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Ó da guarda, peixe frito!

Vai com arrozinho de tomate?

E é por estas e por outras que o Pai Natal não me deixa prendas na peúga.

06.11.18, Peixe Frito

shining-freezing.jpg 

Isto de começar a manhã com requintes de malvadez, têm o que se lhe diga, mas então, se me provocam, desculpem lá, por muito zen que seja, tenho limites porque gosto pouco de andar a dançar ballet e fandango com terceiros.

Se vocês entrarem dentro de um gabinete onde têm o aquecimento ligado e a porta fechada, que fazem? Fecham a porta correcto? Vocês talvez sim, outras criaturas, não. Ainda por cima, o gabinete parece o Ártico e para ajudar cada vez que uma pessoa mete o nariz fora da porta, parece que entra no congelador industrial dos talhos onde só faltam as carcaças dos bichos penduradas, a congelarem.

Fico cansada de pedir para fecharem a porta. Peço uma, duas, três. E começa o processo de eu virar a boneca... a levantar-me e a bater com mais força com a porta a fechá-la, de modo que as criaturas de rabo comprido entendam. Mas elas bem se estão borrifando, então, arranjei uma solução.

Logo pela matina, passarinhos a cantarem meio congelados, sol a brilhar atrás das nuvens e nem um pingo de chuva, ligo o aquecimento para criar ambiente no gabinete. Eis que fica agradável. Não muito quente, ali q.b. como quando pomos o leite a aquecer apenas aquele bocadinho, para quebrar o frio, sabem? Perfeito. Eis que... chega uma criatura. Que faz? Deixa a porta aberta. Como sempre. Sabem, não me apetece desancar alguém, ainda mais quem já teve perto de sentir a escama a aquecer-lhe as fuças e então, fez-se luz.

Nada melhor do que psicologia invertida. Não queres o quentinho do aquecedor, preferes gelar os miolos? Então, two can play that game.

Ele saiu para ir ao raio que o parta, ainda nas instalações e eu não fui de modas: desliguei o aquecimento, abri a janela do gabinete que dá directamente para a rua e que fica colada onde ele se senta, permitindo assim todo o ar fresquinho e fofinho entrar suavemente pelo gabiente adentro e assim, transformar o aquário, numa sala de treino de resistência ao frio glaciar. Para ajudar na cena, abri a porta, aliás, escancarei, para fazer corrente de ar com as outras portas abertas. Maravilhoso, como podem imaginar.

E assim ficou. Ainda aguentou aqui uns minutos e foi embora. Naturalmente, depois fechei a janela e liguei o aquecimento, voltando tudo ao perfeito equilíbrio.

Agora cada vez que ele vier, é isso que vai acontecer. Nem que tenha de trazer a porcaria da manta polar, cachecol, gorro e luvas. A ver se ele gosta e pede para ligar o aquecimento, que vai ver como elas mordem - ainda bem que eu sou minha amiga, que não me queria nada ter como inimiga, chiça para a gaja 

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