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Ó da guarda, peixe frito!

Vai com arrozinho de tomate?

Por que mares ando eu a navegar | Blogs que sigo

30.11.21, Peixe Frito

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Como poderia eu não destacar a ilustre nobreza aqui da blogosfera? Inevitavelmente, a fava iria calhar ao querido Milorde! Não se enganem ao pensarem que como é um senhor de alto gabarito, que têm a mania que os chatos andam de avião ou que se arma ao cardo, achando que tudo é povo e que ele é que é o maravilhoso do pedaço! O Milorde têm um sentido de humor maravilhoso sim, e uma escrita cativante, que nos faz nos armarmos nas alcoviteiras das aldeias, pois não ficamos indiferentes aos seus relatos do que se passa em Barbalimpa.

Recomendo altamente que vão conhecer o espaço do Milorde, mas atenção: nada de aparecer assim à papo seco, pois o Milorde gosta de receber os convidados como deve de ser. Com sorte, ainda bebem um cházinho maravilhoso, que ele tão bem sabe oferecer às visitas.

Vão cuscar! Não se vão arrepender! E claro... façam follow 

Não haviam dedos de mãos nem de pés que chegassem!

29.11.21, Peixe Frito

Se contasse as vezes em que comento alguma coisa em posts de blogs amigos - considero amigos aqueles que visito com frequência e há interacção entre mim e o blogger, seja no seu blog ou no meu, porque eu nem sempre comento apesar de ir botar a oftálmica e cheirar como param as modas - cujas dissertações podem levar a pessoa a crer que ela fala de alhos e eu de gomas - confirmando assim o que muitos poderão pensar, que a Peixa é "cuu-cuu cuu-cuu", tolinha da piruca - e que aquilo que escrevi pode perfeitamente ser deturpado e levado para a malícia! Rara a vez em que não releio o que escrevi, para não dar aso a confusões ou mal entendidos para o lado da destrambelheira.

Há um ou outro com extremo potencial de transmutação e acredito que se fosse eu a ter um comentário daqueles na minha fritadeira, mandava logo uma jarda a avacalhar. Agradeço a todos por se conseguirem conter e ainda me levarem a sério, mesmo nos comentários que não é suposto estarem a levar a sério o que estou a dizer e levam na mesma, quando eu estou a por pimenta no vosso café e ninguém se desmancha.

Felizmente, nem todos são como eu. Senão era o terror.

Conto de Natal (mais comprido que as coisas compridas)

26.11.21, Peixe Frito

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Isto é deveras um problema. Mas que problema! A Mãe Natal queria fazer uma bela fava com entrecosto, para ir preparando o seu formoso esposo Pai Natal para a época natalícia que, diga-se de passagem, precisa de alimento e sustento que andar ao frio com o trenó, têm muito que se lhe diga, ó se têm! Se o homem não estiver compostinho, não resiste em andar a mordiscar as bolachinhas e bebericar do chocolate quente - culpa sempre o Rudolfo, coitado do Rodolfo, que é ele quem se alambuza das bolachinhas quando, na verdade, só vê-las pela janela e cheirá-las mas das migalhas na barba do Nicolau - que as criancinhas deixam ao pé da lareira - as que deixam... que há aquelas que vão lá retirando uma e outra bolacha e depois quando chega a vez do Pai Natal, está lá o lugar. "Nota do Pai Natal: Criança mal comportada, que comeu as bolachas que eram para o Pai Natal. Ano que vêm, vais ver como elas mordem" - E de ano para ano, nota-se a silhouetta curvilínea a agravar. Bem! Ora era para fazer uma favada mas nada de favas. Não havia na horta frescas, pois não é altura delas, não havia secas na dispensa nem congeladas no congelador, uma autêntica tragédia.

- Nini, faz-te à estrada que são precisas favinhas para a tua paparoca.

- Ó Mommy, não orientas para aí outra coisa? É que está cá um frio da horta e não me apetece ir pôr os presuntos na rua.

- Vá, vá, mexe-te que não vou para nova e ainda há muito que fazer! Estamos prestes a arrancar com a entrega dos presentes e ainda temos de ir abastecer as renas e comprar papel higiénico, que o combustível anda nas horas da morte e com os confinamentos, não podemos dar ao luxo de ficarmos sem papel higiénico, que os duendes são muitos! Ainda começam a limpar o bumbum ao papel de embrulho!

- Humpf, tens razão minha querida. Vou calçar as botas e vou partir, por esta estrada. 

- Mas não vais de trenó?

- Vou mulher, mas que raio. Mas não tens mais que fazer? - e sai de casa, afagando a barba esgadelhada, fechando a porta velozmente antes que ouvisse a esposa a puxar-lhe as orelhas, por não ter posto mais um cavaquinho na lareira.

Senta-se no trenó, já com o Rudolfo a postos a dar corda aos cascos, põe o trenó a funcionar para aquecer, liga a chofagem para desembaciar o vidro da frente, o ar condicionado a ver se aquece os dedinhos dos pés e o rabo das renas e lamenta-se, por ter comprado aquele trenó por impulso, nos tempos em que era jovem e descomprometido, adquirindo uma versão desportiva, o trenó cabriolet mas sem a capota de lona. Pode ser muito sexy andar com a barba ao vento, a fazer show no verão mas quando cai neve, até os macaquinhos do nariz emigram para os países baixos, para estarem mais agasalhados. A máquina estava a postos e lá vai ele. Sobe sobe e sobe (quase como o balão), passando pelas copas das árvores - levando com um ramo nas fuças de quando a quando, uma bolota na testa - e antes de atravessar as nuvens gordinhas e fofas de chuvinha, acena ao rapaz que ia a voar em uma bicicleta, com um bicho qualquer sentado na cesta na frente da pasteleira, e pergunta-se que raio andavam aqueles dois a fazer na rua a aquela hora? Enfim. Deu uma gazada às renas e aí vai ele. Sem saber o que se passou, de repente formou-se uma nuvem de neve, uma tempestade ciclónica já com vacas a voarem e carros e telhados de casas e cães e gatos...! Tentou travar mas como ainda não tinha levado o trenó à revisão, as pastilhas das renas não corresponderam com a precisão esperada... o Pai Natal bem que metia o pé mas já era só o ferro no disco e pronto... tudo estava para correr mal! Derraparam em um floquinho de neve e lá foram eles nas horas do caraças, sendo levados para a casa da outra senhora.

Quando deu por si, afinal afinal tinha conseguido agarrar bem as hastes das renas e ido parar a bom porto. Ufa...! Ainda bem que levou cueca reforçada, porque tudo indicava que ia dar molho na certa. Viu lá embaixo uma estrutura cinzenta, que era o minimercado dos senhores advindos das índias, deu uma volta à viatura e estacionou. Distraído, saiu com toda a brida, nem olhando bem ao redor. Mas o Rudolfo, atento como sempre, desconfiou que algo se passava. Além de lhe estar a doer o joanete de estimação do casco dianteiro esquerdo, que dá sinal quando vai nevar, achou tudo muito deserto. Abandonado. Sem vivalma. Não haviam luzes. Barulho. Silêncio. Havia porra nenhuma, somente espaço e... olha, mas aquilo ali é uma unha do pé? E aquilo... um pêlo das pernas? e... e... uma mão? (*som típico que os mortos vivos fazem, sei eu lá qual, olhem arrastar os pés, se babarem, o som da terra a cair no chão, as roupas a restolharem e a prenderem nas maçanetas das portas dos carros abertas*) e quando olha em redor, quase que pareciam as rodagens do Thriller, só que não!!

- Ó Nicolau pá, gajo do caraças, raios partam mais ao teu gps mais a porra, onde foste aterrar seu animal de palco!!! Anda mazé embora senão ainda nos finamos aqui, no meio desta gente toda mal amanhada, que já estão a afiar os dentes para nos petiscarem!!! Ó Nicolaaaaaaauuuuuuuu!!

Sem dramas que isto é uma história para crianças poderem ouvir à distância, Nicolau ainda ouviu a tempo a lamúria do Roro, pois quando se chegou mais às portas do estabelecimento, estranhou a ausência do cheiro a especiarias e só ver tudo mais escuro como o breu e rodou os calcanhares. Viu aquele aparato todo a querer rodear o trenó, saca do seu sabre de luz e começa a espadeirar aquela gentalha toda, a abrir espaço, enquanto dava instrucções ao trenó, para ligar e se porem a milhas.

«Mas e agora» pensava ele, «onde vou eu arranjar as favas no meio desta confusão toda?»

A verdade é que o Pai Natal e as renas, entraram em um portal temporal, que abriu no preciso momento em que pisaram no floquinho de neve. O que se avizinhava não era mais do que a luta pela sobrevivência e solução para voltarem para a sua linha de tempo original. Atalhando, anos se passaram. Anos e anos. O Pai Natal, como resultado das adversidades e instinto de sobrevivência, foi resistindo a todos os zombies que lhe queriam cortar a barba e usar como cachecol durante o frio que era uma constante naquele universo. E ele, a custo, cheio de saudades da sua Mãe Natal, só pensava como ela estava e que provavelmente o tinha substituído por um Pai Natal a pilhas, que pronto, era mais económico não é verdade, e até abanam a cintura, piscam luzinhas, cantam músicas natalícias e assim. Um dia, aceitou o seu destino. Decidiu deitar-se no seu trenó estilo MadMax e esperar pela sua hora. Desistiu. A sua vida não era nada sem a sua cara metade. O Rudolfo, juntou-se a ele. Recordaram os bons momentos que viveram e a rena até perdoou o Pai Natal por ele lhe pôr as culpas em cima acerca das bolachas e o mesmo até disse:

- Rodolfo, minha rena do coração, se pudesse voltar atrás, te garanto que emendava tudo isso e deixava de ratar as bolachinhas e encafuar nos bolsos, para comer mais tarde quando chegasse a casa e a Mãe Natal estivesse a dormir.

Eis que, começou a ouvir. Primeiro bem ao fundo do fundo, lá ao fuuuuuundo... uma voz familiar. "Nini..." trazia o vento suave. "Niniiiiiiiiiiii...." cada vez mais perto.

- Ó Rudolfo, vai gozar com quem te fez as hastes! Então mas agora deu-te para te meteres comigo, logo agora, nas portas da suposta morte??

- Não sou eu, ó tótó. Cotonetes, nunca ouviste falar?? Estou aqui na minha vidinha, tenho mais que fazer do que me armar em assombração.

"Niniiiiiiiii..." continuava a ouvir. "Niniiiiiiii".... estava já a começar a arrepiar as peles... 

- Nini pá, caraças do homem!! - pantufada na cabeça com o homem de gengibre, que não achou lá muita graça à situação - estou para aqui a chamar-te. Voltaste a adormecer??

Meio atordoado, ainda com as ramelas nos cantos dos olhos e a baba a escorrer pela barba, o Pai Natal toma consciência, meio abananado da solha que levou da Mãe Natal, que estava na sua casinha no Pólo Norte e que tudo não tinha passado de um sonho.

- Maria, desculpa. Ando cansado. Vou já buscar as favas para o petisco - levanta-se e calça as botas. Ajeita o cachecol, ainda com aquele sonho esquisito na cabeça. «Que raio Nicolau, andas a respirar muito fumo da lenha da lareira e muita cola da fábrica dos bonecos» e abre a porta. 

- Rudolfo! Ó Rudolfo! Anda lá meter o pé na estrada, que temos afazeres!

Eis que, quando dá a volta a casa, dá com o seu trenó e o Rudolfo com o capot aberto. Pára e olha com olhos de ver... Mas que raio se passou com o trenó? Parecia mesmo vindo de um filme de apocalipse.

- Nicolau, então, anda, vamos - diz Rudolfo, com o charuto aceso ao canto da boca - temos uns assuntos para tratar: enquanto bateste uma sestinha, o mundo teve uma grave alteração: os pólos derreteram, os ursos são pelados agora, os peixes andam na terra, deixou de haver farinha para os biscoitos...

- Nãooooooo isso é que nãoooooo - grita Nicolau terrifcado com as novidades.

- Pois é meu amigo, o futuro dos biscoitos, depende de nós. Vamos lá caçar uns zombies e metê-los a fazer farinha.

FIM

 

Este conto de natal teve origem em ter sido desafiada à descarada pela Ana de Deus, na sequência do desafio natalício lançado pela Imsilva. Constava em escrever um conto de natal, inspirado na fotografia. E aqui está ele, frito e escorrido e como estamos na época natalícia, polvilhado com açúcar e canela.

Boas Festas 

Até senti o vento a embalar suavemente, os meus caracóis d'oiro pela atmosfera.

26.11.21, Peixe Frito

- Peixa, não leve a mal, mas eu quando a vi sem máscara, nem a reconheci!

- Ora senhor Zé Mané, normal!! O que a máscara faz. Em alguns casos, até abona!

- Ah... Mas realmente... a máscara tira a beleza às pessoas!

E fiquei a pensar que era um possível elogio bem como que tenho de ver se ando com ar de olhos de peixe fora de água ou que raio. Talvez o verdinho ande mais com pinta de pântano do que de alguinha fresca e airosa. Escrever reclamação ao fabricante, que assim não pode ser.

Acho que o caso não é dor de protuberâncias do crânio... digo eu.

25.11.21, Peixe Frito

Em dias de frio, chuva e vento forte ou moderado advindo das terras altas ou baixas ou de estatura média, ouvir o vizinho a desfrutar de um belo fado, enquanto solda peças.

Ninguém fica indiferente ao fado que o fado nos transmite. Nem eu, que não ouço por hábito.

Só me faz pensar que as soldas hoje estão extra inspiradas ou que o trabalho é mesmo um grande pincel. Que isto está para fazer chorar as pedras da calçada. (*sons de martelada*) Ao menos, expurga os demónios 

Finalmente, algo realmente útil para a sociedade.

25.11.21, Peixe Frito

Ando a pensar, em desenvolver um despertador personalizado, para me ajudar a tirar o rabo dos lençóis, com mais eficácia e rapidez. Isto é tudo muito lindo, ser tempo do frio, como tantos dizem e que provavelmente são aqueles que se adoram vestir como as cebolas (cheios de camadas e camadas e camadas e camadas e camadas e camadas de roupa - mesmo assim, acho que não disse as suficientes... camadas x infinito) onde só mexem os olhinhos e movem-se a parecer um boneco inflado, chuva da boa que faz falta é cá embaixo, o que não deixa de ser verdade, as árvores e o resto das bichezas precisam de se nutrir, as ruas lavadas, alguns carros que só veem água aquando chove e os buracos nas estradas ficam finalmente camuflados a brincarem ao esconde-esconde surpresaaaaaa!!, apesar de eu não precisar de humidificação, ficar de molho ou tomar banhos extra - digo eu, um banho por mês é mais que suficiente ainda mais agora no tempo frio, que transpiramos menos -  concordo plenamente que a chuva faz falta - São Pedro podia era moderar a temperatura de quando a quando, digo eu. Fica a dica - levanta-te que a cama está quentinha mas tens de ir vergar a mola, diz a minha mente mas o resto do corpo não obedece. Factos incontestáveis. Deveríamos ter no emprego, uma tolerância de atraso, nos tempos frios. Pois, porque cá está, é uma carga de trabalhos conseguir sair do ninho quentinho, tirar a farpela nocturna, pôr o nariz fora da porta, quando está um calor dos pinguins na rua. Das duas, três: ou temos de arranjar roupa que têm a opção de se ligar e nos manter quentinhos ou então podíamos ir de pijama para o trabalho. Está certo que quem anda nas obras na rua iria ficar fofíssimo com o seu pijama polar aos macaquinhos ou aos unicórnios, mas vejam a praticidade da questão: menos roupa para lavar e assim como saíam das manteles, assim poderiam prosseguir caminho. Ah pois é. Uma vertente interessante a abordar seriam os aquecedores portáteis: há quem passeie os cães e assim haveria quem andaria a passear o aquecedor (imaginem um aquecedor a óleo, daqueles à antiga, a ser puxado pelo fio em plena avenida... não faz chichis nem cócós, logo podem passear com ele por todo o lado e, inclusive, se forem jantar fora, podem entrar sempre nos restaurantes, não há cá picuinhices) logo pela matina. Imagino depois a quantidade de aquecedores todos quitados, se esta moda pega. Ui... Desde terem comando a terem sensor para andar atrás do dono, acusarem no visor a meteorologia com alcance de dez dias, as horas, os minutos, os segundos, os centésimos, a velocidade a que a pessoa vai, calorias queimadas, quantos passos deu, quanto tempo na rua, ver sms, aceitar chamadas, ver o e-mail, avisarem que é altura de beber água, tirarem automaticamente selfies e postarem de imediato nas redes sociais com a frase filosofal inspiracional estilo powerpoint do dia, porem um auto resguardo aquando começar a chover e flutuarem, que é para as rodinhas não terem problemas de mobilidade - umas lagartas ao estilo de tanques, me parece uma opção viável - tirar o snack da manhã, o almoço, pentearem macacos e coçarem o rabo... são só algumas utilidades que me lembro assim de repente.

Bem visto, bem visto, se não chovesse estava um grande dia, como costuma dizer o Pai Adamastor na sua eterna sabedoria, o factor de uma pessoa ter questões de separação da cama deve-se mesmo à falta de meios de conforto, que têm de enfrentar. Em que isso resulta? No típico comodismo e deixa andar, que logo se vê. O empurrar com a barriga, mas contra o colchão que não é de molas mas de espuma ou que raio é aquilo que se molda e faz bem às costas e ao pescoço e ao cabelo e às unhas dos pés e ao não sei quê ou talvez não faça não sei não faço ideia mas vocês sabem do que falo. Ora, se me garantirem que me mantenho sempre quentinha, sem sentir as diferenças de temperatura, desconforto nas escamas, é mais do que certo de que me levanto da cama na maior para ir laborar. Não garanto é que o penteado não seja à Beetlejuice e que consiga evitar levar o pijama com padrão leopardo a fazer pandam com as botas de rock, mas o saldo será certamente, positivo. Em alguns dias pronto, break even

Proponho a criação de um tubo género as mangas dos aeroportos para entrarmos nos aviões, até aos nossos carros, por exemplo. Se alguém trabalha perto de casa ou têm de ir a pé, um tubo desde a sua porta até ao trabalho. Sempre com aquecimento, música maravilhosa de elevador e, pontualmente pelo caminho, um chá ou café ou chocolate quente para aquecer as tripas e a acompanhar, umas bolachitas - para os mais friorentos que levarem o aquecedor à trela, lubrificante para o mesmo ou até paninhos para se limpar o pó e puxar lustro às jantes das lagartas -  Cai sempre bem. Evidentemente, tudo bem ventilado pois o bafo matinal de algumas pessoas poderia tornar-se tóxico, se não convenientemente conduzido pelas condutas dos respiradores para a rua. Explosivo, atrevo-me a sublinhar.

Posto isto, que a conversa vai boa mas tenho de ir ali além, são ideias que ficam a marinar e que atiro assim ao ar, e que espero que não me caiam em cima senão ui ui, fico a parecer uma solha e isso não dá com nada com a minha tez. 

Quando tiver desenvolvimentos, partilho. Pois a vida é mesmo assim, feita de partilhas para nos enriquecermos uns aos outros, ou não é? É pois está claro!!!

Dissertação interessante sobre alguma coisa ou nem por isso, sobre coisa alguma.

23.11.21, Peixe Frito

Pode tornar-se um mau hábito mas têm bastante utilidade. Refiro-me aos sensores de estacionamento nas viaturas. Uma pessoa ali a manobrar e a guiar-se pela sonoridade dos mesmos, com apoio do painel central da voiture, e o estacionamento torna-se impec mesmo em espaços apertados. Mau hábito pois às vezes soar só nos avisos da criatura, pode dar asneira e não se notar determinados obstáculos já existentes que não estão a ser considerados pelo alcance e pimbas, beijinho no pin de estacionamento ou em outra merdice qualquer. Arreia. Arroz queimado. Ou como diz o outro, segura-te Amélia que é a descer. Já foste. Ou como eu gosto tanto de dizer... F2deu Mané.

Os sensores da minha viatura não são manuais - ou seja, daqueles que só se sabe que está bom quando apalpa o obstáculo - mas às vezes gostam imenso de apitar sem nada atrás. Basicamente, passa uma mosca no sensor e vai de apitar e a Peixa a fazer torções ao pescoço arraçada de coruja, tipo a menina do Exorcista, a ver se percebo que raio de obstáculo está - mas não está - a dar o ar da sua graça. Uma ervinha ao vento consegue ser bastante irritante nestes casos, acreditem. Ou as pessoas, que está uma pessoa a manobrar e elas passam por detrás do carro de repente, como vindas de um portal ao estilo StarGate, como se nada se passasse e vai de apitadeira, a interromper a música que uma pessoa está a ouvir naquele momento.

Naturalmente que quem têm as viaturas que têm sensores por tudo o que é canto, até por cima e por debaixo e à direita e esquerda - não têm no habitáculo mas quase, pois detecta se a malta está sentada ou não, para aquecer o bafunfo ao pessoal - e visores todos xpto que mostram em camera live action em directo, o patamar é outro. E que o carro estaciona sozinho - aí se bater, podem dizer mesmo que a culpa é do carro e sacodem a água do capote na maior das facilidades.

Resumindo, há muito boa gente que já nem sabe estacionar com carros sem sensores. É assim, a tecnologia é espectacular mas torna-nos óciosos - digamos assim - em determinadas coisas, nos acomodando e pronto, lei do desenrasca quando bater está excelente. Diz-me quando bater: Às dezassete menos um quarto. O problema é quando nem há relógio para avisar as horas...!

Vos digo uma coisa, a dada altura o sensor da minha viatura acusava presença na traseira e vos garanto que nada mas nada via. Só posso concluir de que era o espírito de algum arrumador de carros, a indicar-me a manobra, mas que eu não dava com ele. Tenham cuidado a manobrar ao pé de cemitérios ou nos dias de algum funeral na área ou no dia dos finados, pois ainda aparece algum fantasminha armado ao espírito de porco e começa a enfaralhar os sensores à malta, fazendo o interior da viatura parecer um aviso eminente de que uma bomba vai explodir dentro de instantes. Boa solução, é forrar o carro com plástico bolha que assim ao menos, se bater, amortece mais um bocado - a parte mais chata é o som do sensor a furar os miolos, mas o fim justifica o meio, ou não é verdade??

Por que mares ando eu a navegar | Blogs que sigo

23.11.21, Peixe Frito

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E quem calhou hoje na rifa da fritadeira, para ser indicado como blog a seguir, quem foi? Pois é, foi o querido Marco com o seu cantinho "Merlo". Começo já por dizer que o meu cérebro faz sempre bug ou tilt, com o nome do blog, dado o automatismo do corrector automático da minha massa encefálica, que leio sempre dislexicamente Melro invés de Merlo. Lá faço o exercício mental de me lembrar da casta Merlot, não se escreve da mesma maneira mas quase e a fonética roça uma com a outra - não estou a dizer que o blog de surra, alguma coisa têm a ver com vinhaça, apenas são as minhas associações à moda da Peixa.

Dissertações aparte, adoro o blog do Marco. Seja pela escrita simples e pela humildade que ele nos transmite, que escrevendo do coração, dá para sentir a ternura de pessoa que é e que anda sempre como as tartarugas ninja - com a carapaça às costas, para se recolher ao mínimo sinal. 

Cada post normalmente têm uma ilustração a acompanhar, feita pelo próprio ninja Marco, que eu acho o máximo. As partilhas variam desde episódios da sua vida a manualidades. Vale a pena ler e visitar. 

Quem não conhece, dê lá uma perninha, de certeza que se vão sentir bem acolhidos no espacinho do Marco bem como, claro, façam follow!!

Pelos vistos sou desencaminhadora, levando pessoas pelos maus caminhos e nem sabia!

18.11.21, Peixe Frito

Sagradinho como qualquer ritual sagrado que exista, todo o dia é dia de ratar bolachinha maria torrada. Se assim não for, uma peça fica a faltar no meu puzzle, um vazio inexplicável, principalmente a ser apoiado pela manifestação dos ratos do meu estômago, que vociferam amargamente, ressentidos pela ausência da sua maria costumeira. E eu sou solidária com a tripalhada.

Ora, um hábito que tenho é o de partilhar ou oferecer se "Alguém quer? 1-2-3 Acabou o prazo!!" uma mariazita, aquando lhes estou a dar nas trombas. Mas uma coisa é eu oferecer e outra coisa... é malta mandar a bisca, barro à parede, a dar a bela da dica, a ver se lhe toca alguma maria, invés de me pedir directamente.

- Peixa, desde que me deste uma dessas bolachas, fiquei viciado nelas! Agora ando sempre a comprar dessas embalagens e derreto as embalagens em menos de nada! - a olhar para mim, enquanto eu estava com meia bolacha na boca e a outra metade de pernas de fora, já sem gesticular, se remetendo ao seu destino, que é ser papada.

- Pois realmente, são boas são - respondo, continuando a dar nas marias.

- É, são mesmo boas! Sabem mesmo bem!

- Exacto, exacto. Mas é que são mesmo.

E ali ficou, a criatura de coração rachado e desolado, esmigalhado que nem as minhas marias, porque eu não percebi que ele queria uma, a observar-me enquanto devoro a última maria que restava na minha mão.

Não pensem que têm vergonha de pedir, porque não têm. Mas no que toca a marias, é melhor que me peçam directamente e se deixem de tretas de indirectas, porque senão, nem as cheiram. Quando o assunto toca a marias torradas, tudo muda de figura e é tratado sob a luz de outras políticas, regras, leis e gerência interna. E se algum atrevido se chegar às marias sem ser convidado, podem ter a certeza que leva uma rosnadela - se não levar dentada, foi o seu dia de sorte.

Uma pessoa já não pode estar a esfrangalhar uma tostadinha à vontade, sem estar a ser cobiçada por criaturas alheias.

No meio disto tudo, fiquei a saber que sou dealer, pois pelos vistos, ando a viciar alminhas com bolachinhas. Uma autêntica desencaminhadora. Shame on me... Shame on me. (*e vai mais uma bolacha*)

Se o Pai Natal lê este post, já não vou ter prendinha na peúga.

E assim se começa o dia!

17.11.21, Peixe Frito

Ah pois é! A fritadeira está em destaque! 

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Com a iniciativa da Anita nas luzes da ribalta, aproveito para reforçar a ideia e incentivar-vos, queridos leitores, a aderirem a este desafio! Não é preciso grandes coisas, apenas que sugiram semanalmente que blogs seguem e merecem - sem dúvida - um spotlight e serem seguidos!

Vamos a isso?

E agradecida pelo destaque à equipa do sapo, que anda sempre com os mirones postos nestes desafios, permitindo assim, chegarmos e expandirmos ainda mais, os nossos cantinhos pelo charquinho, dando a conhecer blogs e bloggers bem interessantes!

Expliquem-me por favor, como se eu comesse gelados com a testa (desabafo baseado em factos verídicos. Qualquer semelhança com a realidade é porque é mesmo isso)

16.11.21, Peixe Frito

Isto das redes sociais, têm mesmo muito que se lhe diga. Ui, aguiinha da boa pela barba, pela ponta do cabelo, pelo dedo mindinho com a unhaca grande, vestido a rigor com um belo cachucho de ouro. Sei que a hipocrisia, vitimismo ou mera cusquice possa ser a ordem do dia e eu, honestamente, já lá vai o tempo em que coleccionava (quase) todos os pedidos de amizade e de seguir, que me mandavam. Hoje em dia, muito pouco ou nada ligo a isso, mas se é alguém que eu conheço e até sinto alguma afinidade, aceito ou faço pedido de amizade. De resto, "sorri e acena", como dizem os pinguins. Mas há algo que me deixa bera, arrelia ao ponto de acordar à noite com o meu próprio ronco alheio, voltando a dormir pacificamente depois de me virar para o lado seco da almofada babada, que é malta que me manda pedidos de amizade ou de seguir nas redes sociais, aquando passam por mim em pessoa e me ignoram, desviam o olhar, assobiam para o lado! Eh pá senhores, vamos lá a ver uma coisa. Aqui a neta da avó Peixa têm uma costela tramada, que devo ter puxado ao Kraken. Para que raio me mandam pedidos de amizade se fazem de conta que eu sou transparente e nem me cumprimentam, quando me vêem? A sério, façam-me um desenho, com legendas se faz favor, músiquinha, luzinhas e essas coisinhas todas, a ver se eu percebo!

Ah e tal, podes ter mudado, Peixa. Nope, nem por isso. Continuo garbosa, fresca e fofa, como sempre. Sabes que carne de porco não é transparente? Ora aí está. Apesar de ser Peixa. Só daquela vez, a moça podia estar distraída e ver os pássaros mortos a voarem no céu, nem dando pela tua presença. Exacto, mas não há vez em que me cruze com ela que isso não aconteça. A esta altura, já não haveriam nuvens mas sim somente pássaros mortos a voar.

Basicamente, não quer socializar comigo pessoalmente mas por redes sociais, é do best. Eu até tomo banho, me penteio - okay, com a ómidade não garanto estar sempre impec, mas tento! - visto roupinha de tecido e não feita de algas e quando abro a boca, já não grunho, aprendi a ser educada e a falar com as pessoas como deve de ser, por isso... 

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Este caso em concreto, não deve ser câmera de vigilância no sentido de informadora, mas dado que gosto pouco de ser tratada como feita de vidro transparente e límpido após ter sido limpo com limpa vidros, a usar capa dos elfos de Lotlórien, um feitiço de invisibilidade do Harry Potter e que adquiro o super poder da invisibilidade da Mulher Invisivel do Quarteto Fantástico sempre que me cruzo com a moça, lamento informar mas amizade virtual, not going to happen. Gosto pouco de chiriquitices nos meus perfis, porque para mim é mesmo só isso, andarem a saber da minha vida mas quando me vêem em vida, deixam de ver como o Jean Claude Van Damme, quando leva com areia nos olhos em pleno combate.

Poupem-me please, que já tenho mais que fazer do que ter um clube de fãs, a monitorizar a minha pessoa. 

Ás tantas fica tão emocionada de me ver em carne e escamas, que as lágrimas lhe preenchem tanto os olhos, que ela deixa de ver, encandeada pelo sol a reflectir na lubrificação oftálmica.

Bitch, please. Ide cirandar para outros pastos, que aqui a colheita não dá para ti.

E com esta, mi voy (*drop the mike*)

Por que mares ando eu a navegar | Blogs que sigo

16.11.21, Peixe Frito

Ora ora, há uns tempos largos houve uma iniciativa similar aqui pela blogosfera e agora, muito bem resgatada a intenção da ideia, a Anita teve assim para ali uma iluminação a modos que natalícia - luzinhas às cores e a piscar e essas coisadas todas - e desafiou quem assim quisesse, que se juntasse a ela nesta demanda de sugerir semanalmente os blogs que lemos, visitamos, largamos postas de pescada, espalhamos o terror, fazendo assim a malta toda junta, uma autêntica grinalda de luzes natalícias, ao estilo da pura da loucura. A mim me parece bem, a vocês não sei, mas olhem, é assim a vida.

Então, para hoje, não posso deixar de destacar o próprio spot da Anita, o Não me Canso Disto.

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Ah e tal, a passar a mão no pêlo da Anita a ver se ela te dá umas flores. Olha, até podia ser, mas não é nada disso. Atrevo-me a dizer que é um dos sítios que se têm mantido pela blogosfera há uns tempos e que eu visito também há já muiiiiito tempo. Destaco hoje este espacinho, simplesmente porque adoro a Anita, pela sua simplicidade, humildade, simpatia, não a conheço pessoalmente mas só pode ser boa pessoa para ter paciência para criar 5 garotos! Nem toda a gente têm estofo!  Fora de coisas, recomendo que façam follow (queria por aqui o link mas não consegui rsrs), as histórias desta família são qualquer coisinha, desde os relatos do Mini até às travessuras da Eeve. Acompanhamos o crescimento de todos os cachopos e as peripécias que isso implica, nos fazendo sentir um pouco parte desta querida família.

Ide, ide cuscar e follow! Não se irão arrepender 

Gabo-lhe a coragem.

15.11.21, Peixe Frito

A observar a rabinho pequeno, com um cabelo de bradar aos céus, toda esgadelhada, até o Einstein estava lambidinho pelas vacas, ao lado dela:

- Olha lá... mas tu hoje penteaste-te?

A sorrir para mim: Não, tia Peixa.

 Então...?

- Não tive tempo de me pentear, sabes!!!

A sério, gabo-lhe a coragem de sair assim à rua. O Beetlejuice iria ficar verde de inveja daqueles preparos cabelísticos. O quanto não vale ser criança, ser descontraída e o que lhe importa é se sentir bem. Já eu... metia um chapéu ou assim. É que com a sorte que tenho, saía assim à rua e ia encontar todo o maranhal e mais algum. Mesmo aqueles que não via há anos e que achava que tinham emigrado para outro planeta - e tinham, mas naquele dia estavam no mesmo sítio que eu, porque voltaram de visita apenas por breves minutos e eu ainda os apanhei antes de partirem - Típico, quando estamos no nosso melhor. Por isso, prefiro não arriscar. Tenho uma reputação a manter. Embora com ar de penteado à lama, faz parte do seu charme natural, não preciso de forçar nada. Simplesmente, aprendi a aceitar. A idade faz isto, torna-nos mais sábios - ou como diz o outro: se não os consegues vencer, junta-te a eles - e fazer com que evitemos espelhos ou superfícies espelhadas, para não nos dar um fanico.

Desafio Arte e Inspiração | 9.ª Semana | Análise a "Cabelo Perseguido por Dois Planetas" de Joan Miró.

15.11.21, Peixe Frito

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"Cabelo Perseguido por Dois Planetas" de Joan Miró

 

Olá estrelinhas, cometas e nebulosas do meu céu estrelado! - Ia dizer buracos negros, mas ainda iria ferir as susceptibilidades de alguém - Bem vindos à rúbrica semanal, da "Arte e Inspiração", onde fazemos o quê? Não, não são tostas mistas só com queijo, s.f.f. mas sim apreciamos, nos deleitamos a sorver e absorver a musa por detrás de uma pintalguice. A da passada semana - sim que isto sofreu para aqui um delay de um problema derivado da questão - é a "Cabelo Perseguido por Dois Planetas" de Joan Miró. Este título é por si só um enorme deleite e fico a pensar que encontrei - quase - a minha alma gémea artística. Possíveis enamoramentos aparte, vamos lá a degustar esta obra, antes que o cabelo dê corda aos sapatos e prego a fundo na situação, nos deixando aqui, a ver estrelas.

Logo assim sem dó nem piedade, tal penso rápido a ser puxado a arrepelar os pêlos todos, vamos lá a conversar uma coisinha: mas que tons de verde são estes? Principalmente aqueles em volta das azeitonas do sol - que me fazem lembrar as anedotas das formigas - ou que raio é aquilo, que me parece um mix muito mal dado de cores, como se alguém tivesse pintado uma cor e depois passasse um paninho e pintalgasse com outra por cima, para remediar a situação, dando aso a aqueles tons de dor de barriga. Amarelo não é de todo uma boa cor para ocultar resvalanços que sejam, seja porque é amarelo ou porque é, efectivamente, amarelo! Que aura mais manhosa se gerou ali, parece algo nefasto a surgir de um buraco tintoso, lá vindo de não sei de onde do pântano dos ogres. Sem querer tirar o protagonismo à emoção de "górmito" que as minhas entranhas gritam e apelam que seja uma acção realizada, que aquela cor é mesmo isso que transmite: náusea. Se a náusea tivesse espectro de cor, sem dúvida era este que ganharia a coroação, com distinção frente a todas as outras cores possíveis e imaginárias - competindo directamente com as veteranas e já batidas na situação, "cor de burro quando foge", "zebra disléxica" e "unicórnio galáctico", estando estas taco a taco e a outra, lá bem longe, na casa da peça das caldas, já passado a linha de chegada e estando a bebericar um café com cheirinho e a fazer um conjunto em crochet para a casa-de-banho.

Devo dizer que o artista esteve bem ao utilizar a técnica sempre na moda de texturado no fundo, que se chama no meio das artes de: "textura de puré com pouco leite e meio grumoso capaz de manter uma colher em pé", que ali interpreta bem o seu papel de argamassa ou de assentar o tijolo. Muito mas muito bem aplicado, fazendo a conjuntura geral, assim um mimo. Aquele toque de mestre de "espirro" em amarelo sobre o pintalganço, é deveras de génio. Embora dê assim aquela vibe de que o artista estava a acabar de disfarçar o que quer que seja que tenha feito - borrão - mais acima e possivelmente a cadeira resvalou e o senhor perdeu o equilíbrio: ainda se tentou agarrar ao fresco mas nem a textura da argamassa de puré o safou de bater com o bafunfo no chão.

Provavelmente toda esta obra teve o intuito de mostrar a força, essência, a lustrosidade que o cabelo têm a capacidade de oferecer e demonstrar - embora a mim me cheire que aquilo era mas era a careca de alguém, que tinha dois sinais na pista de aterragem - quer seja porque nos toca no nervo porque nos remota às memórias de se ter um pêlo na lente da máquina fotografica analógica, que nos dava cabo das fotos todas - agora culpa o cabelo ou o pêlo ou o que seja - seja porque nos faz nervoso miudinho que nos deixa na dúvida se temos nós algum cabelo nas pestanas ou que raio é aquilo.

No fundo, toda a obra demonstra assim alguma urticária - derivada do cabelo - problemas estomacais - o espectro cromático - que devem ter derivado de alguma coisa que o senhor comeu, provavelmente, as ditas azeitonas, cujo caroço teve destaque naquela maravilhosa elipse radial, no topo. Aconselho um cházinho de funcho ou de malvas, a fim de ajudar nessas questões digestivas que claramente estão expostas na pintalguice.

Aproveito a boleia, vou ali e já venho, que quem está a precisar de um cházinho, sou eu mesma. Isto hoje, desculpem lá, mas o registo não desenrola, parece um ninho de ratos sem ponta por onde se-lhe pegue! Que coisa do demo. Por isso hoje ficamos por aqui, esta semana haverá mais rubrica para esfrangalhar a pintura de algum magnífico artista. Fiquem em tune e não percam!

Até daqui a uns dias!

Peixá Marie del Frite.

 

Ah, e aproveito para dizer que quem escolheu este quadro, fui eu.

 

* * *

Obs.: Sinto que o devo fazer pois amo arte do coração e respeito à brava todos os artistas: este texto é meramente com intuitos humorísticos, embora possa não ser apreciado por todos (é assim... temos pena). A arte é mesmo algo lindo e maravilhoso, que nos enriquece a alma nas suas variadas maneiras. O meu verdadeiro apreço aos artistas, qual seja o seu tipo de arte. Eu, incluída.

* * *

No desafio Arte e Inspiração, participam Ana D.Ana de DeusAna Mestrebii yue, Célia, Charneca Em FlorFátima BentoImsilvaJoão-Afonso MachadoJosé da XãLuísa De SousaMariaMaria AraújoOlgaPeixe FritoSam ao Luar.

Há dias assim e hoje é um dia desses.

08.11.21, Peixe Frito

Há dias assim e hoje é um deles, assim se resume a minha segunda-feira que ainda vai a meio, tal como eu: meio gás, meio ensonada, meio nhónhó, meio pé aqui pé lá, meio a querer escrever sobre algo e meio a não me apetecer, pois a musa hoje está meio que ainda de fim-de-semana e meio que a fazer greve. Vejam bem, que até estou meio enrouquecida, o que por si só, faz logo que a comunicação hoje esteja parca. E meio a grunhir, que visto que não falo com a precisão ou timbre que me apraz, meio que fico meio bicho e meio que faço como os bichos: aprochega-te e enche-me a cabeça, que mordo. Fica o aviso dado.

O que vale, é ouvir a rádio do vizinho, que dá música ao bairro inteiro, e hoje parece que todas as músicas que passam estão meio coisas, como eu.

Meio a meio, meio dormente e meio desperta, meio que estava bem era aqui e não ali, meio que sem bateria. Sem bateria, com o raio do alternador meio que avariado ou afinal funciono a pilhas. Nada a ver com o possível local de inserção de pilhas, alguma vez contei que quando era pequena era extremamente gulosa então vi supositórios, nos seus invólucros de prata, e desatei a roer aquilo, a pensar que eram pratas com chocolate.

Totalmente errada não estava, só meio enganada no produto e meio enganada na porta, que o armário dos chocolates e das gomas era ao lado... Valeu a tentativa e o susto pregado à mãe Peixa, que também ela foi morder os supositórios na vã suspeita de que eu não tinha comido nada e só roído. Veredicto final, os supositórios só servem mesmo para as portas traseiras porque, segundo dados recolhidos e prospecção de terreno, sabem mal como a porra.

Posto isto, meio assim frito ou meio panado, é isso. Um post meio... olhem, meio. Não dá para muito, até a internet hoje está meio que meio chata.

Até que isto esteja mais para o meio cheio que meio a meio e não meio vazio, que isso é que não. Nos valha o dj do lado que hoje está mesmo a roçar o sentimentalismo. É nestas alturas que fico a pensar se prefiro ouvir dor de corno ou músicas de Natal. Venha o diabo e escolha... Vou mandar a moeda ao ar.

Voltem Jennifer Lopez e qualquer um outro, estão perdoados.

E assim se compõe a semana: em Destaque!!

05.11.21, Peixe Frito

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Pois é, pois é. Cá estamos nózes nas luzes da ribalta!

Agradecida equipa do sapo, pelo destaque 

E claro, agradecida a todos que passam por aqui diariamente, semanalmente, quinzenalmente, mensalmente, aos que deixam também as suas postas de pescada a fritar e a aqueles que vêem cá ver como páram as modas mas que saem de fininho, só mirando a que temperatura está o óleo.

No fundo, não está mal dizido. Até têm razão.

05.11.21, Peixe Frito

Eu e a Rabinho Pequeno, com ela a ver todas as cores das canetas, pois decidiu ir fazer um desenho:

- Olha tia Peixa, já viste? Quatro castanhos!!

- Pois é! Diz-me lá, qual desses castanhos é o castanho que tu achas que é a cor da mousse de chocolate?

Observa... e escolhe um: Este!

- Sim... Muito bem. E da mousse de caramelo?

- Hummm... este!

- Muito bem!

- Sabes tia Peixa... estas cores também podem ser todas cores de cócó!! - diz-me ela a mostrar-me as canetas todas na mão e a sorrir-me.

- Pois... de facto tens razão.

Nunca se sabe que coelho vai sair daquela cartola. Mais um bocadinho, a falar pelos cotovelos, diz-me que no outro dia teve doente, porque o céu lhe fez mal à cabeça. Está certo. Se calhar foi o tom de azul ou uma questão de nuvens, quem sabe.

Sempre ouvi dizer que quem sai aos seus, não é de Genebra. E aqui está a prova disso.

Espero que isto não se pegue, senão estou desgraçada.

04.11.21, Peixe Frito

Ligar para um serviço de apoio a requisitar determinada situação:

- Bom dia, fala a Peixa não-sei-quê, em que posso ser útil?

- Boa dia Peixa, queria uma cena assim coiso e tal, estás a ver que és jovem?

- Sim sim, diga-me por favor, como se chama?

- Olhe, Peixa também! - e soltei uma gargalhada

e a senhora a escrever e a falar ao mesmo tempo "Peixa... Também..." e calou-se. Depois riu-se. "Ah! Peixa, também!"

Exacto senhora. "Também" não é o meu apelido... Mas porque temos o mesmo nome próprio!

O piloto automático é lixado. Já me bastou esta uma vez, não pensei que ia encontrar outra.

Só espero que serem assim não seja pelo factor comum, senão... estou desgraçada.

 

Desafio Arte e Inspiração | 8.ª Semana | Análise a "Ilustração de Moda" ou "Figurinos para os Alfaiates Cunha" ou que raio de Almada Negreiros.

03.11.21, Peixe Frito

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"Ilustração de Moda" ou "Figurinos para os Alfaiates Cunha " ou sei lá de Almada Negreiros

Olá minhas gotinhas de chuva "molha tolos", minhas alguinhas e anémonas das poças das minhas rochas da praia da minha vida! Bem-vindos à rubrica semanal de esfrangalhanço de pintalguices de gente famosa, que esta semana calhou a uma quarta-feira, onde iremos debater, observar, analisar, fazer patchwork, tricotar um casaco e um gorro agora para o frio que se avizinha, referentemente à obra "Ilustração de Moda", descortinando todos - ou quase todos, que a minha bola de cristal está avariada - os segredos da musa inspiracional do senhor Almada Negreiros, pondo tudo a nú e cru, aquando se-lhe acendeu a luz de aviso - não para abastecer, mas até podia ser, se o homem ficou com alguma fomita e o rato a roer nos entretantos - lhe indicando que raio ele ia rabiscar na tela. Vamos lá a arregaçar as mangas e pôr o pé no pedal, que se faz tarde.

Como podem calcular a partir das minhas partilhas e esfrangalhanços semanais, muitos quadros já passaram pelos olhinhos de peixe seco aqui da je. Muitos, vários, diversos, assim uma catrefada deles. Mas como este... esta musa têm que se lhe diga. Eu sei, eu sei (és a linda portuguesa com quem eu quero casa-aaaaaar *concentra-te Peixa*) que se usam padrões misturados e cores e mai-não-sei-quê, mas não deixo de ficar a indagar-me se a senhora está a fazer algum manifesto ao aquecimento global, usando um vestido de folhas ou escamas secas (olha a pachorra da alminha ali a coser aquilo tudo à mãozita. Se fosse eu, era coladito com cola quente e está a andar, óptimo, excelente, só não te abaniques muito ou te ponhas em correntes de ar, foge a sete pés de te armares em Marilyn Monroe, senão corres o risco de ficares com as miudezas a arejarem e a darem show, acenando a todos os que passam), advertendo à desflorestação e o quanto os peixinhos às vezes têem de se mandar para fora de água para respirar dada a qualidade das águas ou que poderão desfalecer afogados com o degelo e consequente aumento do nível dos mares ou então, se é um dragão que anda por ali a passear, a pôr-se à frente da objectiva, só para aparecer - deve ter muito tempo de folga, o bicho. Estou solidária. Já não há cavaleiros para terem demandas na caça aos dragões, eles têem de arranjar algum afazer. É que nem donzelas que se prezem de serem raptadas, se arranja hoje em dia. Olhem o coitado do bicho aturar as moças de hoje, a azucrinarem-lhe o miolinho, que não têem rede na caverna ou que a luz não lhes favorece nada as peles, ao posarem em uma foto, que iriam postar nas redes sociais, a dizerem ao mundo que estavam em agonia, a passarem mal, porque foram raptadas por um réptil das antiguidades, daqueles que já nem se usam e mal se vêem até nos museus? Uma chatice. Mais do que dor de cabeça, acho que o dragão as rifava logo e preferia antes estar só com as aranhas do que com malta desta, cheira-me - sem querer deixar de dar a devida atenção às riscas do casaco, que me recordam um bolo mil folhas muito mal amanhadito, cujo chocolate têm uma aplicação a roçar o manhosa. Se bem que, observando a volumetria da peça de vestuário, dava perfeitamente para a senhora enfeirar uns canapés dentro do casaco, para petiscar mais tarde. Ninguém daria conta - como é do conhecimento geral, raro é o evento a que uma pessoa vai e que não passa alguma larica, ter um snack ali à mão de semear, dava um jeitaço, que estar a socializar e a barriga roncar, que falta de nível - Porém, questiono severamente o sentido de moda daquela musa. Provavelmente deu-lhe a loucura, armando-se em rebelde, decidiu inovar. Amiga, cinge-te ao que sabes e que é a tua praia, que é inspirar as pessoas a pegarem no pincel está bem e deixa lá as modas para outros, dedica-te às tuas lides. Vá, faz-te produtiva. "Menos é mais", lá diz o chef Fogaça e olha que neste teu caso, menos, mas muito menos é efectivamente bastante mais. Aliás, a julgar por aquele chapéu de linhas aerodinâmicas com aquela pena toda entesada - que mais parece um espanador ou que têm capacidades mortíferas de espadeirar as moscas cada vez que a senhora mexer a cabeça ou de furar, inclusive, o olho a alguém - e pelo trabalho de ourives no aplique de todas aquelas escamas, podias era mesmo ir procurar emprego a um taxidermista, para fazeres empalamento dos animais. Olha que... safavas-te.

Tenho estado para aqui a dissertar, mas não julguem que o senhor que está ao lado, me passa ao lado! Que raio está ele a fazer? Sem dúvida com ar suspeito a olhar delicadamente, a ver se não dá barraca, para cima do chapéu da senhora. Às tantas, queria mesmo era ter um igual, pelo menos, a ele sim ficaria bem, a fazer pandam com a sua indumentária. O que pode ter acontecido, como os belos dos casais fazem com frequência quando vão a alguma festa, casamento ou baptizado, gostam de levar algo com uma cor em comum, seja ele de gravatinha a combinar com o vestido dela, sejam as cuecas a combinar com as meias do outro, este casal não foi excepção e lá está, a fitinha do chapéu da senhora a fazer conjunto com a calcinha do senhor. Ah pois é. Queriam não era? Mas não é para quem quer mas sim para quem pode! Já sabemos em quem podemos pôr as culpas dessa ideia maravilhosa, de os casais irem a fazer "match". - "Olá, estás sozinho? - Não não, estou com a minha namorada. - Ah é aquela ali com o vestido cor de burro quando foge e padrão à zebra disléxica, não é? - É sim, como adivinhaste?" Melhor do que uma aliança no dedo. Aliás, é um reforço de comprometimento, o pack aliança mais trapinhos de cores a condizer. Um mimo.

Num geral, constato que aquela parede de fundo sem dúvida que já levava uma pinturazita, está mesmo com toda a pinta de que houve infiltrações por causa das chuvas ou de algum cano roto, dando aso a que aquele amarelo deslavado se apoderasse do seu esplendor. Mas gostos são como os rabos, cada um têm o seu e aquela cor de amarelo coiso, ficou mesmo a combinar com o tom de pele dos senhores. É que mais não se podia pedir.

Posto isto, vou ali coser umas meias e já venho. É que está a ficar frescote e uma Peixa deste calibre, não se pode dar ao luxo de ficar de barbatanas com a batatinha de fora. Ainda enregelo! Por isso hoje ficamos por aqui, para a semana há mais rubrica para esfrangalhar a pintura de algum magnífico artista. Fiquem em tune e não percam!

Até para a semana!

Peixá Marie del Frite.

 

Ah, e aproveito para dizer que quem escolheu este quadro, fui eu.

 

* * *

Obs.: Sinto que o devo fazer pois amo arte do coração e respeito à brava todos os artistas: este texto é meramente com intuitos humorísticos, embora possa não ser apreciado por todos (é assim... temos pena). A arte é mesmo algo lindo e maravilhoso, que nos enriquece a alma nas suas variadas maneiras. O meu verdadeiro apreço aos artistas, qual seja o seu tipo de arte. Eu, incluída.

* * *

No desafio Arte e Inspiração, participam Ana D.Ana de DeusAna Mestrebii yue, Bruno EverdosaCélia, Charneca Em FlorCristina AveiroFátima BentoImsilvaJoão-Afonso MachadoJosé da XãLuísa De SousaMariaMaria AraújoMiaOlgaPeixe FritoSam ao LuarSetePartidas

 

Hoje fui laurear a pevide.

02.11.21, Peixe Frito

Está certo, o tempo está manhoso e farrusco mas Peixa como sou, irónico seria se me queixasse das chuvas e ómidades e poças e mái-não-sei-quê, ou não é verdade? Pois mas sim eu queixo-me na mesma, quero lá saber, é que uma pessoa toma banho mas prefere que seja de água quente além do cabelo - ai o cabelo! - ficar extra ninho de ratos, quando há ómidade no ar. Sem falar nas lamas - que muito bem fazem à pele, diga-se de passagem - ou ao raio da mudança da hora - sabe bem acordar à hora costumeira e ainda estar a dever uma hora à almofada, lá isso dou a mão à palmatória.

Intempéries aparte, hoje foi dia de dar um pé e largar umas postinhas na companhia do ilustre Milorde. Um cházinho quentinho faz milagres à alma - ainda bem que não me ofereceu de camomila, senão dava-me um fanico, precisamente o efeito oposto das propriedades da plantinha - bem como a companhia de quem estimamos.

Estejam à vontade para irem cuscar a minha resposta à pergunta para o grande prémio - que não há - quando o Milorde saca da cartola a célebre pergunta: "Qual o dia mais feliz da tua vida?". Bem podias ter sacado de uma tablete de chocolate ou de um kinder surpresa mas não, pronto. Pois é, agora anda armado em Daniel de Oliveira. Ainda bem que não me perguntou "O que é que dizem os teus olhos?" senão era um problema. "Alergia e romelas, muitas romelas, além de bichos microscópicos que faço de conta que não habitam e procriam nestes olhinhos cor de algas marítimas".

Ide cuscar. Agora nada de comer muitas bolachinhas ou se esticarem e encherem muito a chávena do chá, senão a Maria acerta-vos o passo.

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