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Ó da guarda, peixe frito!

Vai com arrozinho de tomate?

Ó da guarda, peixe frito!

Vai com arrozinho de tomate?

Como não poderia deixar de ser...

frito e escorrido por Peixe Frito, 24.12.21

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Tirem a barriga de misérias, ratem toda a paparoca sem se preocuparem com a linha (curva), pois um (cof cof) dia não são dias e com aquilo que todos temos vivendo nos tempos recentes, precisamos de "pausa" e desfrutar do convívio com a nossa família.

Relaxem, descomprimam e agradeçam a presença de quem vos rodeia.

Tudo de bom, muitas prendinhas e não se esqueçam, não acendam a lareira, que o Pai Natal não é à prova de fogo.

Desejo a todos os leitores e amigos aqui da fritadeira, um Feliz Natal!!

 

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Métodos de sobrevivência que uma pessoa vai adquirindo ao longo da sua vida.

frito e escorrido por Peixe Frito, 17.12.21

Aparte da lanzeira, o meu método até hoje, têm sido bastante fiável.

Como sei eu como está o tempo na rua, acabadinha de acordar e sem pôr a peida fora das mantas? Qual ir à net e ver as previsões de meteorologia? Faço algo ainda mais fácil e simples: se tenho calor, está ameno. Se me apetece ficar enroscada nas mantas porque me sinto quentinha e ali no bem bom, está frio - não uso aquecimentos em casa, felizmente o aquário não precisa dessas coisas, basto lá viver eu, uma brasa... a temperatura não oscila tirando quando vou tomar banho ou me empiriquito toda para sair - Como por vezes apenas nos fiando em uma confirmação pode dar asneira, utilizo outro método infalível: a temperatura do meu nariz. Apalpo a batatinha e é o óbvio: quentinha ou fria, tempo menos agradável. A vestimenta para o dia necessita de cachecol. Se estiver temperatura normal, dia solarengo. Há quem use termómetro, eu utilizo o nariz. Só não mostra a temperatura, mas acho que com uma actualização de sistema, me safo.

A terceira opção infalível, é fazer silêncio e tentar ouvir a passarada: se estiver dia propício a ficar quentinho, é ouvir a passarada feliz e contente; Se estiver sol mas fresco: poucos se ouvem na rua... normalmente, quase só o melro.

Nada como levantar e abrir a persiana a pensar que está dia quente e apanhar com um nevoeiro nas trombas... e achar que está um frio dos tomates e ver sol lindo a brilhar lá fora e a serra sem um pingo de neblina, após utilizar estes três métodos infalíveis. Nunca falham. Sinto-me uma verdadeira Bear Grylls das mantas!

O que faz o raio da preguiça e falta de vontade de uma pessoa se levantar...!! 

É a maldição das gajas e sem dúvida que já esteve mais longe de ser um portal StarGate para outra dimensão.

frito e escorrido por Peixe Frito, 10.12.21

Muita tinta já correu sobre este assunto, saliva evaporada e (alguma) cuspida quase ao estilo "Sabes que jantei ontem??" "Não, o quê?" "Pesssxxxxxxcadinhaaaaa"  e montes de perdigotos para cima da vítima incauta (e tótó. Toda a gente sabe essa, só cai quem quer mesmo), espuma nos cantos da boca e litros e litros de bidons de água consumidos para hidratar as gargantas - com alguns olhos negros à mistura, que provavelmente há quem tenha levado uns sopapos no meio dos olhos - tal têm sido o debate e falatório acerca das malas das senhoras. Opiniões divergem tal como o rabo, em que cada um têm o seu, uns dizendo que as malas das senhoras são como o saco do Sport Billy ou o bolso do Doraemon - eu. Sou eu que digo isso - enquanto outros dizem que têm apenas meia dúzia de tarecos e na verdade, quando lá põem a mão, podiam claramente sacar da Estátua da Liberdade e mais um pombo ou dois, o Batman quiçá,  tal a panóplia de coisas que levam lá dentro - fazem-me lembrar os "faz tudo" que têm uma série de malas com tudo o que eventualmente é preciso para a assistência em uma casa só que neste caso invés de andarem com um furgão, é apenas uma mala ao ombro ou debaixo do braço, uma póchéte.

Não obstante da capacidade fenomenal que a mala das senhoras têm de armazenar até um boing 747, sou daquelas que gosta de usar malas pequenas. Ora, aborrece-me mesmo tendo a mala quase vazia, somente levando o essencial - quando digo essencial é mesmo SÓ o essencial, como telemóvel, carteira, chaves de casa, chaves do carro, maço de lenços, x-acto (no questions asked please), verniz transparente para as malhas das meias, lenços ranhosos, lenços ranhosos que entretanto se desfiaram, talões de compras, batom do cieiro, pensos higiénicos, pensos normais, desinfectante, toalhitas, ganchos para o cabelo, elásticos, pastilhas elásticas... coisa pouca - que para encontrar o que seja, precise de recorrer a forças demoníacas e evocar o demónio, sacrificar uma cabra e ladrar a gatinhos, que me vejo e desejo para encontrar o que for! Mesmo tendo bolsinhas dentro da própria mala. Não se entende.

Aparte de meter a mão e poder, de facto, retirar de lá um animal de pequeno porte, descobri um compartimento secreto: o fundo interior da minha mala está descosido o que faz com que algumas coisas se escapem e se metam por lá, viajando por toda a mala e ao infinito e mais além. Imaginem eu apalpar a mala - sim, tenho o hábito de fazer isso para controlar se tudo está nos conformes - e dar conta de um tampão desgovernado, que ao abrir a mala, não o vejo nem virando a mesma do avesso e de patinhas para o ar. Confesso que andavam a acontecer coisas estranhas e que desde que encontrei o forro descosido, tudo fez sentido: encontrei as sanduíches desaparecidas, os chocolates, o tesouro do Barba Ruiva, ouvia miar e ronronar e lá dei com o gato aconchegado à costura da alça, coisas assim.

Digam o que disserem, as malas das senhoras são autênticos universos... de tralha. Mas universos! São de uma diversidade surpreendente e cada uma é um mundo que espelha a falta de paciência da proprietária, que só se lembra de ir ver o que é que se passa dentro da mala, quando o fundo mostra claramente dilatação e a mesma pesa quase tanto com uma obra feita em tijolos. Algumas encontram um sem fim de talões - que se reproduzem mais do que os coelhos, neste tipo de ambiente - o par daquela meia que ao tempo andavam à procura e que até tinham colocado a sua foto no pacote do leite, bolachas dentadas e embalagens vazias de pastilhas e de rebuçados - okay okay, eu às vezes meto os papéis na mala porque não tenho caixote ao pé e visto que tenho urticária em mandar o lixo para o chão, meto no bolso ou na mala, assim meio à largada de sobrevivência na vida selvagem - incluindo, pastilhas mastigadas enroladas em papel. Mágico! Muito mas muito mágico! - uma pessoa manda aquilo lá para o buraco sem fundo e lembra lá mais daquilo. Está bem, está. Tanta águiinha passa debaixo da ponte em fracção de segundos e o dia da criatura prende-se mesmo em lembrar da porcaria da pastilha mastigada largada na mala. Devia mas #sóquenão. Até ao dia que mete a mão na mala e dá de caras com a oitava maravilha do mundo colada aos seus dedos.

Depois admiramos-nos, nós gajedo maravilhoso, de andarmos empandeiradas, com dores aqui e ali, tortas e a pender mais para um lado do que o outro, parecendo que estamos sempre em chão inclinado. Isso é tudo pelo mundo que carregamos não às costas, mas na porra da mala!

Soluções, aceitam-se. E não me venham cá dizer para deixar de usar mala ou começar a andar de trolley, que não há bolsos para tudo mesmo que usasse um colete como os caçadores ou um cinto de ferramentas como os marceneiros e os trolley's são um bocado chungas, não? Para ir às compras ou levar para a praia, ainda é naquela, agora no dia-a-dia... Deus nos ajude.

É a maldição das gajas, sem dúvida nenhuma.

Queres levar? Arreia. Que se há-de fazer. Mas quem goza com a mala das senhoras, que até se recusam em lá meter a mão não vão levar uma lambida de alguma coisa, são os mesmos que pedem para as suas caras metade levarem lá a sua carteirinha e as chavinhas... Arranjem a vossa mala, ora agora. Era o que faltava. Já se acarta com as nossas coisas quanto mais com as dos outros.

Falam falam, mas não admitem que até dá jeito. Ah pois é.

É um tema sensível e que merece ser abordado com toda a delicadeza que isso implica.

frito e escorrido por Peixe Frito, 02.12.21

Passadeiras. Sou só eu que tenho a vontade de querer cilindrar alguém, quando os peões passam armados em vedetas, ar pedante, nem agradecendo nem nada, parecendo que estão a desfilar em uma passerele?

Com esta abertura soft de debate para este post, ainda dá para dissertar mais um bocado. Ora, os peões têm prioridade na passadeira e acho muito bem. Eu não me esqueço que eu também sou peão - sim, que não ando sempre de carro, óbvio. Se bem que às vezes dá vontade de até entrar com o carro dentro dos supermercados, pois está quentinho e não apetece tirar o rabo do banquinho aquecido - e até a mim me acontece alguns condutores pisarem no acelerador, só para não pararem na passadeira e, acrescento, em miúda ia sendo atropelada ao passar na passadeira, porque um senhor nem se deu ao trabalho de parar, quando ia a atravessar. E sim, tinha visibilidade: imaginem uma enoooooorme recta, com passadeira pouco mais do que a meio da mesma. Para quê parar? Depois queixam-se de porem lombas em sítios menos próprios, é graças a estes engraçadinhos.

Podendo ter ficado a fazer parte do pavimento e constituindo uma lomba orgânica e natural ou não aparte, respeito mesmo as passadeiras. Até peço desculpa aquando por algum motivo de força maior - e não, não é do pé pesar no acelerador - não consigo parar na passadeira. Haja respeito, ou não é? Mas depois, há a outra vertente, dos peões armados ao cardo. Há uns que apressam o passo, ao ouvirem o tipo de música que o peixmóbil partilha com o mundo - devem achar que levo uma seita dentro do carro, cabras para sacrificar e o anticristo - enquanto há outros que olham para mim e me sorriem e eu sorrio de volta. É como é. Cada um é como cada qual. Agoooora quando há aqueles marmelos que se mandam para a passadeira sem sequer olhar se vêm um carro - o carro têm de parar e pronto. Que se lixe lá a física e as suas leis que temos de ter tempo para travar, nós como seres humanos nos cair a ficha e o próprio carro ter tempo de resposta, dada a velocidade, peso e etc limitada - eu espumo um bocado. Ah mas espumo. Não se capacitam que eu vou dentro do carro e tenho a estrutura até chegar a mim enquanto eles, têm a obra da graça do espírito santo a fazer de escudo, indo directamente aos seus cromados. Mas não importa: é passadeira e a pessoa têm de passar. Lá se está a ralar se o carro pára a tempo ou não. E há também aqueles que até param para passar mas que depois vão a desfilar... vão a apreciar a paisagem, apanham flores, a fruta da árvore, deleitam-se com as nuvens e o sol. Não peço que passem a correr mas agora ao nível de um caracol os ultrapassar, haja bom senso! Focando igualmente em outra estirpe de peão, aquele que passa com ar de importante, se pavoneando e nem dizendo um "obrigado" ou assentir de cabeça, como agradecimento. E não, não são obrigados mas e educação? Se calhar faço mal em tabelar as pessoas pela minha visão - Peixa pá, tens de deixar de ser assim tão ruim e querer que as pessoas sejam educadas - em que até digo "bom dia" ao segurança do supermercado ou ao gajo que vende as farturas, no estacionamento, inclusive passo por alguns trabalhadores das lojas e cumprimento. "Conheces?" "Não, mas não custa nada se ser educado."

Por isso deixo aqui o meu aviso: não vos cai um dente se me agradecerem aquando paro na passadeira. Uma vénia caía bem, mas na possibilidade de vos doer as costas, basta um aceno. Eu fico feliz e a vocês nada custa se ser amável. Porque com toda a certeza que eu, mesmo sem conhecer todo o povo, quando param na passadeira para eu passar, faço sempre um aceno e pontualmente, dou um sorrisinho de agradecimento. E, milagre! Ainda respiro, não me aconteceu nada de mal por ser educada e amável. Quem diria!

E agora falando de alguns condutores, como peoa que sou: se continuarem a acelerar para não pararem na passadeira aquando eu vou a passar, podem crer que vos vou continuar a gritar elogios, nomes pomposos e fofinhos, inclusive ameaçar que vos dou com a almofadinha mais macia e agradável que tenho no aquário, nos vossos dentes. Depois não se armem em marias ofendidas e puritanas, como alguns armam. Temos de ser uns para os outros ou não é? A quem pára na passadeira, podem contar com o meu aceno de agradecimento e se for algum gajo giro, um piscar de olho e beijinho no ar, a sensualizar no pedaço.

Equilíbrio de ambos os lados, é fundamental. Embora eu defenda a teoria de que as pessoas na estrada têm os mesmos comportamentos erráticos que dentro dos centros comerciais, se observarem bem: sempre em cima do próximo, batem nas pessoas, atravessam à frente para mexer na fruta ou chegar à cueca que está em promoção, passam de um lado para o outro que nem um passarinho desgovernado e ainda param de repente enquanto iam a andar, sem sequer observarem se alguém vêm atrás. Nestes casos, se dermos uma arrefinfadela na pessoa, uma bordoada, somos nós que temos a culpa ou é ela? "Ai veja por onde anda, que me deu cabo das cruzes e me amarrotou o casaco vison" "Pois olhe, tivesse cuidado na sua marcha e certificado que ninguém vinha atrás. Eu é que não vou pagar a conta da engomadoria, para tirar esses vincos". Eu digo sempre a quem me faz isso "travar assim, é que nem ligou os intermitentes" e ficam a olhar para mim. Mas é verdade! Deveríamos andar equipados como os carros: com piscas de mudança de direcção, luz sinalizadora de travão e quatro piscas. Tantos encontrões, pisadelas seriam evitados. Vão por mim! Então agora na época natalícia, é um ver se te avias!!

Finalmente, algo realmente útil para a sociedade.

frito e escorrido por Peixe Frito, 25.11.21

Ando a pensar, em desenvolver um despertador personalizado, para me ajudar a tirar o rabo dos lençóis, com mais eficácia e rapidez. Isto é tudo muito lindo, ser tempo do frio, como tantos dizem e que provavelmente são aqueles que se adoram vestir como as cebolas (cheios de camadas e camadas e camadas e camadas e camadas e camadas de roupa - mesmo assim, acho que não disse as suficientes... camadas x infinito) onde só mexem os olhinhos e movem-se a parecer um boneco inflado, chuva da boa que faz falta é cá embaixo, o que não deixa de ser verdade, as árvores e o resto das bichezas precisam de se nutrir, as ruas lavadas, alguns carros que só veem água aquando chove e os buracos nas estradas ficam finalmente camuflados a brincarem ao esconde-esconde surpresaaaaaa!!, apesar de eu não precisar de humidificação, ficar de molho ou tomar banhos extra - digo eu, um banho por mês é mais que suficiente ainda mais agora no tempo frio, que transpiramos menos -  concordo plenamente que a chuva faz falta - São Pedro podia era moderar a temperatura de quando a quando, digo eu. Fica a dica - levanta-te que a cama está quentinha mas tens de ir vergar a mola, diz a minha mente mas o resto do corpo não obedece. Factos incontestáveis. Deveríamos ter no emprego, uma tolerância de atraso, nos tempos frios. Pois, porque cá está, é uma carga de trabalhos conseguir sair do ninho quentinho, tirar a farpela nocturna, pôr o nariz fora da porta, quando está um calor dos pinguins na rua. Das duas, três: ou temos de arranjar roupa que têm a opção de se ligar e nos manter quentinhos ou então podíamos ir de pijama para o trabalho. Está certo que quem anda nas obras na rua iria ficar fofíssimo com o seu pijama polar aos macaquinhos ou aos unicórnios, mas vejam a praticidade da questão: menos roupa para lavar e assim como saíam das manteles, assim poderiam prosseguir caminho. Ah pois é. Uma vertente interessante a abordar seriam os aquecedores portáteis: há quem passeie os cães e assim haveria quem andaria a passear o aquecedor (imaginem um aquecedor a óleo, daqueles à antiga, a ser puxado pelo fio em plena avenida... não faz chichis nem cócós, logo podem passear com ele por todo o lado e, inclusive, se forem jantar fora, podem entrar sempre nos restaurantes, não há cá picuinhices) logo pela matina. Imagino depois a quantidade de aquecedores todos quitados, se esta moda pega. Ui... Desde terem comando a terem sensor para andar atrás do dono, acusarem no visor a meteorologia com alcance de dez dias, as horas, os minutos, os segundos, os centésimos, a velocidade a que a pessoa vai, calorias queimadas, quantos passos deu, quanto tempo na rua, ver sms, aceitar chamadas, ver o e-mail, avisarem que é altura de beber água, tirarem automaticamente selfies e postarem de imediato nas redes sociais com a frase filosofal inspiracional estilo powerpoint do dia, porem um auto resguardo aquando começar a chover e flutuarem, que é para as rodinhas não terem problemas de mobilidade - umas lagartas ao estilo de tanques, me parece uma opção viável - tirar o snack da manhã, o almoço, pentearem macacos e coçarem o rabo... são só algumas utilidades que me lembro assim de repente.

Bem visto, bem visto, se não chovesse estava um grande dia, como costuma dizer o Pai Adamastor na sua eterna sabedoria, o factor de uma pessoa ter questões de separação da cama deve-se mesmo à falta de meios de conforto, que têm de enfrentar. Em que isso resulta? No típico comodismo e deixa andar, que logo se vê. O empurrar com a barriga, mas contra o colchão que não é de molas mas de espuma ou que raio é aquilo que se molda e faz bem às costas e ao pescoço e ao cabelo e às unhas dos pés e ao não sei quê ou talvez não faça não sei não faço ideia mas vocês sabem do que falo. Ora, se me garantirem que me mantenho sempre quentinha, sem sentir as diferenças de temperatura, desconforto nas escamas, é mais do que certo de que me levanto da cama na maior para ir laborar. Não garanto é que o penteado não seja à Beetlejuice e que consiga evitar levar o pijama com padrão leopardo a fazer pandam com as botas de rock, mas o saldo será certamente, positivo. Em alguns dias pronto, break even

Proponho a criação de um tubo género as mangas dos aeroportos para entrarmos nos aviões, até aos nossos carros, por exemplo. Se alguém trabalha perto de casa ou têm de ir a pé, um tubo desde a sua porta até ao trabalho. Sempre com aquecimento, música maravilhosa de elevador e, pontualmente pelo caminho, um chá ou café ou chocolate quente para aquecer as tripas e a acompanhar, umas bolachitas - para os mais friorentos que levarem o aquecedor à trela, lubrificante para o mesmo ou até paninhos para se limpar o pó e puxar lustro às jantes das lagartas -  Cai sempre bem. Evidentemente, tudo bem ventilado pois o bafo matinal de algumas pessoas poderia tornar-se tóxico, se não convenientemente conduzido pelas condutas dos respiradores para a rua. Explosivo, atrevo-me a sublinhar.

Posto isto, que a conversa vai boa mas tenho de ir ali além, são ideias que ficam a marinar e que atiro assim ao ar, e que espero que não me caiam em cima senão ui ui, fico a parecer uma solha e isso não dá com nada com a minha tez. 

Quando tiver desenvolvimentos, partilho. Pois a vida é mesmo assim, feita de partilhas para nos enriquecermos uns aos outros, ou não é? É pois está claro!!!

Dissertação interessante sobre alguma coisa ou nem por isso, sobre coisa alguma.

frito e escorrido por Peixe Frito, 23.11.21

Pode tornar-se um mau hábito mas têm bastante utilidade. Refiro-me aos sensores de estacionamento nas viaturas. Uma pessoa ali a manobrar e a guiar-se pela sonoridade dos mesmos, com apoio do painel central da voiture, e o estacionamento torna-se impec mesmo em espaços apertados. Mau hábito pois às vezes soar só nos avisos da criatura, pode dar asneira e não se notar determinados obstáculos já existentes que não estão a ser considerados pelo alcance e pimbas, beijinho no pin de estacionamento ou em outra merdice qualquer. Arreia. Arroz queimado. Ou como diz o outro, segura-te Amélia que é a descer. Já foste. Ou como eu gosto tanto de dizer... F2deu Mané.

Os sensores da minha viatura não são manuais - ou seja, daqueles que só se sabe que está bom quando apalpa o obstáculo - mas às vezes gostam imenso de apitar sem nada atrás. Basicamente, passa uma mosca no sensor e vai de apitar e a Peixa a fazer torções ao pescoço arraçada de coruja, tipo a menina do Exorcista, a ver se percebo que raio de obstáculo está - mas não está - a dar o ar da sua graça. Uma ervinha ao vento consegue ser bastante irritante nestes casos, acreditem. Ou as pessoas, que está uma pessoa a manobrar e elas passam por detrás do carro de repente, como vindas de um portal ao estilo StarGate, como se nada se passasse e vai de apitadeira, a interromper a música que uma pessoa está a ouvir naquele momento.

Naturalmente que quem têm as viaturas que têm sensores por tudo o que é canto, até por cima e por debaixo e à direita e esquerda - não têm no habitáculo mas quase, pois detecta se a malta está sentada ou não, para aquecer o bafunfo ao pessoal - e visores todos xpto que mostram em camera live action em directo, o patamar é outro. E que o carro estaciona sozinho - aí se bater, podem dizer mesmo que a culpa é do carro e sacodem a água do capote na maior das facilidades.

Resumindo, há muito boa gente que já nem sabe estacionar com carros sem sensores. É assim, a tecnologia é espectacular mas torna-nos óciosos - digamos assim - em determinadas coisas, nos acomodando e pronto, lei do desenrasca quando bater está excelente. Diz-me quando bater: Às dezassete menos um quarto. O problema é quando nem há relógio para avisar as horas...!

Vos digo uma coisa, a dada altura o sensor da minha viatura acusava presença na traseira e vos garanto que nada mas nada via. Só posso concluir de que era o espírito de algum arrumador de carros, a indicar-me a manobra, mas que eu não dava com ele. Tenham cuidado a manobrar ao pé de cemitérios ou nos dias de algum funeral na área ou no dia dos finados, pois ainda aparece algum fantasminha armado ao espírito de porco e começa a enfaralhar os sensores à malta, fazendo o interior da viatura parecer um aviso eminente de que uma bomba vai explodir dentro de instantes. Boa solução, é forrar o carro com plástico bolha que assim ao menos, se bater, amortece mais um bocado - a parte mais chata é o som do sensor a furar os miolos, mas o fim justifica o meio, ou não é verdade??

Por que mares ando eu a navegar | Blogs que sigo

frito e escorrido por Peixe Frito, 23.11.21

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E quem calhou hoje na rifa da fritadeira, para ser indicado como blog a seguir, quem foi? Pois é, foi o querido Marco com o seu cantinho "Merlo". Começo já por dizer que o meu cérebro faz sempre bug ou tilt, com o nome do blog, dado o automatismo do corrector automático da minha massa encefálica, que leio sempre dislexicamente Melro invés de Merlo. Lá faço o exercício mental de me lembrar da casta Merlot, não se escreve da mesma maneira mas quase e a fonética roça uma com a outra - não estou a dizer que o blog de surra, alguma coisa têm a ver com vinhaça, apenas são as minhas associações à moda da Peixa.

Dissertações aparte, adoro o blog do Marco. Seja pela escrita simples e pela humildade que ele nos transmite, que escrevendo do coração, dá para sentir a ternura de pessoa que é e que anda sempre como as tartarugas ninja - com a carapaça às costas, para se recolher ao mínimo sinal. 

Cada post normalmente têm uma ilustração a acompanhar, feita pelo próprio ninja Marco, que eu acho o máximo. As partilhas variam desde episódios da sua vida a manualidades. Vale a pena ler e visitar. 

Quem não conhece, dê lá uma perninha, de certeza que se vão sentir bem acolhidos no espacinho do Marco bem como, claro, façam follow!!

Expliquem-me por favor, como se eu comesse gelados com a testa (desabafo baseado em factos verídicos. Qualquer semelhança com a realidade é porque é mesmo isso)

frito e escorrido por Peixe Frito, 16.11.21

Isto das redes sociais, têm mesmo muito que se lhe diga. Ui, aguiinha da boa pela barba, pela ponta do cabelo, pelo dedo mindinho com a unhaca grande, vestido a rigor com um belo cachucho de ouro. Sei que a hipocrisia, vitimismo ou mera cusquice possa ser a ordem do dia e eu, honestamente, já lá vai o tempo em que coleccionava (quase) todos os pedidos de amizade e de seguir, que me mandavam. Hoje em dia, muito pouco ou nada ligo a isso, mas se é alguém que eu conheço e até sinto alguma afinidade, aceito ou faço pedido de amizade. De resto, "sorri e acena", como dizem os pinguins. Mas há algo que me deixa bera, arrelia ao ponto de acordar à noite com o meu próprio ronco alheio, voltando a dormir pacificamente depois de me virar para o lado seco da almofada babada, que é malta que me manda pedidos de amizade ou de seguir nas redes sociais, aquando passam por mim em pessoa e me ignoram, desviam o olhar, assobiam para o lado! Eh pá senhores, vamos lá a ver uma coisa. Aqui a neta da avó Peixa têm uma costela tramada, que devo ter puxado ao Kraken. Para que raio me mandam pedidos de amizade se fazem de conta que eu sou transparente e nem me cumprimentam, quando me vêem? A sério, façam-me um desenho, com legendas se faz favor, músiquinha, luzinhas e essas coisinhas todas, a ver se eu percebo!

Ah e tal, podes ter mudado, Peixa. Nope, nem por isso. Continuo garbosa, fresca e fofa, como sempre. Sabes que carne de porco não é transparente? Ora aí está. Apesar de ser Peixa. Só daquela vez, a moça podia estar distraída e ver os pássaros mortos a voarem no céu, nem dando pela tua presença. Exacto, mas não há vez em que me cruze com ela que isso não aconteça. A esta altura, já não haveriam nuvens mas sim somente pássaros mortos a voar.

Basicamente, não quer socializar comigo pessoalmente mas por redes sociais, é do best. Eu até tomo banho, me penteio - okay, com a ómidade não garanto estar sempre impec, mas tento! - visto roupinha de tecido e não feita de algas e quando abro a boca, já não grunho, aprendi a ser educada e a falar com as pessoas como deve de ser, por isso... 

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Este caso em concreto, não deve ser câmera de vigilância no sentido de informadora, mas dado que gosto pouco de ser tratada como feita de vidro transparente e límpido após ter sido limpo com limpa vidros, a usar capa dos elfos de Lotlórien, um feitiço de invisibilidade do Harry Potter e que adquiro o super poder da invisibilidade da Mulher Invisivel do Quarteto Fantástico sempre que me cruzo com a moça, lamento informar mas amizade virtual, not going to happen. Gosto pouco de chiriquitices nos meus perfis, porque para mim é mesmo só isso, andarem a saber da minha vida mas quando me vêem em vida, deixam de ver como o Jean Claude Van Damme, quando leva com areia nos olhos em pleno combate.

Poupem-me please, que já tenho mais que fazer do que ter um clube de fãs, a monitorizar a minha pessoa. 

Ás tantas fica tão emocionada de me ver em carne e escamas, que as lágrimas lhe preenchem tanto os olhos, que ela deixa de ver, encandeada pelo sol a reflectir na lubrificação oftálmica.

Bitch, please. Ide cirandar para outros pastos, que aqui a colheita não dá para ti.

E com esta, mi voy (*drop the mike*)

Há dias assim e hoje é um dia desses.

frito e escorrido por Peixe Frito, 08.11.21

Há dias assim e hoje é um deles, assim se resume a minha segunda-feira que ainda vai a meio, tal como eu: meio gás, meio ensonada, meio nhónhó, meio pé aqui pé lá, meio a querer escrever sobre algo e meio a não me apetecer, pois a musa hoje está meio que ainda de fim-de-semana e meio que a fazer greve. Vejam bem, que até estou meio enrouquecida, o que por si só, faz logo que a comunicação hoje esteja parca. E meio a grunhir, que visto que não falo com a precisão ou timbre que me apraz, meio que fico meio bicho e meio que faço como os bichos: aprochega-te e enche-me a cabeça, que mordo. Fica o aviso dado.

O que vale, é ouvir a rádio do vizinho, que dá música ao bairro inteiro, e hoje parece que todas as músicas que passam estão meio coisas, como eu.

Meio a meio, meio dormente e meio desperta, meio que estava bem era aqui e não ali, meio que sem bateria. Sem bateria, com o raio do alternador meio que avariado ou afinal funciono a pilhas. Nada a ver com o possível local de inserção de pilhas, alguma vez contei que quando era pequena era extremamente gulosa então vi supositórios, nos seus invólucros de prata, e desatei a roer aquilo, a pensar que eram pratas com chocolate.

Totalmente errada não estava, só meio enganada no produto e meio enganada na porta, que o armário dos chocolates e das gomas era ao lado... Valeu a tentativa e o susto pregado à mãe Peixa, que também ela foi morder os supositórios na vã suspeita de que eu não tinha comido nada e só roído. Veredicto final, os supositórios só servem mesmo para as portas traseiras porque, segundo dados recolhidos e prospecção de terreno, sabem mal como a porra.

Posto isto, meio assim frito ou meio panado, é isso. Um post meio... olhem, meio. Não dá para muito, até a internet hoje está meio que meio chata.

Até que isto esteja mais para o meio cheio que meio a meio e não meio vazio, que isso é que não. Nos valha o dj do lado que hoje está mesmo a roçar o sentimentalismo. É nestas alturas que fico a pensar se prefiro ouvir dor de corno ou músicas de Natal. Venha o diabo e escolha... Vou mandar a moeda ao ar.

Voltem Jennifer Lopez e qualquer um outro, estão perdoados.

O meu ode às almas penadas e aos defuntos que me assombram.

frito e escorrido por Peixe Frito, 02.11.21

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A avó Peixa sempre me ensinou a acender uma velinha pelas almas de quem partiu, lhes dando assim luz a quem precisa, as guiando no meio da sua possível escuridão, bem como gesto de amor como recordação de quem amamos e que já não se encontra aqui. Este ano, não acendi velinhas a ninguém. Seja porque não tenho extintor em casa seja porque não tinha assim tantas velas para acender às alminhas que eu gostaria de ter acendido. Além de ser aprazível o quentinho que a chama da vela produz e o ambiente romântico a velas acesas se associa, optei por não acender nenhuma. No meu coração, há sempre o espaço arrendado cativamente a quem amo e que não posso agarrar. Todos vivem em mim. Tenho a minha estrela mais brilhante no céu, que ofusca todas as outras, as fazendo parecerem meras luzes a perderem a força e sem gás. Essa sim, a mais especial de todas, por quem eu perdi o meu norte. Tenho igualmente outras estrelinhas nesse céu estrelado que ao contrário da minha estrelinha especial de corrida, vivem através de mim, enquanto o meu sangue corre pelas minhas veias e enquanto o meu coração bater: os meus antepassados, todos eles estão de certa maneira vivos e não desvanecem, enquanto eu viver. Falta o estarem aqui presencialmente em físico, mas estão em mim e comigo, até ao meu último suspiro terreno. Depois claro, há aqueles que eu não lamento lá muito não fazerem parte integrante da constituição do meu ser, mas que de certa maneira, me ajudaram a eu ser quem sou. A esses - e somente a esses - deixo aqui esta velinha digital. Aos que passaram pela minha vida e não deixaram rasto, aos que me magoaram e continuaram com a sua vida, aos ex maravilhosos que tanto me ajudaram a crescer e amadurecer - sem rancores - e a toda a panóplia de gente que se foi e não faz porra de falta nenhuma. Basicamente a aquelas que se diz "Vai-te encher de moscas, vai morrer longe que é para não cheirares mal". A esses precisamente. Uma velinha à vossa alma, que bem precisa de luz e de guia, a ver se saem dessas catacumbas que é o vosso ego e vêem a luz ao fundo do túnel, que é a parte de fora do vosso rabo.

Tudo sem mágoas, rancores e amarguices. Porque assim é a vida. Tudo e todos nos ajudam em alguma coisa, mesmo quando nos dão pontapés no rabo ou nos puxam o tapete. Por isso, como tal, luz às vossas almas. E vai digital e tudo, que perdura enquanto houverem servers, não faz tanta poluição ou contribui tanto para a pegada ecológica como uma vela de verdade e nem há riscos de incêndio, sim, porque algumas das vossas alminhas, arderia a vela toda, fazendo fogo de artifício por todos os lados e até deveria de arder o chão até à China, tal o quanto precisam.

Aqui fica o gesto. Também eu gostava que quem me detesta me acendesse uma velinha, e não era a das macumbas. Por isso, aqui fica o exemplo.

A avó Peixa ficaria orgulhosa - ou talvez não. Mas talvez sim. Rir-se-ia de certeza, pois melhor do que ninguém, ela sabe a neta que têm e que por debaixo de tanta cicatriz, a luzinha ainda existe. A esperança não está perdida de que eu atine 

Saudades