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Ó da guarda, peixe frito!

Vai com arrozinho de tomate?

Devo ter algum trauma de infância...

03.08.11, Peixe Frito

 

   Pois é pois é. Para quem não sabe, tenho duas tartarugas como animais de estimação. Há uns tempos atrás, tive de ir com uma (a terceira) ao veterinário. Escusado será dizer, que me fartei de ser gozada porque ninguém vai com tartarugas ao veterinário e, verdade seja dita, eu própria me senti estranha na primeira vez que fui ao veterinário com ela, dado o conceito incutido que o habitual é levar gatos e cães, como se os restantes animais não fossem dignos de irem ao veterinário, mas adiante. Fui ao veterinário com a terceira tartaruga, que estava doentinha, coitadinha. Mas mesmo embaixo. Com receio de que ela tivesse pegado alguma coisa às outras duas arvéolas, levei uma delas igualmente. Chegando ao veterinário e já dentro do consultório com as duas bichanas, respondo às perguntas habituais, enquanto o veterinário vai examinando a "porquita", pesando, virando para um lado, para o outro (deve ter ficado pouco tonta, deve): Quais os sintomas, o que ela come, como se têm comportado / reagido, há quanto tempo está assim, etc. Chega, obviamente, à parte do nome, para registo da bicha, para constar na sua ficha - sim meus caros, as bichanas também têm fichas com os seus dados. Pensei logo para mim, que aquando baptizei as criaturas, que devia ter pensado na eventualidade de um dia ter de ir com elas ao veterinário, ou seja, que teria de dizer o nome delas a alguém, tirando à família. E porquê este pensamento? Quem me conhece, sabe bem os nomes que eu dou aos meus animais de estimação, pelo que compreende perfeitamente este meu... "arrepio-de-vergonha-alheia": "Avelã", respondo eu. - Sim o desta é pacífico, eu sei. Era para ter sido "Amêndoa" ou "Amora", para variar. "Avelã... sim senhora!" - responde o veterinário. Vai de explicar umas coisas, blá blá blá, até que passa à segunda tartaruga. Uma senhora tartaruga. Sim, aquela "porquita", que qualquer dia já é um bom leitão, já têm o tamanho da palma da minha mão, apenas com um ano e tal! - Também, com aquilo que ela come... :P

   Sofre do mesmo que a outra: revirada, observada, levou também uma vacina, e eu, claro, a responder a algumas das questões colocadas pelo veterinário:

    - Vejo que esta tartaruga está de boa saúde. Então e qual é o nome da menina?

    "Ui...", pensei eu. Bem... lá têm de ser...

    - Pistáchio - respondo eu, a observar a expressão do veterinário, que por momentos nada disse, e apenas repetiu: "Pistáchio... e a Avelã".

    Resumindo: O homem deve ter ficado a pensar que eu tinha algum fetiche por frutos secos. Quando eu lhe disse que ainda tinha uma terceira, deve ter logo imaginado que se chamava "Cajú", ou "Figo Seco" ou "Tâmara"... ou até mesmo "Alcagoita"! Mas não... A minha terceira rafeirosa chama-se... Salsaparrilha! :) Menos mal, pensam vocês. Eu só me inspiro em coisas fantásticas. A Pistáchio e a Salsaparrilha eram para se chamar Ren & Stimpy, mas depois achei que Pistáchio ficava melhor. Restava-me o nome para a outra. De que me lembrei?? Dos Smurfs! Pois é... Salsaparrilha é a planta que os Smurfs adoravam morfar. Do que eu me lembro... fantástico, não é, Melga? Boa Mikeeeeee :D

    E antes de terminar o post, devo referir que sim, sei fazer contas de matemática: A Avelã, infelizmente, não sobreviveu. Ao fim de dois meses, decidiu ir dar um passeio às couves.

    Mais uma vez gozada, mas enfim, que me interessa que me gozem... A Avelã teve direito ao seu enterro, como é habitual com a bicheza que co-habita com a malta do aquário.

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