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Ó da guarda, peixe frito!

Vai com arrozinho de tomate?

Desafio de escrita dos pássaros #8 | Escreve uma carta para a criança que foste

04.11.19, Peixe Frito

Eu nunca fui muito dada a essas cenices de escrever cartas para mim do futuro e muito menos para a criança que fui. Devo dizer que eu escrevendo para o eu alevim, correria o pleno risco de eu não conseguir ler a minha letra – era algo que me fazia espécie, caligrafias. Naquela altura eu achava que toda a gente devia de ter a mesma letra, para eu perceber, apesar de ler muito bem – e poderia dar-se a eventualidade de eu não ligar um rabo à situação mesmo. Porque raio, iria eu do futuro, escrever a eu do passado? Não… a curiosidade não me venceria. Ficava era logo a pensar que provavelmente alguma manhoseira vinha na carta, como pimenta ou aranhas ou coisas desse género.

É que é assim, alguém descobriu que existem viagens no tempo e não disseram nada à restante malta? Se não, qual o intuito dessas cartas para as crianças? – cheira-me a situação de psicólogo ou psiquiatra… só de surra. Ou então uma cena género regresso ao futuro. Nossa! Se houver cena à Regresso ao Futuro, espero bem que não haja a Exterminador Implacável!

Se de facto existem viagens no tempo, digam-me, para eu anotar as alturas da existência deste planeta, as quais eu não quero ir visitar. Nomeadamente a idade da pedra ou a idade dos dinossauros – com a sorte que tenho, acabava por ter de andar a fugir dos dinossauros e isso não dá com nada, uma canseira ou então ia logo dar à altura em que os tipos se extinguiram e invés de fugir deles, fugia dos meteoros – também não gostava de ir parar à Idade Média, onde toda a gente era potencial bruxa, sem mencionar na badalhoqueira que era viver nessa época, dado que pobreza era extrema para alguns e banhinho… nem vê-lo mas a falta dele era só cheirá-lo por todos os lados. Não estando a seguir um sentido cronológico, também não me apetecia por os coutos no velho oeste ou andar à punhada com índios ou cowbois. Gosto de poder estar sossegada, estarraçada na cama de rede do alpendre, sem estar a preocupar-me com indígenas ou cowbois no horizonte. Nem com moscas, quanto mais. Felizmente, fui poupada às guerras mundiais, mas também não era altura que gostava de ir visitar. Nem para ir dar um calduço ao Hitler.

Posto isto, nada de cartas. A vida é Agora.

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