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Ó da guarda, peixe frito!

Vai com arrozinho de tomate?

Desafio de escrita dos pássaros #6 | Foi Amor, não era uma cabana… mas havia um frigorífico.

18.10.19, Peixe Frito

Não tenho jeito para histórias de amor, por isso vou narrar uma situação que se deu durante a existência de uma história de amor:
Toda a gente que é casada ou partilha a casa com uma cara metade, sabe bem que com o tempo, começa-se a apanhar as pancas da outra pessoa, por muito que todos achemos que somos mega normais – cá está, o conceito de “normal” é muito sobrevalorizado.
Eu tive uma cara metade, que primava pelo especial mau génio e mania que tudo sabia, ou como se diz no aquário mor, que tinha os olhos rasgados até ao rabo. Não era por mal, mas ele era assim, pronto, deixem lá a criatura. De modo que admitir que errava ou se tinha enganado, ai meu deus que cai o carmo e a trindade! Pelo que fazia de tudo para esconder, para eu não topar que ele tinha cometido alguma argolada, para eu não o gozar - falamos de coisas simples, nada de coisas graves - mas mal ele sabia que aqui a gaja é tipo Deus... está em todo o lado. E o universo, amigo como só ele sabe ser, acabava por se desbroncar que o gajo tinha feito alguma figura de urso e eu descobrir a careca. Uma das mais épicas, envolveu o frigorífico. Ao lado deste, tinha o armário com ferramentas, quinquilharia. Entre elas, a graxa dos sapatos. Pois bem, o rapaz gostava de ter os sapatinhos lustrosos e todos os dias passava graxa nos mesmos. Houve um dia, que vou eu ao frigorífico, e...
- Ó gajo, a manteiga?
- A manteiga está aí, no sítio dela.
- Ah é? Está bem... Então hás-de-me dizer que está a graxa a fazer na gaveta da manteiga.
Pois é. Engraxou os sapatos e meteu a caixa no lugar da manteiga, que por sua vez, tinha acabado.
Como boa esposa que se preze, lá não o gozei - muito - na altura, tirei o raio da graxa e meti no sítio dela. Acabámos por rir bastante e eu ser solidária, pois sabia o quanto ele podia ser distraído e eu gostava dele mesmo assim.
Este episódio com o frigorífico, ficou na memória de uma história de amor que acabou, anos mais tarde, por se esfumar. Mas ficou na memória o raio da graxa no lugar da manteiga!

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largar posta na fritura

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