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Ó da guarda, peixe frito!

Vai com arrozinho de tomate?

18.06.18

Até me faz largar umas lagrimitas!

frito e escorrido por Peixe Frito

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Por mais que tente, não há vez que a descascar uma laranja, não me emocione. E porquê? perguntam vocês, meus babes. Pois bem, levo sempre com uns espirrinhos da mesma nas fuças, quando abro a laranja ao meio. Ora se me entra para o olho, ora se não entra no olho, espirra a roupa, senão é a roupa, é a pessoa que está sentada ao lado ou toda a gente nas redondezas - fica tudo a cheirar a mercado de frutas - tal regador municipal a regar a relva e as árvores, que rega tudo, até as pedras da calçada.

E, quando não é espirrito de sumo, é do óleo da casca. Possa que aquela porra arde nos olhos!!

Já nem se pode roer uma laranja pacificamente, sem sermos agredidos com tanta violência. Ainda dizem que comer fruta faz bem. Está bem, está. Fiquem aflitos dos mirones com as bujardas das laranjas, que logo vão ver o que é bom para a saúde e se continuam a dizer para a malta comer frutinha - come fruta, come... bem em cheio nas pestanas e no resto da indumentária. Invejosas, as bichas!

15.06.18

Olha, não me importava nada.

frito e escorrido por Peixe Frito

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Uma bela de uma lamita, boa para a pele e para lustrar o pelito...! O único inconveniente seria mesmo andar por lá por dentro alguma bicheza não identificada, uns sapitos, cobritas e afins, e se andassem a roçar pelos nossos pézinhos, à socapa, nos pregrando uns valentes cagaços.

De resto, venha lá a lama, que ao ar livre até têm outro sabor.

14.06.18

A vida é tramada e toca a todos!

frito e escorrido por Peixe Frito

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Um rapaz detestar arroz, gramar com ele várias vezes ao almoço que é aquilo que a esposa lhe manda e (não bufa), num dos poucos dias em que teve a benesse de ser abençoado com massinha ao almocinho, têm de sair à última da hora, perto da hora da bucha, para ir auxiliar um colega.

O Universo e o seu sentido de humor retorcido. A sorte foi que, no meio daquela "urgência", lhe pagaram o almocinho.

E à noite, adivinhem o que foi acompanhamento ao jantar?

Arroz, pois está claro - não se safa dele por muito que tente.

12.06.18

Eu devo ter adormecido no Inverno e voltei a acordar no Inverno seguinte, só pode.

frito e escorrido por Peixe Frito

Ouvir a chuva faz frio, dá arrepios, vontade de uma mantinha - menos nos trópicos... aí até pode estar a chover quando estamos dentro de água na praia, que continuamos com calor - e por vezes, uma extrema vontade de contribuir para o aumento do nível das águas. Por acaso, não sou daquelas pessoas que ao ouvir uma torneira e estando com a bexiga cheia, tenho de ir urgentemente à casa-de-banho ou somente por ouvir a chuva cair. É algo que não me aquece nem arrefece. É como a tal situação, quando levamos uma criança à casa-de-banho e ela diz: "Não consigo fazer xixiiiiiiiiii" ao fim de meia hora de seca extrema ao lado da criatura sentada no penico e alguém se lembra de imitar o som de uma torneira "shhhhhhhhhhhhh" a ver se a criança finalmente abre as comportas e faz um xixizinho.

E ultimamente, com o que têm chovido, ainda bem que não me dá vontade de fazer xixi, senão estava tramada, não saía da casa-de-banho.

Por outro lado, já ando meio aborrecida por ter de voltar a tirar o chapéu-de-chuva lá do seu buraco obscuro. Gosto de chuva, mas não me anda a apetecer continuar a levar com chuva no lombo, todos os dias tenho de aturar a choraminguice dos meus vestidos de verão, tops de alcinhas, que se agarram às minhas saias e eu tenho de os enxotar, que querem é sair do armário, já estão fartos de serem trocados por camisolinhas de meia estação e de vestidos de manga comprida. Mas então, todos os dias amavelmente lhes explico que a sua vez há-de-vir, para limparem as lágrimas e serem fortes, não perderem a esperança que o sol há-de brilhar lá fora e eles poderão andar a tirar a ómidade das costuras e dos tecidos. Até parece que adivinham que o Verão está aí à porta. Inconsoláveis, andam as roupas de Verão. Elas e eu... que já voltei a levar com uma catrefa de pingas nas fuças, para abrir a pestana. 

Posto isto, pela primeira vez na vida, não me importava de ser um mosquito.

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Que ao menos a chuva seja divertida para alguém. Dado que nem se vêm pocinhas no chão para a malta saltar lá para dentro, nem nada. Uma tristeza.

11.06.18

Que frustração!

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Quando se passa uma tarde com o raio de um fio de manga enfiado no meio dos dentes e não há nada que se valha para o tirar - nem sequer o truque de uma pessoa amiga, que me dizia que utilizava um cabelo como fio dental em caso de emergência. Resta esperar que os dentes caiam para o dito sair. É nestas alturas que compreendo o porquê de algumas criaturas, deixarem crescer a unha do mindinho.

Ainda se tivesse uma baliza - sou um pouco propícia a ficar com sementes, pedaços de côco ralado, de canela em pó, de oreos, orégãos grudadinhos nas gengivas e entre os dentes, ironicamente, a típica alface nem vê-la - mas nem é o caso. Os meus dentes e gengivas são autênticos imãns de restos de comer. Certos casos, mesmo após escovar os dentes, há pedaços de chicha que não querem desgrudar nem à lei da bala.

Devia de haver um sindicato dos dentes, para estas situações. Quem me indemniza por eu andar a fazer figurinhas com uma semente de papoila cravada entre os dentes da frente? Quer dizer... cada vez que uma pessoa se ri, parece que está ali uma cratera. E ainda por cima, à socapa! Que rara é a pessoa que têm a amabilidade de dizer a outra: pssst hey tens uma cenóide nos dentes!!

O mais vulgar que acontece nessas situações e sinal de alarme que algo se passa na nossa maravilhosa cremalheira, é quando nos rimos ou falamos e a pessoa com quem estamos a conversar, subtilmente e de surra, passa a língua nos dentes, com a boca fechada (sim pá, nada de técnicas de sedução à descarada), a tentar que nós não notemos. Mas sim minha gente, quem têm algo no meio dos serrotes, nota esse disfarçar e subtileza! Mais valia dizerem logo... digo eu, e poupávamos figurinhas tristes alheias!

Raios partam mais à comida que dá luta... Possas. Nem depois de trincada!

08.06.18

Parecia a Buffy, a Caçadora de Vampiros a repor o stock de armas.

frito e escorrido por Peixe Frito

Comprar mandioca e não haver exemplar que não parecesse uma estaca de madeira para matar vampiros.

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 Obs.: A escolha da imagem foi meio infeliz, a mandioca mais parece um molho de outras coisas mas pronto.

07.06.18

Algo tão idiota que de facto me queima o miolo.

frito e escorrido por Peixe Frito

Estacionar ao lado de um carro mal estacionado. Eita que me põe os nervos em franja! Nhónhice a minha, mas eu gosto de estacionar la viatura direita e de rodas direitas, assim tal como Deus a pôs no mundo. Nada cá de merdices de estacionar enviesada, torta, de rodas viradas para fora. Nada disso. Agora imaginem, eu a querer estacionar o peixmóbil direitinho, até porque o espaço pelos lados do aquário não abundam de estacionamento, logo convém sermos sensatos e estacionar do melhor modo possível, e estou eu ali a manobrar que nem uma maçarica a aprender a conduzir, porque em certos sítios custa a perceber ou a ter linhas guia para se estacionar direito que normalmente uso o carro do lado, para ficarem par a par fofinhos e lindos da vida, que nem sardinhecas numa latinha com molho de tomate - mas assim fica difícil, quando a vizinhança gosta de parar a viatura conforme vira, assim fica estacionada, sem esforços.

Sou gaja, eu sei. Como já disse, nhónhices e merdices... eu sei. Mas custa assim tanto, alminhas dos diabos, estacionarem as viaturas direitas, respeitando os traços demarcados no chão ou se não têm traços imaginem raios vos partam, deixarem a porra das rodinhas alinhadas com a carroçaria do chasso, não estão no meio da metrópole onde estacionam as carroças atravessadas estão na aldeia, por isso não me arreliem depois de um longo dia de trabalho, quando já dei mil voltas ao quarteirão e finalmente arranjo lugar e vocês suas criaturas do poço de onde nem a Samara saiu, nem se digam de estacionar decentemente, de modo a que outros possam tanto manobrar como estacionar correctamente, aproveitando o pouco espaço que existe para tal efeito. Eu bem gostava, mas o meu carro não têm o extra incluído de rodas extensíveis à Inspector Gadget para eu poder estacionar no primeiro andar, logo preciso de algum espaço razoável para atracar o peixmóbil que por sua vez, diga-se de surra, têm um comprimento mais que razoável e o suficiente para intimidar muitas caricas com metade do seu tamanho.

Caramba, não vos cai uma unha! A única desculpa aceitável é mesmo estarem aflitinhos para irem à poltrona, já ali nas últimas quase quase a dar-se o acontecimento in loco em pleno carro, e ainda assiiiiiimmm...!!

Tenho dito. Respeito ao próximo é muito bonito. Pena haver abundantemente nuns e precariamente noutros.

Posto isto, aqui fica mais um post à Velho do Restelo, antes que se me dê um choque eléctrico nos neurónios com tais recordações de farroncas estacionadas como se fossem uma cambada de camelos numa duna, em pleno deserto, fazendo outras criaturas deixarem os carros lá na casa do coiso das caldas, graças aos maus estacionamentos à patrão, onde caberiam três carros, cabe um dromedário.

Bem hajam - menos aquele animal que deixou hoje o carro numa completa diagonal no meio do estacionamento. Deve ter medo que lhe dêem quicadas com as portas. Pena não se lembrar ele que assim estacionado, corre o risco de alguém lhe levar a traseira como souvenir ou lhe deixar um souvenir a ele no carro, em forma de raspão e falta de tinta com uma mossinha ao de leve. Isso resolve-se! Basta ele pôr aqueles autocolantes foleirotes lindos da silva, que se usa por aí agora com bonequinhos e estrelinhas e hello kittys e mais não sei quê e a coisa fica disfarçada e o carro decorado.

06.06.18

Morreu... mas não sem dar luta!

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Raios partam mais às bolachas com cobertura de chocolate, que andam armadas em rebeldes! E à socapa: então não tive eu a refastelar-me a degustar de uma bolachinha light de milho e cobertura de cacau - devia ser cá de uma "lighteza" com cacau - que além de encher tudo de migalhas... me largou uma bombinha em cima, de surra, deixando uma nódoa de chocolate bemmmm mas bemmm na minha camisola? E eu nem dei por nada. Estava tranquila da vida, até olhar para a camisola e ver ali a derradeira prova do meu crime quase perfeito. Até o raio do fio tinha umas contas com cobertura de chocolate.

Sem dúvida, se o quiser fazer têm de ser bem feito, não é andar a ratar bolachas pseudo saudáveis e ficar com medalhas de condecoração bem esparramada na maminha esquerda - por momentos podia estar a deitar leitinho com chocolate da conchinha esquerda, com as modernices que há hoje em dia, não tendo sido o caso - quase parecendo que era uma bolinha de "filme para adultos" de tão redondinha e perfeitinha, além do sítio ser altamente propício - Eu meço 1,75, não havia mais zonas do corpo onde a porra do chocolate caísse? Toda a gente reparou no raio da nódoa e as minhas conchinhas ficaram desconfortáveis por tanta atenção alheia. Só faltava uma seta em néon a piscar, apontada.

Gato escondido de rabo de fora. Ou mais bem dizido, Peixa com cobertura de chocolate - sem depravadices, tá? Tudo muito inocente.

05.06.18

Fujam! Corram para as montanhas!

frito e escorrido por Peixe Frito

Ah pois é! Chegueiiiiiiii!!! 

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Muhahahahah!!! (*riso maquiavélico*)

É um facto que nos mais recentes dias, não tenho propriamente andado a cheirar por aí, largando magia e postas de pescada em spots alheios nem contribuindo activamente a espalhar o terror pela blogosfera - deve de haver muita alminha a chorar desalmadamente com saudades aqui da Peixa, sofrendo de insónias e sem saber que fazer à vida - porém, hold on your horses que não deu nenhum fanico à gaja, apenas têm sido bastante requisitada noutras freguesias.

Lá diz o ditado que "vaso ruim não quebra", não sei que isso têm a ver comigo, mas pareceu-me algo inteligente a acrescentar.

30.05.18

Fandangos da minha vida.

frito e escorrido por Peixe Frito

- Estou? Olá, então você ligou-me?

- Sim, liguei porque tinha uma chamada sua.

- Ah mas eu liguei porque você me tinha "chamado" e eu não atendi.

- Pois, mas eu liguei porque tinha uma chamada sua.

- Exacto! Porque a menina me ligou!

- Siiiim... - risos - Vou explicar: Tinha uma chamada sua! Liguei... o senhor não atendeu. Entretanto ligou-me e eu não atendi. Agora estou a responder às suas duas chamadas. E agora diz que me ligou porque eu liguei?

- Ah pronto... foi engano meu de certeza!!

 

E é assim que andamos nisto, várias vezes ao dia.

28.05.18

É que não é altamente gráfico nem nada!

frito e escorrido por Peixe Frito

- Então, como vai o Jony*?

- O Jony come muito. Muito muito. No outro dia fez assiiiiim um cocó alto - gesto a esticar o braço e mãozinha acima da cabeça para demonstrar o quão alto era a poia - tão alto, sabes, assim como uma árvore do Pai Natal em cocó. Uma árvore do Pai Natal de cocó!! (ria imenso a dizer isto).

E ali fiquei eu a imaginar como seria de facto se fosse verdade o que a rabinho pequeno me estava a relatar, como o rabo paranormal que aquele animal deveria de ter, arraçado de buraco negro só pode, que até conseguia largar árvores de natal pelo buraco traseiro. Ou um autêntico artista, escultor de cocós em forma de árvore. Uma imagem digna de ficar presa no nosso pensamento. 

Valha a imaginação na cabeça daquela criatura pequena.

E tudo começou com uma pergunta tão normal como qualquer outra. Nunca se sabe o rumo que uma simples conversa entre dois seres, pode tomar.

 

*animal de estimação da rabinho pequeno, um piriquito novinho e tenrinho que nem ela.

25.05.18

Só visto, que contado ninguém acredita.

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- Olha, este frasco de picante está esquecido aqui no armário! Será que ainda está bom? - pergunta a mãe Peixa

- Ainda deve estar. O picante não se costuma estragar - responde o resto do povo, pensativo.

Vai a mãe Peixa, mergulha o dedo mindinho e... prova! - audiência em choque antes da risota de troça geral, vendo o ar de aflição da mãe, mudando de cor sei lá quantas vezes (ficámos a conhecer novas nuances e espectros de cor), emborcando leite como se o leite fosse a maior descoberta e delícia do momento - Ia ficando sem mãe, tal era a potência do animalesco picante. Dá-me ideia que se o pai Adamastor patenteasse o seu picante, era o maior desencardidor de sujidade e arrancador de tacos, tijoleira e azulejo, com apenas uma pinga do produto em cima: Pinguinha e pof! saltou a criatura, sem "mas" nem "quês". 

- Está aí uma coisa esperta! - diz o pai Adamastor - Então vais meter o dedo lá dentro e provas?? Cabecinha de alho!!

Ah pois é... não fazes outra!! - tão cedo.

24.05.18

E pronto, assim se mata o romantismo todo da cena!

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Ora eu adoro sol. Tal como adoro a chuva. Nestes dias têm-me sabido a "pato" sem penas, o solinho que têm estado: tira a humidade das roupas, da casa e mais importante ainda, a humidade da minha alma e do meu cérebro - que facilmente entra em curto circuito após o período de recolha, que é o Inverno.

Hoje chove. Não como se não houvesse amanhã mas está certinha, direitinha, sem vento (como a malta gosta) e constante. Assim como se chovesse pingos de chuva com pantufinhas calçadas, acabadinhas de sair da cama. Maravilhosa. Amo sair de casa, depois de dias quentes ou de sol constante, nesta altura do ano ou no meio do Verão, e se dar assim um dia de chuva, como se a fazer uma pausa. Uma pessoa pode vestir trapos de meia estação e mesmo assim, não ter frio.

Isto tudo para dizer, que sair de manhã de casa e sentir o cheiro a erva seca húmida pela chuva, a terra molhada, me aquece o coração. Dizem que a curiosidade matou o gato, neste caso, a Peixa é que ia coiso... Fui pesquisar o que é que origina o cheiro da chuva depois de chover. Mais valia ter ficado quieta. Fiquei com a mesma sensação depois de saber porque é que cheira a cloro intensamente nas piscinas: Então não é que o que origina o cheiro da chuva depois desta cair, que arrebata corações, nos faz apetecer agarrar no guarda-chuva dançando com os postes de electricidade na rua como se estivessemos a dançar a coreografia do Dirty Dancing, aquece as almas, quase causa pedidos de casamento tal o "baque" de romantismo que o aroma provoca - que pelos vistos pode causar danos nas células dos nossos pulmões dado o ozono "puro" e que por sua vez já explica a sensação de cozy do cheiro a terra húmida aka uma grandessíssima broa - é responsabilidade de umas excreções químicas de uma bactéria? ver aqui - Só o facto de haver a palavra "excreções" associada, já me assusta.

Ó senhores, com esta é que me quilharam. Já nem sequer o cheiro da chuva têm direito a ter um pouco de magia. Só falta me dizerem que não há unicórnios e que o Pai Natal meteu os papéis para a reforma.

Estou mesmo a imaginar, eu a dizer à minha cara metade: "Meu amor, vamos ali sentir o cheiro agradável das excreções químicas da bactéria streptomyces, após a chuva cair". Que romântico! - se eu sequer conseguir expelir esse palavreado todo, mas okay.

22.05.18

Vai parecer que tudo está a renascer dos mortos!

frito e escorrido por Peixe Frito

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Imagem roubada daqui:

https://lifestyle.sapo.pt/sabores/dicas/fotos/dicas-para-criar-uma-horta-caseira-a-partir-dos-caules-dos-vegetais

 

Uma coisa é verdade: ao tempo que eu ando a ver se ponho em prática o cultivo de uma horta caseira, a partir dos restos dos alimentos. Dá alguma trabalheira, como andar a catar frascos e arranjar espaço para por as carcaças moribundas dos vegetais a apanharem sol, na esperança que estes voltem a brotar. Com tanto legume que se pode re-aproveitar para por novamente a germinar, a minha casa vai começar a parecer um cemitério de mortos vivos ou um hospital com feridos de guerra: uma alface sem cabeça, um aipo sem talos, uma cebola descascada, uma cenoura sem... sem... ponta!, uma batata doce que mais parece um Gremlin a germinar...! Uma imagem linda de se ver. Então logo pela manhã, quando lhe bate o sol, imagino o ar macabro daqueles semi defuntos com os brotos a crescerem - na verdade zombies dado que estão a brotar do próprio cadáver semi decomposto.

Vamos estar a cuidar de seres moribundos que depois, de tanto amor, dedicação, a renascerem belos e amarelos (*música angelical*), viçosos e cheios de vida no seu esplendor, com a esperança a espreitar no horizonte e "Záááásss" têm um encontro de terceiro grau com a tesoura ou a faca, afinal o que viam no horizonte não era a esperança de um novo dia mas sim a Peixa de arma em punho para lhes aparar as franjas, e lá vai começar tudo de novo.

Não é um pouco a roçar a crueldade para com estes seres, os termos ali em frasquinhos a germinar, mal começando a dar ares de nova vida, nós, impiedosos, vamos lá logo dar uma razia ao bichedo? Quase fica a parecer como criar os franguinhos, engordar, com ração da boa e nutritiva, carinho e atenção, para depois os encaminhar para uma panela...?

Se daqui a uns tempos deixar de postar, já sabem que me aconteceu: fui apanhada pelas sobras dos meus vegetais, que me fizeram uma espera e me colocaram a mim a vegetar. É que não se deixem enganar pelo ar fofinho dos restos dos vegetais... eles sabem que foram vocês que os comeram. Tenham isso presente em mente (*música dos x-files*) e suspeitem se durante a noite ouvirem rastejar pela casa: Não é a Samara mas algo tão mau ou pior, que se vêm vingar das dentadinhas que lhes deram nas miudezas.

22.05.18

Criança sofre.

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Este pai está-se a perder, com uma carreira de cabeleireiro com todo o sucesso possível e imaginário, sem partilhar o seu dom criativo com o resto das cabeças alheias de todo o mundo. Haveria de sair cada penteado, de bradar aos céus. Tanto talento desperdiçado. Até dá dó - além de que iria estar a ajudar o ambiente e a diminuir a pegada ecológica, ao pentear e reutilizar materiais. Só, mas só vantagens.

Só a cara de orgulho da menina. Transborda ansiedade para andar na rua assim. Louvada seja a criatividade. 

18.05.18

Com comités de boas vindas destes... "Jasus"!

frito e escorrido por Peixe Frito

Não há nada como chegar a uma casa e ser recebido por um aroma natural, tudo menos agradável e prazeiroso ao nariz: um intenso cheiro a chulé.

- Fosga-se mãe, que tufo a chulé!

- Ah... Isso é ali o teu pai...

Dito isto, espreito pelo arco da entrada e vejo o pai Adamastor, refastelado no sofá, pézinho ao léu, descontraídissimo a ver tv. Reparando que eu estava a olhar para ele, diz-me:

- Eu?? Isso é mazé aquele queijo da ilha que está aí na cozinha, que cheira mesmo mesmo mal!! Sou agora eu - diz-me com ar indignado e meio que ofendido.

- Ah está bem pai... é o queijo. É o cheiro do queijo... mas dos pés!! - digo eu a desafiar o meu bem estar corporal, habilitando-me a ficar uma espécie extinta.

Desprezo total. Até parecia que a conversa nem era com ele.

 

Uma coisa vos digo, eu sei que é normal os tufos corporais agravarem com o calor mas este em específico, quase podia ter sido catalogado como arma química, tal era o nível de nefasto e toxicidade. Sou abençoada por ter sobrevivido e admiro a capacidade de sobrevivência da mãe Peixa. Se calhar, ao fim destes anos todos, já está é calejada e quase lhe cheira a rosas - quem me dera. Muito ainda tenho eu que percorrer e papinha comer até lá chegar. Nos entretantos, fico com vontade extrema de arrancar o nariz ou que me dê uma constipação grave, de modo às narinas entupirem e não conseguir sentir nenhum tipo de aroma.

O quanto não valem este episódios familiares, tenho dito. Ouro. São ourooooooo.

16.05.18

Isto sim, me faz temer pela minha integridade física.

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A mãe Peixa com o mata moscas na mão. Não que ela alguma vez me tenha dado uma verdascada com o mata moscas mas é mesmo o perigo que ela constituí para a sociedade - antes fosse para a das moscas, mas nem por isso - com a sua aselhice. Têm a capacidade de acertar metros ao lado de onde a mosca está pousada. E de todas as vezes ela diz: "Não sei se lhe acerteiii!!" A que eu respodo: "Ela anda a voar mesmo em cima de ti." E é pegar no pacote das pipocas e assistir a aquele filme, da mosca frenética num pousa aqui, pousa ali, voar em círculos a dar um baile tremendo à minha mãe e às suas capacidades de exterminadora de moscas aladas, e a mãe Peixa, já em tentativa desesperada de acertar no animal feroz, começa a abanicar o mata moscas, tal abanico a ver se o lume pega no churrasco.

O mal no meio daquilo tudo, é que uma pessoa têm de estar a pau com aquele estandarte todo, não vá levar com uma arrefinfadela do raio do mata moscas na pinha ou levar com a mosca em si - sim... quando no meio da euforia a mãe Peixa finalmente acerta na mosca, é tipo raquetada: vai a mosca nas horas tipo bola de ténis... e quem leva com ela? Não custa muito a adivinhar.

15.05.18

E o mal é que quando começo a rir, não há forma de me pararem.

frito e escorrido por Peixe Frito

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Não há dúvida, que passar um dia inteiro numa palestra, mói uma pessoa. A altura que me parece mais difícil é depois de termos enchido a barriguinha e nos começa a bater a vontade de uma bela de uma sorna, com a jibóia a enrolar de forma violenta e sem piedade, nos fazendo precisar de palitos nos olhos, a fim destes não se fecharem.

Assisti em primeira mão, a algumas pessoas a dormitarem numa palestra, com projectores de luz forte directos a eles e tudo. Aquilo é que foi cozer batatas. O que me caiu no goto mesmo, foi a pessoa ter passado a grande maioria da palestra de olhos fechados - devia de estar a interiorizar as palavras sábias do orador - só abrindo os olhos muiiito de vez em quando, e na altura que o orador pergunta se alguém na plateia têm dúvidas acerca daquela parte da matéria, aquela alminha, do nada, abre os olhos e quase salta da cadeira para fazer uma pergunta complicadíssima, quase questionando as origens da vida e se a Terra é redonda. Ora... o orador ficou feliz por tal pergunta complicada e, foi respondendo para toda a plateia. E o senhor? Pois... o senhor voltou ao seu estado de hibernação na cadeira, de olhos fechados. A cereja no topo do bolo - para mim que não aguentei e me desmanchei a rir desalmadamente - foi o orador terminar a resposta e dirigiu-se ao senhor com o concluir da resposta apontando-lhe o dedo e tudo "(...) e é por isto que a galinha atravessou a estrada, meu senhor!" e lá estava o homem a ferver batatas pacificamente, não ligando um rabo ao orador.

Gabo a capacidade de falta de chá dessas pessoas e do seu à vontade de dormir onde quer que seja. O que me faz concluir que o senhor adora dormir acompanhado de multidões e nem sequer está aí se vai roncar ou babar a cadeira, se não. Eu falo por mim, que não consigo assim pegar no sono despreocupadamente onde quer que seja - ás tantas ainda começava para lá a roncar e a fazer sons de dinossauros de boca aberta a mostrar a cremalheira toda.

Vida de orador é difícil... mas de público maior ainda. Só eu sei a dificuldade que tive de conter o meu riso em determinadas situações dado o comportamento da plateia, só para não desrespeitar o doutor.

11.05.18

Afinal não é só a galinha que atravessa a estrada!!

frito e escorrido por Peixe Frito

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Ahhh gosto tanto assim de umas sequinhas, já com pinta de fim-de-semana à espreitaaaa.

10.05.18

Olha a perna boaaa...

frito e escorrido por Peixe Frito

...ou o alicate, para ser mais precisa.

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 Quem se lembra de vestir saias, com um enorme vento a soprar na rua? Eu, pois está claro. Santa teimosia a minha que se é aquilo que me apetece vestir, assim o faço. E no que resulta isso? Numas belas figurinhas. Vêm com cada rabanada de vento, que muitas são as vezes que me apanha distraída e me faz um espectáculo digno de Marilyn Monroe... Com direito a cuecal à vista e tudo. Como já são muitos anos a virar frangos e a mostrar a cueca a quem passa na rua, é me verem a andar que nem um pinguim com a saia entalada nas pernas ou com as mãos a segurarem na saia, lateralmente, para a mesma não fazer balão quando os ventos se armam em engraçadinhos.

Ainda há tempos, nuns eventos com amigos, andava eu de vestido e molas em cada lado do vestido, a prender a saia. Vergonha? Nem por isso. As molas até faziam pandam com a roupa. E quem não quisesse ver, não olhasse.

Várias foram as vezes que ouvi, ao longo desta minha longa curta vida de criatura, que me diziam: "Peixa, a sério. Eu ainda não percebi porque vens de saia com este vento! Para andares a agarrar na saia o tempo todo??" ou então, alguns já desistindo, mandando a toalha ao chão, de cansados de me dizerem sempre a mesma coisa sem surtir efeito, gastando o seu latim saia vs vento, me viam naqueles preparos de parecer o Charlie Chaplin a andar, suspirando diziam: "Típico. É que é tão típico".

E as vezes que vou às compras, de sacos em cada mão e o lento lembra de ventar? Ah pois é... É vê-la a enrolar as saias nos sacos ou a encostar-se de rabo nos carros, para a saia não subir - meia volta, lá dou uma publicidade gratuita à marca de lingerie que uso. Tento disfarçar a cena, não vá alguém me estar a ver e raspo-me dali mais depressa que o Speedy Gonzales.

Se há necessidade disto? Não, não há. Mas a verdade é mesmo esta: se me apetece ir de saia e está vento, porque não hei-de ir? Já sei é que vou apanhar correntes de ar noutras zonas corporais. Como há uns tempos disse a uma pessoa, era acerca de tatuagens mas o princípio é praticamente o mesmo: "Sei lá eu se amanhã estou aqui, que me espera daqui a uma hora ou dez minutos. Por isso é viver e fazer o que me apetece. Claro, sem desrespeitar ninguém, mas sendo fiel a mim".

Dito isto, é assim a vida. Um como cada qual. Podia ser pior.

 

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