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Ó da guarda, peixe frito!

Vai com arrozinho de tomate?

Não aperto mesmo o casaco todo, sem dúvida...!

15.07.10, Peixe Frito

   Há manias do caraças. O tempo vai passando, e assim, vai-me fazendo observar como eu sou uma criatura deveras peculiar - quanto mais velha, mais arrepios-de-vergonha-alheia provoco a mim própria. Obviamente que todos nós temos as nossas taras, manias e pancadas, tal Marco Paulo latente dentro de todos nós, mas começo a desconfiar, que já começo a ter mais dessas coisas bizarras e a roçarem o estranho no seu expoente máximo, a caracterizarem a minha fantástica e inebriante personalidade, do que um ser humano considerado normal. A sério. Ora vejam lá, se não concordam comigo:

   Infelizmente, lá de vez em quando, tenho de roer com um comprimido. Pronto, ou são as alergias, ou são as alergias ou até mesmo, ou são as alergias! E como devem de calcular, o comprimido parece um torpedo, primo de um Boing 747 e arraçado de foguetão. Para terem uma noção do tamanho do dinossauro, tem assim mais ou menos o tamanho de... sei lá, assim tipo um mini smartie, estão a ver? Agora imaginem, o quanto custa tomar um comprimido daquele tamanho! Vocês compreendem. É um receio natural! Daquele tamanho, ui... mete respeito. E então, para me certificar que o bicho efectivamente vai para onde deve de ir, eu bebo uma mísera quantia de água. Assim, mais ou menos, quase meio litro de água! O problema dá-se, é quando tenho de tomar comprimidos um pouco maiores... É quase um garrafão de cinco litros, o que não dá muito jeito, não são lá muito ergonómicos, mas pronto. Os sacrifícios que uma pessoa tem de fazer, só para tomar um comprimido. Incrível. E antes que alguém mande alguma piada, sim eu sei que existem medicamentos em pó, mas eu não me dou muito bem com aquilo: Além de tomar o pó desfeito na água, acabo sempre por snifá-lo igualmente- imaginem a minha carinha depois de tomar medicamentos em pó... «Eh lá... o copo está a falar comigo, ou quê?? Hein?? Agora o que^?? Até emborcavas Iced-Tea??». Há quem goste, mas não é o meu caso, de modo que se torna deveras incómodo snifar o remédio. Já adoptei duas estratégias, tanto a de primeiro colocar o pó e depois a água, como o inverso - uau, que estratega que eu saí. Até me espanto com este génio que eu sou - mas acabo sempre por dar no pó. O problema, concluí após várias tentativas e mocas depois, está no acto de dissolver o pó na água: Forma-se uma nuvem de tal ordem que eu JURO que no outro dia me pareceu ouvir o relinchar de um cavalo. Se tivesse na rua, até acreditava que era D. Sebastião. Como podem calcular, entre andar a ouvir a loiça do aquário a falar e entre beber bidõesde água por causa de um calhau... Venha o diabo e escolha. Prefiro contribuir arduamente para o aumento do nível das águas...!

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