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Ó da guarda, peixe frito!

Vai com arrozinho de tomate?

E, de repente, conseguiu ver a vida que a rodeava, os pássaros, as flores, a geada matinal, desfrutar das paisagens e ganhou nova cor e sentido na sua vida.

08.02.19, Peixe Frito

Decidi limpar o vidro da frente do peixmóbil, por dentro. É que sabem, depois de um outono e começo de inverno, em que fica muita condensação de água no vidro, custa a desembaciar e o gajedo cheio de lume no rabo, passa um pano a limpar e um papel de seguida, para que o dito vidro não fique com manchas - sim... torna-se mais rápido do que esperar que desembacie, com aquele lago de gotas no vidro. Quando passo o pano, chove... e preciso de abrir o guarda-chuva, de cocktail, mas preciso. Qualquer dia tenho lá alfaiates a nadarem... ou rãs. Já faltou mais.

Assim sendo, lá limpei o vidro que estava já com ar de vidros fumados à pobre, com um limpa vidros maravilhoso. Mas maravilhoso mesmo!! pfft pfft - Legenda: onomatopeia para esguinchar do spray - passar paninho com amor e carinho, fazer poses de yoga - há que aproveitar, tempo é dinheiro - entre os bancos, volante, manipulo das mudanças e apoio de braço, de modo a que não me vejam o cuecal, ver imensos bonecos do produto no vidro, cruzar os dedos para que desapareçam eeee voilá! O macaco seca e nem um grafiti, pintura rupestre ou desenho artístico do jardim de infância que se veja no horizonte e mais além. Imaculado. Esplêndido. Fofinho e catita. Quase estive para o pedir em casamento, tal era o charme e brilho que ele emanava. Felizmente, consegui me conter.

Ao fim do dia, olhei para o vidro, fora do peixmóbil, à distância e admirei a minha obra de arte: A viatura toda mas toda suja, penso que nem os pombos se atrevem a pintá-la, é lamas, terras, coisas não identificadas mas, no meio de todo aquele lodo, tal como um lótus nasce num lago, proveniente da alimentação e nutrientes das merdas que há no fundo das lamas, lodos e afins, assim florescia o meu vidro da frente da viatura (*música angelical de coro de anjos*) - ia precisando de óculos de sol, tal a maravilha da natureza ser tão brilhante e clean. Vi arco-íris à sua volta, pós de perlim-pim-pim e as fadinhas felizes da vida, a pentearem-se no reflexo.

Agora, imaginem o quanto ele não estava sujo por dentro, para o vidro parecer novo e zero gorduras, com o detox feito das sujidades da época, mesmo por fora parecendo que anda camuflado, como o Arnold Schwarzenegger no Predador - eu de facto notei que o pano ficou preto, não esperava era que a diferença fosse literalmente do dia para a noite  Afinal não preciso de óculos e não eram nem as romelas de manhã nem o sono, que me dificultavam a visão.

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