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Ó da guarda, peixe frito!

Vai com arrozinho de tomate?

Dá-me um certo gozo, sei lá (esta foi um bocado à tiá, 'tá a ver?)

08.11.18, Peixe Frito

Sempre adorei me meter com crianças. Brincar com elas e andarmos na treta. Com os meus sobrinhos, não foi nem é excepção. Pior ainda... Porque quando encontramos alguém que nos percebe tão perfeitamente e têm pacadas similares às nossas, independentemente da idade, tudo se torna mais fácil e flui ainda mais para a parvalheira.

Uma das coisas que adoro fazer, é perseguir a rabinho pequeno. E ela adora, porque desata a correr a rir e a esconder-se e, quando a encontro, faz-me o mesmo, tendo eu que fugir dela e me esconder. Este ballet acontece desde que ela aprendeu a andar. Ora imaginem, no silêncio de uma casa, sossego e paz do lar... ouve-se lá não sei de onde, uma voz cavernosa a soar:

- Uhuuuuuuhuuuuuu (*imitar almas penadas de casas assombradas*)

Risinhos. Alguém percebe logo que é para ela.

- Eu sou um miau dos infeeeeerrrrrnoooossssss (*voz cavernosa*) uuuuhhhhhhhuuuuuuu

Pronto, acabou o sossego. Onde quer que ela esteja, começa logo a esconder-se ou a correr a fugir. Às vezes faz mal os cálculos e foge mesmo em direcção a mim, o que resulta num salto, gritinho histérico e riso de gozo, porque sabe que foi mesmo ter comigo invés do contrário. Mas facilmente a situação vira e tenho eu de fugir dela, que faz de conta que é um bicho a grunhir, com direito a garras e tudo. Assustador!!

As crianças divertem-se, é assim.