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Ó da guarda, peixe frito!

Vai com arrozinho de tomate?

Esta ainda não me tinha acontecido.

18.02.19, Peixe Frito

Ouve-se lá nos confins do aquário mor uma conversa entre avô e neta:

- Vai pedir à tia Peixa, que ela ajuda-te.

Passinhos pequenos e rápidos, em jeito de corridinha e oiço uma vozinha de quem me vêm cravar algo, versão gato-das-botas, mas vocalizado:

- Ó tia Peixaaaa... - olho para ela e ela de beiço estendido e olhinhos de Bambi - tiras estas coisas da minha plasticina?

A mirar a plasticina, na minha mão, vejo algo que parecem pedacinhos de ramos lá metidos.

- A plasticina têm umas coisas pretas, não vês? - diz-me o pai adamastor.

- Sim... estou a ver - respondo, enquanto vou tirando. Tiro uma, duas, três, à quarta olho bem para aquilo e pensei: «Porra que isto me parecem patas...» e virei a plasticina ao contrário.

Pois bem... Adivinhem??

-  rabinho pequeno, isto vai para o lixo!! Tens aqui uma aranha morta colada à plasticina! Olha para esta porcaria!

- Ohhh não vai para o lixo não.

- Vai vai.

- Não vai não - e olha para mim com olhos engraxadores a tentar tocar ao sentimento.

- Está aqui uma bela porcaria. Olha agora a minha vida, andar a catar patas de aranha de plasticinas.

E ali tive, a tirar o cadáver da aranha e as patas semeadas pela plasticina, com a rabinho pequeno a observar-me atentamente, a ver se lhe devolvia a plasticina.

Que não sonhe a mãezinha dela que além de detestar plasticina, que eu lhe devolvi a plasticina depois de a limpar bem, tal e qual uma cena de crime sem rastos e evidências, invés de a mandar fora.

Bem, ao menos assim, ganha anti corpos.

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largar posta na fritura