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Ó da guarda, peixe frito!

Vai com arrozinho de tomate?

Ó da guarda, peixe frito!

Vai com arrozinho de tomate?

Podia cheirar bem pior, indeed.

frito e escorrido por Peixe Frito, 11.01.19

Há dias em que parece que um determinado aroma, fica preso aos macacos-do-sótão, em que tudo mas tudo, cheira a aquele cheiro. Como eu gosto de primar pela diferença, até nisto os meus macaquinhos são finéss e armados ao cardo, há um aroma peculiar que não abandona o meu nariz de perdigueiro: chulé. Sim meus queridos, chulé. Tudo me cheira a chulé! Irritante, convém frisar ao de leve e de passagem. Tudo cheira a chulé, por defeito. A roupa... a chulé. O shampô... a chulé. O creme para a cara... a chulé. A água para lavar a cara saidinha da torneira... guess what? Queijinho da ilha. Até o raio do lenço de papel onde vou desalojar os maquinhos-do-sótão e fazer a colheita de manteiga fresca do dia, cheira a chulé!!

Resumindo: Não tenham a cesta da roupa suja ao pé do lavatório, na casa-de-banho. Isto resulta que vocês se encham de perfume desnecessariamente e que comecem a pensar que estão maluquinhos da cabeça, por só vos cheirar a queijinho. Nunca eu desejei tanto ter uma crise alergica e ficar com o nariz todo entupido.

Eita, que ninguém merece. Muito menos, levar com chulés alheios.

Com comités de boas vindas destes... "Jasus"!

frito e escorrido por Peixe Frito, 18.05.18

Não há nada como chegar a uma casa e ser recebido por um aroma natural, tudo menos agradável e prazeiroso ao nariz: um intenso cheiro a chulé.

- Fosga-se mãe, que tufo a chulé!

- Ah... Isso é ali o teu pai...

Dito isto, espreito pelo arco da entrada e vejo o pai Adamastor, refastelado no sofá, pézinho ao léu, descontraídissimo a ver tv. Reparando que eu estava a olhar para ele, diz-me:

- Eu?? Isso é mazé aquele queijo da ilha que está aí na cozinha, que cheira mesmo mesmo mal!! Sou agora eu - diz-me com ar indignado e meio que ofendido.

- Ah está bem pai... é o queijo. É o cheiro do queijo... mas dos pés!! - digo eu a desafiar o meu bem estar corporal, habilitando-me a ficar uma espécie extinta.

Desprezo total. Até parecia que a conversa nem era com ele.

 

Uma coisa vos digo, eu sei que é normal os tufos corporais agravarem com o calor mas este em específico, quase podia ter sido catalogado como arma química, tal era o nível de nefasto e toxicidade. Sou abençoada por ter sobrevivido e admiro a capacidade de sobrevivência da mãe Peixa. Se calhar, ao fim destes anos todos, já está é calejada e quase lhe cheira a rosas - quem me dera. Muito ainda tenho eu que percorrer e papinha comer até lá chegar. Nos entretantos, fico com vontade extrema de arrancar o nariz ou que me dê uma constipação grave, de modo às narinas entupirem e não conseguir sentir nenhum tipo de aroma.

O quanto não valem este episódios familiares, tenho dito. Ouro. São ourooooooo.