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Ó da guarda, peixe frito!

Vai com arrozinho de tomate?

19.10.18

Devo dar o braço a torcer, que é uma chatice quando estas coisas acontecem.

frito e escorrido por Peixe Frito

- Mas tu já viste? É que agora já anoitece, de noite!

As loiras por dentro, são tramadas.

16.10.18

Dá assim uma satisfação mórbida...!

frito e escorrido por Peixe Frito

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(imagem palmada daqui)

Alguém já teve uma vontade dos diabos de se meter dentro de um recipiente cheio de bolinhas de esferovite? Pois bem, eu já. Sempre que posso, enfio as mãos dentro das embalagens cheias destas coisas do demónio e nem me apetece tirá-las de lá. Imagino-me, por momentos, como aquela imagem do "American Beauty", caindo bolinhas de esferovite invés de pétalas de rosa... correndo o risco de ter um ataque de tosse ou desfalecer ao inspirar alguma.

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Vontade de fazer um «mocheeeeeee!!!» às bolinhas de esferovite, sabendo que o mais provável era aquelas porras pequenas se desviarem todas para os lados, me engolindo literalmente, mas porém, me fazendo bater com as fuças no chão, tipo chapa, tal e qual aqueles tótós que sobem o palco num concerto e toda a plateia se desvia, quando ele se atira para o meio do maranhal - isto não é mito urbano, conheço mesmo a quem isto tenha acontecido e o quanto eu teria pago para ver isso ao vivo e a cores.

Sei que ficaria com o cabelo cheio daquilo, as orelhas, nariz, refegos e não refegos, bem que poderia fugir desalmadamente, quase arrancando o pavimento, semelhante a alguém que devia parecer o Road Runner a fugir de um balão de hélio perseguidor e demoníaco mas graças à electricidade estática, não me viria livre das bolinhas nem que viesse um furacão nem uma tempestade com nome de gente e nem que os planetas alinhassem com o sol, se sacrificasse uma cabra e se escrevesse um haiku dedicado à origem do universo. Valeria a pena. Toda a santa bolinha que eu espirrasse durante os próximos anos - ao menos na altura do Natal, teria neve artificial para decorar o aquário - todos os mergulhos na praia que eu não iria conseguir fazer pois só iria conseguir boiar. Viraria a Super Peixa Esferovitaaaa! Só acudia quem iria precisar de acondicionar as suas encomendas em caixas, mas já é melhor que nada, não?

Ahhhhh bolinhas de esferoviteeeee... esponjava-me como um canito na relva fresca.

Happy days... era o que era. 

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(canito feliz da vida palmado daqui)

11.10.18

Mais eficaz do que um Maneki Neko (gatinho japonês) chamador de clientes.

frito e escorrido por Peixe Frito

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Uma pessoa amiga a queixar-se que têm pouco movimento no seu estabelecimento comercial e então que aproveitou para dar uma arrumadinha e limpar, dentro do possivel, o espaço. Que lhe digo eu?

- Olha, lava o chão que aparece logo gente para sujar e patinhar tudo, sem deixar o chão secar.

É que é certo como o destino. Parece que cheira à distância, o aroma de chão molhado que aparece sempre alguém - sempre! - para o vir espezinhar e sujar. Ainda piores do que as piranhas esfomeadas a sentirem um animal totó à babuje dentro de água. Um aparte: às vezes não precisam de ser outros, acontece que até eu própria sou apanhada na armadilha do chão molhado: tento por tudo não ter de voltar à divisão cujo chão acabei de lavar mas meia volta, lá me esqueço ou preciso de alguma coisa que está precisamente nessa divisão e longe de alcance - nem com um pegamonstro lá chego nem com o chicote do Indiana Jones - e tenho mesmo de me render às evidências e pisotear o chão todo. Ainda me encosto bem às paredes, a fazer de osga, mas acabo sempre por deixar as marcas no chão dos meus pés, tal Big Foot. É a maldição do chão acabado de lavar.

Os meus conselhos valem ouro. Tenho dito. Estou para aqui a perder-me, sem dar uso a este meu dom.

 

P.S.: Ao que parece, até o Maneki Neko sofre do síndrome das águas e bebidas nos cafés | restaurantes | bares. Acho que vou ter de arranjar um arco-íris, que levanta uma pata de cada vez, com não sei quantos amuletos na coleira, com o intuito de usufruir de todas as benções do gatinho da sorte.

Acho que podiam ser mais práticos como o tuga, tomando como exemplo a peça das caldas. É aquilo e não há cá fufus nem gaitinhas. Pimba, curto e grosso - expressão tá, expressãooooo.

P.S.2 (e não estou a falar da Playstation): Nem o Maneki Neko escapou aos nerds do lego:

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(palmado daqui)

10.10.18

Desconfio que só de eu pensar em usá-los, eles sentem e se "desmalham" todos.

frito e escorrido por Peixe Frito

Declaro aqui a oficialização da abertura da época de uso de collants.

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Eita que vão começar as guerras matinais de vestir uma perna direita e a outra enviesada, tendo de tirar os collants e voltar a vestir... Abriu também a época das malhas, buracos nas meias de vidro e a época do verniz andar na mala, não vá alguma malhita se lembrar de fazer alpinismo nas minhas pernas de sereia. Menção honrosa para as meias desirmanadas e para os collants que quando precisamos deles, não os achamos ou há sempre a cor que naquela altura vai ter de desenrascar - quantas vezes não tive de vestir meia cinzenta com roupa preta, só para não passar friasca nas pernocas? Era mais fácil mudar de vestimenta, dizem vocês. Lá isso era. Pois era... Mas de manhã a cabeça está formatada para aquela farpela - e os minutinhos cronometrados para sair de casa por causa do trânsito - e têm uma ou duas opções de reserva caso algo corra mal, tal como não achar a camisa ou a saia ou o que seja, de modo que os collants normalmente são aquela peça básica que têm de dar com tudo e convenhamos, mudar um traje inteiro por causa de uns collants logo pela matina... ninguém merece.

E essas coisas acontecem porquê? Bem... eu raramente arranjo a roupa no dia anterior. Tendo o aquário com vista para a serra, o tempo é muito sui géneris, de modo que só de manhã, posso afinar os trapos do dia, quando abro a janela - e não está nevoeiro. É frequente haver desvios de última hora e andar tudo nas horas pelo aquário - cuecas a voar, peuguedo, cintos, soutien do Winnie the Pooh - comigo à procura de outro par de collants, porque rompi o novo que estava a estrear naquele dia. Sim... eu dou cabo de collants mais depressa do que a acabar um pacote de batatas fritas lisas com mel e mostarda. É sempre a dar, um ver se te avias. Que o diga a mãe Peixa, cada vez que lhe digo que mais um par foi à vida. Ao início, ela ainda fazia funeral aos animais e me questionava como que raio consigo eu fazer isso, mas com os anos percebeu que há mistérios na vida, cujas respostas nunca iremos saber. Mais depressa descobriremos o Homem das Neves ou o Monstro do Loch Ness ou a Ovelhinha Amarela.

Verdade seja dita, eu ando em guerra com collants desde miudinha - reza a lenda que eu me fartava de fazer alergia ao raio dos collants de lã e ui se me lembro de sentir picadinhas nas pernoquitas e me esgatanhar toda - porém admito que toda a confusão gerada pelo simples vestir de collants, de quase ter de vestir luvas de seda e lhes pedir "s.f.f não te rompas meu amor que EU 'TOU CHEIA DE PRESSA E A PERDER A PACIÊNCIA" acaba por compensar. É agradável poder vestir vestidos ou saias nos tempos mais frescos, ter as perninhas quentinhas e não correr tantos riscos de mostrar o cuecal ao povo, cada vez que uma pessoa se agacha ou o vento se lembra de ventar.

É isto que me dá força todos os dias, frente às adversidades e desafios de usar collants, maiores do que os do "Nunca Digas Banzai!" ou "Jogos sem Fronteiras".

Qual lutar contra zombies e o holocausto, ser o fim do mundo em cuecas ou até catar piolho na careca... Vestir uns collants têm arte e não é para todo o povo.

08.10.18

Alguém devia de repensar a sua carreira profissional.

frito e escorrido por Peixe Frito

Quando uma fechadura avaria é tramado. Principalmente de uma porta de acesso único a um armazém, sem janelas e chão cimentado - nem fazendo buraco por debaixo da porta com uma colher, tipo preso, a malta se safa.

Cereja no topo do bolo, é nem o próprio senhor que arromba as portas / senhor das fechaduras, a conseguir abrir! Eita que é das boas, esta. Tenho de arranjar uma para mim.

Agora vejam o quanto isto não pode abanar a autoestima deste senhor... "Possa, nem para arrombares portas serves, Manel. Devias era de te dedicar à apanha de gambuzinos, tal como a tua mãezinha te disse".

Deve ser uma fechadura destas, que a Marian usava no filme "Robin Hood: Heróis em Collant's". Cheira-me.

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 A fechadura lá acabou por abrir, depois de alguém perceber que a estava a trancar invés de abrir.

04.10.18

Não há nada que seja de graça.

frito e escorrido por Peixe Frito

 

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Eu não sou lá muito adepta de usar perfume. Sim, é verdade. Eu, Peixa Maria Manuela com a Água Pela Canela, não uso perfume. Simplesmente uso um método muito eficaz, para estar sempre cheirosa, fresca e fofa. Sabem qual é? Tomo banho, pois está claro - que esperavam que saísse daqui. Nada de jeito e ainda mais a esta hora da manhã e véspera de feriado. O Tico e o Teco andam na loucura - Agora a sério. O aroma natural que eu tenho é mesmo do shampô, do segundo amaciador que ponho na trunfa - sim... uso dois amaciadores no cabelo, só para verem o quanto custa ter cabelo airoso como o meu - do cheiro do detergente da roupa e claro, eu tenho um aroma natural a sereia. É de mim, pronto. Lá de vez em quando me borrifo com um spray corporal de cheiro a cerejeira do Japão, sem alcóol e merdices que fazem com que as minhas escamas encarquilhem mais prematuramente.

Que isto têm de anormal até agora? Nada. Apenas o facto de que até para se pôr perfume ou colónia, é preciso ter técnica. Há quem borrife o corpo inteiro, tomando um banho de perfume literal, há quem só ponha nos pulsos e atrás das orelhas - que by the way, ouvi dizer que afasta a piolheira, por isso despejem o perfume atrás dos abanicos como se não houvesse amanhã - há quem mande para o ar formando uma nuvem em volta e atravessa-a, de braços abertos, como se estivessem num momento angelical. Eu? Eu gostava de ser assim tão graciosa. Quando borrifo perfume, sustenho a respiração para não inspirar o perfume. Sou tão sortuda, que acabo muitas vezes por degustar o perfume na mesma, porque mesmo sustendo a respiração e fechando a boca, acabo sempre por ter perfume a entrar para a boca. Não há vez em que não me dê vontade de espirrar, até fujo da nuvem de perfume, mas a mesma persegue-me e acabo sempre por a inalar profundamente. Os meus pulmões devem ser um jardim interno, cheio de flores, borboletas, árvores a florir e passarinhos a cantar. De vez em quando, deve passar um unicórnio também - Isto faz lembrar a música dos Mind da Gap - És onde quero estar. "O que é que sentes? Borboletas!!" Qual amor, qual quê... É mesmo de inalarem perfume, vão por mim. - Acreditem, que não têm nada de prazeiroso. Cerejeira do Japão, my ass, que aquilo sabe mal como a porra.

Lado positivo? Bem, o hálito fica cheiroso e perfumado. Só resta saber se na altura da poltrona, o ambiente também fica aromatizado como ambientador natural.

 

 

03.10.18

Até me esgatanhei toda.

frito e escorrido por Peixe Frito

Chega uma colega ao pé de mim, numa linda manhã de sol:

- Peixa, Peixa, anda cá que preciso de um favor teu!

- Então, dime.

- Chega aqui para esta zona com sol! Olha... pá ando-me aqui a coçar. Recebi uma sms da escola do meu filho que há piolhos na turma. Podes ver, se faz favor, se me vês alguma coisa na cabeça? É que desde que recebi a sms só me tenho estado a coçar!!

Olha eu né... quando ouvi aquilo tudo, com a palavra "piolhos... piolhos... piolhos..." a ressoar na minha marmita: 

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E lá tive eu, frente à aflição mais que visível da rapariga, a ver se a moça andava com inquilinos no meio da peruca. Felizmente, não encontrei vivalma mas foi o suficiente para eu passar o resto do dia a coçar a minha piruca e a pensar logo na piolheira.

Raios partam mais a estes bichos e o seu condão de panicar a malta toda. Tamanho não é mesmo documento, belive me.

27.09.18

É que é fatal como o destino.

frito e escorrido por Peixe Frito

Uma gaja andar a limpar e arrumar. Ufa! Tudo nos trinques e a brilhar. Vê-se um saquito pendurado, lá esquecido, com coisas dentro que podem ser arrumadas. Tira-se um saquinho e, tal como logo a primeira bola a sair do saco e à estreia, o escafandro do saco está roto e deixa cair pelo chão imaculado, bolachas e as respectivas migalhas, fazendo um autêntico campo de guerra e batalha campal.

Ora porra...! Não podia ter sido logo no início quando ainda estavam as coisas por limpar? É que o raio das bolachas até nem davam para aproveitar, moles e rafeirosas até mais não. Não felizes por já terem passado os seus dias de glória, ainda tiveram de me infernizar e fazer varrer o chão novamente, a apanhar os bocados das suas carcaças desmembradas. Como um mal nunca vêm só, está uma criatura a ferver a mandar os restos mortais das bolachas para o caixote do lixo, verificando que o seu chão está novamente todo airoso e alguns farelos das bolachas caem para fora do caixote. Que fazer? Voltar a varrer. Raios partam mais as bolachas e quem as fez. Resistentes, as meninas, hein? Duras de roer. Vão fora mas não sem resistência.

É isto e uma pessoa acabar de lavar a loiça, estar a secar o lava-loiças, torcer o paninho amarelito, a fazer o gesto de o ir pendurar na bela da torneira (*imaginem a cena em camera lenta e com a música de Vangelis a tocar de fundo*) e ou aparece uma alminha com caqueiros sujos para lavar (que miraculosamente aparecem, pois não existiam antes quando perguntamos se há alguma coisa para lavar) ou olhamos para o lado e vemos que faltava aquela canecazita, que ficou ali o tempo todo a admirar-nos a lavar a loiça e nem teve a hombridade de mandar um guinchinho, só para avisar que também ela precisava que lhe esfregassem o rabo.

Vontade? Olha amiga caneca, ali está  detergente e ali a esponjinha que não te risca. Podes esfregar-te à vontade, usa água quentinha, fica de molho, o que te apetecer. Eu é que não te vou esfregar o rabo nem as costas.

Isto era o que eu gostava de ter coragem de fazer, porém, azeda, volto a abrir a torneira na água quente, por detergente na esponjinha e esfrego o raio da caneca com o mesmo fervor que a Gata Borralheira esfregava o chão de madeira.

Never ending story, o trabalho de fada-do-lar em casa. Parece que as coisas brotam do chão. Mas quando finalmente terminamos, a precisarmos nós de um duche e de uma merecida massagem aos pés, é um verdadeiro momento "Vangelis - Chariots of Fire"!

 

26.09.18

Eu chorava baba e ranho e implorava para pararem!

frito e escorrido por Peixe Frito

Admiro as criaturas que ficam tão felizes e contentes, quando lhes cantam os parabéns.

Eu, desde pequena, que era praticamente proibido me cantarem os parabéns. Mesmo depois de adulta, se puder evitar, evito.

Uma pessoa fica ali assim, a olhar para aquelas pessoas todas a festejarem o estarmos a ficar carcaça, a baterem palmas, desafinarem, disfarçamos a olhar para a vela e começamos a ficar com instintos piromaníacos por a vela nos estar a hipnotizar, sopramos a vela e mandamos perdigotos para o bolo, que toda a gente come com satisfação.

E há sempre um engraçadinho que nos diz que temos de morder a vela debaixo da mesa e pedir um desejo!

O meu desejo nessas alturas, é não ficar com cera nos dentes, porque realmente, aquilo fica bem pegadinho à cremalheira que é um gosto.

Traumas de infância? Talvez. Ou talvez não. É coisa que não me assiste, no entanto, se há coisa que adoro é festejar o aniversário com a família e os amigos do coração. Bolinho há sempre, seja feito por mim ou comprado. Normalmente feito. E só me entoam o cântico dos parabéns, porque é da praxe todos desafinarem e cantarem em ritmos e fases diferentes da música, todos descordenados ao mesmo tempo - família... não a escolhemos, né?

A cereja no topo do bolo, é se esquecerem das minhas velas e ter de escrever os números em dois fósforos a fazer de vela ou meterem o meu bolinho de aniversário no meio dos outros bolos, o comerem e me cantarem os parabéns com um bolo a faltar fatias e com velas de fósforo. Tudo no mesmo dia! Sou uma abençoada.

21.09.18

É que começa já hoje, qual daqui a uns tempos agravar...!

frito e escorrido por Peixe Frito

Já bebi tanto mas tanto mas tanto chá hoje e fui fazer o respectivo expelir de xixi, que não vai ser preciso esperar pelas calotes polares derreterem mais depressa dado o sobreaquecimento global, para se dar um aumento tremendo do nível das águas no mundo, países ficarem submersos - adeus túlipas da Holanda, baixa de Lisboa e ilhas artificiais do Dubai - e mai' não sei quê.

Corram para as montanhas, levem as crianças e as mulheres. Medo, tenham muito medo, que pelo andar da carruagem, eu hoje desfaço-me em líquidos - Dêem graças o chá não ser drenante e diurético, senão era já daqui a cinco minutos que era emitido o alerta vermelho e soariam os alarmes de "perigo eminente", pior do que o do filme "A Guerra dos Mundos".

Preparem a vossa bóia do patinho/flamingo/unicórnio, braçadeiras do Mickey e o vosso barco insuflável. Depois não digam que não avisei.

20.09.18

Não é do cú, é das calças.

frito e escorrido por Peixe Frito

Decididamente, sempre achei que o mal era das malas serem grandes, que uma gaja custava a encontrar as coisas lá dentro. Passei a usar malas pequenas, tão pequenas que desgraço os fechos ao fechá-las, só com os meus items de preferência: carteira, telemóvel, chaves do peixmóbil e um pacote de ranhosos, pois está claro.

Acreditem que nem assim, se ando à procura de alguma coisa na mala ou por poucas coisas que ela efectivamente tenha... eu custo a encontrá-las!

Elas criam buracos cá com uma facilidade... - literalmente. Ás vezes desaparecem coisas e elas vão pelos buraquinhos do forro da mala, tipo passagem secreta e só dou conta delas, quando mexo na mala e sinto altinhos com formas estranhas. Os tampões então, são peritos em encontrar estas passagens secretas... i wonder why.

19.09.18

Tendência "rena Rudolfo": hit de moda para este Outono-Inverno.

frito e escorrido por Peixe Frito

Ora, cá vamos a mais uma tendência Outono-Inverno para este ano: o nariz vermelho. Não, não têm a ver com nenhuma iniciativa solidária e humanitária de angariar dinheiro para ajudar criancinhas - antes fosse - é mesmo a tendência de quando aderimos ao movimento da moda de espalhar ranhosos pelos bolsos dos casacos, mala de gaja e afins, gastando pacotes de lenços como se não houvesse amanhã, em medidas de desespero até usar lenços de pano, ganhamos um extra que é o nariz vermelho e assado, que nem com base, hallibut, aquela-coisa-que-se-mete-nas-tatuagens-que-eu-agora-não-lembro, uma pessoa se vê livre da "assadice" do "naniz".

Outra tendência associada, da qual eu já estou a desfrutar maravilhada - not - que até me faz lacrimejar dos olhitos tal a emoção, é o pinguinho do nariz na altura menos própria de vir dar o ar da sua graça - é uma pessoa andar por casa e sentir uma cóceguinha a descer interiormente na cana do nariz... antes fossem os macaquinhos numa party mas não, é uma ranhoca desenfreada a descer as montanhas para vir desaguar onde quer que seja: cai sempre mas sempre quando e onde não deve. Devo adverter que ainda não me aconteceu cair no chá nem em nada comestível mas que já me aconteceu estar no trabalho a falar com um colega e ter de por a mão urgentemente à frente, que a ranhocada decidiu vir espreitar à janela a ver quem era a pessoa com quem eu estava a falar, a codrelheira, de modo tão efusivo que até acho que cheguei a ouvir: abram as compooooortaaaaasssss!!! antes de se dar aquela enxurrada - Tendência super fashion e que dá para usar em qualquer altura, lugar, spot, trapinho quer seja vestidinho de gala quer seja com trapinhos de andar por casa ou ir por o lixo à rua. Mais prática e versátil, é impossível. Até no trabalho, se pode aderir a esta tendência.

Um extra fe-no-me-nal, mas que só está disponível para algumas pessoas, é a rouquidão associada ao se tossir ligeiramente dado o entupimento das vias superiores. Ficamos com uma voz sexy. Porém meus chuchus que não são abençoados com essa voz sexy e rouca, nada está fora de jogo para vocês!! Adquirem de certeza a linda, fantástica, maravilhosa e atraente, fala pelo nariz!! - ou melhor, pelo dânissss!! - Digam lá, se não é logo meio caminho andado para pedir alguém em casamento? Ninguém resiste a alguém com olhos a lacrimejar, fungar constantemente, pinguinho atrevido, encontrar um rasto de lenços ranhosos - tipo Hansel & Gretel versão Outono-Inverno - por todo o lado e a fazerem concorrência ao tamanho das pirâmides egípcias, nariz de Rudolfo e voz rouca ou anasalada! - Solteiro(a)s por esse país fora, preparem-se!!!

Esta sem dúvida, é uma das melhores tendências de Outono-Inverno. Só, mas só vantagens.

Ahhhh que saudades eu tinha das crises de alergia... das pilhas de lenços molhados por todo o lado e de ficar sem lenços disponíveis num piscar de olhos. Uma das maravilhas da natureza, sem dúvida.

Desfrutem desta tendência que agora fica em alta durante o Outono, porque depois só têm outro deslumbre na altura da Primavera, com os pólens no ar. É de aproveitar!

Vou ali dar no gengibre, e já aí apareço. Entretanto, deixo abaixo um apetrecho que me parece altamente esplendoroso, como acessório - quase obrigatório - da tendência rena Rudolfo.

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18.09.18

Os sons de fundo do consultório são tão inspiradores - tipo musa grega - que até me fazem pensar se a comunicação está a ser bem perceptível para não haver confusões.

frito e escorrido por Peixe Frito

Eu sou apologista, que todos os consultórios dos dentistas tivessem de fornecer ou um bloco de desenho com lápis ou cartões com dizeres pré definidos "SIM" "NÃO" "TALVEZ" "COISO" "DAQUI A NADA SOU EU QUE LHE TRATO DOS DENTES" (quase tipo esquemas de sim e não) e do género. Ora e porquê? Pois então, uma pessoa estar ali esparramada na cadeira do consultório, boca aberta quase a ver-se o estômago e o dentista nos fazer perguntas e uma pessoa não poder responder, se limitar a fazer gestos com as mãos ou a grunhir ou códigos com piscares de olhos, não dá lá muito jeitinho.

- Abre a boca. Eisshhh este dente precisa de ser mexido - saca da broca e põe a funcionar. Começa o dente a ser mexido - está a doer?

E está ali uma pessoa de boca aberta, como vai responder? Nesse caso, as lágrimas por si só são um indicador de possível dor, mas ainda assim, uma pessoa devia de ter os tais cartões ou bloquinho, para escrever ou desenhar, que iria facilitar imenso a comunicação entre paciente-de-boca-escancarada e estomatologista-com-broca-a-funcionar-e-a-fazer-barulho-de-filme-de-terror. Não acham?

É que não vá o médico interpretar mal o sinal e aí é que é a morte do artista.

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17.09.18

É o que digo: Quem sai aos seus não é de Genébra.

frito e escorrido por Peixe Frito

Está uma criatura tenrinha, na rua a observar um saco do lixo colocado no jardim, que as formigas o descobriram em três tempos:

- Ó tia Peixa, já viste o saco do lixo cheio de formigas? Assim muitas, muitas, assim muitas muitas - e estica as duas mãos para cima, de dedos espetados, como quem quer dizer que são mesmo muitas formigas. (Silêncio) - Ó tia Peixa, mas porque é que as formigas estão no saco do lixo??

- Então... elas comem o que está no lixo.

Pausa. Silêncio. Careta feia - Uhhhhh ca nojoooooo, que porcas!!!

Não sei que pensava ela que as formigas comiam... só me restou rir mesmo, frente a aquela ar enojado da rabinho pequeno.

12.09.18

A ver se viro uma blogger famosa.

frito e escorrido por Peixe Frito

Ora, o bicho verde não costuma habitar a minha criatura, mas estou a ver que não vou para nova e gostava de arranjar uma profissão que pudesse fazer com qualquer idade. Depois de anos de pesquisa (5 minutos na verdade, enquanto tomava banho hoje de manhã, fiquei inspirada pelo cheirinho do meu gel de duche) decidi que o que mais encaixa em mim, é ser blogger. Porque sim, pronto. Me apetece. Infelizmente, aqui a fritadeira não têm necessáriamente notícias, fofocas, receitas, relatos de viagens e outras cenas que façam que a malta cá venha religiosamente aos magotes, todos os dias. Decidi mudar o blog. Sim sim, decidi sim senhores, deu a panca na Peixa e é assim. Escusam de me escrever cartas - que não sabem a morada - me mandarem fax - que não tenho - me mandarem e-mail - que não o têm - esperarem à porta de casa - que não sabem onde moro - deixar bilhetinhos no meu peixmóbil - que também não sabem qual é - me mandarem gomas - para isso já forneço a morada, mas sem compromisso - para me fazerem mudar de ideias. Não sou corruptível. Podem ainda tentar sinais de fumo, mas tenham atenção à direcção do vento, pode não estar virado para estas bandas e cuidado para não pegarem fogo à manta nem às matas. Não dava lá muito jeitinho.

Pois vos apresento uma nova faceta da Peixa de hoje em diante (vamos a ver, Peixa como sou daqui a 15 segundos já nem lembro do que aqui escrevi). Hoje, visto que estamos perto do Outono, celebrando a mudança de estação, falarei hoje de tendências para o Outono - Inverno 2018.

Como o tempo têm estado mais bipolar que os ursos polares, cheira-me que a tendência vai ser ora andarmos de casaco de inverno e chuva na tola, como andarmos a despir as camadas de roupa, cheios de calor com o sol e temperatura amena na rua. A minha tendência será mesmo ter vontade de ficar na ronha em casa, nos dias de frio e, usar o item de moda na berra para este ano, modelo vintage de 1960, que é um cobertor com pelinho castanho de um lado e laranja ferrugem do outro, herdado por uma querida tia que eu tinha. Outra tendência que me parece que vai virar moda no meu aquário, será o saco de água quente, nos dias em que tiver as barbatanas frias, e recomendo aos leitores comprarem um para vocês, pois não há nada melhor que um saquinho de água quente - menos quando os tipos sofrem de incontinência, mas adiante - que embora meio à carcaça velha vintage, continua a dar um jeitaço quando o aquecedor não é suficiente.

Outra tendência Outono - Inverno, vai ser eu começar a encher os bolsos dos casacos com ranhosos, por causa das alergias atacarem que nem animais selvagens as criaturas delicadas e cristalinas como eu. Há que mencionar também a tendência da humidade me encaracolar ainda mais o cabelo aka virar ninho de ratos ou de cegonha, por mais que eu o estique, ponha produtos ou até faça o pino. A "ómidade" é tramada, animal sem coração dos penteados das gajas alheias. Mais uma tendência que nunca sai de moda mesmo, é sempre equiparada ao vestidinho preto no armário que dá sempre para todas as ocasiões, é mesmo eu de certeza me ir esquecer do chapéu-de-chuva em casa nos dias em que chove a potes e, quando o tiver no peixmóbil, nuvens no céu? Nem vê-las.

Por fim, porque já não me lembro de mais nenhuma tendência por enquanto, vamos falar da parte de gastronomia. As tendências e inspirações gastronómicas não variam muito das dos outros anos, pois um clássico é sempre um clássico venha quem vier, não há nada como dar continuação à tradição familiar e degustar de uns belos cozidos à portuguesa, sopas de pão e açordas à alentejana e umas sopas de feijão com repolho, entre bacalhaus à gomes de sá e o oficializar da abertura da época do uso do forno para assados e bolinhos caseiros. A barriga adora estas coisas - que o digam a poltrona e a balança - e nada paga o conforto no coração - e colesterol extra - destas comidinhas caseiras.

Aqui ficam algumas tendências para este Outono - Inverno que já está mais próximo do que temos noção - daqui a nada é Natal, como costumo dizer mas sem alegrias, mesmo naquela de frisar um silêncioso "porra que o ano passou a voar!!" - fiquem de pestana posta aqui na fritadeira, pois meia volta, hei-de expelir mais uma tendência nova para partilhar convosco, alegrando a vossa vida e enchendo-a de dicas úteis, para que estejam sempre em cima da situação.

11.09.18

Assim fico com um 6 pack num instante.

frito e escorrido por Peixe Frito

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 (imagem palmada daqui)

Cada vez que se manda um espirro se faz um abdominal. Okay, cada vez que se espirra... Peixa, não é muito, pensam vocês. Ah pois meus caro(a)s, não podiam estar mais equivocado(a)s! Cada vez que espirro, no mínimo, são três a quatro de jarda. Infelizmente tendo tendência a sofrer de alergias, imaginem quando começo disparada a espirrar. Faço mais abdominais que muita gente no ginásio a fazer aquecimento, de uma virada só. As vantagens são de facto fazer exercício em qualquer lugar, hora, momento, quer queira quer não, com o factor surpresa incluído pois nunca sabemos quando vamos espirrar e começar a fazer abdominais nem a sua quantidade. 

Não há nada como a natureza naturalmente nos meter a fazer exercício físico, não é? -  pior é que às vezes é com cada um, que fico toda moída.

06.09.18

Eis o porquê do Pai Natal não me contratar para duende.

frito e escorrido por Peixe Frito

O meu relacionamento com fita cola, basicamente, resume-se a esta imagem:

Funny-Jim-Carrey-Wrapped-With-Tape.jpg

Agora, imaginem o festim que não é, quando eu me meto a fazer embrulhos de prendas. Com menos uns pêlos nos braços, dedos mumificados com fita em volta e pedacinhos fatalmente espalhados pela minha roupa...  Lindo, não é? Cortar um pedaço fantástico da fita e quando a estou a posicionar no sítio, ela enrola, encaracola, cola-se aos dedos, fica colada com vincos. Devo agradecer à electricidade estática por ser tão minha amiga. Podia ser uma questão de ser desastrada, mas já me conformei: há coisas no mundo que não são feitas para coabitarem ou colaborarem em conjunto, como é o meu caso e o de rolos de fita cola larga.

05.09.18

Devem achar que têm os olhos rasgados até ao rabo, como diz o outro.

frito e escorrido por Peixe Frito

Há uns distraídos - está certo - outros cromos e outros que esperam que alguém mande imprimir para resolver a questão. Refiro-me à malta que acha que as impressoras têm "depósito" de folhas eterno, citando o Buzz Lightyear "Até ao infinito e mais além", mandando imprimir mais documentos do que os aconselháveis para a saúde. E depois queixam-se de que a impressora deu "erro", o pc emitiu o alerta e não processa a lista de espera dos print's, já mais longa do que as filas da segurança social ou das finanças. Fazem ar de cordeiro manso, que a impressora está a piscar e não compreendem que raio se passa. Às vezes lá enganam um tótó ou outro, que cai na armadilha que nem um patinho, que vai buscar papel e coloca na impressora, carrega no botão et voilá, o animal volta a funcionar. 

Comigo safam-se sempre:

- Está a piscar? Falta papel.

- Ah é?? Ahhhh não tinha reparado, pois é.

E fico ali parada a observar a criatura, enquanto ela, disfarçando o não gostar de ter de se mexer, abre a gaveta da impressora e põe lá o lindo papelito branco, carregando no botão da impressora para ela continuar o seu desempenho. E não é que sobreviveram ao acontecimento? Milagre pá. Presenciei a um milagre!

Piores mesmo, são aqueles que percebem que a impressora não têm papel, mandam imprimir na mesma mas só depois de se certificarem de que alguém mandou imprimir primeiro que eles, porque assim são os outros que põe papel e estes seres cavernosos - que lhes cai a mão, fazem entorse, dão mau jeito às costas ou partem uma unha se abrirem a resma e colocarem folhas na gaveta da impressora -  apenas se dignam a levantar o rabo da cadeira e ir buscar os papéis.

Menção honrosa neste meu testemunho, de que ainda existem ogres piores do que mencionei acima, dos que mandam imprimir quando alguém manda imprimir, só para essa pessoa lhe trazer as cópias - dado que o seu gabinete fica a caminho do gabinete dessa pessoa e a malta é porreira e quando vai buscar as suas cópias trás as dos outros e distribui a quem de direito e vice versa - arranjando assim criados para vossas excelências nem sairem do sítio.

A chica espertice é sempre tão grande, que apenas contam com a deles, até ao dia em que lhes começou a acontecer o mesmo: o pessoal notou e de surra, mandava imprimir ao mesmo tempo do ogre e não ia repor papel, quando ouvia a impressora a mover-se por todos os lados, a choramingar por falta de comidinha. O ogre não teve alternativa senão começar a levantar-se da cadeira e repor papel ou ir buscar os prints, aprendendo que podemos ser de facto inteligentes mas o resto do mundo não é necessáriamente portador de meio cérebro funcional ou cegueta e o ogre não é o suprassumo da batatolina, tendo sido o único a ser bafejado com neurónios funcionais na sua caixa de ar aka cabeça, enquanto o resto do mundo existe apenas para o servir.

Há com cada um, que mais parecem dois, possa.

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