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Ó da guarda, peixe frito!

Vai com arrozinho de tomate?

07.12.18

É que passe o tempo que passar.

frito e escorrido por Peixe Frito

Andava eu para aqui a pesquisar umas coisas para retomar uma espécie de rubrica que eu tinha aqui na fritadeira há uns anos e, deparei-me com este videoclip que, para mim, continua a ser um dos melhores, top of the top, nada a ver com a letra da música mas de ir às lágrimas. E, como é sexta feira e para alguns lados, cheira-me que meio chuvosa, tomem lá musiquinha para se animarem.

Quem é amiga, quem é? A Peixa. Lembrem disso quando quiserem erguer uma estátua a alguém, dar nome a uma rua, praceta, quiçá a uma rotunda, e estiverem sem inspiração de gente boa, lembrando de alguém que vos tocou no coração com os seus actos de ternura, partilhando coisas boas como esta.

05.12.18

Se calhar, só me restam uns dias de vida e eu nem sei.

frito e escorrido por Peixe Frito

Fresquinhos fresquinhos, vindos do fundo da alma, ajudam o corpo a tonificar na zona do tronco com os abdominais forçados, é fruta da época, 100% biológico e com sorte, um ou outro trás extra. A produção está a ser tão rica e produtiva, que eu optei por dar ou doar, tal fartura. Acho que na vida, temos de partilhar uns com os outros.

Espirros e ranhocas do dia. Estão disponíveis em packs de 3 e de 5 - vá-se lá saber o porquê de serem impares, às tantas é alguma superstição - Posso incluir um maço de lenços, mediante a quantidade requerida ou até mesmo, se não tiverem à mão aquando receberem a encomenda.

Irra pá, mas está a dar-se alguma debandada de micróbios ou quê? Com a violência e frequência com que espirro, começo a suspeitar que há uma guerra instalada dentro de mim e já há quem esteja a abandonar o barco, que nem ratos.

Salva a alma, que o corpo já foi.

 

27.11.18

Podcast | E depois não como couves-de-bruxelas, armada em esquisita.

frito e escorrido por Peixe Frito

Tenho o hábito, de ter um copo com água, na cabeceira da cama, desde sempre. Bem, começou pela preguiça de me levantar a meio da noite para ir beber água - sou daquelas que acorda de repente com uma sede tremenda, capaz de secar todos os lagos, lagoas e poças do mundo, tragando tudo o que é água até cair para o lado - de modo que acordar de manhã com a boca a parecer uma lixa seca, língua encarquilhada e sininho enroladinho, não dá lá muita jeiteira. É assim, convenhamos... então está uma pessoa no aconchego das mantas, têm vontade de beber água, levanta-se, vai à cozinha ou à casa-de-banho, volta para as mantas já meio desperto. E adormecer? Ah pois é... Depois custa. E no inverno, com o friozinho que se sente fora do conforto do belo do edredon, a malta têm de pensar em soluções. A minha foi um copo de água na mesa de cabeceira. Demorei anos a aperfeiçoar a técnica. Cheguei a dormir com um garrafão de 2,5 lts de água, para fazer o refill ao copo, tal era a esganadeira da mulher - sereias... precisam de água, não é verdade?  - a ter também garrafas de água médias e pequenas, até escolher o copo perfeito. É que além da preguiça de me levantar da cama, a mesma adaptou-se e passou a ser preguiça de me levantar dos lençóis, o que era mau, pois copos altos, molhava-me... copos baixos, pouca água... canecas, a pega dá jeito mas não me ajeitei com aquilo e garrafas de água então... nem me falem delas. Cheguei então até ao copo perfeito.

Ultrapassada a situação da sede, do caqueiro perfeito e do apanhar frio ou custar a adormecer, após todos estes anos de estudo, naturalmente deu-se outra evolução: já nem acendo a luz. É só esticar a barbatana, agarrar o copo e vai de embutes. Ahhh água fresquinha, sabe bem sim, a meio da noite. Agora, há um senão de beber água às escuras: e os bichos pá? Pois é! As mosquitas que gostam de nadar de costas, as aranhas que de vez em quando lá se lembram de ir tomar banho... bem dentro do abençoado copo de água nocturno!

Sabem, é como os carneiros dos figos, às vezes é preferível nem saber nem ver, porque se assim for, ninguém come figos. É como aquela estatística que diz que durante a noite, o ser humano ingere não sei quantas aranhas, moscas, mosquitos, durante um ano. Pois olhem, comigo a beber água sem acender a luz, devo de andar a papar animais que pertencem às estatísticas de outras pessoas. 

Bem que eu de manhã, muitas vezes acordo com a sensação de estar aconchegadinha e outras com uma fome dos diabos... Devem ser os dias em que não apanho um snack na água, depois de manhã, quero comer este mundo e o outro. 

Lado positivo: ao menos não engordam. Digo eu... Se calhar aquelas pessoas que dizem que até engordam com o ar, andam a dar nos snacks nocturnos sem dó nem piedade e nem dão conta. É só abrir a boca e aspirar. Sem espinhas!

E eu? Eu vou continuar a beber água, à noite, às escuras. Que se danem os bichos. Se não querem ser papados, não vão tomar banhos ou fazer piscinas nos copos alheios. É para o lado que durmo melhor.

19.11.18

Vai-se logo o relax todo (post nojento, só para avisar. Aconselho uso de máscara)

frito e escorrido por Peixe Frito

Isto faz-me lembrar um vídeo que vi há uns largos anos, onde a situação chegou a vias de facto mas, neste caso que relato, não.

Quem nunca chegou a casa a apetecer um banho de imersão - coisa de gaja eu sei e nada amigo do ambiente, mas adiante - porque teve um dia stressante, era o chefe, era o trânsito, eram os collants, era o cú, eram as calças e uma pessoa só quer estar sossegada e precisa mesmo de um momento de paz e sossego. Nada melhor, que chegar a casa, por a água quente a correr, por sais de banho ou não, gel de duche, óleos essenciais, whatever, o que importa é mesmo clima de descomprimir.

Banheirita cheia, despir os trapos e vai de se enfiar na água. Ahhhhh que bom. Temperatura ideal, música de fundo, aroma dos sais de banho ou o que for e... de repente... uppsss dor-de-barriga! Ah que não pode ser! Mas não podia ter sido ANTES de entrar na banheira?? Logo agora que já está ensopada quase até aos ossos e vai ter de sair! Ginástica para sair da banheira sem se escaqueirar no chão, enrolar na toalha e limpar e pronto... já se sabe qual o itinerário.

Resumindo: quer uma gaja descomprimir do descabelar do dia e ainda sofre de dor-de-barriga mesmo no pior momento, molha tudo por onde passa e, não tendo outra casa-de-banho, vai ter de ser mesmo ali... onde a água repousa quentinha e convidativa, cheirosa e agradável, à sua espera. Já estão a ver o clima que se vai gerar, não é? E ainda bem que estava sozinha, olha se fosse com uma cara metade, em situação de romance, só com uma casa-de-banho em casa? "Querida, deixa lá, fiquei sem vontade de tomar banho de imersão" ou então tinham de usar máscara anti gás.

Não morre do mal da barriga, morre da cura das velas a disfarçarem outras coisas.

Obs.: A situação abaixo foi muito má, mas muito má MESMO! Não concordam? Eu nem sei que faria...  Emigrava, talvez.

Este post relembra-me também, um amigo que eu tive, há muitos anos:

- Peixa, tu és uma mulher bonita e gira, atraente, inteligente e bem humorada, mas às vezes quando abres a boca, fazes os homens todos fugirem a sete pés e mandarem-se pelo precipício abaixo.

Mas há que ter vergonha de contar certas coisas, porque são temas de casa-de-banho? Ahhh até parece que o resto do mundo não vai à casa-de-banho, que lata. Olha eu, que não perco uma para me rir das figuras, sejam minhas, sejam de quem for 

17.11.18

Se calhar um centro de acolhimento ainda era a melhor opção.

frito e escorrido por Peixe Frito

E quando uma criança está a limpar o salão, ou em bom tuga, tirar macaquinhos-do-nariz e, bem educada que é invés de os ensinar a voar, nos estende o dedo com o macaco lá enrolado e fica à espera que nós o agarremos e mandemos fora?

Com a quantidade dos que alberguei hoje, dada a fuga que se deu desenfreada dos macaquinhos do nariz da rabinho pequeno, das duas uma ou abro um centro solidário de macacos abandonados ou então vou abrir uma empresa de cola orgânica, dado que circos já não permitem que animais façam números de entretenimento e um zoo somente com uma espécie, se calhar torna-se meio secante.

Ao que uma pessoa chega. Incrível que se alguém tinha nojeiras do que fosse antes de ter uma criança na vida, depois de haver alguma bem próxima de si, não têm outro remédio senão que lhe passem as nojeiras.

13.11.18

Decididamente, sou vítima de violência (electro)doméstica.

frito e escorrido por Peixe Frito

Entre muita tara, mania, pancada e coisa estranha que o ser humano alberga no seu ser e ADN, há uma treta que todos passamos de geração em geração e eu ainda nem percebi bem qual o intuito... talvez algum dos leitores me saiba esclarecer. Do que falo? Das turras. Para que servem, pá? Para impormos respeito aos peluches e aos nenucos, quando estes andam armados ao cardo? Para caçar bolachinhas à cabeçada? Para dar uma turra à mesa porque não se chega ao biberon com o leitinho, a fim que este caia e lhe possamos afinfar a gengiva? No infantário, para dar a quem nos roubou a chucha? Para dar uma cabeçada à avozinha, que fala connosco como se fossemos o Mickey do "Olha quem fala"?

Ah e tal, cuidado com o bebé, têm a moleirinha aberta, têm a cabecinha com os ossos ainda a solidificarem, é preciso cuidado, amor e atenção, a fim de não se proporcionarem lesões na massa encefálica porém, todos nós na vida, contribuímos para a violência infantil e demos pelo menos uma turrinha num bebé - que, deixem adivinhar, se vos aconteceu como a mim, eu dava a turrinha com cuidado, fofinha, com amor e atenção, e a turra que recebia de volta, mais parecia um maço de bater calçado ou uma cabeçada à Zinédine Zidane. Não precisava de ir ao Planetário para ver estrelas, nem ao Observatório Astronómico de Lisboa.

Violência infantil à parte, há quem tenha bebés... eu não tenho, mas tenho o meu secador, que me dá umas turras valentes todas as manhãs, com todo o amor e carinho. Não há dia em que não leve o raio de uma cacetada do secador, quando estou a dar uma breve secadela à piruca. Como isso acontece? Não faço ideia, ele apanha-me sempre desprevenida. Há dias em que me manda com cada uma e em movimento múltiplo, que só me apetece pô-lo a voar, pela janela. Sorte a dele que o adoro, senão, já lhe tinha cortado o fio e acabava-se a tosse e a brincadeira.

O que vale é que acaba por me acordar de manhã, tal a intensidade do carinho, o fervor da turrinha, que para mim é um literal abrir de pestana - é um querido. Não deve querer que eu chegue atrasada ao trabalho.

Com amigos destes... vou-te contar.

12.11.18

Ninguém merece.

frito e escorrido por Peixe Frito

«Peixa amiga, amor da vida, tens de começar a mexer mais as escamas, que se passas o inverno assalapada, vai ser um problema para as cruzes», reflectia eu, este fim-de-semana, no aconchego do lar «Amanhã à tarde, (re)começa a rotinaaaa!!» - fazer exercício para mim, só ao fim da tarde.

Dia a seguir, picar o ponto no aquário mor e aí, é que foi a morte do artista... Pai Adamastor, vindo de uma terrinha do interior, levanta um saco e diz-me:

- Peixa filha, trouxe isto para dividirmos por todos - e começa a sacar das coisas... chouriços... queijinhos de ovelha secos... toucinho... torresmos... 

Morri - ressuscitei a seguir porque ninguém resiste a uns torresmos caseiros - Ainda bem que no dia anterior pensei em me (re)começar a mexer, senão com estas comidinhas light todas e mesmo não tenho grandes tendências a engordar como se não houvesse amanhã, ah não sei não!

Acham que disse que não, ah e tal Pai Adamastor, essas merdas coisas boas engordam, fiquem lá com a minha metade, além de que eu já sou mais vegetariana que outra coisa... está bem, está. Vim carregadinha e ainda com pão saloio cortadinho à fatia a acompanhar. 

Também mereço viver  O exercício? Hoje também é dia.

08.11.18

Bem que Deus me tenta benzer à força e tirar de mim a criatura das trevas que sou, mas então, ainda faz pior! Nem com cunhas à descarada.

frito e escorrido por Peixe Frito

Sair de manhã de casa e nada apontava chuvinha. Hoje e só hoje e por nenhum motivo em especial, saí saltarica do prédio, contornei, desci as escadas exteriores enquanto premia o botão da chave a abrir o peixmóbil e, para fugir à rotina, decidi pôr os tarecos - mala, saco da marmita - pelo lado do passageiro, coisa que normalmente faço pelo lado do condutor. Assim foi. Abro a porta do pendura e cai uma carga de água, Jesus Cristo Super Star. Resmunguei logo: "Fdssss - até me faz falar mal - não podia ter sido daqui a cinco minutos? Nãoooo tinha de ser exactamente AGORA que eu estava DESPREVENIDA A POR AS COISAS NA VIATURA!!!!!", fecho a porta e contorno a carrinha, a resmungar. Ia uma pessoa a passar e eu nem aí por estar a falar sozinha. Essa pessoa deve ter ponderado em mudar de bairro, que ali, prova viva ao vivo e a cores, habitam criaturas malucas da pinha. Adiante. Sento no lugar do condutor, com os óculos cheios de gotas de água - adoro. a-do-ro. Limpo e ficam aos bonecos. Fabulosos - ponho o ser a trabalhar e eis que reparo, que com a chuvada repentina, não vi que tinha um papel na escova do pára-brisas - ainda por cima daqueles irritantes de compra de viaturas usadas e mái nã sêi quê e raio que os parta e diabo que os carregue às costas - "Peixa, amori do meu ser, coração, da minha vida - sim eu trato-me bem -  (*respirei fundo*) tu consegues amiga, tu consegues ir até ao trabalho sem ser incomodada pelo rafeiro do papel, vá tu consegues... tu consegues... tu consegues... - sempre a fitar o papel encharcado, colado ao vidro, que nem mexendo a escova a limpar o vidro ele ía sair e sim iria desintegrar-se, tipo papa, por todo o santo lugar - tu consegues... tu consegues... tu cons... not. O catano. - Largo outra asneira felpudinha e fofinha, para ir tirar a porcaria do papel arraçado de lapa, encharcado, dobro e meto na porta do peixmóbil. Sempre a chover, devo frisar. Sempre. SEMPRE - S. Pedro, quando eu for ao Céu a pedir guarita, antes de me mandares para o 5.º dos infernos, vais levar um carolo nessa auréola por estas merdas que me fazes passar LOGO DE MANHÃ - Sentei no lugar do condutor, respirar fundo ("Peixa zen, está tudo bem... Paz de alma, a vida é bela...) e eis que.. pára de chover.

Muito grata, muito grata... por parar de chover quando eu já não estou à chuva. Grata S. Pedro... Vou fazer queixinhas ao Pai Natal, vais ver as prendinhas que vais receber este ano, só para não seres assim comigo, com este ser angelical e maravilhoso, que fiquei com o cabelo ainda mais encaracolado e desconfio que se meter os dedos por entre os cachos, saem de lá bandos de corvos a refilarem e encontro uma teia de aranha ou outra, quiçá, a Ovelhinha Amarela.

Isto bem visto bem visto, se me constipar, mando a conta do médico à criatura que meteu o papel na escova do limpa pára brisas. Têm jeiteira, meter papéis em dias de chuva? Ó senhores... ó se-nhoresssssss mi poupem.

08.11.18

Dá-me um certo gozo, sei lá (esta foi um bocado à tiá, 'tá a ver?)

frito e escorrido por Peixe Frito

Sempre adorei me meter com crianças. Brincar com elas e andarmos na treta. Com os meus sobrinhos, não foi nem é excepção. Pior ainda... Porque quando encontramos alguém que nos percebe tão perfeitamente e têm pacadas similares às nossas, independentemente da idade, tudo se torna mais fácil e flui ainda mais para a parvalheira.

Uma das coisas que adoro fazer, é perseguir a rabinho pequeno. E ela adora, porque desata a correr a rir e a esconder-se e, quando a encontro, faz-me o mesmo, tendo eu que fugir dela e me esconder. Este ballet acontece desde que ela aprendeu a andar. Ora imaginem, no silêncio de uma casa, sossego e paz do lar... ouve-se lá não sei de onde, uma voz cavernosa a soar:

- Uhuuuuuuhuuuuuu (*imitar almas penadas de casas assombradas*)

Risinhos. Alguém percebe logo que é para ela.

- Eu sou um miau dos infeeeeerrrrrnoooossssss (*voz cavernosa*) uuuuhhhhhhhuuuuuuu

Pronto, acabou o sossego. Onde quer que ela esteja, começa logo a esconder-se ou a correr a fugir. Às vezes faz mal os cálculos e foge mesmo em direcção a mim, o que resulta num salto, gritinho histérico e riso de gozo, porque sabe que foi mesmo ter comigo invés do contrário. Mas facilmente a situação vira e tenho eu de fugir dela, que faz de conta que é um bicho a grunhir, com direito a garras e tudo. Assustador!!

As crianças divertem-se, é assim.

07.11.18

Cambada de mimados, as criaturas que crio com todo o amor do mundo.

frito e escorrido por Peixe Frito

Tenho uns peixes que são o máximo. Contam já com quase onze anos de vida e cada dia que passa, mais cromos ficam. Qual foi a última deles? Amuaram. Sim sim, amuaram. Sabem porquê? Eu conto.

Descuidei-me com os floquinhos que lhes dou de comer e, quando ia colocar floquinhos no aquário no ritual diário de quando chego a casa, vejo que a embalagem ficou vazia. "Uppsss" pensei "Caraças que me esqueci dos floquinhos". No dia a seguir, voltei a esquecer. Pois olha... não comeram nesse dia. Um dia sem comerem também não lhes faz mal e até lhes ajuda o sistema digestivo. O problema, foi eu no dia a seguir, não ter tido nenhuma possibilidade de ir aos floquinhos. Chego a casa tarde, vejo a embalagem dos floquinhos na credencia à entrada de casa e partiu o meu coração. "Possa... esqueci dos meus amores. Mais um dia sem comerem". Isto mexe mesmo comigo, não há necessidade de eles passarem dois dias sem paparoca por minha irresponsabilidade. E eles depois, são umas melgas de barbatanas: normalmente já fazem um chinfrim no aquário a pedirem comer - e isto com as refeições em dia - quando abro a parte superior do aquário, parecem feras - tubarões como uma vez me disseram, quando fui de férias e lá foi família não habituada a eles: "Possas, pareciam uns tubarões a atacarem os floquinhos" - quase saltam fora de água, tal é o seu sentido de predação com floquinhos inocentes a boiarem indefesos, fazem sons na tona da água, rebentam bolinhas e faz eco no aquário e parecem bichos das cavernas, andam a perseguir-me para onde me mexa, se vou para a esquerda, lá vão eles atrás, se vou para a direita, lá estão eles... se olho para o aquário estão todos parados a olhar para mim à espera de comer, dando uns repenicões com o corpo como quem me diz: "Méquie gaja, manda daí os floquinhos que já se faz tarde!!", só parando de me fazer pressão - under pressure... como cantavam os Queen - quando eu lhes der comer. É que nem sossegada consigo estar no sofá, estão sempre a mandar vibrações mentais até comerem. Uns sabidos, é o que são. Então, isto tudo para chegar à parte do amuanço. Fui comprar os floquinhos (*ALELUIAAAAAAA* - coro angelical) e, vi granulado pequeno. Pensei que podia variar, lhes dar floquinhos e outro dia granulado, para ser diferente, já que eles comeram as pastilhas de algas que eu tinha do meu Peixão - outro que desencarnou com 12 anos - pensei que a coisa até ia funcionar. Não podia estar mais iludida. Cheguei a casa, barulho logo no aquário - os tipos devem ter câmera de filmar à entrada para me controlar pois mal eu chego, oiço a saltar na água e a fazerem os sons cavernosos a chamarem a atenção - e lá fui eu lhes dar paparoca. Como estavam há dois dias sem comer, pensei ser uma boa altura para lhes dar o granulado... mesmo não sendo floquinhos, com a fomeca a apertar, aquilo ia marchar. É né? Pois, era suposto. Meti o granulado no aquário, foi vê-los a chegarem à tona e a darem curvas para trás, tal e qual um carro a fazer uma guinada de emergência para evitar um acidente e a ficarem sossegados no fundo. Nem foram mais à tona. Amuaram, os ranhosos. Mandaram-me a mim comer o granulado, nem lhe tocaram. Tal e qual crianças a amuarem à mesa por terem de comer brócolos e não gostarem. Resumindo: deixei passar um bom tempo, a ver se comiam. Nada. Zero zerinho zereta. Pronto... tive de ir por flocos. Desconfiados, lá foram cheirar e acabaram por comer os flocos. Olha agora, armados em finos? Nunca me passou pela cabeça, serem esquisitos a comer! Até já camarões secos das tartarugas lhes dei e marchou! Agora granulado? Isso come-o tu.

Para o que eu haveria de estar guardada. Mas uma coisa é certa, ah vão ter de roer com ele, nem que seja aos poucos, ou não me chamo Peixa Maria e na minha casa não há cá espaço para esquisitices!

05.11.18

Não há nada como estar a crescer e descobrir o mundo que nos rodeia.

frito e escorrido por Peixe Frito

Dediquei-me ligeiramente à jardináge este fim-de-semana, acompanhada pela rabinho pequeno. Entre eu lhe explicar para não puxar os frutos das roseiras, que ainda se picava e porque assim magoava as plantas, começaram a surgir as perguntas... pois está claro.

- Ó tia Peixa, e como é que as plantinhas conseguem buber se não têm boca??

E como lhe explicar isto, de modo que fizesse sentido? Lá comparei as raízes das plantas a esponjas, que absorviam a água que se lhe punha na terra.

Também a ensinei a não chatear as lagartas, que mais tarde iriam fazer um casulinho, quentinhas, e se transformariam em lindas borboletas. Ficou séria a olhar para a lagarta. Devia de estar a pensar como é que aquilo se ia tranformar numa borboleta. Ao menos, não é como o irmão em pequeno:

Frente a um formigueiro, que encontrou quando íamos na serra:

- Lagartixa, anda para aqui, deixa as formigas.

E ele vai, observa, observa e observa.

- Lagartixa! Anda, vamos, deixa as bichas sossegadas!

Pois quando se deu por ele, estava a saltar em cima do formigueiro, pois não descansou enquanto não as pisasse.

E eu, a pau com as criaturas especialmente com o espécime mais recente, estava sempre a controlá-la, não fosse ela dar uma trolitada na lagarta e a desgraçada mais tarde já nem podia ir fumar o seu narguilé em cima do cogumelo, descansada, sem um galo na testa.

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31.10.18

Só me falta a verruga no nariz.

frito e escorrido por Peixe Frito

- Ó tia Peixa, o que é isto? - Diz-me a rabinho pequeno, sentada ao meu colo, a puxar uma das camadas da minha saia.

- Então, isso é a minha saia. O tule da saia. Não vês que têm várias camadinhas?

- Sabes eu tenho uma saia igual à tua mas é preta com bolinhas em laranja e eu vou usar para me mascarar de bruxa até tenho um chapéu sabes assim um chapéu preto também que depois uso tudo e levo para a escola uma saia assim igual à tua (sim... tudo num só fôlego, belos pulmões).

Nessa mesma noite, vou eu a caminho do Peixmobil e eis que, quando me sento, não tinha mesmo aranhas agarradas ao raio do tule da saia? Ninguém merece andar com ar de bruxa cheia de aranhas penduradas nas saias. Olha só o aspecto. As sacanas decidiram apanhar boleia, à socapa! Mas isto é assim? E depois, macacas, quando notaram que eu as topei, fingiram-se de mortas! Ah pois está claro, deviam mesmo pensar que se safavam. Aprenderam a voar, naquela noite.

Já não se pode usar saias com tule sossegada, possas...!

Bem, ao menos eram aranhas pequenas e nenhum aranhão grande, daqueles que costumo ser abençoada pela sua presença.

 

30.10.18

Uma pessoa até já estranha.

frito e escorrido por Peixe Frito

Comi umas uvas e não é que elas tinham graínha? Minha alma está pasmada, já começava a achar que estavam em extinção, uvas normais sem merdices de não terem graínhas - qualquer dia, até são sem pele.

Já não existem coisas como antigamente. Além das oreo e das sementes presas nos dentes, quem não aprecia uma sementezinha de uva, no meio da cremalheira? Saudades.

29.10.18

Assim já soa menos mal.

frito e escorrido por Peixe Frito

Toda a gente sabe - ou devia saber, pelo menos os leitores aqui da fritadeira - que música é um dos amores do meu coração e que apesar de ouvir músicas de estilos variados, o metal, heavy metal e rock, são os estilos pelos quais o meu coração bate. Não me assistem alguns tipos de música, principalmente alguma da música popular portuguesa. Antes que me apedrejem, sim, eu sei letras de músicas pirosas e já dancei muitas porque, mesmo sendo gaja dada ao headbanging, adoro ir a bailaricos, festinhas das terriolas, porque para se descontrair e uma pessoa rir e estar na palhaçada, não há melhor. E não tenho vergonha de o admitir, não sou menos rockeira / metaleira por isso. Dito isto, como seria de esperar, não morro de amores pelo mais recente hit do nosso Toy, não é verdade? Mas e quando a mesma música é cantada e tocada por outro artista? É a tal coisa, como o estigma que as letras em português são parolas e as em inglês lindas, fazem chorar as pedras da calçada quando, na verdade, se se derem ao trabalho de as traduzir, muitas acabam por ser vazias, ocas e piores do que as letras em português e percebemos afinal, a riqueza da nossa língua lusitana. Não faz do Toy um poeta, nem do Emanuel e muito menos o Zé Cabra, mas entendem onde quero chegar.

Como disse, não aprecio o novo hit do Toy, mas quando ouvi esta versão de outro cantor português... já vi a situação de outra maneira.

Para quem precisa de refrescar a memória, têm tendências suicidas ou quer martirizar os colegas, com a possibilidade de fazer karaoke e tudo, esta é a versão original do nosso Toy:

 

E esta, a versão do nosso Agir:

Mas se destas duas, tivesse de escolher uma música para toque de telemóvel, obviamente seria a do Toy. Sem pensar duas vezes. 

Alguém passou a gostar mais da música, depois de ouvir o Agir? Meta o dedo no ar!!

 

Obs.: Mana, lembrei logo de ti ahahahah Vamos dar um pé de dança?

 

29.10.18

É uma sorte eu estar aqui inteira a relatar a situação!

frito e escorrido por Peixe Frito

Ninguém consegue resistir a um convite da mãe Peixa, quando ela nos diz: "Fiz sopa de feijão, se quiseres vêm buscar para o teu almoço". Ninguém mas ninguém consegue resistir. Até a rabinho pequeno, na passada semana, quase todos os dias dizia à avó depois de vir da escolinha, que queria jantar sopa de feijão, tal é os amores da família pelo raio da sopa, que é de entulho, diga-se de passagem, mas caramba, dá cá um conforto e preenche a alma... 

Hoje, lá fui eu buscar uma malga da sopa. O meu coração bate tão forte mas tão forte pela sopa de feijão, que tive de cometer um acto de bravura, porém, cheia de medo das consequências: tive de ir mexer no armário dos pamparuéres da mãe Peixa. Acreditem, aquilo é tudo animais ferozes! Abrimos a porta e levamos logo com uma metralhada no alto da pinha, é só vê-los a mandarem-se tipo kamikaze para cima de uma pessoa, nem nos dá tempo de reagir, pensar, fugir!

Tudo correu bem, devem de estar com o jet lag dos pobres, as criaturas do fosso, tendo descansado mais hoje e então estão bem dispostos e ninguém teve vontade de se afofar na minha cabeça.

Orgulhosa de mim, mereço uma medalha, uma estátua, uma condecoração, um calendário, um poster na parede, uma caneca, tapete do rato... caneta com o meu nome vá, que enfrentei aquelas criaturas sedentas de cabeças alheias, com tendências suicidas, e saí sem nenhum tipo de mazela!

Foi uma vez sem exemplo... porque ninguém se atreve a mexer naquele armário sem ser a mãe Peixa, tal é a fama que aqueles ogres das cavernas têm.

25.10.18

Na minha casa nem um se safa para ser testemunha e contar a história de horror.

frito e escorrido por Peixe Frito

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Nossa, que biolência!

Podes vir para a minha beira, que eu dou-te todo o conforto e dentadinhas de amor.

25.10.18

Testemunho verídico. Palavra de escuteiro!

frito e escorrido por Peixe Frito

Sempre ouvi dizer que o cúmulo da paciência era pôr um cugalhão – como diz a rabinho pequeno – numa gaiola e esperar que ele cante, até que a minha experiência de vida me demonstrou algo pior.

Experimentem deixar cair uma série de bolinhas de esferovite no chão e na falta de aspirador, as terem de varrer e logo me dirão, se não vos vai apetecer pegar fogo à casa, que é mais rápido e eficaz ou esperarem por uma nova encarnação vossa para aquilo ter-se esvaido com o tempo, que conseguirem apanhar toda a ranhosa da bolinha espalhada que parece que se multiplica por todos os cantos.

Okay, podia abrir a janela e rezar aos deuses do vento, que as levassem graciosamente para longe… mas não. Nem uma ponta de vento sopra. É assim… quando se precisa, nã há ventito, mas quando a genti nã quéri que ele nos venha desgrunhar os pelos da piruca, ai está ele pronto para o serviço.

Assim não há condições. Ao menos que fossem criaturas suficientes para um moche, mas nem isso.

Meh. Só para darem trabalho.

24.10.18

Há coisas do dêmo.

frito e escorrido por Peixe Frito

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De manhã, conto sete queques de leite no pamparuére. Tiro um pois a tampa não fecha. Chego ao trabalho, pouso os tarecos, vou ali e acolá. Chega a hora de dar ao serrote: cinco queques no pamparuére. E ninguém esteve no gabinete. Das duas, três: ou os queques ganharam pernas ou o pamparuére têm um portal de teletransporte e o queque foi para as Maldivas ou o Casper gosta de queques e limpou-me o pó a um.

Já virei tudo do avesso e não o encontro. Nem migalha nem semente de papoila.

Se alguém encontrar por aí um queque de leite com sementes de papoila, a chorar desalmado, abandonado em algum canto, dêem-lhe guarida e avisem as autoridades por favor e digam-lhe também que eu o adoro do coração e que em breve o irei aconchegar no quentinho e segurança, do meu estômago.

23.10.18

O que é que estas criaturas têm todas em comum? Adivinhem.

frito e escorrido por Peixe Frito

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Já alguém conseguiu adivinhar? Pois então, eu vou dizer o que todas estas criaturas têm em comum... comigo.

Hoje estou a estrear uns collants maravilhosos, oferecidos pela mãe Peixa, que me fazem sentir na nuvens de tão confortáveis e fofos que são. E, ao observar as imagens acima e abaixo, depreendo que esses seres tenham passado pela mesma experiência que eu.

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 Sinto-me verdadeiramente capaz de conquistar o mundo, de saltar por prados verdes cheios de borboletas, purpurinas, seres mágicos. De andar nas nuvens cavalgando num pégasos e de escorregar pelos arco-íris que nem um Ursinho Carinhoso. Atrevo-me a dizer, que me sinto menina de ir até às estrelas e de navegar por entre aqueles corpos celestes, saltitando de asteróide em asteróide - conseguindo contornar o lixo espacial e o facto de não ter gravidade - destronando o Nyan Cat, com tanta graciosidade. Só me falta, largar arco-íris pelo bafunfo e fica feito o dia.

Se hoje olharem o céu e virem um arco-íris ou de noite, virem uma estrela cadente, já sabem quem é.

 

Obs.: Não é por isso que não continuo às turras com os collantas mas hoje - só por hoje e cada vez que vestir este tipo de collant's que me faz voltar a acreditar na bondade do ser humano - merecem umas tréguas. E porque estamos perto do Natal, mais nada. Não abusem da sorte, collant's do mundo. Tenho-vos debaixo de olho.

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