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Ó da guarda, peixe frito!

Vai com arrozinho de tomate?

Assim a queimar os últimos cartuchos...

30.12.21, Peixe Frito

...a fritadeira está em destaque!

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Mais uma vez, agradeço à equipa do sapo blogs pelo destaque, a todos os meus leitores e também a quem é ninja e cá vêm espreitar os posts, mas que sai de fininho sem deixar pegada.

E aproveito para desejar a todos um excelente 2022! Que nos continuemos a encontrar por estas bandas blogosferianas, que se tornou uma segunda casa  Muita inspiração e escrita da boa, para todos 

Quando a cromice já está codificada no sangue, nada feito.

30.12.21, Peixe Frito

Rabinho de Fralda estava virada para fazer bilharetas. A avó Peixa já a descabelar-se:

- Rabinho de Fralda! Pára de mexer aí!! 

e ela a mexer na maior das descontracções.

- Ra-bi-nho de Fralda!!! Não estás a ouvir a avó?! Não me-xe aí! Ai-ai!!

- Avó... Avó!!

- Diz Rabinho de Fralda. Já estragaste aquilo à avó, não foi?

- Foi a mão.

A criançada e juventude do aquário, são todos dotados de cromice a alto nível - olha que espanto - mas quando observamos essa mesma cromice a dar sinais tão fortes em criancinha que nem dois anos têm e que fala pelos cotovelos, mesmo que espanholando um bocado... ficamos a pensar na vida, benzemo-nos e que Deus nos acuda. Agarra-te Amélia, que agora é sempre a descer!

E quando a lagarta pensou que o mundo tinha acabado: virou borboleta.

29.12.21, Peixe Frito

Não há dúvida nenhuma, de que é uma frase cheia de significado e digna de constar como legenda em selfies tiradas pela malta, a olhar para o infinito e mais além, se armando em pensadores - diria que é uma pérola que ficaria linda nos powerpoints que a malta enviava nos anos 90 e início de 2000, mas corro o risco de que muita gente nem sequer saiba ao que me refiro, pelo que agarro na viola e meto-a no saco - fazendo assim qualquer cromo ser apreciado por quem vê a manobra de self marketing bela fotografia e pose descontraída, suspirar a pensar que a pessoa é mesmo muito à frente, culta e interessante, apesar de tirarem selfies na casa-de-banho ou no ginásio em tronco nú - nada contra nem a favor, cada um sabe de si, se bem que podiam evitar a enxurrada das mesmas, que às vezes mais parece que andam a fazer propaganda ao six pack ou ao rabo do que outra coisa, negligenciando que mostrar cérebro é igualmente sexy - e estarem com ar de quem supostamente está distraído e que foi apanhado de surpresa para a foto, mas #sóquenão.

Isto tudo para dizer que se estão à espera de um post mega eloquente, recheado de coisas lindas e belas, que a cada palavra nasce uma borboleta na intrínseca floresta da Amazónia, tirem o cavalinho da chuva. Hoje por aqui é mesmo espremer e sair ar, limpar o vidro para olhar para a rua e estar nevoeiro, esticar o cabelo e apanhar chuva, fazendo com que o mesmo fique mais ondulado e encrespado, do que o mar na Boca do Inferno.

Basicamente, é isto. O ano a acabar e eu a constatar o mundo que vivi, praticamente sem sair do mesmo sítio - pronto, fui fazer chichi algumas vezes, à cozinha petiscar alguma coisa e pôr os trapos a lavar, mostrar a água ao corpinho de vez a vez, não estive sempre sempre no mesmo sítio, quase sempre.

Achamos que a vida não mudou quase porcaria nenhuma, aquando fazemos o balanço do ano inteiro. Mas mudou. E muito. Somente nos adaptamos a cada estiba do mar contra o nosso casco, a cada reparação das velas dado o vento forte que às vezes sopra. E isso não significa que as terras às quais chegámos, às tempestades que sobrevivemos e as mudanças que a tripulação têm sofrido, não demonstre o quanto vivemos, embora na maioria dos dias, tenhamos humildemente sobrevivido a cada um deles sem nos apercebermos.

Desejo a todos os amigos e leitores um novo ano cheio de conquistas, com muitos mares agitados - pois mar calmo nunca fez bom marinheiro - mas que saibam sempre levar a embarcação a bom porto e ter a mão no leme, na direcção do que almejam - okay okay, já parei com as metáforas e analogias marítimas - Surfem muito nas ondas da vida e que colham muitos frutos do mar, ao longo do ano - não têm obrigatoriamente que ser marisco e coisas assim, também é aceitável uns chocolatinhos belgas, umas alguinhas ou areia da praia nas cuecas.

Um bom ano! Que continuemos por aqui a lermo-nos uns aos outros, que a inspiração se mantenha e a musa não se divorcie de nós, que a escrita flua e as nossas amizades se cimentem 

Como não poderia deixar de ser...

24.12.21, Peixe Frito

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Tirem a barriga de misérias, ratem toda a paparoca sem se preocuparem com a linha (curva), pois um (cof cof) dia não são dias e com aquilo que todos temos vivendo nos tempos recentes, precisamos de "pausa" e desfrutar do convívio com a nossa família.

Relaxem, descomprimam e agradeçam a presença de quem vos rodeia.

Tudo de bom, muitas prendinhas e não se esqueçam, não acendam a lareira, que o Pai Natal não é à prova de fogo.

Desejo a todos os leitores e amigos aqui da fritadeira, um Feliz Natal!!

 

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Isto é que é viver a vida no limite e arriscar o bem estar.

22.12.21, Peixe Frito

Eu adoro prendinhas. Assim miminhos! Como às vezes digo, podem apanhar a flor mais raimosa que se encontre à beira da estrada e ma dar, que eu vou ficar felicíssima pelo gesto e guardá-la com todo o amor e carinho - após a desinfectar adequadamente, que isto de ter gases dos escapes nas flores, não dá com nada - Porém, não faz de mim não desconfiada. Ora, recebi um miminho advindo de uma série de prendinhas natalícias, que meninos do jardim de infância fizeram. Mais concretamente, algo comestível: bolinhos. Andaram armados em pasteleiros e então fizeram a massa e os bolinhos para oferecerem, bem como decoraram as embalagens. Como disse, a mim tocou-me uma dessas embalagens e eu fiquei muito agradecida. Mas...! Desconfiada. Toda a gente sabe que onde as crianças metem as mãos, javardeira há na certa. Quiçá o elemento crocante na massa seja um macaquinho ressequido ou aquela pintinha de cor, um pouco de plasticina que se infiltrou - sabe Deus como! - na massa. Devia de querer apanhar bronze, com certeza. E compreende-se!

Admito que comi os bolinhos como se desconfiasse que os mesmo tinham ali sementes de datura estramónio, cheirando e observando a cada dentada, não fosse apanhar uma pata de aranha ali pelo meio. Estavam bons, sim senhor! E sim, sobrevivi para relatar a história - óbvio... mas poderia estar a escrever este post do Além, com o wi-fi e estas tretas de 8G, podia perfeitamente estar sentada de peida na nuvem a escrever o post - digna de constar nos livros de feitos e conquistas, porque não é qualquer um que arrisca assim a sua criatura, em prole de papar uns bolitos, por mais jeitosos que soem, feitos por crianças.

Não consigo evitar não suspeitar e agir com desconfiança. E ratei todos os bolinhos porque me foi garantido que tudo foi bem coordenado, e que os fedelhitos apenas amassaram a massa sobre a mega supervisão da educadora e decoraram o saco. Sem grandes chafurdices e badalhoqueiras.

É que quem convive com crianças, sabe bem o quanto a casa gasta. Todo o cuidado é pouco. Pena que a minha máquina de raio-x estava avariada, senão até por scan, os bolinhos passavam.

Métodos de sobrevivência que uma pessoa vai adquirindo ao longo da sua vida.

17.12.21, Peixe Frito

Aparte da lanzeira, o meu método até hoje, têm sido bastante fiável.

Como sei eu como está o tempo na rua, acabadinha de acordar e sem pôr a peida fora das mantas? Qual ir à net e ver as previsões de meteorologia? Faço algo ainda mais fácil e simples: se tenho calor, está ameno. Se me apetece ficar enroscada nas mantas porque me sinto quentinha e ali no bem bom, está frio - não uso aquecimentos em casa, felizmente o aquário não precisa dessas coisas, basto lá viver eu, uma brasa... a temperatura não oscila tirando quando vou tomar banho ou me empiriquito toda para sair - Como por vezes apenas nos fiando em uma confirmação pode dar asneira, utilizo outro método infalível: a temperatura do meu nariz. Apalpo a batatinha e é o óbvio: quentinha ou fria, tempo menos agradável. A vestimenta para o dia necessita de cachecol. Se estiver temperatura normal, dia solarengo. Há quem use termómetro, eu utilizo o nariz. Só não mostra a temperatura, mas acho que com uma actualização de sistema, me safo.

A terceira opção infalível, é fazer silêncio e tentar ouvir a passarada: se estiver dia propício a ficar quentinho, é ouvir a passarada feliz e contente; Se estiver sol mas fresco: poucos se ouvem na rua... normalmente, quase só o melro.

Nada como levantar e abrir a persiana a pensar que está dia quente e apanhar com um nevoeiro nas trombas... e achar que está um frio dos tomates e ver sol lindo a brilhar lá fora e a serra sem um pingo de neblina, após utilizar estes três métodos infalíveis. Nunca falham. Sinto-me uma verdadeira Bear Grylls das mantas!

O que faz o raio da preguiça e falta de vontade de uma pessoa se levantar...!! 

Não sei se é a máscara que faz milagres se é o creme de baba de caracol que deve levar a medalha!

16.12.21, Peixe Frito

Ou talvez os óculos da senhora tenham a graduação errada!

Então ontem, não me deram 17 anos?

Okay, sei que sou jovial, uma maneira de estar descontraída e talvez a maneira de vestir possa efectivamente contribuir para confundir as pessoas a qual faixa etária pertenço, mas menos 20 anos, foi record para mim. Pior pior, é mesmo eu ficar a achar que afinal, não devo soar assim a tão madura quanto isso 

Aquando a senhora vê mesmo a minha idade, diz-me:

- Ahhh não têm 17 anos! Eu nem olhei mesmo bem para si - e toca de se aproximar mais e observar-me.

Em troco, leva uma gargalhada e a resposta de:

- Uiii 17 anos, onde isso já vai!!

Deve ser do frio: anda a conservar-me melhor.

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16.12.21, Peixe Frito

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Aqui está um dos mais recentes espacinhos que sigo! No All in one, o Carlos Palmito escreve textos maravilhosos, onde é praticamente impossível ficarmos indiferentes. Faz sonhar, pensar, viajar nas suas palavras. Escrita límpida e franca, é sem dúvida um espacinho que quem gosta de escrita, vai adorar! Ide cuscar e façam follow e deleitem-se com os textos do Carlos.

 

P.S.: Carlos, espero não me ter enganado no nome do teu spot  Se sim, corrige-me s.f.f.!!

Sou contra a violência maaaas às vezes uma belinha nos bigodes, não lhes fazia mal a ver se atinavam.

15.12.21, Peixe Frito

Este fim-de-semana, fui vítima de bullying animal. Sim, leram bem. Bullying animal. Ora, conheci o raio de um gato que fazia jus - até demais - à típica curiosidade gatal, andando a cheirar tudo, mexer, tocar, observar e morder. Queria era mordiscar.

Tudo começou em um belo dia de inverno, em que não estava frio nem calor, sol no céu sem nuvens e eu fiquei fechada o dia todo dentro de uma casa. Nada como aproveitar o fim-de-semana e o sol, apanhando ar nas pestanas, não é verdade? Pois, mas não. Ora, o raio do espécime de rabo comprido e que anda como se fosse um lorde, começou por se esconder: contra todas as probabilidades, o raio do bichano é tímido. Esconde-se debaixo das camas, atrás dos sofás. Pena que a timidez só lhe dê nesse aspecto, porque nos outros, é um descarado até mais não.

Ouvi um restolhar vindo do quarto. "Que raio... que se passa?" e olho para dentro do quarto e não é que vi o gato a roer uma estátua de uma Nossa Senhora de Fátima. Só lhe disse amavelmente: "Se a tua dona te vê, vais levar pantufada nos bigodes, só te estou a avisar". Quer dizer... além de arisco, deve ser ateu. Uma coisa é certa, estava a testar a resistência e qualidade de fabrico da estátua. No fundo, nada como submeter o produto ao consumidor, a fim de se aperfeiçoar o que for necessário e assim, garantir a qualidade do material e do produto final. Nota: A quem faz estátuas de santinhos, pensem nisto: contractem gatos para fazerem os testes de qualidade. É que não há melhor!

Enxotei o bicho e foi vê-lo a esconder-se atrás do sofá, no escuro. Baixava-se, escondia-se, levantava, sem sair do sítio. Achava mesmo que eu não o estava a ver pois o quarto estava escuro como o breu, o que o denunciava era o reflexo da luz nos seus olhos, que eu olhava lá para dentro e via dois faróis apontados para mim e ria-me da inocência do animal que, embora não fosse "gato escondido com o rabo de fora", era quase.

E assim, ficámos apresentados. Ao longo do dia, de todas as malas penduradas no bengaleiro, a minha é que o seduziu... bem como de todo o calçado, os meus ténis é que lhe pareceram dignos de umas mordiscadelas. Não contente, subia para a bancada da cozinha e andou a cheirar o meu telemóvel. Avisei-o de que gostava de comer gatinhos assados no forno e para ele se portar bem, que o forno ainda estava quente do almoço. Não me passou bilhete. Mas passou sim a sua curiosidade e os seus bigodes coscuvilheiros do telemóvel para os meus óculos. Então, sacana do bicho, cheirou e cheirou e cheirou e vai de abocanhar os meus óculos de sol, para fugir com eles! Ó senhores... óculos de sol? Está bem que aqueles eram lente cateye - e são mesmo, imaginem o que me ri com a ironia da situação - e se calhar tocaram-lhe ao coração, mas quer-se dizer! Só lhe mandei um berro que assustei toda a gente ali em um raio de 5 kms, o terror de bigodes lá largou os óculos no sítio e patinhas para que vos quero.

Se realmente acham que ele acalmou, desenganem-se. O animal estava mesmo possuído e só estava bem a fazer bilharetas. Só me fazia lembrar de um outro gato que era tão mas tão curioso, que a dona tinha uma vela acesa e ele foi cheirar. Resultado, queimou os bigodes. Nunca mais foi cheirar uma vela. Ah pois é.

O caso deste, espalha terror a tudo e a todos. Têm para dar e vender. Invés de "um olho no burro e outro no cigano", temos mesmo é de estar a pau com o gato, que anda sempre a inventar.

Agora sim, compreendo perfeitamente quem escreveu a música "atirei o pau ao gato". Não há pachorra quando estão ligados à corrente e ao disparate, possas! E eu devo ter mel, só pode.

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14.12.21, Peixe Frito

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Como não poderia deixar de ser, alguma vez iria passar este desafio de destacar (alguns) os blogs que sigo, sem referenciar o Hetero Doméstico? Mas é que nem pensar!! Seria uma blasfémia! Na verdade, não há muito a dizer  Se há alguém que têm o condão de encontrar notícias esquisitóides, é mesmo o HD. Passando pelo seu sentido de humor fantásticamente piadético que eu adoro, que manda sempre uma dica nada de surra, ao "relatar" as notícias com que nos presenteia, é sem dúvida nenhuma um espaço informativo que sem o qual, a nossa vida teria um enorme vazio sobre as coisas que não interessam a ninguém. Curiosos? Nada como lá ir cheirar! E, claro... façam follow!

Bela técnica de engate, que só visto.

14.12.21, Peixe Frito

Gajo qualquer a mandar mensagem pelas redes sociais:

- Olá linda

Apesar de não me dar muito a estas coisas, a minha curiosidade fala mais alto:

- Olá, boa tarde.

Dia a seguir:

- Olá linda, bom dia.

- Olá, boa noite.

(de madrugada)

- Tudo bem contigo?

(dia a seguir)

- Tudo e contigo?

Dois dias depois:

- Também.

Dias e dias

- Bom dia linda

(mesmo dia)

- Boa tarde

(noite de dia a seguir)

- Tudo bem contigo?

- Sim e contigo? Esta nossa conversa, vou-te contar 

Olha, já nos conhecemos ou assim? A tua cara não me é estranha.

(já nem sei quando mas nada perto dessa sms)

- Boa noite linda, tudo bem?

 

Tive de pedir que os meus amigos imaginários me agarrassem, pois não estava a resistir a tamanho charme, conversa, cultura... Estive mesmo a modos que largar tudo e ir de encontro com o rapaz... #sóquenão. Desculpem, mas não tenho pachorra para isto e estou a encurtar a conversa porque foi sempre no mesmo registo. Haja paciência! Podem ser gajos lindos e maravilhosos mas se não desengatam na conversa... deixem lá isso. É melhor abrirem a mão e irem pescar outros peixes.

Uma coisa é certa... persistente, lá isso é.

É a maldição das gajas e sem dúvida que já esteve mais longe de ser um portal StarGate para outra dimensão.

10.12.21, Peixe Frito

Muita tinta já correu sobre este assunto, saliva evaporada e (alguma) cuspida quase ao estilo "Sabes que jantei ontem??" "Não, o quê?" "Pesssxxxxxxcadinhaaaaa"  e montes de perdigotos para cima da vítima incauta (e tótó. Toda a gente sabe essa, só cai quem quer mesmo), espuma nos cantos da boca e litros e litros de bidons de água consumidos para hidratar as gargantas - com alguns olhos negros à mistura, que provavelmente há quem tenha levado uns sopapos no meio dos olhos - tal têm sido o debate e falatório acerca das malas das senhoras. Opiniões divergem tal como o rabo, em que cada um têm o seu, uns dizendo que as malas das senhoras são como o saco do Sport Billy ou o bolso do Doraemon - eu. Sou eu que digo isso - enquanto outros dizem que têm apenas meia dúzia de tarecos e na verdade, quando lá põem a mão, podiam claramente sacar da Estátua da Liberdade e mais um pombo ou dois, o Batman quiçá,  tal a panóplia de coisas que levam lá dentro - fazem-me lembrar os "faz tudo" que têm uma série de malas com tudo o que eventualmente é preciso para a assistência em uma casa só que neste caso invés de andarem com um furgão, é apenas uma mala ao ombro ou debaixo do braço, uma póchéte.

Não obstante da capacidade fenomenal que a mala das senhoras têm de armazenar até um boing 747, sou daquelas que gosta de usar malas pequenas. Ora, aborrece-me mesmo tendo a mala quase vazia, somente levando o essencial - quando digo essencial é mesmo SÓ o essencial, como telemóvel, carteira, chaves de casa, chaves do carro, maço de lenços, x-acto (no questions asked please), verniz transparente para as malhas das meias, lenços ranhosos, lenços ranhosos que entretanto se desfiaram, talões de compras, batom do cieiro, pensos higiénicos, pensos normais, desinfectante, toalhitas, ganchos para o cabelo, elásticos, pastilhas elásticas... coisa pouca - que para encontrar o que seja, precise de recorrer a forças demoníacas e evocar o demónio, sacrificar uma cabra e ladrar a gatinhos, que me vejo e desejo para encontrar o que for! Mesmo tendo bolsinhas dentro da própria mala. Não se entende.

Aparte de meter a mão e poder, de facto, retirar de lá um animal de pequeno porte, descobri um compartimento secreto: o fundo interior da minha mala está descosido o que faz com que algumas coisas se escapem e se metam por lá, viajando por toda a mala e ao infinito e mais além. Imaginem eu apalpar a mala - sim, tenho o hábito de fazer isso para controlar se tudo está nos conformes - e dar conta de um tampão desgovernado, que ao abrir a mala, não o vejo nem virando a mesma do avesso e de patinhas para o ar. Confesso que andavam a acontecer coisas estranhas e que desde que encontrei o forro descosido, tudo fez sentido: encontrei as sanduíches desaparecidas, os chocolates, o tesouro do Barba Ruiva, ouvia miar e ronronar e lá dei com o gato aconchegado à costura da alça, coisas assim.

Digam o que disserem, as malas das senhoras são autênticos universos... de tralha. Mas universos! São de uma diversidade surpreendente e cada uma é um mundo que espelha a falta de paciência da proprietária, que só se lembra de ir ver o que é que se passa dentro da mala, quando o fundo mostra claramente dilatação e a mesma pesa quase tanto com uma obra feita em tijolos. Algumas encontram um sem fim de talões - que se reproduzem mais do que os coelhos, neste tipo de ambiente - o par daquela meia que ao tempo andavam à procura e que até tinham colocado a sua foto no pacote do leite, bolachas dentadas e embalagens vazias de pastilhas e de rebuçados - okay okay, eu às vezes meto os papéis na mala porque não tenho caixote ao pé e visto que tenho urticária em mandar o lixo para o chão, meto no bolso ou na mala, assim meio à largada de sobrevivência na vida selvagem - incluindo, pastilhas mastigadas enroladas em papel. Mágico! Muito mas muito mágico! - uma pessoa manda aquilo lá para o buraco sem fundo e lembra lá mais daquilo. Está bem, está. Tanta águiinha passa debaixo da ponte em fracção de segundos e o dia da criatura prende-se mesmo em lembrar da porcaria da pastilha mastigada largada na mala. Devia mas #sóquenão. Até ao dia que mete a mão na mala e dá de caras com a oitava maravilha do mundo colada aos seus dedos.

Depois admiramos-nos, nós gajedo maravilhoso, de andarmos empandeiradas, com dores aqui e ali, tortas e a pender mais para um lado do que o outro, parecendo que estamos sempre em chão inclinado. Isso é tudo pelo mundo que carregamos não às costas, mas na porra da mala!

Soluções, aceitam-se. E não me venham cá dizer para deixar de usar mala ou começar a andar de trolley, que não há bolsos para tudo mesmo que usasse um colete como os caçadores ou um cinto de ferramentas como os marceneiros e os trolley's são um bocado chungas, não? Para ir às compras ou levar para a praia, ainda é naquela, agora no dia-a-dia... Deus nos ajude.

É a maldição das gajas, sem dúvida nenhuma.

Queres levar? Arreia. Que se há-de fazer. Mas quem goza com a mala das senhoras, que até se recusam em lá meter a mão não vão levar uma lambida de alguma coisa, são os mesmos que pedem para as suas caras metade levarem lá a sua carteirinha e as chavinhas... Arranjem a vossa mala, ora agora. Era o que faltava. Já se acarta com as nossas coisas quanto mais com as dos outros.

Falam falam, mas não admitem que até dá jeito. Ah pois é.

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09.12.21, Peixe Frito

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Simplesmente assim: Sem fu-fus nem gaitinhas, clean, exactamente como a sua escrita. "O Sítio do Corvo" é o espacinho do querido Corvo, onde nos podemos deleitar com a sua maravilhosa escrita, cuidada, aprumada, que nos faz viajar nas linhas de tempos e de imaginação. Têm por hábito narrar histórias com um "backstage" muito interessante, onde a sua inspiração se banha e fica de molho, resultando em histórias com um cunho fantástico. Eu adoro ler o que o Corvo escreve, honestamente. Com cultura e escrita polida, embrenha-nos no seu imaginário como um gato com um novelo de lã. E não posso deixar de referir a extrema educação, amabilidade e humildade, com que o Corvo se apresenta e trata quem o visita na sua casinha. Só por aí, já é um sítio onde uma pessoa se sente bem vinda e não hesita em regressar.

Recomendo vivamente que vão cuscar, principalmente se gostam de boas histórias! E, claro, façam follow!

As caras de enjoada cada vez que me olhava, foi a cereja no topo do bolo.

07.12.21, Peixe Frito

A observar-me profundamente e eu a aguardar o que é que iria sair daquela cabecinha:

- Tia Peixaaaa... O teu cabelo é esquisito.

- Então porquê?

- Porque tens duas cores no cabelo! - ar de desdém - Em cima é escuro e depois abaixo, claro!

Como explicar a uma criança o que é um degradé e que raio de pintura tenho eu no cabelo, com aquele nome todo pomposo que só iria fazer com que ela me olhasse ainda mais de esguelha?

- É como ele está pintado: em cima louro escuro, que é a cor do cabelo da tia. Nas pontas, mais claro, que é pintado.

Torcer de nariz.

- Ai, é estranhoooooooooo.

E pronto. O que me vale é a honestidade. Aqui está o meu lembrete de que tenho de ir à cabeleireira.

Mas a maior moral, vêm de quem está sempre com o cabelo com ar de quem acordou há 5 segundos e andou a lutar ao pau com os ursos, não vendo água há umas semanas e já tendo criaturas pequenas albergadas no interior. Porém... o meu cabelo é que é esquisito! 

Ahhhh maravilhas da natureza, sons que nos inspiram e trazem alegrias... #sóquenão

07.12.21, Peixe Frito

Não consigo evitar em pensar no fim dos tempos, aquando ouço fervorosamente corvos a corvejarem na rua. Andam a cirandar na vizinhança, lindos e airosos mas terríveis vizinhos. Um chinfrim dos diabos. Remetem-me sempre à memória aqueles filmes medievais, cheios de corpos decompostos e matanças e coisas assim. Decididamente, tenho de deixar de ver tantos filmes de terror e coisas do género. Sim, porque sempre que vou à janela, fico a ver se os vejo a pairar no ar sobre alguma coisa ou se vou ver um sapo com o pernil esticado, ali no meio das águas pantanosas e lodosas cristalinas e maravilhosas, do esgoto.

Aguardo pacientemente o dia. 

Uma criança na idade dos "porquê" era menos chata.

06.12.21, Peixe Frito

- Bom dia!

- Bom dia.

- A menina sabe dizer a que horas o serralheiro abre?

- Honestamente, ele costuma estar por aí logo de manhã mas não, não sei.

- E de tarde?

- Também não sei. Ele anda em obras no exterior por isso hora certa de ele aí estar, não sei.

- E não têm o número dele?

- Não, não tenho.

- Mas não sabe a que horas ele vai estar aí hoje?

- Não.

- E amanhã? Sabe a que horas vai estar?

- Não, não sei.

- Ahhh... Será que ele vêm hoje à tarde?

"Balcão de informações boa tarde, fala a Peixa. Que tal me largarem a labita e virem a outra hora diferente ver se cá está o serralheiro? Muito agradecida e adeus."

Vou inteirar a malta. O serralheiro é o vizinho mas não sei porquê, esta criatura devia de achar que eu, trabalhadora de empresa visivelmente diferente e que fui apanhada a passar a limpar as mãos, depois de ter feito um chichi, era secretária do senhor e que devia de saber todas as informações necessárias sobre o serralheiro.

Se fosse alcoviteira, ainda se safavam. Agora como não ligo peva, não levaram daqui nada.

E sim, continuaram a insistir nas mesmas questões a ver se a resposta era diferente. Deviam de me estar a testar a ver se resvalava e me descaía com a verdade e que, no fundo, sempre soube a que horas o serralheiro estava e não queria mesmo era dizer e estava a armar-me ao cardo e fazer de difícil. 

Às tantas, era tudo um código e queriam passar-me uma informação e eu não topei.

É um tema sensível e que merece ser abordado com toda a delicadeza que isso implica.

02.12.21, Peixe Frito

Passadeiras. Sou só eu que tenho a vontade de querer cilindrar alguém, quando os peões passam armados em vedetas, ar pedante, nem agradecendo nem nada, parecendo que estão a desfilar em uma passerele?

Com esta abertura soft de debate para este post, ainda dá para dissertar mais um bocado. Ora, os peões têm prioridade na passadeira e acho muito bem. Eu não me esqueço que eu também sou peão - sim, que não ando sempre de carro, óbvio. Se bem que às vezes dá vontade de até entrar com o carro dentro dos supermercados, pois está quentinho e não apetece tirar o rabo do banquinho aquecido - e até a mim me acontece alguns condutores pisarem no acelerador, só para não pararem na passadeira e, acrescento, em miúda ia sendo atropelada ao passar na passadeira, porque um senhor nem se deu ao trabalho de parar, quando ia a atravessar. E sim, tinha visibilidade: imaginem uma enoooooorme recta, com passadeira pouco mais do que a meio da mesma. Para quê parar? Depois queixam-se de porem lombas em sítios menos próprios, é graças a estes engraçadinhos.

Podendo ter ficado a fazer parte do pavimento e constituindo uma lomba orgânica e natural ou não aparte, respeito mesmo as passadeiras. Até peço desculpa aquando por algum motivo de força maior - e não, não é do pé pesar no acelerador - não consigo parar na passadeira. Haja respeito, ou não é? Mas depois, há a outra vertente, dos peões armados ao cardo. Há uns que apressam o passo, ao ouvirem o tipo de música que o peixmóbil partilha com o mundo - devem achar que levo uma seita dentro do carro, cabras para sacrificar e o anticristo - enquanto há outros que olham para mim e me sorriem e eu sorrio de volta. É como é. Cada um é como cada qual. Agoooora quando há aqueles marmelos que se mandam para a passadeira sem sequer olhar se vêm um carro - o carro têm de parar e pronto. Que se lixe lá a física e as suas leis que temos de ter tempo para travar, nós como seres humanos nos cair a ficha e o próprio carro ter tempo de resposta, dada a velocidade, peso e etc limitada - eu espumo um bocado. Ah mas espumo. Não se capacitam que eu vou dentro do carro e tenho a estrutura até chegar a mim enquanto eles, têm a obra da graça do espírito santo a fazer de escudo, indo directamente aos seus cromados. Mas não importa: é passadeira e a pessoa têm de passar. Lá se está a ralar se o carro pára a tempo ou não. E há também aqueles que até param para passar mas que depois vão a desfilar... vão a apreciar a paisagem, apanham flores, a fruta da árvore, deleitam-se com as nuvens e o sol. Não peço que passem a correr mas agora ao nível de um caracol os ultrapassar, haja bom senso! Focando igualmente em outra estirpe de peão, aquele que passa com ar de importante, se pavoneando e nem dizendo um "obrigado" ou assentir de cabeça, como agradecimento. E não, não são obrigados mas e educação? Se calhar faço mal em tabelar as pessoas pela minha visão - Peixa pá, tens de deixar de ser assim tão ruim e querer que as pessoas sejam educadas - em que até digo "bom dia" ao segurança do supermercado ou ao gajo que vende as farturas, no estacionamento, inclusive passo por alguns trabalhadores das lojas e cumprimento. "Conheces?" "Não, mas não custa nada se ser educado."

Por isso deixo aqui o meu aviso: não vos cai um dente se me agradecerem aquando paro na passadeira. Uma vénia caía bem, mas na possibilidade de vos doer as costas, basta um aceno. Eu fico feliz e a vocês nada custa se ser amável. Porque com toda a certeza que eu, mesmo sem conhecer todo o povo, quando param na passadeira para eu passar, faço sempre um aceno e pontualmente, dou um sorrisinho de agradecimento. E, milagre! Ainda respiro, não me aconteceu nada de mal por ser educada e amável. Quem diria!

E agora falando de alguns condutores, como peoa que sou: se continuarem a acelerar para não pararem na passadeira aquando eu vou a passar, podem crer que vos vou continuar a gritar elogios, nomes pomposos e fofinhos, inclusive ameaçar que vos dou com a almofadinha mais macia e agradável que tenho no aquário, nos vossos dentes. Depois não se armem em marias ofendidas e puritanas, como alguns armam. Temos de ser uns para os outros ou não é? A quem pára na passadeira, podem contar com o meu aceno de agradecimento e se for algum gajo giro, um piscar de olho e beijinho no ar, a sensualizar no pedaço.

Equilíbrio de ambos os lados, é fundamental. Embora eu defenda a teoria de que as pessoas na estrada têm os mesmos comportamentos erráticos que dentro dos centros comerciais, se observarem bem: sempre em cima do próximo, batem nas pessoas, atravessam à frente para mexer na fruta ou chegar à cueca que está em promoção, passam de um lado para o outro que nem um passarinho desgovernado e ainda param de repente enquanto iam a andar, sem sequer observarem se alguém vêm atrás. Nestes casos, se dermos uma arrefinfadela na pessoa, uma bordoada, somos nós que temos a culpa ou é ela? "Ai veja por onde anda, que me deu cabo das cruzes e me amarrotou o casaco vison" "Pois olhe, tivesse cuidado na sua marcha e certificado que ninguém vinha atrás. Eu é que não vou pagar a conta da engomadoria, para tirar esses vincos". Eu digo sempre a quem me faz isso "travar assim, é que nem ligou os intermitentes" e ficam a olhar para mim. Mas é verdade! Deveríamos andar equipados como os carros: com piscas de mudança de direcção, luz sinalizadora de travão e quatro piscas. Tantos encontrões, pisadelas seriam evitados. Vão por mim! Então agora na época natalícia, é um ver se te avias!!