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Ó da guarda, peixe frito!

Vai com arrozinho de tomate?

Eu chorava baba e ranho e implorava para pararem!

26.09.18, Peixe Frito

Admiro as criaturas que ficam tão felizes e contentes, quando lhes cantam os parabéns.

Eu, desde pequena, que era praticamente proibido me cantarem os parabéns. Mesmo depois de adulta, se puder evitar, evito.

Uma pessoa fica ali assim, a olhar para aquelas pessoas todas a festejarem o estarmos a ficar carcaça, a baterem palmas, desafinarem, disfarçamos a olhar para a vela e começamos a ficar com instintos piromaníacos por a vela nos estar a hipnotizar, sopramos a vela e mandamos perdigotos para o bolo, que toda a gente come com satisfação.

E há sempre um engraçadinho que nos diz que temos de morder a vela debaixo da mesa e pedir um desejo!

O meu desejo nessas alturas, é não ficar com cera nos dentes, porque realmente, aquilo fica bem pegadinho à cremalheira que é um gosto.

Traumas de infância? Talvez. Ou talvez não. É coisa que não me assiste, no entanto, se há coisa que adoro é festejar o aniversário com a família e os amigos do coração. Bolinho há sempre, seja feito por mim ou comprado. Normalmente feito. E só me entoam o cântico dos parabéns, porque é da praxe todos desafinarem e cantarem em ritmos e fases diferentes da música, todos descordenados ao mesmo tempo - família... não a escolhemos, né?

A cereja no topo do bolo, é se esquecerem das minhas velas e ter de escrever os números em dois fósforos a fazer de vela ou meterem o meu bolinho de aniversário no meio dos outros bolos, o comerem e me cantarem os parabéns com um bolo a faltar fatias e com velas de fósforo. Tudo no mesmo dia! Sou uma abençoada.

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