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Ó da guarda, peixe frito!

Vai com arrozinho de tomate?

Não sei que mal fiz eu a Deus.

20.05.15, Peixe Frito

  Infelizmente, conheço uma personagem que têm uma voz extremamente irritante - er.. pensando bem, conheço mais do que uma, mas adiante. Infelizmente, tenho de roer com ela várias vezes na minha singela, pacata e serena vida. Infelizmente, passa a vida ao telefone. Infelizmente, têm uma voz extremamente irritante. Infelizmente, o volume de voz deveria de coincidir com o tamanho da pessoa, mas infelizmente é mesmo vezes uns quinze, no mínimo.

   Escusado será dizer, que me deixa a cabeça em água. Para ajudar à festa, não há música ambiente, nem rádios a dar, nada nada. Zero. Nicles batatóides. Pelo que podem imaginar, a melodia de fundo é aquela voz infelizmente extremamente irritante - não sei se já tinha referido este aspecto? - que está sempre a falar, sempre sempre a falar. E com o telefone a tocar.

   Eu, na minha santa simplicidade e amabilidade, resolvi armar-me em gaja do guetto, e por a música a tocar no meu telemóvel, por acaso até de um modo baixo (dois tracinhos em quinze) de modo a não incomodar - sim que o meu estilo de música não é muito apreciado pelas orelhas alheias -  mas que me fizesse distrair daquela voz infelizmente extremamente irritante.

   Nem dez minutos depois de por o meu telélé a bombar, oiço uma voz extremamente irritante a exclamar, lá das profundezas das cavernas: 

   - Ai Peixaaaa... Atenda lá o telemóvel que o homem não pára de gritar!! - fala a criatura com a voz nada irritante e cujo toque de telemóvel lhe assenta que nem uma luva. Basta ouvi-lo a dar dois toques e já apetece ensiná-lo a voar de pára-quedas SEM pára-quedas.

    - Hum...? Estou a ouvir música. Se incomoda diga.

    - Ai mulhér, é que o homem não pára para aí de berrar!!

    - Ahhh... Está-se a queixar disto? Deixe lá, da próxima trago Metallica e aí depois logo vê como é ouvir música um pouco mais pesada.

    - Ah deixe lá...

    Discretamente, a colega do lado levanta-se, e fecha a porta do gabinete.

    Fosga-se, se eu soubesse, tinha posto música mais cedo!

 

    Com criaturas destas, não há sentido de humor que resista. Como posso eu ter inspiração para escrever o que for?

    Ando aqui a pensar que posso eu fazer, além de ouvir música no telemóvel. Aceito sugestões. Que acham de:

   - Passar um rolo de fita biadesiva em torno da boca da criatura, quase ficando tipo múmia? - Biadesiva porque assim se tentar tirar a fita, fica também com as mãos coladas;

   - Escolher um ponto isolado, estratégicamente colocado numa coordenada geograficamente distante, ultra ultra distante, dos meus preciosos ouvidos e da minha preciosa vista, assim tipo uma ilha deserta no meio de um mar carregado de tubarões?

    - Enganá-la e dizer-lhe para ir verificar o material colocado nos contentores que vão seguir para África, que têm de se meter lá dentro para ver bem e, assim como quem não quer a coisa, empurrá-la, selar, agrafar, colar, pregar, seja o que for para me certificar que aquela tampa fica bem isolada, e expedir o contentor para destino indeterminado.

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