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Ó da guarda, peixe frito!

Vai com arrozinho de tomate?

19.07.18

Acho que nunca estive tão perto de levar no lombo.

frito e escorrido por Peixe Frito

Alguém têm a esperteza de me perguntar que idade eu acho que a pessoa têm.

- Sei lá. Não faço a mínima.

- Diz lá. Adivinha.

- Não sei, a sério - e olho para o pai Adamastor, que estava a assistir serenamente à cena.

- Vá pá, diz lá.

- Não sei. Eu não sei nem tenho máquina de calcular que consiga fazer a soma de números tão grandes.

Silêncio.

- 60 e tais...? - Digo por fim.

- Olha, sessenta e tais. Sessenta e quê? Muitos ou poucos?

- 69 e meio.

A esta altura já o pai Adamastor ria.

- Porra! 64, está bem?

- Ah é? Estás bem conservado, deixa que te diga.

- ...

Raios partam, ainda falam das mulheres serem chatinhas com a idade.

A minha safa, foi o pai Adamastor lá estar, senão acho que tinha levado nas lonas, só por estar a dar "bailarico" ao homem. 

18.07.18

Esta fofuzisse não se paga.

frito e escorrido por Peixe Frito

- Sabes tia Peixa? Eu adoro caveiras.

- Ah é? Adoras caveiras?

- Siiim.

Incrível em como as crianças não ligam a estigmas ou simbolismos ou ao que for. Apenas observam por aquilo que lhes faz sentir e se é giro ou não. Não fazem as figuras que algumas pessoas fazem, quando vêm um dos meus riscados do corpo.

Penso que já ouvi de tudo: desde lhe chamarem "calquito", que parece que foi desenhada por uma criança a dizerem "Que horror, onde tinhas tu a cabeça, que coisa tão horrenda, alguma vez??".

Eu gosto de caveiras. Amo, até. E não, não tenho nenhum problema (outro diferente que não saiba), simplesmente é algo que gosto. Não das pérfidas, dessas não gosto.

Pois é má frénds, gostos não se discutem. Ainda ontem vi um tipo com o simbolo do SLB tatuado na perna e não me viram a atirar-me para o chão a armar-me em maria fiteira e a dizer ao homem que antes não ter a perna que ter tatuado o simbolo de um clube de futebol.

E não vejo qual o drama... ela até têm florinhas nas bochechas e tudo.

18.07.18

Nas coisas em que eu me meto!

frito e escorrido por Peixe Frito

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O criancedo da família, descobriu a magia das canetas e agora, meia volta e de surra, vai de riscar qualquer coisita. O problema, é quando a imaginação fala mais alto:

- Ai meu Deus rabinho pequeno!! Mas tu estás toda riscada de caneta!! - exclama a mãe do ser, ao observar a sua tenrinha filha, com riscos num braço e numa perna.

- São tatuagens mamã. Sabes, eu gosto de tatuagens.

A mãe pega nela, vai de lhe esfregar a perna, numa tentativa de lhe tirar as "tatuagens".

- Nãoooooo mãe - chorava e berrava a rabinho pequeno - Deixa!! Eu gosto de tatuagensssss!!

Até que o pai interviu e disse à mãe, para ela deixar a criança sossegada, tal era o aparato, que aquilo depois logo se tirava.

Ainda riscada, um pouco mais tarde, lá volta ela a dizer à mãe:

- Sabes mamã, eu gosto de tatuagens. O pai têm tatuagens - e mostra os riscos em zonas onde o pai também têm uma tatuagem, orgulhosa. Nada orgulhosa estava a mãe, em brasa diga-se de passagem, pois a miúda estava mais riscada do que um livro de pintura infantil, quando eles estão a aprender a pintar.

 

Num outro dia, em casa da rabinho pequeno, estava eu sossegada da vida e aparece ela com a sua bela da caneta.

- Ó... que andas a fazer com a caneta?? - digo-lhe eu.

Olha para mim, agarrada à caneta como se fosse um ursinho de peluche e diz à mãe:

- Mamã... vamos fazer uma tatuagem?? Uma caveira??

- Filha.... não te vás começar a riscar que acabaste de tomar banho...!

Que acham que aconteceu? Em fracção de segundos, imaginem a cena em câmera lenta, da mãe a levantar-se, a rabinho pequeno a tirar a tampa da caneta e rabiscar o braço. A mãe bem se esticou, mas faltou-lhe um bocadinho assim (um danoninho). Estava o caldo entornado.

- Eu não acredito!! Ai que eu não acredito!! Já te riscaste todaaaa!!

E a rabinho pequeno, com aquele ar de gato das botas, de quem sabia que ia levar nas lonas.

Digo-lhe eu:

- Olha, se é para te tatuares, deixa lá que eu tattoo-te. Deixas-me fazer um coração no teu braço? Assim aqui, no sítio onde eu tenho a caveira.

Óbvio que esticou logo o braço, a mãe a ferver ao lado e eu disse-lhe:

- Riscado por riscado, deixa lá. Ao menos não são das obras de arte dela.

Lá fiz o coração no braço da criatura. Agarra na caneta e diz-me:

- Tia Peixa!! Posso desenhar um coração no teu braço?

Eish... ah pois é. Esta foi culpa minha. Que direito tinha eu de dizer que não? Nenhum, né? Estendi-lhe os dois braços e disse-lhe que escolhesse em qual queria fazer o coração. Saí de lá com uma coisa a parecer um amendoim, tamanho xxxxxl, que bem que esfreguei a tinta que não saía, já a ver o caso mal parado, que tinha de dormir com o braço de molho em água e sabão, e mesmo assim, não era garantido que a tinta saísse. Mais depressa a pele, talvez. Porém, nada paga a felicidade daquele ser ter um coração desenhado no braço e me ter feito um a mim - e lá a safei de um ralhete da mãe. Ás vezes ainda é pior lhes dizer que não podem fazer. O fruto proibido é o mais apetecido.

16.07.18

É que a cerveja faz crescer pêlos no peito.

frito e escorrido por Peixe Frito

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Em pleno concerto, a malta toda a beber a bela da bejeca. Vai a Peixa, com a traça a roer no estômago, buscar uma sandocha e algo para beber.

- Uma sandes mista, por favor.

- Okay, aqui têm.

- E para beber, uma garrafa de água, lisa, natural, se faz favor - peço eu, com suavidade*.

Responde-me o rapaz a sussurrar:

- Está a falar baixinho para ninguém a ouvir a pedir água?

- Sim - digo eu trocista - Para ninguém me ouvir que ando a beber aguinha a esta hora, invés de uma cervejola.

Sorriu-me e deu-me a água. Ainda tive para lhe pedir uma pedra de gelo, para parecer que era gin, mas não queria abusar da amabilidade do rapaz.

 

*O meu timbre de voz é naturalmente suave, a minha voz de sereia é a modos que serena e calma, em certos locais quase não me conseguem ouvir a falar. 

13.07.18

E eu que estava ardentemente à espera, que esta sexta-feira 13 chegasse!

frito e escorrido por Peixe Frito

Azar para uns, sorte para outros, maldições, superstições. Há quem não saia de casa sem rezar o terço para que as forças do demónio não lhe preguem uma partida nas sextas feiras 13, que corra tudo smooth e na graça do senhor.

Pois bem, olhem, eu sempre que há uma sexta-feira 13, faço piadolas sobre isso. Este ano não tenho mais material fresco, lamento. Esta malta é sempre a mesma coisa sempre que é sexta-feira 13, por isso nesta, tiro folga. Dada a situação, venho mesmo para aqui é para fazer pirraça, pois hoje, esta sexta-feira 13, é um dia de sorte para mim. E porquê?? Porque - finalmente - os planetas se alinharam,  sol está atrás das nuvens, os passarinhos cantam e não foi preciso sacrificar uma virgem ou oferecer uma cabra aos deuses, para eu ir ver os meus amados Iron Maiden!! Isto é que têm sido... Sempre que cá vêm, a minha vida não me permitia ir, fosse pelo que fosse, precisamente porque cada vez que ia comprar bilhete, já estavam esgotados - raios partam.

Esta é a sexta-feira 13 onde eu quebro o quebranto, sem azeites e sem rezas e benzeduras, que realizar algo que me enche o coração. Assim sendo, dia de sorte, correcto?

 

E lá estarei eu hoje, vestida a preceito, com a minha t-shirt do "My Little Poney". 

09.07.18

Já 'tou mazé mal habituada!

frito e escorrido por Peixe Frito

Quando uma página da internet demora mais um microsegundo do que o habitual, uma pessoa já começa a stressar.

Engraçado como nos esquecemos rapidamente do que é ter paciência no que tocava a navegar na internet, começando logo quando tinhamos de ligar e aguardar que o modem se conectasse na linha telefónica, e tendo alturas que fazer um download tinha tempo estimado de meia hora (e, eeeee... já gozavas!). Além da linda banda sonora que era ouvir a melodia do modem. Uma pessoa nem podia ir à net durante a noite, à socapa, sem que os pais dessem conta, dado o barulho do modem no silêncio da noite ser tão discreto como uma banda de tambores, a passar num festival de ópera.

28.06.18

É óbvio que há mais Marias na Terra, não é?

frito e escorrido por Peixe Frito

Mas então, não sei explicar o atrofio que é, ouvir alguém chamar pelo meu nome e não ser para mim.

Ainda há tempos fui às compras num supermercado e uma das colaboradoras tinha o mesmo nome que eu. Imaginem o fandango que não foi, cada vez que um colega gritava a chamar a moça. Salientando a situação, que houve um colaborador que deve ter tirado o dia para gastar o nome à criatura, que se encontrava bem ao meu lado, a repor nas prateleiras.

- Ó Peixa!!

e eu:

- Ei. Estão-me a chamar? -  e olhava em volta e não via ninguém conhecido.

- Ó Peixa! Peiiiiiixa pá! - mesmo nas minhas orelhas. E continuou. E eu sempre a resmungar, porque entendi que era outra Peixa que chamavam, mas sempre que ouvia o nome, ficava de antenas no ar, pois como é natural, se é o meu nome, o radar sintoniza logo a ver se é para mim.

Passei o tempo todo, enquanto estive nas compras, a gramar com o meu nome de fundo, que pelos vistos naquele dia estava na moda. A verdade, é que o meu nome não é assim tão vulgar - há muitas Peixas, de facto, mas eu conheço poucas. Mas que as há, há. Tipo as bruxas - de modo que quando o oiço, a primeira reacção é escrutinar as redondezas a ver se detecto alguma fronha conhecida, que pode estar de facto a chamar aqui a je.

Ando a ponderar seriamente mudar de nome. Talvez Esparafúncia ou Miclina. Assim acabam-se estes ballet's, eu fico mais sossegada e concentrada nas minhas comprinhas, descansada da vida, poupando a minha criatura de distracções alheias.

Embora, há um nome vulgar, o qual eu sou chamada apenas pelos meus sobrinhos afilhados - foi o ser mais velho que me baptizou assim, quando ainda era um alevim - e esse sim, pode haver quinhentos maranhais a dizerem o meu nome repetidamente e apenas quando é emitido com aquelas duas vozinhas, no meio de uma multidão, é que eu sei que sou eu o ser associado a aquele nome e vou directamente de encontro com elas, tal traça atraída pela luz.

Felizmente, os meus pais não me chamaram Maria, nem Ana ou Filipa, senão Jesus, das duas uma: ou eu arrancava os cabelos cada vez que ouvia chamar o nome ou então bem que me podiam chamar que eu não estava nem aí - que é o que acontece se me assobiam. Nem ligo uma peça gigante das caldas. Mas se for aquele assobio daquela maneira, já sei que é o pai Adamastor a chamar a malta.

22.06.18

Uma das vezes em que gastei melhor o meu dinheiro.

frito e escorrido por Peixe Frito

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Sou daquelas gajas que detesta andar sem soutien. Mesmo. Somente quando ando pelo aquário, que mal chego a casa é sapatos para um lado e trapos a voarem para o outro, vestindo logo a "farda" de andar por casa, é que não uso. De resto, uso sempre. Há uns anos, comprei um soutien daqueles de silicone, que quando tocamos parece muito a nossa pele, até em termos de textura, cor,  para usar com os tops e os vestidos cujo decote frontal ou que sejam demasiado cavados nas costas, mostrem o soutien.

Que me aconteceu? Decidi estrear um vestido, cuja parte de trás fica abaixo da linha do soutien, mostrando as costas. Bela e amarela, fiquei eu. Toda lampeira. Quase a parecer uma tóp módel. Finéss e a esbanjar charme. Naturalmente, dadas as características do trapo do dia, usei o tal soutien xpto e mais não sei quê porque não gosto de andar com os marmelitos à vontade como Deus os meteu no mundo. Então não é que o raio do soutien, decidiu rasgar? Parece que tinha lá a fotografia de um ex-namorado e foi rasgada em mil pedaços por uma ex-namorada em raiva e fúria de ter sido deixada pelo ursinho de peluche. E quando se rasgou? Sempre nas alturas mais propícias e adequadas: Quando cheguei ao trabalho. Resumindo: não querias andar de tangerinas à solta? Pois agora vais ter de andar e vai ser o dia todo, que não há tempo para se ir a casa vestir outros trapos ou tentar remediar a situação - ainda ponderei uns agrafos na cena, mas não me safei. O silicone rasga todo que nem papel de jornal - É o que dá eu comprar destas mariquices.

E depois ainda há outra: nunca consegui que aquela porcaria se mantivesse como deve de ser, no sítio certinha e direitinha, tal como aparece na imagem da caixa. As minhas conchinhas nunca ficaram assim tanto a desafiar a gravidade e de nariz empinado. Cada vez que olho para a imagem de ilustração, sobem-se-me os calores, porque das duas uma: ou colaram aquilo ao corpo da manequim ou colaram aquilo ao corpo da manequim! 

Quando é para ser é e não há nada a fazer, quer se goste, quer não. Há que me render às evidências e à situação, pronto. Agora já sei um pouco melhor qual é a sensação que os gajos têm, quando passam a usar boxer's invés de cuecal justinho, que lhes mantêm ali o material aconchegadinho... 

R.I.P. soutien maricas sem alças. Gostava de dizer que vais deixar saudades, mas nem por isso. Não vou sentir falta das inúmeras vezes que custei a te acertar com as mamocas, de modo a ficares lindo e maravilhoso, nem das situações desconfortáveis em que começavas a descolar quando eu ficava com calor e transpirava mais um pouco, fazendo com que eu parecesse uma maníaca ou que andava a seduzir toda a gente por ter de andar meia volta a apalpar literalmente as mamocas, para te manteres no sítio e não fizesses "pop!" do nada, até mesmo no meio de reuniões - olhem só a figurinha que eu fazia. Quando não apalpava as maminhas, mantinha os bracinhos juntinhos ao tronco (tal robot) ou andava de braços cruzados o tempo todo, para os mesmos ajustarem as pontas do soutien e ele não desfalecesse, sem vida, do meu peito, literalmente nos meus braços.

Ao revoir mon amie, vai pela fresca que o sol está forte e ainda derretes.

12.06.18

Eu devo ter adormecido no Inverno e voltei a acordar no Inverno seguinte, só pode.

frito e escorrido por Peixe Frito

Ouvir a chuva faz frio, dá arrepios, vontade de uma mantinha - menos nos trópicos... aí até pode estar a chover quando estamos dentro de água na praia, que continuamos com calor - e por vezes, uma extrema vontade de contribuir para o aumento do nível das águas. Por acaso, não sou daquelas pessoas que ao ouvir uma torneira e estando com a bexiga cheia, tenho de ir urgentemente à casa-de-banho ou somente por ouvir a chuva cair. É algo que não me aquece nem arrefece. É como a tal situação, quando levamos uma criança à casa-de-banho e ela diz: "Não consigo fazer xixiiiiiiiiii" ao fim de meia hora de seca extrema ao lado da criatura sentada no penico e alguém se lembra de imitar o som de uma torneira "shhhhhhhhhhhhh" a ver se a criança finalmente abre as comportas e faz um xixizinho.

E ultimamente, com o que têm chovido, ainda bem que não me dá vontade de fazer xixi, senão estava tramada, não saía da casa-de-banho.

Por outro lado, já ando meio aborrecida por ter de voltar a tirar o chapéu-de-chuva lá do seu buraco obscuro. Gosto de chuva, mas não me anda a apetecer continuar a levar com chuva no lombo, todos os dias tenho de aturar a choraminguice dos meus vestidos de verão, tops de alcinhas, que se agarram às minhas saias e eu tenho de os enxotar, que querem é sair do armário, já estão fartos de serem trocados por camisolinhas de meia estação e de vestidos de manga comprida. Mas então, todos os dias amavelmente lhes explico que a sua vez há-de-vir, para limparem as lágrimas e serem fortes, não perderem a esperança que o sol há-de brilhar lá fora e eles poderão andar a tirar a ómidade das costuras e dos tecidos. Até parece que adivinham que o Verão está aí à porta. Inconsoláveis, andam as roupas de Verão. Elas e eu... que já voltei a levar com uma catrefa de pingas nas fuças, para abrir a pestana. 

Posto isto, pela primeira vez na vida, não me importava de ser um mosquito.

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Que ao menos a chuva seja divertida para alguém. Dado que nem se vêm pocinhas no chão para a malta saltar lá para dentro, nem nada. Uma tristeza.

06.06.18

Morreu... mas não sem dar luta!

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Raios partam mais às bolachas com cobertura de chocolate, que andam armadas em rebeldes! E à socapa: então não tive eu a refastelar-me a degustar de uma bolachinha light de milho e cobertura de cacau - devia ser cá de uma "lighteza" com cacau - que além de encher tudo de migalhas... me largou uma bombinha em cima, de surra, deixando uma nódoa de chocolate bemmmm mas bemmm na minha camisola? E eu nem dei por nada. Estava tranquila da vida, até olhar para a camisola e ver ali a derradeira prova do meu crime quase perfeito. Até o raio do fio tinha umas contas com cobertura de chocolate.

Sem dúvida, se o quiser fazer têm de ser bem feito, não é andar a ratar bolachas pseudo saudáveis e ficar com medalhas de condecoração bem esparramada na maminha esquerda - por momentos podia estar a deitar leitinho com chocolate da conchinha esquerda, com as modernices que há hoje em dia, não tendo sido o caso - quase parecendo que era uma bolinha de "filme para adultos" de tão redondinha e perfeitinha, além do sítio ser altamente propício - Eu meço 1,75, não havia mais zonas do corpo onde a porra do chocolate caísse? Toda a gente reparou no raio da nódoa e as minhas conchinhas ficaram desconfortáveis por tanta atenção alheia. Só faltava uma seta em néon a piscar, apontada.

Gato escondido de rabo de fora. Ou mais bem dizido, Peixa com cobertura de chocolate - sem depravadices, tá? Tudo muito inocente.

05.06.18

Fujam! Corram para as montanhas!

frito e escorrido por Peixe Frito

Ah pois é! Chegueiiiiiiii!!! 

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Muhahahahah!!! (*riso maquiavélico*)

É um facto que nos mais recentes dias, não tenho propriamente andado a cheirar por aí, largando magia e postas de pescada em spots alheios nem contribuindo activamente a espalhar o terror pela blogosfera - deve de haver muita alminha a chorar desalmadamente com saudades aqui da Peixa, sofrendo de insónias e sem saber que fazer à vida - porém, hold on your horses que não deu nenhum fanico à gaja, apenas têm sido bastante requisitada noutras freguesias.

Lá diz o ditado que "vaso ruim não quebra", não sei que isso têm a ver comigo, mas pareceu-me algo inteligente a acrescentar.

23.05.18

E foi desta que me deu o fanico.

frito e escorrido por Peixe Frito

 

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Pois é... algum dia iria acontecer. Após ingestão como se não houvesse amanhã de amendoins cobertos com wasabi, é oficial que comer disso ou uma maçã doce, sabe ao mesmo. Fiquei imune ao picante!! 

E agora? A minha vida não vai ter a mesma emoção. Meh... Amuei.

22.05.18

Vai parecer que tudo está a renascer dos mortos!

frito e escorrido por Peixe Frito

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Imagem roubada daqui:

https://lifestyle.sapo.pt/sabores/dicas/fotos/dicas-para-criar-uma-horta-caseira-a-partir-dos-caules-dos-vegetais

 

Uma coisa é verdade: ao tempo que eu ando a ver se ponho em prática o cultivo de uma horta caseira, a partir dos restos dos alimentos. Dá alguma trabalheira, como andar a catar frascos e arranjar espaço para por as carcaças moribundas dos vegetais a apanharem sol, na esperança que estes voltem a brotar. Com tanto legume que se pode re-aproveitar para por novamente a germinar, a minha casa vai começar a parecer um cemitério de mortos vivos ou um hospital com feridos de guerra: uma alface sem cabeça, um aipo sem talos, uma cebola descascada, uma cenoura sem... sem... ponta!, uma batata doce que mais parece um Gremlin a germinar...! Uma imagem linda de se ver. Então logo pela manhã, quando lhe bate o sol, imagino o ar macabro daqueles semi defuntos com os brotos a crescerem - na verdade zombies dado que estão a brotar do próprio cadáver semi decomposto.

Vamos estar a cuidar de seres moribundos que depois, de tanto amor, dedicação, a renascerem belos e amarelos (*música angelical*), viçosos e cheios de vida no seu esplendor, com a esperança a espreitar no horizonte e "Záááásss" têm um encontro de terceiro grau com a tesoura ou a faca, afinal o que viam no horizonte não era a esperança de um novo dia mas sim a Peixa de arma em punho para lhes aparar as franjas, e lá vai começar tudo de novo.

Não é um pouco a roçar a crueldade para com estes seres, os termos ali em frasquinhos a germinar, mal começando a dar ares de nova vida, nós, impiedosos, vamos lá logo dar uma razia ao bichedo? Quase fica a parecer como criar os franguinhos, engordar, com ração da boa e nutritiva, carinho e atenção, para depois os encaminhar para uma panela...?

Se daqui a uns tempos deixar de postar, já sabem que me aconteceu: fui apanhada pelas sobras dos meus vegetais, que me fizeram uma espera e me colocaram a mim a vegetar. É que não se deixem enganar pelo ar fofinho dos restos dos vegetais... eles sabem que foram vocês que os comeram. Tenham isso presente em mente (*música dos x-files*) e suspeitem se durante a noite ouvirem rastejar pela casa: Não é a Samara mas algo tão mau ou pior, que se vêm vingar das dentadinhas que lhes deram nas miudezas.

21.05.18

Ainda bem que não nasci abelha, senão era o cabo dos trabalhos.

frito e escorrido por Peixe Frito

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Sentir o cheirinho a flores na rua - pólen no ar a flutuar alegremente - principalmente da acácia mimosa. Pena pena, é ser alérgica a esse ser e ficar com crises de alergia de me benzer, com cada espirro que quase ponho os pulmões a apanharem ar cá fora, pelo nariz. A Primavera, o solinho, os passarecos, enchem o coração... a par com a minha rinite que me enche os olhos de lágrimas e ramelas e os bolsos de lenços ranhosos, tal é a emoção do meu contacto com a Natureza.

Tão mágico  Já sentia falta de acordar com os olhos ramelosos 

Ranhocas à parte e lenços húmidos por todo o lado, adoro a Primavera. Mesmo quando tenho de fazer rolinhos de papel e meter um em cada narina, para a ranhoca não fugir desgovernada sem avisar.

17.05.18

Já são muitos anos a virar "frangos".

frito e escorrido por Peixe Frito

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Não faz parte da formatação da série do meu exemplar humano, passar por um animal de patinhas para o ar, sem se conseguir virar e eu ignorar ou até pisá-lo, passando como se não fosse nada comigo. Frequentemente, tenho paciência daqui à casa do coiso das Caldas, para estar a ajudar um bicho de conta a virar-se, que decidiu espreguiçar-se no meio das escadas. E haja paciência! Aquilo só filmando: ele abre a cuscar... e eu com um pauzinho tento virá-lo gentilmente e devagar, para ele não fechar. E quase a virar... quase... e ele fecha. Eu espero. Volta a por as anteninhas de fora a bisbilhotar e eu repito o processo. E lá estou eu, a dançar o fandango com um bicho de conta, que mais cedo me dá um fanico e estendo o pernil do que ele se vira e vai à vida dele, enquanto alguém me espera para almoçar, já tendo vontade de comer a toalha da mesa tal a esganadice de fome e me chamado todos os nomes menos Santa.

Até muitas vezes sou vista, pelos paparazzi e afins, a resgatar uma abelha de uma pocinha de água ou a pegar numa aranhita que foi catada pela mãe Peixa e que a vai cilindrar - aparece do nada a Super Peixa, de peúgo no pé e olhar matador, pegando na bicha, salvando-a das garras da vassoura ou da rasta da esfregona - colocando-a na rua, a salvo da mãe Peixa mas à mão dos pardalinhos.

Quando eu morrer, tenho uma estátua erguida e uma festa de boas vindas - principalmente, se for enterrada e não cremada. Literalmente eu é que serei o motivo do banquete.

Deus devia era de lhes ter posto uma molita no rabito, para quando se virassem, pimbas! voltavam à posição inicial. Escusavam de andar para aí a mostrar as miudezas, de patinhas no ar e pernocas ao léu e a provocar trânsito e engarrafamentos nas escadas, mas principalmente no meu caso, fome aguda a terceiros.

16.05.18

Isto sim, me faz temer pela minha integridade física.

frito e escorrido por Peixe Frito

A mãe Peixa com o mata moscas na mão. Não que ela alguma vez me tenha dado uma verdascada com o mata moscas mas é mesmo o perigo que ela constituí para a sociedade - antes fosse para a das moscas, mas nem por isso - com a sua aselhice. Têm a capacidade de acertar metros ao lado de onde a mosca está pousada. E de todas as vezes ela diz: "Não sei se lhe acerteiii!!" A que eu respodo: "Ela anda a voar mesmo em cima de ti." E é pegar no pacote das pipocas e assistir a aquele filme, da mosca frenética num pousa aqui, pousa ali, voar em círculos a dar um baile tremendo à minha mãe e às suas capacidades de exterminadora de moscas aladas, e a mãe Peixa, já em tentativa desesperada de acertar no animal feroz, começa a abanicar o mata moscas, tal abanico a ver se o lume pega no churrasco.

O mal no meio daquilo tudo, é que uma pessoa têm de estar a pau com aquele estandarte todo, não vá levar com uma arrefinfadela do raio do mata moscas na pinha ou levar com a mosca em si - sim... quando no meio da euforia a mãe Peixa finalmente acerta na mosca, é tipo raquetada: vai a mosca nas horas tipo bola de ténis... e quem leva com ela? Não custa muito a adivinhar.

11.05.18

Das duas, três: ou é assédio ou começa a ser uma nova espécie de bullying!!

frito e escorrido por Peixe Frito

Ainda estou para perceber, porque é que a maioria do spam que recebo num e-mail, é de mulheres - spam é spam. Não me admirava nada que fosse um gajo barbudo, gordo, careca, de cueca de quinze dias (meeeega estereótipo, eu sei kkk) com um e-mail com nome de gaja, a fazer a "spamaria" toda - É pá, "ser" de mulheres ainda é como coiso e tal agora serem e-mails a roçar a obscenidade e a mandar para a cueca, alguns com títulos aparentemente inocentes - mas de conteúdo carregado de corpos desnudos tal como Deus as mandou ao mundo mas com mais maquilhagem, plásticas, unhas postiças e extensões no cabelo - como "Sou uma rapariga solteira" ou "Comigo serias feliz", fico assim um bocado a pensar. 

Com tantos e-mails com nome de senhoras e com insinuações sugestivas e provocadoras, começo a sentir-me assediada pelos e-mails.

Vê-se mesmo que nem percebem que, no meu caso, é "público" errado para a cena.

 

Obs: Óbvio que sei que os e-mails de spam são enviados industrialmente, sem verem a quem os e-mails de destino pertencem.

10.05.18

Olha a perna boaaa...

frito e escorrido por Peixe Frito

...ou o alicate, para ser mais precisa.

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 Quem se lembra de vestir saias, com um enorme vento a soprar na rua? Eu, pois está claro. Santa teimosia a minha que se é aquilo que me apetece vestir, assim o faço. E no que resulta isso? Numas belas figurinhas. Vêm com cada rabanada de vento, que muitas são as vezes que me apanha distraída e me faz um espectáculo digno de Marilyn Monroe... Com direito a cuecal à vista e tudo. Como já são muitos anos a virar frangos e a mostrar a cueca a quem passa na rua, é me verem a andar que nem um pinguim com a saia entalada nas pernas ou com as mãos a segurarem na saia, lateralmente, para a mesma não fazer balão quando os ventos se armam em engraçadinhos.

Ainda há tempos, nuns eventos com amigos, andava eu de vestido e molas em cada lado do vestido, a prender a saia. Vergonha? Nem por isso. As molas até faziam pandam com a roupa. E quem não quisesse ver, não olhasse.

Várias foram as vezes que ouvi, ao longo desta minha longa curta vida de criatura, que me diziam: "Peixa, a sério. Eu ainda não percebi porque vens de saia com este vento! Para andares a agarrar na saia o tempo todo??" ou então, alguns já desistindo, mandando a toalha ao chão, de cansados de me dizerem sempre a mesma coisa sem surtir efeito, gastando o seu latim saia vs vento, me viam naqueles preparos de parecer o Charlie Chaplin a andar, suspirando diziam: "Típico. É que é tão típico".

E as vezes que vou às compras, de sacos em cada mão e o lento lembra de ventar? Ah pois é... É vê-la a enrolar as saias nos sacos ou a encostar-se de rabo nos carros, para a saia não subir - meia volta, lá dou uma publicidade gratuita à marca de lingerie que uso. Tento disfarçar a cena, não vá alguém me estar a ver e raspo-me dali mais depressa que o Speedy Gonzales.

Se há necessidade disto? Não, não há. Mas a verdade é mesmo esta: se me apetece ir de saia e está vento, porque não hei-de ir? Já sei é que vou apanhar correntes de ar noutras zonas corporais. Como há uns tempos disse a uma pessoa, era acerca de tatuagens mas o princípio é praticamente o mesmo: "Sei lá eu se amanhã estou aqui, que me espera daqui a uma hora ou dez minutos. Por isso é viver e fazer o que me apetece. Claro, sem desrespeitar ninguém, mas sendo fiel a mim".

Dito isto, é assim a vida. Um como cada qual. Podia ser pior.

 

09.05.18

Ai... eu. Depois é assim!!

frito e escorrido por Peixe Frito

Ao almoço, estar a desfrutar de uma bela salada de rúcula e ouvir coisas como:

- Não há-de ela passar a vida a comer bolachas! Passa fome só a comer ervinha!

- Bem ó Peixa, os coelhinhos contigo não se safam, comes-lhes as serralhas todas!!

 

Como já disse antes, se eu fosse sossegada e caladinha, sem me meter com os outros, não ouvia estas coisas enquanto degusto uma saladinha.

Além disso, acho que o coelhinho abaixo até precisa que eu lhe coma umas serralhas...

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Já viram bem o tamanho daquele menino? Parece um Pokemón.

07.05.18

Os exemplos e educação que dou aos filhos dos outros.

frito e escorrido por Peixe Frito

- Não rabinho pequeno! Quando abres o yogurte, lambes a tampa por dentro. Passar com a colher não dá jeiteira nenhuma. Experimenta lá.

E lá vai ela de lamber a tampa do yogurte.

Tempos passam, estamos a lanchar sentados à mesa de família. Lampeira, a rabinho pequeno ia abrir o yogurte e não conseguiu. Pediu ajuda. Aguardou pacientemente eu abrir o yogurte e que eu lhe desse a tampa. Lambeu-a com satisfação e começa a comer o yogurte. A olhar para a cena, diz o paizinho da criatura:

- Isso só podem ser coisas que a tua tia te ensina.

- Hey... olha agora... mas porque é que fui eu a ensinar isso?

- Está-se mesmo a ver que são coisas tuas.

E pronto. Contra factos não há argumentos. Arrumei a viola no saco e continuei a comer a minha sandocha.

sobre a Peixe Frito

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