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Ó da guarda, peixe frito!

Vai com arrozinho de tomate?

O Universo e o seu sentido de humor macabro e retorcido.

11.12.18, Peixe Frito

Era uma vez uma família, habituada a falar abertamente uns com os outros. Sempre debateram qualquer tema, falaram de inúmeras coisas e partilharam experiências, fosse onde fosse. É comum estarem à mesa a debaterem os trânsitos intestinais, flatulências, a fluência dos macacos-do-nariz a fugirem em debandada ou qualquer outra coisa que naquele momento, sintam que querem partilhar com a restante família. Sempre o foi desde sempre e continuará a ser ao longo das eras.

Eis que, existe um elemento dessa família - adquirido ao longo dos tempos - que sempre foi mais enojado que o resto do pessoal. Ora, onde é que se foi meter - Eu admito que sempre antes de levar alguém a conhecer o resto do cardume, aviso sempre, mas sempre, que somos todos muito sui generis, para não se espantarem com o que for - Nos primeiros anos de convívio com a dita família, a criatura passou bem mal às refeições e em convívios, agoniada e enjoada com a panóplia de temas e cultura, que aquela família fala e debate abertamente à mesa, bem como as partilhas de gases traseiros de algumas criaturas, quer seja em casa, quer seja na rua ao ar livre... Quanto a isso, nada posso fazer, lamento. Há mesmo que habituar à situação. Imaginem a agonia deste ser, onde "puns" se dão é na casa-de-banho e conversas dessas não se têm à mesa - Está bem, abelha - Com o passar dos anos, lá se foi habituando mais um bocado às porqueiras daquela família. Ironia da vida, nós nunca sabemos o que é que nos vai acontecer.

Há uns dia, reza a lenda, a criatura estava a passar num sítio, escorregou e estatelou-se no chão. Escorregou em quê e caiu em cima de quê, perguntam vocês? De górmitoooooo! Ah pois é... É muito mau. Com tanta gente menos enojada da família - se bem que se querem que vos diga, eu que nem sou enojada até a mim em meteu nojo, depois de mandar gargalhada a saber e imaginar a cena, exclamando: Olha, temos a nossa versão Toy - mas não bêbeda - que escorrega no gómito! - foi logo esparramar-se, estender-se, mandar-se para o relvado, testar a maciez do pavimento aquela pessoa que se agonia se alguém fala em "macacos do nariz" enquanto estamos à mesa, bem em cima de górmito alheio. Górmito alheio. Repito: Alheio!!! Que medo. Realmente, quando nos levantamos de manhã, nunca sabemos o caminho para onde os nossos pés nos vão levar... Comecemos a ponderar rezarmos para não cairmos numa poça, piscina, de gómito alheio.

Ninguém merece... Lá se foi o fatinho preto todo janota e a camisinha direitinha, ficarem baptizados para o resto da vida.

Nunca mais ninguém será o mesmo.

E como falei no Toy e na situação de ele se baldar no seu próprio gómito, aqui fica a quem quiser ver - linda partilha Peixa. Sempre culta.

 

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