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Ó da guarda, peixe frito!

Vai com arrozinho de tomate?

Ó da guarda, peixe frito!

Vai com arrozinho de tomate?

Finalmente, algo realmente útil para a sociedade.

frito e escorrido por Peixe Frito, 25.11.21

Ando a pensar, em desenvolver um despertador personalizado, para me ajudar a tirar o rabo dos lençóis, com mais eficácia e rapidez. Isto é tudo muito lindo, ser tempo do frio, como tantos dizem e que provavelmente são aqueles que se adoram vestir como as cebolas (cheios de camadas e camadas e camadas e camadas e camadas e camadas de roupa - mesmo assim, acho que não disse as suficientes... camadas x infinito) onde só mexem os olhinhos e movem-se a parecer um boneco inflado, chuva da boa que faz falta é cá embaixo, o que não deixa de ser verdade, as árvores e o resto das bichezas precisam de se nutrir, as ruas lavadas, alguns carros que só veem água aquando chove e os buracos nas estradas ficam finalmente camuflados a brincarem ao esconde-esconde surpresaaaaaa!!, apesar de eu não precisar de humidificação, ficar de molho ou tomar banhos extra - digo eu, um banho por mês é mais que suficiente ainda mais agora no tempo frio, que transpiramos menos -  concordo plenamente que a chuva faz falta - São Pedro podia era moderar a temperatura de quando a quando, digo eu. Fica a dica - levanta-te que a cama está quentinha mas tens de ir vergar a mola, diz a minha mente mas o resto do corpo não obedece. Factos incontestáveis. Deveríamos ter no emprego, uma tolerância de atraso, nos tempos frios. Pois, porque cá está, é uma carga de trabalhos conseguir sair do ninho quentinho, tirar a farpela nocturna, pôr o nariz fora da porta, quando está um calor dos pinguins na rua. Das duas, três: ou temos de arranjar roupa que têm a opção de se ligar e nos manter quentinhos ou então podíamos ir de pijama para o trabalho. Está certo que quem anda nas obras na rua iria ficar fofíssimo com o seu pijama polar aos macaquinhos ou aos unicórnios, mas vejam a praticidade da questão: menos roupa para lavar e assim como saíam das manteles, assim poderiam prosseguir caminho. Ah pois é. Uma vertente interessante a abordar seriam os aquecedores portáteis: há quem passeie os cães e assim haveria quem andaria a passear o aquecedor (imaginem um aquecedor a óleo, daqueles à antiga, a ser puxado pelo fio em plena avenida... não faz chichis nem cócós, logo podem passear com ele por todo o lado e, inclusive, se forem jantar fora, podem entrar sempre nos restaurantes, não há cá picuinhices) logo pela matina. Imagino depois a quantidade de aquecedores todos quitados, se esta moda pega. Ui... Desde terem comando a terem sensor para andar atrás do dono, acusarem no visor a meteorologia com alcance de dez dias, as horas, os minutos, os segundos, os centésimos, a velocidade a que a pessoa vai, calorias queimadas, quantos passos deu, quanto tempo na rua, ver sms, aceitar chamadas, ver o e-mail, avisarem que é altura de beber água, tirarem automaticamente selfies e postarem de imediato nas redes sociais com a frase filosofal inspiracional estilo powerpoint do dia, porem um auto resguardo aquando começar a chover e flutuarem, que é para as rodinhas não terem problemas de mobilidade - umas lagartas ao estilo de tanques, me parece uma opção viável - tirar o snack da manhã, o almoço, pentearem macacos e coçarem o rabo... são só algumas utilidades que me lembro assim de repente.

Bem visto, bem visto, se não chovesse estava um grande dia, como costuma dizer o Pai Adamastor na sua eterna sabedoria, o factor de uma pessoa ter questões de separação da cama deve-se mesmo à falta de meios de conforto, que têm de enfrentar. Em que isso resulta? No típico comodismo e deixa andar, que logo se vê. O empurrar com a barriga, mas contra o colchão que não é de molas mas de espuma ou que raio é aquilo que se molda e faz bem às costas e ao pescoço e ao cabelo e às unhas dos pés e ao não sei quê ou talvez não faça não sei não faço ideia mas vocês sabem do que falo. Ora, se me garantirem que me mantenho sempre quentinha, sem sentir as diferenças de temperatura, desconforto nas escamas, é mais do que certo de que me levanto da cama na maior para ir laborar. Não garanto é que o penteado não seja à Beetlejuice e que consiga evitar levar o pijama com padrão leopardo a fazer pandam com as botas de rock, mas o saldo será certamente, positivo. Em alguns dias pronto, break even

Proponho a criação de um tubo género as mangas dos aeroportos para entrarmos nos aviões, até aos nossos carros, por exemplo. Se alguém trabalha perto de casa ou têm de ir a pé, um tubo desde a sua porta até ao trabalho. Sempre com aquecimento, música maravilhosa de elevador e, pontualmente pelo caminho, um chá ou café ou chocolate quente para aquecer as tripas e a acompanhar, umas bolachitas - para os mais friorentos que levarem o aquecedor à trela, lubrificante para o mesmo ou até paninhos para se limpar o pó e puxar lustro às jantes das lagartas -  Cai sempre bem. Evidentemente, tudo bem ventilado pois o bafo matinal de algumas pessoas poderia tornar-se tóxico, se não convenientemente conduzido pelas condutas dos respiradores para a rua. Explosivo, atrevo-me a sublinhar.

Posto isto, que a conversa vai boa mas tenho de ir ali além, são ideias que ficam a marinar e que atiro assim ao ar, e que espero que não me caiam em cima senão ui ui, fico a parecer uma solha e isso não dá com nada com a minha tez. 

Quando tiver desenvolvimentos, partilho. Pois a vida é mesmo assim, feita de partilhas para nos enriquecermos uns aos outros, ou não é? É pois está claro!!!

Aprendam meus filhos, aprendam... Que génios destes, não duram para sempre.

frito e escorrido por Peixe Frito, 20.12.19

Um parque automóvel têm buracos no pavimento. É chato... são as poças que nem girinos criam de tão manhosas, é a malta a por lá os pés aquando vai para as suas viaturas, sou eu a meter os pés nas poças de propósito só para me meter com os colegas que andam de ténis e fogem das poças como diabo da cruz, sem mencionar que a manobrar, os carros as cilindram. Então, há que reparar... certo?

Claro. Em dia que está aviso amarelo no país inteiro, de que uma tempestada se aproxima de território nacional, que vai ventar como o caraças mais velho e chover como se não houvesse amanhã. Mas não há como errar! Observem onde estão as poças e é precisamente para lá que mandam o cimento fresco.

Ó senhores... a sério? Sim, a sério. Só visto, que contado ninguém acredita.

Ao menos não misturavam água na massa, aproveitavam a que estava nas poças. Nem nisso pensaram.

Génios. Tão brilhantes que até a lâmpada parte de excesso de energia.

Mesmo a probabilidade sendo pouco, há sempre probabilidade de acontecer.

frito e escorrido por Peixe Frito, 31.10.19

Tudo está okay e maravilhosamente a funcionar. Vão na vossa viatura e começa a chover torrencialmente. Ora então, vamos lá a por as escovas a funcionar. Isso queriam vocês! As escovas da viatura avariaram e vocês não vêem um boi à frente! Que vos resta? Terem de continuar a conduzir, até poderem parar em um sítio minimamente seguro, até a chuva passar. Mas como já estão a ser bafejados pela sorte, a chuva não pára, está pegadinha. E ali ficam uma eternidade, à espera que a chuva ou pare ou amaine, para poderem seguir com a vossa vida.

Há dias em que não se devia de sair de casa, e este sem dúvida, foi um deles.

Uma das minhas definições de coragem.

frito e escorrido por Peixe Frito, 29.10.19

Ou então, de que têm uma máquina de lavar bestial e um detergente maravilhoso!!

Ora... vestir roupa branca ou quase branca, em dia de chuva, em que há poças, lamas e está tudo badalhoco por todos os lados? Que uma pessoa vai a andar e espirra a parte debaixo, atrás, das calças, só com o movimento de andar na rua? Sem falar em se encostar acidentalmente a algum lado, e ficar lá logo a marca com um texto "eu estive aqui"?

Gabo a coragem. 

Ainda bem que não fazem natação sincronizada, senão medalha só a cheiravam ao longe.

frito e escorrido por Peixe Frito, 09.04.19

Não venta nem um piriri de vento. Mas é que nem um piriri-ri-ri. Começa a chover... e é observar que no mesmo metro quadrado a chuva ora cai direita ora cai enviesada.

Mas que raio se passa com estas nuvens? Mas é que até a chuva anda toda taralhouca e enfaralhada, ou quê?

Deus nos ajude, que já nem a chuva chega a consenso de como cair.

Bem que Deus me tenta benzer à força e tirar de mim a criatura das trevas que sou, mas então, ainda faz pior! Nem com cunhas à descarada.

frito e escorrido por Peixe Frito, 08.11.18

Sair de manhã de casa e nada apontava chuvinha. Hoje e só hoje e por nenhum motivo em especial, saí saltarica do prédio, contornei, desci as escadas exteriores enquanto premia o botão da chave a abrir o peixmóbil e, para fugir à rotina, decidi pôr os tarecos - mala, saco da marmita - pelo lado do passageiro, coisa que normalmente faço pelo lado do condutor. Assim foi. Abro a porta do pendura e cai uma carga de água, Jesus Cristo Super Star. Resmunguei logo: "Fdssss - até me faz falar mal - não podia ter sido daqui a cinco minutos? Nãoooo tinha de ser exactamente AGORA que eu estava DESPREVENIDA A POR AS COISAS NA VIATURA!!!!!", fecho a porta e contorno a carrinha, a resmungar. Ia uma pessoa a passar e eu nem aí por estar a falar sozinha. Essa pessoa deve ter ponderado em mudar de bairro, que ali, prova viva ao vivo e a cores, habitam criaturas malucas da pinha. Adiante. Sento no lugar do condutor, com os óculos cheios de gotas de água - adoro. a-do-ro. Limpo e ficam aos bonecos. Fabulosos - ponho o ser a trabalhar e eis que reparo, que com a chuvada repentina, não vi que tinha um papel na escova do pára-brisas - ainda por cima daqueles irritantes de compra de viaturas usadas e mái nã sêi quê e raio que os parta e diabo que os carregue às costas - "Peixa, amori do meu ser, coração, da minha vida - sim eu trato-me bem -  (*respirei fundo*) tu consegues amiga, tu consegues ir até ao trabalho sem ser incomodada pelo rafeiro do papel, vá tu consegues... tu consegues... tu consegues... - sempre a fitar o papel encharcado, colado ao vidro, que nem mexendo a escova a limpar o vidro ele ía sair e sim iria desintegrar-se, tipo papa, por todo o santo lugar - tu consegues... tu consegues... tu cons... not. O catano. - Largo outra asneira felpudinha e fofinha, para ir tirar a porcaria do papel arraçado de lapa, encharcado, dobro e meto na porta do peixmóbil. Sempre a chover, devo frisar. Sempre. SEMPRE - S. Pedro, quando eu for ao Céu a pedir guarita, antes de me mandares para o 5.º dos infernos, vais levar um carolo nessa auréola por estas merdas que me fazes passar LOGO DE MANHÃ - Sentei no lugar do condutor, respirar fundo ("Peixa zen, está tudo bem... Paz de alma, a vida é bela...) e eis que.. pára de chover.

Muito grata, muito grata... por parar de chover quando eu já não estou à chuva. Grata S. Pedro... Vou fazer queixinhas ao Pai Natal, vais ver as prendinhas que vais receber este ano, só para não seres assim comigo, com este ser angelical e maravilhoso, que fiquei com o cabelo ainda mais encaracolado e desconfio que se meter os dedos por entre os cachos, saem de lá bandos de corvos a refilarem e encontro uma teia de aranha ou outra, quiçá, a Ovelhinha Amarela.

Isto bem visto bem visto, se me constipar, mando a conta do médico à criatura que meteu o papel na escova do limpa pára brisas. Têm jeiteira, meter papéis em dias de chuva? Ó senhores... ó se-nhoresssssss mi poupem.

Não podia estar mais de acordo!

frito e escorrido por Peixe Frito, 02.11.18

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Logo eu, que fico com o cabelo a parecer um ninho de ratos.

Não me responsabilizo se o índice de tendências suicidas aumentar por aí.

frito e escorrido por Peixe Frito, 15.10.18

Aproveitando que têm chovido... uma piadinha seca para começar a semana.

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Armada a cardo, a gaja. Agora a mandar piadinhas com cérebro... tssss o que faz a ómidade!!

Woo-hooo chegou o Verão!!

frito e escorrido por Peixe Frito, 21.06.18

No calendário. No ca-len-dá-rio. Sol hoje, só na minha imaginação - quero crer que ele brilha intensamente por cima das nuvens cinzentas de chuva, que cobrem o céu.

Com tantos dias de calor, logo o dia mais longo do ano, é benzido por chuva intensa. Como se não bastasse o que já choveu no resto do ano, precisamente hoje que anoitece mais tarde, vamos levar com chuvinha todo o santo dia. Abençoados sejamos.

Ao menos não faz frio, porque se fizesse... era a cereja no topo do bolo.

São Pedro, São Pedro... tens cá um sentido de humor, que vou-te contar. Espero bem que te esmeres no resto do ano e que me dês um Agosto quentinho, para poder ir ganhar alguma corzinha, neste meu bronze à carneiro da fruta.

Eu devo ter adormecido no Inverno e voltei a acordar no Inverno seguinte, só pode.

frito e escorrido por Peixe Frito, 12.06.18

Ouvir a chuva faz frio, dá arrepios, vontade de uma mantinha - menos nos trópicos... aí até pode estar a chover quando estamos dentro de água na praia, que continuamos com calor - e por vezes, uma extrema vontade de contribuir para o aumento do nível das águas. Por acaso, não sou daquelas pessoas que ao ouvir uma torneira e estando com a bexiga cheia, tenho de ir urgentemente à casa-de-banho ou somente por ouvir a chuva cair. É algo que não me aquece nem arrefece. É como a tal situação, quando levamos uma criança à casa-de-banho e ela diz: "Não consigo fazer xixiiiiiiiiii" ao fim de meia hora de seca extrema ao lado da criatura sentada no penico e alguém se lembra de imitar o som de uma torneira "shhhhhhhhhhhhh" a ver se a criança finalmente abre as comportas e faz um xixizinho.

E ultimamente, com o que têm chovido, ainda bem que não me dá vontade de fazer xixi, senão estava tramada, não saía da casa-de-banho.

Por outro lado, já ando meio aborrecida por ter de voltar a tirar o chapéu-de-chuva lá do seu buraco obscuro. Gosto de chuva, mas não me anda a apetecer continuar a levar com chuva no lombo, todos os dias tenho de aturar a choraminguice dos meus vestidos de verão, tops de alcinhas, que se agarram às minhas saias e eu tenho de os enxotar, que querem é sair do armário, já estão fartos de serem trocados por camisolinhas de meia estação e de vestidos de manga comprida. Mas então, todos os dias amavelmente lhes explico que a sua vez há-de-vir, para limparem as lágrimas e serem fortes, não perderem a esperança que o sol há-de brilhar lá fora e eles poderão andar a tirar a ómidade das costuras e dos tecidos. Até parece que adivinham que o Verão está aí à porta. Inconsoláveis, andam as roupas de Verão. Elas e eu... que já voltei a levar com uma catrefa de pingas nas fuças, para abrir a pestana. 

Posto isto, pela primeira vez na vida, não me importava de ser um mosquito.

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Que ao menos a chuva seja divertida para alguém. Dado que nem se vêm pocinhas no chão para a malta saltar lá para dentro, nem nada. Uma tristeza.