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Ó da guarda, peixe frito!

Vai com arrozinho de tomate?

Desafio Arte e Inspiração | 2.a Semana | Análise a "A Noite Estrelada" de Vincent Van Gogh

22.09.21, Peixe Frito

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"A Noite Estrelada" de Vincent Van Gogh

Bem vindos, bem vindos minhas riquezas, minhas pérolas mai lindas, à edição desta semana da rubrica "Arte e Inspiração" aqui na fritadeira mais magnífica, cheirosa e supé com saineto aqui dos spots. Como sempre - duas edições mas não está mal dizido - vamos analisar cuidadosamente uma pintalguice de um artista, chegando ali ao cerne da questão da inspiração do senhor e que couves  e batatas estava ele a pensar quando rabiscou a tela em branco. O quadro que teve a (in)felicidade de sair no sorteio foi o "A Noite Estrelada" de Vincent Van Gogh. Ora vamos lá aqui desmembrar o que quer que seja, que tenho mais que fazer, pois tenho ali o peixe a marinar para o almoço e a roupa em sabão.

Olhando com olhos de ver, este pintalganço têm muito que se lhe diga. Aliás eu adorava conseguir exprimir exactamente isso mas sou só eu ou este quadro é meio hipnótico? Quando fico assim mais do que meio segundo a mirá-lo, o tipo parece que me enrola e começa a falar comigo: "Peixaaaaa, andaaaa, junta-te a miiiim, vêm ondular nestas nubes nocturnas e conta-me o segredo do teu óleooooo". Pois assombração quadrística de Van Gogh, tira lá o cavalinho da chuva, que isso não vai acontecer. Só por medidas especiais de medidas de coiso, vou colocar uma venda nos meus olhos de peixe boga, enquanto faço a análise deste quadro, não vá o diabo tecê-las. 

Ah e tal, noite estrelada. Com todo o respeito ao autor desta obra, estrelas my ass. Cá para mim, o senhor estava mesmo era com uma alta broa, daquelas castelares cheias de açúcar ou com uma de centeio, onde já tinha era cogumelos com propriedades psicotrópicas e nada, mas nada alucinogénicas. Parece-me mais uma windy night do que stary night. Scary night, para ser mais precisa, que vamos lá a ver, com aquelas pinceladas carregadas de tinta como se o godé tivesse a fazer promoção de tinta, o ambiente circundante a aquela vila é deveras a roçar o creepy e spooky, não me admirava que saísse uma bicheza estranha ali detrás da alga, para assustar e aterrorizar as alminhas inocentes que habitam o vilarejo. Eu é que não punha lá o meu bafunfo com toda a certeza, nem mesmo que as reservas online estivessem a 50% do valor. Porém posso constatar, que há aqui um sentir de afogar, de emoção meio que ao sabor do vento - broa, é o que eu digo, é da broa - ali uma tristeza e melancolia como as ondas do mar a virem de lá de não sei de onde e a apanharem as pessoas incautas, lhes dando um banhinho à meia noite - não que se calhar algumas não beneficiassem com isso, mas adiante.

Bem, vou ter de abandonar, que mesmo imaginando o quadro por ter os olhos com uma venda enquanto faço a análise da obra, estou a ficar meio tonta e com uma vontade de ir ceifar uma orelha ali a um peixe.

Por hoje ficamos por aqui, para a semana há mais rubrica para esfrangalhar a pintura de algum magnífico artista. Fiquem em tune e não percam!

Até para a semana!

Peixá Marie del Frite.

 

Ah, e aproveito para dizer que quem escolheu este quadro, fui eu.

 

* * *

Obs.: Sinto que o devo fazer pois amo arte do coração e respeito à brava todos os artistas: este texto é meramente com intuitos humorísticos, embora possa não ser apreciado por todos (é assim... temos pena). A arte é mesmo algo lindo e maravilhoso, que nos enriquece a alma nas suas variadas maneiras. O meu verdadeiro apreço aos artistas, qual seja o seu tipo de arte. Eu, incluída.

* * *

No desafio Arte e Inspiração, participam Ana DAna de DeusAna Mestrebii yue, Célia, Charneca Em Flor,  ConchaCristina Aveiro, Fátima BentoGorduchitaImsilvaJoão-Afonso MachadoJosé da XãJorge OrvélioLuísa De SousaMariaMaria AraújoMarquesaMiaMartaOlgaPeixe FritoSam ao Luarsetepartidas.

38 comentários

largar posta na fritura

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