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Ó da guarda, peixe frito!

Vai com arrozinho de tomate?

Desafio de escrita dos pássaros #10 | Já eu acho que, como diz o outro: "Pior do que perder o sono durante a noite, é achar o sono e ficar com ele o dia todo"

21.11.19, Peixe Frito

Eu pensava que era só eu que era assim quando era pequena, que estava várias vezes sempre a torrar o juízo a perguntar aos meus pais coisas como: "quando vamos comer?" "quando vamos embora? " e é claro, o mítico "já chegamos?", mas afinal, não. Há quem me tenha destronado a alto nível.

A situação mais conhecida da família é a do piolho aka lagartixa aka mano da rabinho pequeno, quando íamos todos de viagem em família, de férias. O sacana do rapaz ia a ferver batatas, coser arroz, serrar lenha durante todo o caminho. Todo. Ia com a bela da almofada ao pé dele e vai de roncar desalmadamente, que nem um porco em um batatal. Sempre que acordava nos entremeios de algumas paragens que fazíamos, era logo: Já chegamos? Já chegamos?

- Não... ainda não.

E lá se voltava ele para o lado, a babar a almofada. Ele é que a sabia bem, dormir toda a viagem e chegava chato e de pilha carregada tipo piolho eléctrico fresco e fofo ao destino. Já eu, dormir está de gesso. Em miúda também levava a almofadita mas não conseguia pregar olho. Não que não confiasse na condução do pai Adamastor, mas é mesmo assim, eu só relaxo no destino.

Comigo, a piada é outra. É a de estarmos a ver um jogo de futebol no grandioso Estoril Praia, se acabarem as bebidas, pipocas, sandes, o que for que havia para ratar e a Peixa dizer: Ainda falta muito para irmos embora?

Mas enquanto havia comes e bebes, estava ela descansada, a retraçar tudo.

E que têm o título a ver? Nada. E assim é a magia da vida 

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