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Ó da guarda, peixe frito!

Vai com arrozinho de tomate?

Ficou ali mesmo aconchegadinha.

07.07.17, Peixe Frito

7 e picos da manhã. Estação do metro à pinha. Vê-se de tudo... malta ramelosa por acordar cedo, malta agarrada ao telemóvel a ouvir música ou a navegar na net. Até um ou outro a cabecear bolas invisíveis, encostados em algum sítio, tal é a jibóia.

Nada, mas nada me preparava para o que eu ia assistir e me fazer rir que nem uma ranhosa - que sou - naquele ambiente urbano e caótico.

Chega o metro. Até uma sardinha em lata na lata, estava mais espaçosa do que a malta comprimida dentro do metro. Mesmo assim, foi ver a malta a espremer-se - fantasticamente ainda mais. Ia jurar que quase vi olhos a saírem das órbitas, tal bonequinho de apertar anti stress, em algumas criaturas que já estavam dentro do metro - a espremer-se... a espremeeeer-se e o metro apita, que vai arrancar. Uma moça estava a empurrar os outros desgraçados - já uns com a perna a contornar a cabeça, outros a fundirem-se tipo Dragon Ball, nem precisaram fazer a mítica dança da fusão nem usar os brincos xpto - a partir da porta e eis que as portas fecham. Ou era suposto fecharem... que a rapariga ficou literalmente mas literalmente com o rabo entalado entre as portas do metro!

Ai oh pá... desculpem lá mas aquela visão de só se ver um rabo entalado a abanar que nem uma gelatina, ainda por cima com um vestido amarelo canário, foi demasiado para mim a aquela hora da manhã.

Se ela queria perder o rabo... encontrou uma nova maneira de o exercitar e espalmar. Nem imagino se aquilo lhe fez vergão nas nádegas e nem a sensação de ser entaladinha pelas portas do metro... no nalguedo.