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Ó da guarda, peixe frito!

Vai com arrozinho de tomate?

Desafio de escrita dos pássaros #9 | Ora, para o que me haveria de dar!

21.11.19, Peixe Frito

Isto de se ser peixe, acordar em uma ilha deserta e núzinha em pêlo, como se veio ao mundo, têm muito que se lhe diga e pano para mangas - agora até dá jeito o pano para as mangas, com o frio que têm estado.

Não me importava que isso acontecesse, desde que tivesse comidinha, me pudesse abrigar numa palhota que tivesse uma cama de rede e ter como voltar - isto é mega importante. É a minha lista de exigências - de resto até às vezes sabia de facto bem estar numa ilha deserta, principalmente quando há malta a melgar como se não houvesse amanhã. A parte do nua, é que é menos agradável. Bom para o aspecto do bronze ficar uniforme mas nada apelativo andar com grãos de areia no bafunfo e na passarita. Digo eu!  Já viram bem o que é? Nada confortável.

Tinha era de ter cuidado com os coqueiros, porque isto de levar com um côco no alto da pinha mais o facto de ser peixe, dá cabo da memória em três tempos.

Se isso algum dia acontecer, de acordar nua, sem me recordar de nada, numa ilha deserta, que seja em um dia que eu tenho a depilação em dia, está bem? Não dá jeiteira nenhuma uma gaja andar em pelota com ervas daninhas nas pernas, tapete alcatifado na bichana e algas debaixo dos braços. Só de imaginar a situação, tenho logo pena de quem me iria resgatar.

Como lá fui parar? Isso agora... Também eu queria saber. Só Deus sabe. Aliás, acho que nem ele, mas deixem lá isso, que me vou deitar ali na cama de rede a beber uma água de côco fresca. Não me doa a cabeça.

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