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Ó da guarda, peixe frito!

Vai com arrozinho de tomate?

Se calhar só a mim é que estas coisas me são irritantes.

17.10.19, Peixe Frito

Não, não estou novamente a falar de melgas mas de algo parecido: vizinhos. Há uns vizinhos velhotes lá para as minhas bandas do aquário, que eu sei sempre quando recebem cartas que não são deles: Escrevem nos envelopes! "Não mora aqui" "Morada errada" uma das que mais aprecio ler é "Senhor carteiro, esta pessoa não mora nesta morada", entre tantas outras observações que os senhores fazem nas cartas, na frente do envelope, a escrivinharem quase todo o envelope!

Agora, hoje em dia, maioria dos envelopes têm as caixas atrás, para se preencher o motivo de devolvermos a carta. Desde "morada incompleta" a "falecido" "desconhecido" "mudou-se". E sim, eu já me dei ao trabalho de verificar e várias vezes os senhores não preenchem isso atrás no envelope, preferem escrever na frente do envelope. É conhecimento geral que, se se encontram cartas fora dos correios, amontadas numa determinada zona perto das caixas dos correios, é para o carteiro as levar de volta, certo? Costuma ser assim - se bem que já tive contacto com um artista que voltava a por as cartas dentro da caixa errada, morada errada, prédio errado, que bem merecia que lhe enfiassem era a carta nele - não havendo necessidade de rabiscarem o envelope.

Já alguma vez receberam um envelope que andou perdido, a passear, rabiscado com essas observações por fora? Eu já. E pior ainda, quando recebo já abertos. Desculpem, mas é algo que me dá alguma neurose. Se me abrem a carta das águas, ao menos que a paguem. Ou achavam que vinha um brinde lá dentro? Não é abrir e dizer ao carteiro que aquela pessoa não mora ali. Posso parecer picuinhas mas sempre que tiro cartas do correio verifico logo se são minhas ou não, não desato a abrir cartas alheias. Muito menos rabiscar os envelopes - ao menos que fossem desenhos artisticos, agora recados de "amor" ao carteiro...

Começar a fazer isso com as contas para pagar. Preencher no envelope que "pessoa não mora aqui" e devolver.

Mas top of the top nestas andanças de amores e desamores entre o carteiro e os vizinhos, cartas rabiscadas e outras abertas, foi o que o carteiro já fez uma ou duas vezes, precisamente a essas pessoas:

Tocar à campainha para abrirem a porta do prédio, que era o carteiro. Abriram a porta. O carteiro vai, espeta com as cartas no correio e ó abre. O dito senhor vai ver o correio e verifica que tinha lá correio sim... um papel para ir levantar uma carta registada aos correios, que o carteiro tocou e não estava ninguém em casa!

Ai oh pá. Esta foi a morte do artista. 

Histórias de cartas e carteiros... uii que nunca mais saímos daqui. Dá pano para mangas.

10 comentários

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