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Ó da guarda, peixe frito!

Vai com arrozinho de tomate?

19.03.18

O meu pai.

frito e escorrido por Peixe Frito

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Não tenho por hábito escrever por aí sobre os temas em voga, nomeadamente neste caso específico, ser Dia do Pai. Ora, como eu fui educada, é um dia como outro qualquer. Na verdade, segundo os meus pais, dia do pai ou da mãe é todos os dias - tirando o dia da criança... esse sim a prendinha tinha de ser garantida para os piolhos, não havia cá merdas coisas.

Só escrevo este post, porque eu realmente sou como sou, graças ao Pai Adamastor. Não, não me vou por aqui com agradecimentos e essas mariquices, com histórias de emocionar as pedras da calçada. Não é o meu estilo. Ainda mais porque ele nem vai ler, por isso qual o intuito de escrever algo a agradecer a alguém ou o que for, quando a pessoa nunca vai ver ou ler aquilo? Não iria passar o mínimo cartão. E além disso, eu sou mais de demonstrar agradecimento e carinho, de outras maneiras, quer seja a ir à quintinha comprar legumes, encher-me de lama até aos joelhos e lhe trazer beterrabas que ele tanto gosta. Ou de lhe levar para o aquário mor, frascos de doce ou compota, que eu fiz e que sei que ele adora comer aquilo quase à colher racionadamente barrado na sandocha.

Dito isto e aqui vai a razão de escrever este post, é que é mesmo verdade, sou como sou graças ao pai Adamastor. Foi pelo modo como ele sempre têm sido para mim, que eu cresci meio arrapazada, com um mau génio característico do cardume, sentido de humor sarcástico apurado e expressões que não lembram nem aos diabos, fazendo parecer que temos um dialecto próprio entre as criaturas do cardume.

Sejam as aventuras inspiradamente cómicas que ele sempre partilhou com a família, com a sua maneira sui generis de contar, nos fazendo rir dos arrepios-de-vergonha-alheia que ele nos transmite com as figurinhas que fez/faz, na maior das descontracções como se fosse tudo o mais natural possível, encorajando-nos a todos, a sermos nós próprios, não importando o que é que os outros pensam ou deixam de pensar.

É com carinho que recordo momentos como ele largar uma silenciosa nada silenciosa na sala, alguém dizer:

- hey pai... que tufoooooo.

ao que ele respondeu: Eu?? Foste mas foste tu, filha Peixa. 

- Pois está claro, está na cara que fui eu. Tenho desses hábitos em público.

E ele se ir embora a rir tipo Mutley.

Ou situações, também envolvendo gases - é mera coincidência, mas histórias de gases é coisa que não falta na família - como irmos de viagem em férias e termos chegado a uma barragem quase deserta, lá para o Norte, e mal parámos, o Pai Adamastor sai disparado do meu Peixmóbil (mal me deixou parar o carro) e ouve-se uma vuvuzela na rua. Além da coisa gasosa que ele expeliu, aquilo fez um mega eco com a barragem. Resultado: O Pai Adamastor com ar aliviado e a dizer: "Ahhhh já não me estava a aguentar mais (felizmente foi na rua, senão desfaleciamos todos dentro do carro e não estava aqui hoje a contar esta história) que granda bujarda!!" e estava um casalinho a namorar a olhar a paisagem, a rapariga fugiu logo dali enojada a olhar para o Pai Adamastor e o rapaz a rir-se todo divertido com aquilo.

Como as histórias acima, há "n" mais durante a minha vida.

O belo hábito que temos de contar/reviver esses episódios em família, nos nossos almoços ou jantares, não tendo a mínima vergonha de partilhar as coisas tal como elas foram, por muito que muita gente não tivesse a mínima coragem de as partilhar, tal fossem as figurinhas.

Não, eu não tenho o hábito de largar ambientadores gasosos de cebola biológicos onde ando, mas não há a mínima dúvida que falo e me expresso muito como o Pai Adamastor. É mesmo caso de dizer que quem sai aos seus não é de Genébra.

Por isso, se alguém têm alguma coisa a agradecer ao meu paizão, são mesmo os leitores aqui da fritadeira. Se não fosse o modo como fui educada, croma ao mais alto nível, sem vergonha de contar as minhas peripécias por muito que algumas pareçam saídas de um filme ou de partilhar os meus pensamentos mega geniais, aqui a fritadeira não existia nos moldes em que a conhecemos. Na sua parvalheira sublime e absoluta.

Dito isto, grande pai Adamastor

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