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Ó da guarda, peixe frito!

Vai com arrozinho de tomate?

E o mal é que quando começo a rir, não há forma de me pararem.

15.05.18, Peixe Frito

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Não há dúvida, que passar um dia inteiro numa palestra, mói uma pessoa. A altura que me parece mais difícil é depois de termos enchido a barriguinha e nos começa a bater a vontade de uma bela de uma sorna, com a jibóia a enrolar de forma violenta e sem piedade, nos fazendo precisar de palitos nos olhos, a fim destes não se fecharem.

Assisti em primeira mão, a algumas pessoas a dormitarem numa palestra, com projectores de luz forte directos a eles e tudo. Aquilo é que foi cozer batatas. O que me caiu no goto mesmo, foi a pessoa ter passado a grande maioria da palestra de olhos fechados - devia de estar a interiorizar as palavras sábias do orador - só abrindo os olhos muiiito de vez em quando, e na altura que o orador pergunta se alguém na plateia têm dúvidas acerca daquela parte da matéria, aquela alminha, do nada, abre os olhos e quase salta da cadeira para fazer uma pergunta complicadíssima, quase questionando as origens da vida e se a Terra é redonda. Ora... o orador ficou feliz por tal pergunta complicada e, foi respondendo para toda a plateia. E o senhor? Pois... o senhor voltou ao seu estado de hibernação na cadeira, de olhos fechados. A cereja no topo do bolo - para mim que não aguentei e me desmanchei a rir desalmadamente - foi o orador terminar a resposta e dirigiu-se ao senhor com o concluir da resposta apontando-lhe o dedo e tudo "(...) e é por isto que a galinha atravessou a estrada, meu senhor!" e lá estava o homem a ferver batatas pacificamente, não ligando um rabo ao orador.

Gabo a capacidade de falta de chá dessas pessoas e do seu à vontade de dormir onde quer que seja. O que me faz concluir que o senhor adora dormir acompanhado de multidões e nem sequer está aí se vai roncar ou babar a cadeira, se não. Eu falo por mim, que não consigo assim pegar no sono despreocupadamente onde quer que seja - ás tantas ainda começava para lá a roncar e a fazer sons de dinossauros de boca aberta a mostrar a cremalheira toda.

Vida de orador é difícil... mas de público maior ainda. Só eu sei a dificuldade que tive de conter o meu riso em determinadas situações dado o comportamento da plateia, só para não desrespeitar o doutor.

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largar posta na fritura