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Ó da guarda, peixe frito!

Vai com arrozinho de tomate?

Esta devia estar de morte, nem era de gritos.

22.01.20, Peixe Frito

Qual a probabilidade de uma simples mousse causar sensação em casa de uma família, sem ser pelas dores de barriga causadas pelos ovos atrasados? Muito pouca, mas ainda assim, há margem. Sabem como é o universo e o seu sentido de humor retorcido, não sabem? Está sempre à espreita para encanar a malta. Pois bem, nem o simples facto de confeccionarem uma sobremesa para a vossa família degustar após a refeição, escapa aos dedos daquele sentido de humor maquiavélico. Basta que façam mousse e que peguem numa simples taça para a virem servir à mesa e, logo por sorte, pegam na taça das flores do cemitério da avó e lá vai mousse toda airosa.

Yep. Leram bem. Taça das flores do cemitério. Sim, aquelas que estão em cima das campas, com flores, para o morto. 

Para os curiosos, a mousse teve o mesmo destino do que aqueles que a taça e suas flores costumam honrar: foi parar ao jardim das tabuletas. Ninguém conseguiu comer daquela mousse, ao saber que era a taça que - coitada nada de mal fez, apenas alberga flores no seu interior, para embelezar a campa do desencarnado - costuma marcar lugar na lápide do cemitério. Tenho pena da taça. Apenas faz o seu papel e ainda assim, é tratada dessa maneira? Gente sem coração. Sem falar da mousse, que foi apanhada no meio da confusão e posta a andar em três tempos, sem ter tido oportunidade de contribuir para a dieta do pessoal. Desperdício.

E vocês... teriam coragem de comer dessa mousse?

17 comentários

largar posta na fritura