nem cheirá-las. Venenos aparte, este é verdadeiramente um quadro que expressa o seu estilo, tendência, onda, vibe: tão expressionista que até a própria criatura - não quero dar rótulos, rotular é feio. Cada um é como é, maravilhoso na sua expressão única, seja peculiar, esquisito, estranho, meio que anormal, invulgar, inusitado, excêntrico, bizarro, desusado, diferente, especial, exótico (esta é uma boa descrição. "Ah e tal és meio feioso exótico", soa melhor), incomum, insólito, singular, coisa que não dá para perceber sequer de que terra é - ficou impressionada com a situação.

Aquela escolha cromática, de tons laranjas e avermelhados, amarelos cor de coiso, ondulantes e magnetizantes, fazem pensar que devia de haver um fogo na casa do vizinho e o senhor, invés de ir ajudar, estava era ali a pintalgar. Já sabem como são alguns vizinhos, não vou sequer comentar esta sinergia entre Munch e a vizinhança, mas ouvi dizer que houve uns comentários acerca do bigode do senhor. Assim, só de surra, eu que não sou de intrigas. Porém, se olharmos com olhos de ver, aquelas riscas, remetem a bacon com ovos mexidos. Cá para mim, o senhor estava era com alguma fomeca e, a própria figura do quadro quando se apercebeu disso, deitou logo as mãos à cabeça, pois também queria mas de certeza que não ia tocar na chicha. E olhem que bem precisava de comer, tadinho. Está ali com ar de mal nutrido, que até dói e me faz a mim querer gritar quando olho para ele. Isto sem abordar as vestes, que ó senhor, aí sim, são de gritos, de tão... tão... sei lá, de tão coiso que nem sei exprimir.

Uma sensação muito presente nesta pintura, que marca posição e invade, nos inquieta, mexe connosco, dá para sentir dentro do nosso peito, é mesmo o pânico expressado pelo ser. O que eu acho que aconteceu, sabem o que foi? É que esta gente agora anda com a mania de andar sempre com o telemóvel na mão e, a tirar uma selfie com toda a certeza, chegou-se mais à beira da ponte e pimbas, caiu o telemóvel lá embaixo. E depois fazem estas figuras, a armarem-se em vítimas e fiteiros, quando a culpa é deles. Tivesse levado um selfie stick, ó senhor... senhora... cenaice! Ou pedido a alguém que lhe tirasse uma foto enquanto fazia uma pose com bico de pato, mas não... Agora olha, arreia. Bem podes levar as mãos à cabeça, que já foste. Espero que ainda tivesse na garantia e que tivesse guardado as fotos e os contactos na Cloud.

E, na recta final desta análise, concluo que fiquei sem perceber que raio anda uma pessoa de fato e chapéu a passear à beira rio ou beira lagoa ou beira qualquer coisa, acompanhado por alguém que claramente deve sofrer de problemas de cervical, já viram bem o tamanho daquele pescoço? Nóssa senhora!! E mas que raio, está a fazer um barco ali no meio da espiral? Parece mesmo que vai ser engolido pelas águas! Coitados... Já não se pode fazer uma pescaria tranquilo ou dar um passeio romântico mais a sua cara metade. Não há direito! Talvez Munch tenha pintado a elipse das bermudas, quiçá. Onde irá navegar aquele barquinho incauto, que apenas se vê a ponta do mastro, já sem o c*****o e tudo, olha foi tudo com a peça das Caldas mesmo, incluindo o smartphone do... da... de... aquilo! Vocês percebem. Há mistérios na vida, e este é um deles.

Não vos maço mais, vou só ali e já venho, sim? É que já marchava um bacon e tal e coiso... Por isso, hoje ficamos por aqui, para a semana há mais rubrica para esfrangalhar a pintura de algum magnífico artista. Fiquem em tune e não percam!

Até para a semana!

Peixá Marie del Frite.

 

Ah, e aproveito para dizer que quem escolheu este quadro, fui eu.

 

* * *

Obs.: Sinto que o devo fazer pois amo arte do coração e respeito à brava todos os artistas: este texto é meramente com intuitos humorísticos, embora possa não ser apreciado por todos (é assim... temos pena). A arte é mesmo algo lindo e maravilhoso, que nos enriquece a alma nas suas variadas maneiras. O meu verdadeiro apreço aos artistas, qual seja o seu tipo de arte. Eu, incluída.

* * *

No desafio Arte e Inspiração, participam Ana DAna de DeusAna Mestrebii yue, Célia, Charneca Em Flor,  ConchaCristina Aveiro, Fátima BentoGorduchitaImsilvaJoão-Afonso MachadoJosé da XãJorge OrvélioLuísa De SousaMariaMaria AraújoMarquesaMiaMartaOlgaPeixe FritoSam ao Luarsetepartidas.

Devem comer gelados com a testa, só pode.

28.09.21, Peixe Frito

Mostrar às pessoas a palete de cores disponível, frisando exactamente isso, que são as únicas cores disponíveis, e as alminhas dizerem:

- Ah sabe? É que a nossa cor é mais aqui entre esta e esta... Não têm mais cores?

- ... Não. São somente essas as cores que estão na palete, as disponíveis.

- Ahhhh... Pois... (*silêncio* *grilos* *suspirar*) É que era MESMO entre esta e esta. Não há mesmo?

Há, sabe. Eu é que estou a ser mula e não estou a mostrar só para chatear e no fim de tudo, de me moer os macacos-do-sótão, vou ali aos arquivos e apareço com essa cor exacta, na minha mão, comigo a elevar o braço e raios de luz e sol e unicórnios e ursinhos carinhosos à volta, a explodir de maravilhas e cores lindas num espectro nunca antes visto, com o outro braço à minha cintura e uma capa esvoaçante.

Vou ali c*gar a cor e já venho, só porque a criatura quer, pode ser?

Haja pachorra para esta gente.

Ó Senhor, salva a alma que o corpo já foi.

27.09.21, Peixe Frito

Ter umas sabrinas panisgas pretas todas com efeito rendado aka esburacado e observar uma côr lá dentro:

«WTF, mas que raio de côr é aquela?»

Ainda demorei uns momentos mas lá me recordei que... era o verniz das minhas unhas pintadas.

Really? Yep, confere. Ando armada em Dory. Isto de estarem os ares do Outono no ar, aumentando o índice de humidade no cérebro, dá nisto.

Ao menos que criem cogumelos, que aqui a malta aprecia degustar esses fungos - nada se perde, tudo se transforma, sempre ouvi dzer.

Mania irritante, parece os putos.

23.09.21, Peixe Frito

Ouvir as pessoas dizerem: "coalho", "joalho", "sobrançalha" e eu dar logo ênfase ao: "coelho", "joelho", "sobrancelha", com tom à tiá, armada em corrector humano. O outro ainda dá para desactivar, agora eu... só desactivo em modo de "pernas", quando vocês dão corda às vossas e se distanciam de mim, que caso contrário, nada feito.

Terrível... eu digo igualmente mal mas adoro arreliar os outros. Depois queixo-me de não ter amigos - mentira!! Tenho muitos! Os imaginários são aos potes deles!!

Uns morrem e outros ficam assim. Tenho dito.

Desafio Arte e Inspiração | 2.a Semana | Análise a "A Noite Estrelada" de Vincent Van Gogh

22.09.21, Peixe Frito

Sem Título-1.jpg

"A Noite Estrelada" de Vincent Van Gogh

Bem vindos, bem vindos minhas riquezas, minhas pérolas mai lindas, à edição desta semana da rubrica "Arte e Inspiração" aqui na fritadeira mais magnífica, cheirosa e supé com saineto aqui dos spots. Como sempre - duas edições mas não está mal dizido - vamos analisar cuidadosamente uma pintalguice de um artista, chegando ali ao cerne da questão da inspiração do senhor e que couves  e batatas estava ele a pensar quando rabiscou a tela em branco. O quadro que teve a (in)felicidade de sair no sorteio foi o "A Noite Estrelada" de Vincent Van Gogh. Ora vamos lá aqui desmembrar o que quer que seja, que tenho mais que fazer, pois tenho ali o peixe a marinar para o almoço e a roupa em sabão.

Olhando com olhos de ver, este pintalganço têm muito que se lhe diga. Aliás eu adorava conseguir exprimir exactamente isso mas sou só eu ou este quadro é meio hipnótico? Quando fico assim mais do que meio segundo a mirá-lo, o tipo parece que me enrola e começa a falar comigo: "Peixaaaaa, andaaaa, junta-te a miiiim, vêm ondular nestas nubes nocturnas e conta-me o segredo do teu óleooooo". Pois assombração quadrística de Van Gogh, tira lá o cavalinho da chuva, que isso não vai acontecer. Só por medidas especiais de medidas de coiso, vou colocar uma venda nos meus olhos de peixe boga, enquanto faço a análise deste quadro, não vá o diabo tecê-las. 

Ah e tal, noite estrelada. Com todo o respeito ao autor desta obra, estrelas my ass. Cá para mim, o senhor estava mesmo era com uma alta broa, daquelas castelares cheias de açúcar ou com uma de centeio, onde já tinha era cogumelos com propriedades psicotrópicas e nada, mas nada alucinogénicas. Parece-me mais uma windy night do que stary night. Scary night, para ser mais precisa, que vamos lá a ver, com aquelas pinceladas carregadas de tinta como se o godé tivesse a fazer promoção de tinta, o ambiente circundante a aquela vila é deveras a roçar o creepy e spooky, não me admirava que saísse uma bicheza estranha ali detrás da alga, para assustar e aterrorizar as alminhas inocentes que habitam o vilarejo. Eu é que não punha lá o meu bafunfo com toda a certeza, nem mesmo que as reservas online estivessem a 50% do valor. Porém posso constatar, que há aqui um sentir de afogar, de emoção meio que ao sabor do vento - broa, é o que eu digo, é da broa - ali uma tristeza e melancolia como as ondas do mar a virem de lá de não sei de onde e a apanharem as pessoas incautas, lhes dando um banhinho à meia noite - não que se calhar algumas não beneficiassem com isso, mas adiante.

Bem, vou ter de abandonar, que mesmo imaginando o quadro por ter os olhos com uma venda enquanto faço a análise da obra, estou a ficar meio tonta e com uma vontade de ir ceifar uma orelha ali a um peixe.

Por hoje ficamos por aqui, para a semana há mais rubrica para esfrangalhar a pintura de algum magnífico artista. Fiquem em tune e não percam!

Até para a semana!

Peixá Marie del Frite.

 

Ah, e aproveito para dizer que quem escolheu este quadro, fui eu.

 

* * *

Obs.: Sinto que o devo fazer pois amo arte do coração e respeito à brava todos os artistas: este texto é meramente com intuitos humorísticos, embora possa não ser apreciado por todos (é assim... temos pena). A arte é mesmo algo lindo e maravilhoso, que nos enriquece a alma nas suas variadas maneiras. O meu verdadeiro apreço aos artistas, qual seja o seu tipo de arte. Eu, incluída.

* * *

No desafio Arte e Inspiração, participam Ana DAna de DeusAna Mestrebii yue, Célia, Charneca Em Flor,  ConchaCristina Aveiro, Fátima BentoGorduchitaImsilvaJoão-Afonso MachadoJosé da XãJorge OrvélioLuísa De SousaMariaMaria AraújoMarquesaMiaMartaOlgaPeixe FritoSam ao Luarsetepartidas.

Só a mim.

21.09.21, Peixe Frito

Qual a probabilidade de, uma pessoa andar na sua vida, às compras, de cabeça enfiada na lista e a observar os produtos, analisando exaustivamente qual o melhor a adquirir e, pára uma senhora com uma criança ao lado. "Ah okay Peixa, é MEGA improvável isso acontecer, até porque o que não faltam é pirralhos por aí, às compras com as mãezinhas". Esperem. Não se exaltem. Take it easy, babe. Ora então, como costume, eu senti pessoas ao meu lado e olhei. Olho para a mãe e vi um balão entre nós, logo olhei para baixo e vi uma criancinha agarrada a um balão. Trocamos olhares por momentos e eis que, ela me estende o bracinho para me dar o balão.

"wtf" moment. Eu a olhar para a criança e a criança a olhar para mim. Eu a pensar "Que raio" e a criança devia estar a pensar "olha, é para hoje, sim?".

Devia de estar com um ar deprimido talvez e a menina achou que eu iria ficar feliz com um balão ou então Peixa, cut the crap, e a miúda estava mesmo era farta de andar ali agarrada ao balãozinho como se tivesse em uma procissão e viu ali uma oportunidade de se desfazer dele e nem pensou duas vezes - excluo a hipótese de algo maléfico pois o balão não era vermelho, okay? Se assim fosse, acho que o tinha rebentado na hora, com a brida com que fugia 

Mas assim ficámos. Eu desconfiada de uma criança que me oferece um balão e ela lá foi, puxada pela mãe, a olhar para mim e o balãozito a acompanhá-la.

Quando digo que a minha vida dava um filme com as coisas que me acontecem, podem crer que é verdade. 

Totalmente solidária, mas amiga, nada posso fazer por ti.

20.09.21, Peixe Frito

Dia da semana. Hora ainda por precisar mas pelo sentir, não muito longe da hora de levantar a peida da cama e partir o coração ao edredon.

"Ahhh santa porra. Que lanza. Hoje era mesmo daqueles dias em que trabalhava era na cama deitada, agarrada à almofada, a partir de sonhos".

E ouço a vizinha pequena do andar debaixo, em pleno pranto, a gritar:

- Não queroooooooo!! Não queroooooo!!!

- Mas ó não-sei-quantas, anda lá!! - dizia o progenitor visivelmente (visão raio-x através do chão) com aquele tom de é-melhor-que-mexas-a-peida-senão-estás-aqui-e-estás-ali.

- Não queroooooooo mas eu não querooooooo!!!! - e a choradeira continuava, tal como a expressão "vira o disco e toca o mesmo".

E eu, a assistir isto tudo do piso de cima, afofada nos lençóis e agarrada à bela da almofadinha, a constatar que eram seis e tal da manhã e que faltava para o meu despertador tocar e que ainda podia ficar mais um pouco na ronha.

Vida de adulto sucks mas de criança também não é fácil. Posto isto, espreguicei, virei para o outro lado e esparramei a aguardar a minha vez de não querer fazer porra nenhuma.

É por coisas destas que o lugar no Inferno é cativo e na zona VIP

17.09.21, Peixe Frito

Não sei se existe algum código das gajas, tal como existe o código dos gajos, cujas condutas são analisadas e seguidas por coisas que supostamente toda a gente deve saber e seguir, sem alguma vez alguém falar disso a ninguém. Talvez seja o dito manual que todos nós procuramos para lidarmos uns com os outros e, afinal, o animal já vêm criptografado nas entranhas do pessoal. Ora, há aquele dito de "gajos antes de qualquer gaja" ou "gajo não pega ex namorada de gajo amigo", coisas assim. No fundo, agora me contradizendo, isto também acontece no mundo do gajedo mas aquilo a que me referia mais especificamente é: quando uma amiga começa a namorar com um gajo novo e, sendo da praxe, mostra foto dele e diz às amigas: "Ele é lindo, não é??" seguindo de um suspiro, ficando a aguardar os comentários do restante gajedo. Ora, o que fazem as migaaas neste momento? Dizem a verdade ou mentem tanto como quantos dentes têem na boca? - mesmo que seja dentadura.

Sim, há caras metade que "Oh Jesus, Nosso Senhor Salvador tira-me este pedaço da frente que se não eu apago-me aqui" e aí sim, talvez seja mais fácil dizer à miguxa, que têm ali um pedaço de Deus Grego - com cuidado. Não vá ela pensar que quando virar as costas, a miga vai tentar lavrar aquele terreno, plantar naquela horta, subir àquela árvore e colher frutos do pomar - do que necessáriamente quando o gajo é feio que até dói, que preferíamos conseguir desver a pessoa e que vamos começar a ter pesadelos à noite. Que diz uma pessoa? Eu fico sempre sem saber como reagir, porque naturalmente, posso partir o coração à amiga mas mentir, para mim é difícil mesmo que seja piedosa. Então no meio do meu cérebro estar com uma luz vermelha a piscar tal o carro dos polícias e com uma sirene a tocar desalmadamente um "tirem-me daqui!! tirem-me daqui!!", eu a tentar ser amável e controlar o que quer que possa articular em palavras menos próprias, saco de pombas de dentro do bolso do casaco e digo coisas do género:

- Parece simpático.

- Olha, têm bom ar.

- Gosto do estilo.

- Miga, têm mesmo ar de bom rapaz.

- Olha, já viste? Parece que amanhã vai chover ou fazer sol.

Não minto, digo o que sinto maaaaaaaas tal enguia a fugir das mãos do pescador, não respondo à pergunta.

Devia ser proibido as gajas perguntarem estas coisas às amigas. Sim porque o amor é cego e às vezes MESMO cegueta como a porra, pior do que nos encontrarmos no nevoeiro onde D. Sebastião há-de surgir, e é complicado uma pessoa não ferir susceptibilidades a alguém que tanto prezamos e gostamos, dizendo à miga: "Fosga-se miga, mas estás com algum problema nos zóios ou é o quê? Fizeste transplante dos olhos e agora são de vidro? Mas tu estás a ver o mesmo que eu ou eu estou a alucinar? Vá diz-me, estás às portas da morte, é isso??"

Óbvio que há aquelas que mentem como se não houvesse amanhã e ficam desertinhas de irem rectificar o tempero, ver se está bom de sal e tirar uma concha daquela sopa, e aquelas que depois das pessoas terminarem dizem com toda a lata: "Ai amiga, não sei que vias naquele homem. Ele era horrendo e nem sequer usava uma malinha chánel, com chinelos de balneário Dolce Gabanna, com a meia puxada pela canela acima".

É por coisas destas que o lugar no Inferno é cativo e na zona VIP e eu, que ligo minimamente ao exterior honestamente, claro que é aprazível um moço airoso mas se fôr assim assim, está bem na mesma, o que conta é o interior, a personalidade, o carácter, que queira salvar todas as criancinhas dos maus tratos e acabar com a fome no mundo - momento à Miss Universo - vejo-me às vezes enrolada nestas cenas e pronto, mais um preguinho para o caixão e lá estou eu a ouvir o demo a esfregar as mãos, que meteu mais um shot na minha conta.

A malta quer é que as miguxas sejam felizes pá, não venham para cá com essas cenaices de exibirem os gajos como os cãeszinhos em um concurso de melhor canito, estarem ali assim tal predador a exibir a qualidade da sua presa, que só deixam uma pessoa embaraçada - em alguns casos, como refiro acima, especificamente nos dos ogres - e a querer abrir um portal dimensional para dar de frosques dali ou mexer na linha do tempo, rebobinando, para sair de surra antes daquela pergunta fatídica se dar:

- Então miga... que achas do meu novo namorado? É giiiiiiro, não é??? 

E assim acabam amizades. Vão por mim. Mais vale estarem quietas, pá!! Depois ouvem o que não gostam e está o caldo entornado e a barraca armada.

Mistérios da vida. Nem o Fox Mulder e a Scully desvendam isto.

16.09.21, Peixe Frito

Como é possível se ter um torcicolo, sem se fazer nada? Nem foi ginásio, nem sofá, nem cama, nem pesos, nem compras, nem acartar miúdos ao colo, nem limpar, nem esfregar o chão, nem ir à pesca, nem lançamento do disco, nem trepar árvores, nem plantar batatas, nem a entrar em um carro, nem a tentar ligar a torre do pc, nem a abrir uma embalagem de batatas fritas, nem na luta com o frasco de cornichons (embora ele ganhe claramente aos pontos), nem a bater um tapete, nem a roer uma unha, nem a coçar o rabo! Eh pá, não se entende! Cá para mim, foi o ar. Totalmente válido: não há pessoas que dizem que engordam até com o ar? É que é mesmo isso - engordam com o ar que entra para a boca, cada vez que a abrem para dar uma dentada no bolo de chocolate.

Isto é tramado. Mesmo sem se fazer nada, pimbas... torcicolo!

Não fazer nada também pesa, pelos vistos. O mal é mesmo esse, já nem se pode fazer nada descansado. Até é a medo, não vá uma pessoa para a próxima ficar com um braço ligado ou quiçá, ter um entorse na unha do dedo mindinho. Um perigo!!

Ahhh Deus nos acuda. E ninguém se atreva a dizer que é da p.d.i., que isso não é válido para estas águas!!

Desafio Arte e Inspiração | 1.a Semana | Análise a "A Grande Onda de Kanagawa" de Katsushika Hokusai

15.09.21, Peixe Frito

22157504_ZMmnq.jpeg

"A Grande Onda de Kanagawa" de Katsushika Hokusai

Ora sejam bem vindos à mais recente rubrica aqui da fritadeira, com a vossa host Peixá Marie del Frite, onde iremos observar belas obras de arte e tirar conclusões nada precipitadas, mega accurate e sempre supé au point, estão a ver? As pintalgadas escolhidas para esta semana são as de um senhor chamado Katsushika Hokusai que, após ler este post, vai-lhe dar assim umas ganas lá das miudezas profundas e vai querer re-pintalgar o quadro. Sem mais demoras, vamos lá à apreciação do quadro que nos calhou na rifa, vamos?

Assim à primeira vista, dá para sentir muita fúria, incómodo, alguém passado da marmita. Mas acima de tudo, dá para sentir que o artista estava, sem dúvidas, com alguma questão a nível de ou estar aflitinho para ir à casa-de-banho fazer um chichi ou então a corda do navio não queria descer e ser livre nos esgotos municipais. Com as tonalidades azuis escolhidas pelo artista mais aquelas águas todas revoltadas e cheias de espuma, favorecem imenso o pensamento das águas de uma sanita, que foram tingidas pela cor do WC Pato. Ricos tons. Mesmo muito aquáticos. O espectro cromático é algo de maravilhoso e nos faz querer continuar a puxar o autoclismo, só para se continuar ali, a absorver a ondulação hipnótica provocada pela descarga, sempre na esperança que o submarino queira submergir. As nuvens de fundo remotam a possíveis questões do foro gaseificado, talvez além de alguma questão associada a verter as águas, o artista estava provavelmente com algumas dores de barriga, dando aso assim, à inspiração para o amarelado e formas, que servem de pano de fundo a este exprimir caótico mau estar e possível questão com fluídos.

Devemos ter esperança que de facto o senhor não tenha ficado com alguma mazela advinda desta situação expressa, que esteja bem de saúde e que o trânsito intestinal esteja mais maravilhoso do que a IC19 em dias da semana.

Por hoje ficamos por aqui, para a semana há mais rubrica para esfrangalhar a pintura de algum magnífico artista. Fiquem em tune e não percam!

Até para a semana!

Peixá Marie del Frite.

 

Ah, e aproveito para dizer que quem escolheu este quadro, fui eu.

 

* * *

Obs.: Sinto que o devo fazer pois amo arte do coração e respeito à brava todos os artistas: este texto é meramente com intuitos humorísticos, embora possa não ser apreciado por todos (é assim... temos pena). A arte é mesmo algo lindo e maravilhoso, que nos enriquece a alma nas suas variadas maneiras. O meu verdadeiro apreço aos artistas, qual seja o seu tipo de arte. Eu, incluída.

* * *

No desafio Arte e Inspiração, participam Ana DAna de DeusAna Mestrebii yue, Célia, Charneca Em Flor,  ConchaCristina Aveiro, Fátima BentoGorduchitaImsilvaJoão-Afonso MachadoJosé da XãJorge OrvélioLuísa De SousaMariaMaria AraújoMarquesaMiaMartaOlgaPeixe FritoSam ao Luarsetepartidas.

Aviso à navegação do desafio

15.09.21, Peixe Frito

Para quem se está por aí a morder, estou a escrever o post!!

Sim... que eu é tudo à última 

Logo de manhã, já com a pilha toda.

15.09.21, Peixe Frito

- Zé! Ó Zééééééééééé!!!!

O Zé olha em volta e vê dentro de um carro, o filho do vizinho no banco de trás, a acenar-lhe efusivamente.

- Olha!! Vou para a escola!!!

- Boa! - responde o Zé a sorrir para o pequeno e a acenar de volta.

- Vou-me divertir!! - completa o pequeno.

 

Não digo que a escola não seja divertida, nada disso, mas quero ver se o entusiasmo se mantém, quando começar a trazer trabalhos de casa e ter de estudar para os testes! Cheira-me que alguém recebeu informação manipulada, para ir a bem para a escola. Cheiiira-me.

E depois admiram-se quando a cabra do monte sai para dar o ar da sua graça.

09.09.21, Peixe Frito

Decididamente, eu e lavar carros é para esquecer. É pá desculpem lá, mas isto assim não pode ser e é insustentável! Ora, para não variar, naquele dia tomei três banhos: um de manhã - o banho mensal - outro a lavar o carro e depois tive de tomar outro banho, pois isto de levar com shampô automóvel, não favorece a minha peruca, apesar de levar com o acabamento e brilho nas fuças. É que é sempre o mesmo ballet: lavar o peixemóbil quando está um tempo ameno, chegar às lavagens e levantar vento. Além dos cabelos a esvoaçarem por todos os lados - poderia ser um momento sexy só que cabelos nos olhos, na boca, a fazerem tranças com a ventania e uma pessoa com o timing contado de lavagem para lavar a viatura, não dá com nada - o vento começar a soprar magicamente contra o jacto da lavagem e, com tantas boxes vazias, uma criatura lembrou-se de se colocar à espera que eu acabasse de lavar o meu nobre corcel. Ora, a sério? Lá teve que esperar, pois está claro - entre me estar a olhar seriamente, dado o festival e luta pela sobrevivência que eu estava ali a ter mais o vento e mais raio que o parta e o facto de, me rendendo a dada altura, eu estar a cantar uma musiquinha para me aliviar os nervos.

Após o espectáculo encerrar, fui passar a panisga da camurça na viatura. Eu, sim, eu. Agarrem os queixos pois até eu me admiro comigo própria. Traumas aparte, se já foi o que foi a lavar o carro imaginem a passar a camurça. Vos garanto que se tivesse uma tisoira à mão, tinha feito um corte de cabelo espectacular, dada a neurose que já estava a ter mais às lianas a enrolarem. Pareciam encantadas pelo vento, tal cobra pelo tipo a soprar na flauta.

Se acham que já acabou a novela, aviso que há extra. No momento em que estava a passar a camurça na frente, ouço bater de tapetes. Mesmo ao meu lado. Mesmo... ao... meu... lado. Nem quis acreditar. Naquele momento, acho que fiz um virar de cabeça comparável com o da miúda do Exorcista. O olhar, ainda mais matador. Então não estava um tipo a bater tapete, com o vento a favor dele e a favor dos mosquitos que iam na via rápida de encontro comigo e com a minha viatura, mesmo no batedor do meu lado - nem era do dele, era do meu - a dar nas fuças a um tapete! 

Como este blog é familiar, vou omitir algumas das palavras que disse ao senhor, mas no geral foi algo como: a sério senhor fofinho como as nuvens pomposas que passeiam alegremente nos céus azuis celestes, que está a bater graciosamente os tapetes da sua maravilhosa viatura, mandando o lixo para cima da minha delicada e serena bicha de quatro rodas, acabadinha de sair da box de lavagem e cujo pêlo lhe estou a afagar carinhosamente, com esta camurça esplendorosa, ao sabor deste ventinho ameno que me acaricia suavemente os meus longos cabelos aos cachos encaracolados?

O senhor lá se tocou, abanou o segundo tapete menos fervorosamente e mais timidamente e arrancou ferros, nunca mais ter sido visto naquelas paragens, pelo menos, acho eu, naquele dia.

Ah e tal, podias pagar a alguém para te lavar o carro. Sim, é verdade. Sóque n'amapetece. Isso faz-me lembrar as dondocas que vão ao shopping às compras e deixam o carro a lavar, chegando das mesmas e o carrinho está lavado e aspirado, só pegar na chave, pôr os saquinhos na bagageira e ir mais o José Maria e o Salvador Maria, para casa pois a Maria já deve de estar a acabar de fazer o jantar para a família.

Nada contra, só não faz o meu estilo. Podia fazer, mas eu nasci no charco e não no oceanário, depois é assim.

Resumindo: Ainda bem que lavei o carro. No dia a seguir choveu e eu nem quero imaginar a criatura dos pântanos que eu iria encontrar se não o tivesse feito: seriam lamas, bichos mortos, galhos secos e cães e gatos lá colados, no outro dia de manhã. Foi uma dura batalha mas no fim, valeu a pena exceder a taxa dos banhos mensais, estar em pé de vento com o próprio vento, só pelo facto de conseguir ver a estrada e a cor original do peixmóbil, não precisando de um martelo e de um escopo, para abrir a porta, debaixo da camada de lama.

É aquele doce condão que só a ingenuidade confere.

06.09.21, Peixe Frito

Na família, não temos propriamente problema em nos vestirmos e despirmos ao pé uns dos outros e então, como tal, o criancedo está habituado a isso e não há pudores. Dito isto, a rifa de momentos embaraçosos, tinha de me calhar a mim mais uma vez:

Estava eu a vestir-me para ir treinar, na companhia da Rabinho Pequeno. Ela esparramada na cama a observar-me.

- Ó tia Peixa, quando eu crescer vou ter maminhas grandes?

- Er... Grandes grandes não sei, mas vais ter as maminhas maiores, sim.

- E quando vai ser?? Quando eu for adolescente??

- Sim, mais ou menos por aí.

- Adolescente quê, doze anos??

- ... Talvez sim.

- E elas vão ser assim, como as tuas?? - e faz assim um círculo no ar com o dedo, em volta do meu peito.

- Ah isso... Não sei como vão ser!

- Mas tia Peixa...!

- Olha, vai lá brincar vai!!

Ó senhora. A curiosidade é típica e natural das crianças mas se querem que vos diga, eu fico mais embaraçada de falar de determinadas coisas do que propriamente as crianças.