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Ó da guarda, peixe frito!

Vai com arrozinho de tomate?

E é isto!

18.04.19, Peixe Frito

Tenho andado desaparecida sim e ter coincidido com a escassez dos combustíveis, é mesmo uma mera coincidência que devo frisar - aparte de de facto ter o Peixmóbil na reserva, graças à correria desenfreada e esgotamento dos combustíveis na minha zona geográfica de circulação e de esbanjar de charme, que desde já agradeço a quem andou a por combustível sem precisar o que me causou alguma neurose, me testou a paciência quase ao limite (estava prestes a encarnar um vulcão em erupção cada vez que via que era praticamente impossível arranjar soluções para a minha questão) e me fez praticar oração de mantras a ver se não agredia alguém, pois eu tenho a viatura na reserva e precisava mesmo de abastecer e me vi à rasca para me certificar que não me faltava gota para ir trabalhar. Cada um sabe de si, não critico isso, mas da próxima, era fofo que se lembrassem também dos outros que utilizam as viaturas para viver e não apenas para sair ao domingo, para fazerem a voltinha saloia cá da zona - além de ter passado estes dias a mandar piadas de que os coitados dos dinossauros já foram extintos uma vez e a espécie humana estava a conseguir extingui-los novamente, acabando com o combustível, de ter consciência de que o tema dos combustíveis conseguiu ultrapassar à légua o desbloqueador de conversa que é o "Já viu o tempo? Ontem fazia sol e hoje chove", fazendo as pessoas passarem o dia inteiro a falar disso - eu mal consegui ter uma conversa que não acabasse por abordar o tema dos combustíveis e a greve - vezes sem conta, alguns se exprimindo de modo tão efusivo que quase que via o fumo a sair pelas orelhas e o espumar na boca, a verdade mesmo é que passei o tempo todo à espera que esta situação desse molho. Sim, molho. Batatada. Punhada. Pancadaria digna de pôr os duelos do velho oeste a um cantinho, com um chapéu de papel com orelhas de burro, de castigo por ser considerado choninhas e coisa de meninos de coro.

Piadas à parte, pensei mesmo que a situação iria descambar mais. Felizmente que tudo se está a compor (ou vai) e que vai entrar tudo na linha novamente e voltaremos a debater o tempo e em como ontem choveu para chuchu e que ouvi várias vezes trovoada, reflectindo que provavelmente iria ficar sem luz no aquário.

Esta situação me fez sentir do quanto estamos todos dependentes de acções dos bastidores do país, pessoas que de modo quase invisível - menos quando queremos andar mais rápido e eles estão à nossa frente ou queremos abastecer e eles estão a fazê-lo nos p.a., aí de invisível não têm nada - e em como ponderei seriamente em adquirir uma bicicleta, palmar pedir emprestada a trotinete da "Frozen" à Rabinho Pequeno ou até o skate do Piolho mais velho, que não o usa desde que se mandou para o relvado, riscando os cromados todos, a dar uma de "Sai da frente Guedes" em plena estrada de descida tão a pique, que até os pássaros têm receio de a sobrevoar, a acompanhá-la. Ficam com problemas no ouvido interno, com a diferença de pressão da atmosfera. Sério. True story.

Posto isto, desejo a todos uma Feliz Páscoa 

Naturalmente, vale sempre a pena rever... e rever... e rever...

...ficando com a épica frase, para reflectirem durante a Páscoa:

"O medo é uma cena que a mim não me assiste"

"A tua sorte foi teres ido parar ao meio do matagal, porque se caisses no alcatrão, ias ter uma sensação de absorção ao contrário, que até te benzias", digo eu.

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