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Ó da guarda, peixe frito!

Vai com arrozinho de tomate?

Desafio Caixa dos Lápis de Cor | #1 Azul Marinho

21.01.21, Peixe Frito

Não fiz post introdutório relativamente a este desafio que a Fátima Bento teve a ousadia de me incluir, mas passo a explicar brevemente.

O desafio consiste em todas as quartas-feiras ser postado um texto inspirado nas cores das caixas de lápis de doze unidades - "Peixa, wtf? Porquê as unidades? Estás a armar-te ao cardo!!" Eu explico. Há uma imensa panóplia de espectro cromático no que toca a caixas de lápis de cor, por isso convém dizer que são as de doze cores e não as de mil e quinhentas, okay?? E sim, momento nerd da minha parte. - E pronto, basicamente é isso! - mencionei uma explicação breve e aqui a tiveram, sem espinhas.

Sem mais demoras, aqui segue o meu primeiro post, acerca da primeira cor:

 

Capítulo I

Não é novidade para ninguém, que a minha vida dava um filme. Desde os pensamentos que assolam este expositor ambulante de cabelo que alberga o meu cérebro, às ditas situações que me acontecem diariamente. E esta, não foi excepção. Ora, quando um dia começa ameno, passarinhos a cantar e sem as meias terem adquirido as malhas de estimação, uma pessoa até estranha. Vamos até à viatura, olhando por todos os lados, desconfiados, a ver de onde a vida vai sacar o coelho da cartola da edição de hoje. Aparentemente, tudo bem. Parece-me que realmente não vai ser pela matina, que o sentido de humor retorcido do universo, me vêm morder a nádega. Não podia estar mais enganada. Viatura a trabalhar, a caminho do trabalho. Eis que, do nada, avaria no painel: o botão dos quatro piscas avaria e começam os quatro piscas a funcionar como se fossem as luzes néon de uma casa de pessoas bem comportadas e puritanas.

Soltem as feras!!! Começo eu a fazer poses de yoga dentro do carro, a dobrar papéis, inserir na ranhura do botão. Tudo controlado! Até recomeçar a andar e em três tempos o botão fofo, amoroso, lindo como o sol visto de frente, funciona na mesma! Era eu ver carros a afastarem-se para eu passar, tudo a desviar. Senti-me uma verdadeira celebridade. Nossa, que ser importante que eu sou! E explicar às pessoas que era uma avaria no botão? Esqueçam lá isso. Rendi-me às evidências e cheguei ao trabalho em pleno estilo, sem trânsito, atrasos, tudo a fluir maravilhosamente. O botão acabou por ser substituído e tudo voltar à "normalidade" costumeira.

 

Capítulo II

Ao que parece, a esposa comprou à criatura, um cuecal novo. À primeira vista, cueca janota, fancy, que mantém ali o material aconchegado e confortável. Só que ao as estrear, que vestiu de lavadinho de manhã para ir trabalhar, concluiu que a horta meia volta, ficava de fora: passou maioria do tempo laboral daquele dia, a aconchegar os legumes dentro da cerca, da cesta, dos limites do terreno. Teimosos, queriam era mesmo vir apanhar ar. Dizem que um mal nunca vêm só e neste dia, o universo foi amável. Num outro dia, a lei de Murphy atacou: distraído, voltou e vestir o mesmo cuecal sexy e, além de passar o tempo a pôr os carneiros dentro do celeiro, rasgou as calças... beeeeem no entre-pernas e até à costura da cintura! Eh pá, são daquelas coisas que acontecem... sempre nos momentos e alturas mais propícias. O homem além de ter passado a manhã a ajeitar o passarinho na gaiola, ainda apanhava frio na couve! Resultado: A corrente de ar fresco, estava ali a conservar os legumes mas diga-se de passagem, deve ser bem incómodo andar com o tomatal de fora e ainda mais ao ar.

 

Capítulo III

Noite de passagem de ano. Como normal, existem aquelas cenaices tradicionais que a malta faz: ou vestir roupa nova ou com cor azul, ter dinheiro no bolso, saltar de uma cadeira, ter a casa arrumada e limpa para o ano que entra ser igual - como se fosse preciso ser ano novo para limpar a casa, mas adiante .

A malta toda a preparar-se, com as passas, champagne e as badaladas quase a soarem!! Ahhh pois está claro, temos de acabar bem o ano, sendo eu quem sou. A bexiga começa com um chamamento desigual. Pelo andar da carruagem, a fazer dança da chuva. Queria verter as águas com tanta força que era questão de vida ou de chichi pelas pernas, se não fosse JÁ contribuir para o aumento do nível das águas. E assim foi. Na minha mente, fiz os cálculos de rocket science e achei que iria fazer um chichi e chegar a tempo de festejar a meia noite, sem ninguém dar falta da criatura pequena de 1,75 mts.

Doze badaladas.

- Onde anda a Peixa??

Silêncio.

- Peixa!!!

- Erm... Vim fazer chichi...

- Passaste o ano na casa-de-banho! Só tu!!

E é assim que se entra em estilo no novo ano.

 

Agora, que depreendem dos textos acima? Que devem fugir da cor azul marinho. É mais do que certo que essa cor faz panelinha com o capeta. Tanto o carro como as cuecas e calças, eram em azul marinho. Dizem que a cor do demo é o vermelho mas eu não podia estar mais em acordo em discordar. 

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