Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Ó da guarda, peixe frito!

Vai com arrozinho de tomate?

27.11.18

Podcast | E depois não como couves-de-bruxelas, armada em esquisita.

frito e escorrido por Peixe Frito

Tenho o hábito, de ter um copo com água, na cabeceira da cama, desde sempre. Bem, começou pela preguiça de me levantar a meio da noite para ir beber água - sou daquelas que acorda de repente com uma sede tremenda, capaz de secar todos os lagos, lagoas e poças do mundo, tragando tudo o que é água até cair para o lado - de modo que acordar de manhã com a boca a parecer uma lixa seca, língua encarquilhada e sininho enroladinho, não dá lá muita jeiteira. É assim, convenhamos... então está uma pessoa no aconchego das mantas, têm vontade de beber água, levanta-se, vai à cozinha ou à casa-de-banho, volta para as mantas já meio desperto. E adormecer? Ah pois é... Depois custa. E no inverno, com o friozinho que se sente fora do conforto do belo do edredon, a malta têm de pensar em soluções. A minha foi um copo de água na mesa de cabeceira. Demorei anos a aperfeiçoar a técnica. Cheguei a dormir com um garrafão de 2,5 lts de água, para fazer o refill ao copo, tal era a esganadeira da mulher - sereias... precisam de água, não é verdade?  - a ter também garrafas de água médias e pequenas, até escolher o copo perfeito. É que além da preguiça de me levantar da cama, a mesma adaptou-se e passou a ser preguiça de me levantar dos lençóis, o que era mau, pois copos altos, molhava-me... copos baixos, pouca água... canecas, a pega dá jeito mas não me ajeitei com aquilo e garrafas de água então... nem me falem delas. Cheguei então até ao copo perfeito.

Ultrapassada a situação da sede, do caqueiro perfeito e do apanhar frio ou custar a adormecer, após todos estes anos de estudo, naturalmente deu-se outra evolução: já nem acendo a luz. É só esticar a barbatana, agarrar o copo e vai de embutes. Ahhh água fresquinha, sabe bem sim, a meio da noite. Agora, há um senão de beber água às escuras: e os bichos pá? Pois é! As mosquitas que gostam de nadar de costas, as aranhas que de vez em quando lá se lembram de ir tomar banho... bem dentro do abençoado copo de água nocturno!

Sabem, é como os carneiros dos figos, às vezes é preferível nem saber nem ver, porque se assim for, ninguém come figos. É como aquela estatística que diz que durante a noite, o ser humano ingere não sei quantas aranhas, moscas, mosquitos, durante um ano. Pois olhem, comigo a beber água sem acender a luz, devo de andar a papar animais que pertencem às estatísticas de outras pessoas. 

Bem que eu de manhã, muitas vezes acordo com a sensação de estar aconchegadinha e outras com uma fome dos diabos... Devem ser os dias em que não apanho um snack na água, depois de manhã, quero comer este mundo e o outro. 

Lado positivo: ao menos não engordam. Digo eu... Se calhar aquelas pessoas que dizem que até engordam com o ar, andam a dar nos snacks nocturnos sem dó nem piedade e nem dão conta. É só abrir a boca e aspirar. Sem espinhas!

E eu? Eu vou continuar a beber água, à noite, às escuras. Que se danem os bichos. Se não querem ser papados, não vão tomar banhos ou fazer piscinas nos copos alheios. É para o lado que durmo melhor.

26.11.18

Há "malucos" para tudo, ora bem!

frito e escorrido por Peixe Frito

Conhecer uma personagem, que ouve Ennio Morricone no seu carro.

Nada contra, a sério... Apenas o imagino a conduzir - invés de cavalgar - ao som de "The Ecstasy of Gold", rumo ao por-do-sol.

Eu uma vez vi foi uma gaivota no topo de um candeeiro, de penas ao vento. O mais incrível foi eu estar a ouvir "The Ecstasy of Gold" mas versão dos Metallica, e quando olho para a gaivota lá no topo da sua altivez, muito direitinha e estática, de penas ao vento a olhar para o infinito, embrenhada nos seus pensamentos, com aquela música a tocar de fundo, como banda sonora do momento... Impagável.

23.10.18

O que é que estas criaturas têm todas em comum? Adivinhem.

frito e escorrido por Peixe Frito

44630.original-1119.jpg

CctKa5BWwAAsjjW.jpg

u-g-Q1037NT0.jpg

Batman_riding_a_unicorn.jpg

16.jpg

Já alguém conseguiu adivinhar? Pois então, eu vou dizer o que todas estas criaturas têm em comum... comigo.

Hoje estou a estrear uns collants maravilhosos, oferecidos pela mãe Peixa, que me fazem sentir na nuvens de tão confortáveis e fofos que são. E, ao observar as imagens acima e abaixo, depreendo que esses seres tenham passado pela mesma experiência que eu.

Young-happy-woman-standing-in-field.jpg

 Sinto-me verdadeiramente capaz de conquistar o mundo, de saltar por prados verdes cheios de borboletas, purpurinas, seres mágicos. De andar nas nuvens cavalgando num pégasos e de escorregar pelos arco-íris que nem um Ursinho Carinhoso. Atrevo-me a dizer, que me sinto menina de ir até às estrelas e de navegar por entre aqueles corpos celestes, saltitando de asteróide em asteróide - conseguindo contornar o lixo espacial e o facto de não ter gravidade - destronando o Nyan Cat, com tanta graciosidade. Só me falta, largar arco-íris pelo bafunfo e fica feito o dia.

Se hoje olharem o céu e virem um arco-íris ou de noite, virem uma estrela cadente, já sabem quem é.

 

Obs.: Não é por isso que não continuo às turras com os collantas mas hoje - só por hoje e cada vez que vestir este tipo de collant's que me faz voltar a acreditar na bondade do ser humano - merecem umas tréguas. E porque estamos perto do Natal, mais nada. Não abusem da sorte, collant's do mundo. Tenho-vos debaixo de olho.

16.10.18

Dá assim uma satisfação mórbida...!

frito e escorrido por Peixe Frito

84e8640-img_1803.JPG

(imagem palmada daqui)

Alguém já teve uma vontade dos diabos de se meter dentro de um recipiente cheio de bolinhas de esferovite? Pois bem, eu já. Sempre que posso, enfio as mãos dentro das embalagens cheias destas coisas do demónio e nem me apetece tirá-las de lá. Imagino-me, por momentos, como aquela imagem do "American Beauty", caindo bolinhas de esferovite invés de pétalas de rosa... correndo o risco de ter um ataque de tosse ou desfalecer ao inspirar alguma.

giphy.gif 

Vontade de fazer um «mocheeeeeee!!!» às bolinhas de esferovite, sabendo que o mais provável era aquelas porras pequenas se desviarem todas para os lados, me engolindo literalmente, mas porém, me fazendo bater com as fuças no chão, tipo chapa, tal e qual aqueles tótós que sobem o palco num concerto e toda a plateia se desvia, quando ele se atira para o meio do maranhal - isto não é mito urbano, conheço mesmo a quem isto tenha acontecido e o quanto eu teria pago para ver isso ao vivo e a cores.

Sei que ficaria com o cabelo cheio daquilo, as orelhas, nariz, refegos e não refegos, bem que poderia fugir desalmadamente, quase arrancando o pavimento, semelhante a alguém que devia parecer o Road Runner a fugir de um balão de hélio perseguidor e demoníaco mas graças à electricidade estática, não me viria livre das bolinhas nem que viesse um furacão nem uma tempestade com nome de gente e nem que os planetas alinhassem com o sol, se sacrificasse uma cabra e se escrevesse um haiku dedicado à origem do universo. Valeria a pena. Toda a santa bolinha que eu espirrasse durante os próximos anos - ao menos na altura do Natal, teria neve artificial para decorar o aquário - todos os mergulhos na praia que eu não iria conseguir fazer pois só iria conseguir boiar. Viraria a Super Peixa Esferovitaaaa! Só acudia quem iria precisar de acondicionar as suas encomendas em caixas, mas já é melhor que nada, não?

Ahhhhh bolinhas de esferoviteeeee... esponjava-me como um canito na relva fresca.

Happy days... era o que era. 

dog-on-his-back.jpg

(canito feliz da vida palmado daqui)

26.09.18

Eu chorava baba e ranho e implorava para pararem!

frito e escorrido por Peixe Frito

Admiro as criaturas que ficam tão felizes e contentes, quando lhes cantam os parabéns.

Eu, desde pequena, que era praticamente proibido me cantarem os parabéns. Mesmo depois de adulta, se puder evitar, evito.

Uma pessoa fica ali assim, a olhar para aquelas pessoas todas a festejarem o estarmos a ficar carcaça, a baterem palmas, desafinarem, disfarçamos a olhar para a vela e começamos a ficar com instintos piromaníacos por a vela nos estar a hipnotizar, sopramos a vela e mandamos perdigotos para o bolo, que toda a gente come com satisfação.

E há sempre um engraçadinho que nos diz que temos de morder a vela debaixo da mesa e pedir um desejo!

O meu desejo nessas alturas, é não ficar com cera nos dentes, porque realmente, aquilo fica bem pegadinho à cremalheira que é um gosto.

Traumas de infância? Talvez. Ou talvez não. É coisa que não me assiste, no entanto, se há coisa que adoro é festejar o aniversário com a família e os amigos do coração. Bolinho há sempre, seja feito por mim ou comprado. Normalmente feito. E só me entoam o cântico dos parabéns, porque é da praxe todos desafinarem e cantarem em ritmos e fases diferentes da música, todos descordenados ao mesmo tempo - família... não a escolhemos, né?

A cereja no topo do bolo, é se esquecerem das minhas velas e ter de escrever os números em dois fósforos a fazer de vela ou meterem o meu bolinho de aniversário no meio dos outros bolos, o comerem e me cantarem os parabéns com um bolo a faltar fatias e com velas de fósforo. Tudo no mesmo dia! Sou uma abençoada.

12.09.18

A ver se viro uma blogger famosa.

frito e escorrido por Peixe Frito

Ora, o bicho verde não costuma habitar a minha criatura, mas estou a ver que não vou para nova e gostava de arranjar uma profissão que pudesse fazer com qualquer idade. Depois de anos de pesquisa (5 minutos na verdade, enquanto tomava banho hoje de manhã, fiquei inspirada pelo cheirinho do meu gel de duche) decidi que o que mais encaixa em mim, é ser blogger. Porque sim, pronto. Me apetece. Infelizmente, aqui a fritadeira não têm necessáriamente notícias, fofocas, receitas, relatos de viagens e outras cenas que façam que a malta cá venha religiosamente aos magotes, todos os dias. Decidi mudar o blog. Sim sim, decidi sim senhores, deu a panca na Peixa e é assim. Escusam de me escrever cartas - que não sabem a morada - me mandarem fax - que não tenho - me mandarem e-mail - que não o têm - esperarem à porta de casa - que não sabem onde moro - deixar bilhetinhos no meu peixmóbil - que também não sabem qual é - me mandarem gomas - para isso já forneço a morada, mas sem compromisso - para me fazerem mudar de ideias. Não sou corruptível. Podem ainda tentar sinais de fumo, mas tenham atenção à direcção do vento, pode não estar virado para estas bandas e cuidado para não pegarem fogo à manta nem às matas. Não dava lá muito jeitinho.

Pois vos apresento uma nova faceta da Peixa de hoje em diante (vamos a ver, Peixa como sou daqui a 15 segundos já nem lembro do que aqui escrevi). Hoje, visto que estamos perto do Outono, celebrando a mudança de estação, falarei hoje de tendências para o Outono - Inverno 2018.

Como o tempo têm estado mais bipolar que os ursos polares, cheira-me que a tendência vai ser ora andarmos de casaco de inverno e chuva na tola, como andarmos a despir as camadas de roupa, cheios de calor com o sol e temperatura amena na rua. A minha tendência será mesmo ter vontade de ficar na ronha em casa, nos dias de frio e, usar o item de moda na berra para este ano, modelo vintage de 1960, que é um cobertor com pelinho castanho de um lado e laranja ferrugem do outro, herdado por uma querida tia que eu tinha. Outra tendência que me parece que vai virar moda no meu aquário, será o saco de água quente, nos dias em que tiver as barbatanas frias, e recomendo aos leitores comprarem um para vocês, pois não há nada melhor que um saquinho de água quente - menos quando os tipos sofrem de incontinência, mas adiante - que embora meio à carcaça velha vintage, continua a dar um jeitaço quando o aquecedor não é suficiente.

Outra tendência Outono - Inverno, vai ser eu começar a encher os bolsos dos casacos com ranhosos, por causa das alergias atacarem que nem animais selvagens as criaturas delicadas e cristalinas como eu. Há que mencionar também a tendência da humidade me encaracolar ainda mais o cabelo aka virar ninho de ratos ou de cegonha, por mais que eu o estique, ponha produtos ou até faça o pino. A "ómidade" é tramada, animal sem coração dos penteados das gajas alheias. Mais uma tendência que nunca sai de moda mesmo, é sempre equiparada ao vestidinho preto no armário que dá sempre para todas as ocasiões, é mesmo eu de certeza me ir esquecer do chapéu-de-chuva em casa nos dias em que chove a potes e, quando o tiver no peixmóbil, nuvens no céu? Nem vê-las.

Por fim, porque já não me lembro de mais nenhuma tendência por enquanto, vamos falar da parte de gastronomia. As tendências e inspirações gastronómicas não variam muito das dos outros anos, pois um clássico é sempre um clássico venha quem vier, não há nada como dar continuação à tradição familiar e degustar de uns belos cozidos à portuguesa, sopas de pão e açordas à alentejana e umas sopas de feijão com repolho, entre bacalhaus à gomes de sá e o oficializar da abertura da época do uso do forno para assados e bolinhos caseiros. A barriga adora estas coisas - que o digam a poltrona e a balança - e nada paga o conforto no coração - e colesterol extra - destas comidinhas caseiras.

Aqui ficam algumas tendências para este Outono - Inverno que já está mais próximo do que temos noção - daqui a nada é Natal, como costumo dizer mas sem alegrias, mesmo naquela de frisar um silêncioso "porra que o ano passou a voar!!" - fiquem de pestana posta aqui na fritadeira, pois meia volta, hei-de expelir mais uma tendência nova para partilhar convosco, alegrando a vossa vida e enchendo-a de dicas úteis, para que estejam sempre em cima da situação.

31.07.18

Combinação de palavras, que formam uma frase linda e maravilhosa mas que magicamente me panica até ao tutano.

frito e escorrido por Peixe Frito

- Fulano tal têm piolhos.

E porquê? Não é pela fonética, não é por nada. Simplesmente me dá uma coceira dos diabos na cabeleira, quando alguém fala que alguém têm piolhos. Se for alguém da família então... é de panicar e coçar a cabeça até mais não - começa logo a cabeça a fazer contas de quando foi a mais recente vez que tal ser esteve ao pé de nós, calculando assim a probabilidade de algum animal daqueles se ter mandado para cima de nós, de surra.

Falam de guerras e fim dos tempos em cuecas, enchentes dos mares e pragas de gafanhotos. Venha o diabo e escolha qual a pior situação. Porém, isso é tudo para meninos-de-coro. Se disserem ao povo que há uma grande probabilidade de apanharem piolhos ou até de já os terem, está o baile armado e aí sim, a histeria está lançada e é só observar gente a atirar-se das janelas e pontes, tal aflição. É como vos digo. Animal mais temido que o próprio diabo.

Uma junção de palavras que também me gera alguma coceira, é se alguém diz que têm pulga. Deus me livre, uma pessoa até salta do lugar e cada vez que algo mexe no nosso corpo - até uma leve brisa ou um pelinho que eriçou - é motivo de busca desenfreada em toda a roupa, quase à C.S.I., aplicando um método tão mas tão pormenorizado com técnicas como ver nas costuras, nas dobras, mexer devagar, parar de mover a peça e observar atentamente se algo se mexe, na esperança de apanhar a bandida da pulga! - que se tivessem usado o método de apanhar pulgas na roupa para encontrar o Bin Laden, tinham apanhado o homem em três tempos. Mas isso digo eu, só entre nós, que não sou de intrigas.

20.07.18

Guilty... confesso.

frito e escorrido por Peixe Frito

hansel-and-gretel.jpg 

Ter migalinhas de bolacha caídas em cima da mesa, molhar o dedo indicador e esmagar as migalhas, voltando a comê-las.

Há coisas que ainda temos alguma consciência de que as fazemos mas esta, a mim, só tomei consciência mesmo depois de o fazer e ter alguém a observar-me, pois saiu com uma naturalidade, tal como se fosse british e bebesse o chá em chávenas de porcelana do tempo da carcaça mais velha, com o dedo mindinho esticado, para pendurar a colher - mais porque se calhar, me deram alguns arrepios de vergonha alheia de mim própria, fazer estas coisas em casa ainda vá que não vá, agora acompanhada noutro local qualquer? Juízo Peixa, não és uma criatura das grutas na profundeza dos oceanos ou da Tailândia.

Também quer se dizer, toda a gente sabe que não se deve comer as migalhas, pois foi assim que Hansel e Gretel foram atraídos pela bruxa má, para a casinha de chocolate, com o intuito de os papar era a eles e não ao resto, porém, quem consegue resistir a uma pepita de chocolate que caiu da bolacha para cima da mesa, e não a voltar a comer? Ou às migalhinhas de um bolinho saboroso? Ou a um pedacinho de pão ainda com queijinho e fiambre, que caiu do pão aquando o dentámos? Ou daquelas tostas com azeite e alho, que mais parecem do demónio do que de outra coisa, que uma pessoa come uma e não consegue parar? Ou à massa do pastel de Belém, estaladiça e em lascas maravilhosas?

Levante a mão quem consegue resistir, para eu anotar e fazer-vos uma estátua, pois merecem por tal acto heróico de resistência e auto controle, perante uma migalha a piscar-vos o olho de modo sedutor e vocês não lhe quererem fincar o dente.

17.05.18

Já são muitos anos a virar "frangos".

frito e escorrido por Peixe Frito

bicho de conta.jpg

Não faz parte da formatação da série do meu exemplar humano, passar por um animal de patinhas para o ar, sem se conseguir virar e eu ignorar ou até pisá-lo, passando como se não fosse nada comigo. Frequentemente, tenho paciência daqui à casa do coiso das Caldas, para estar a ajudar um bicho de conta a virar-se, que decidiu espreguiçar-se no meio das escadas. E haja paciência! Aquilo só filmando: ele abre a cuscar... e eu com um pauzinho tento virá-lo gentilmente e devagar, para ele não fechar. E quase a virar... quase... e ele fecha. Eu espero. Volta a por as anteninhas de fora a bisbilhotar e eu repito o processo. E lá estou eu, a dançar o fandango com um bicho de conta, que mais cedo me dá um fanico e estendo o pernil do que ele se vira e vai à vida dele, enquanto alguém me espera para almoçar, já tendo vontade de comer a toalha da mesa tal a esganadice de fome e me chamado todos os nomes menos Santa.

Até muitas vezes sou vista, pelos paparazzi e afins, a resgatar uma abelha de uma pocinha de água ou a pegar numa aranhita que foi catada pela mãe Peixa e que a vai cilindrar - aparece do nada a Super Peixa, de peúgo no pé e olhar matador, pegando na bicha, salvando-a das garras da vassoura ou da rasta da esfregona - colocando-a na rua, a salvo da mãe Peixa mas à mão dos pardalinhos.

Quando eu morrer, tenho uma estátua erguida e uma festa de boas vindas - principalmente, se for enterrada e não cremada. Literalmente eu é que serei o motivo do banquete.

Deus devia era de lhes ter posto uma molita no rabito, para quando se virassem, pimbas! voltavam à posição inicial. Escusavam de andar para aí a mostrar as miudezas, de patinhas no ar e pernocas ao léu e a provocar trânsito e engarrafamentos nas escadas, mas principalmente no meu caso, fome aguda a terceiros.

30.06.17

Mais cedo ou mais tarde... vais acabar por roer com eles na mesma.

frito e escorrido por Peixe Frito

   Penso que todos nós, padecemos desta situação, frente a algo que gostamos muito.

Falo da mania de aquando estou a colocar os cereais com pedaços de chocolate ou de amêndoa e nozes, na bela da tigela, e vou dando uns jeitinhos de surra ao frasco, meticulasamente estudados, com a perícia de um porquinho a chafurdar na lama, para cairem mais pedacinhos de chocolate do que o cereal normal. Resulta que é um mimo. Olho para a tigela com chocolate salpicado com cereais e os olhos até brilham (coro de vozes celestiais). A questão está, que a mistura que vai ficando de sobra no frasco é cada vez mais mistura de cereais com cereais... E o dia em que vou ter de comer cereais mais cereais, há-de chegar. E quando esse dia chega, é verem o meu ar irresignado, qual criança a ser obrigada a comer ervilhas, que andou meticulosamente a separar para não comer, quando a refeição é jardineira de carne.

A verdade é que devia aprender. Prometo solenemente que não irei fazer o mesmo da próxima vez. Mas não... na próxima revoada, all again.

Vou arder no inferno, com cereais a perseguirem-me :P

28.06.17

Um post solene, para variar.

frito e escorrido por Peixe Frito

   No meio deste mundo de tristezas, desgraças, fome, fuínhas capitalistas, de escravos que trabalham explorados para garantirem o seu sustento e dos seus, mundo cinzento, quase sem alma, sem cor (excluíndo quem trabalha com tintas ou que faz provas de cor de trabalhos), ainda há uma coisa ou outra, tão simples, que me faz lembrar momentos de felicidade, inocência e simplicidade, que faz sentir que ainda existe um pouco de magia escondida por aí, com algo tão singelo como... bolas de sabão.

   Sim, é verdade. Leram bem. Bolas de sabão. Adorooooo adoroooo adoro.

   Há quem goste de ler (eu também), pintar e desenhar (eu também), meditar (eu também), ver o mar (eu também), passear na floresta (eu também), ver o por e o nascer do sol (eu também, embora seja mais fã do por do sol, que levantar cedo e ver o nascer, tá quieto ó carapau), ver as estrelas (eu também -  Fosga-se... Também não posso ver nada que gosto também :P), comer sushi (sim... para mim é zen comer sushi, sim?), nada bate o fazer bolas de sabão e vê-las voar, levadas pelo vento, até ao infinito e mais além (se calhar uns centímetroszitos que as tipas rebentam logo). Que mágico.

   Mágico mágico, é fazê-lo com crianças ao pé de nós. É vermos o "zen" a fugir como se não houvesse amanhã, com os petizes a estourarem as bolhinhas todas e connosco a ficarmos brancos, sem ar nos pulmões, de tanto soprar.

   Ainda assim, é mágico.

   Mesmo quando alguém grita: façam isso na rua, que me vão manchar o chão que acabei de encerar!!

   Boas memórias :P

   

   P.S.: Este post é a prova, de que ando a abusar nos minuins com wasabi. Se me virem na próxima reunião de Minuins Wasabianos Anónimos, não fiquem espantados.

   E achavam mesmo que ia ser um post solene? eheheh Eu também :P

18.01.13

Pancadas supé saudáveis e que fazem supé bem à saúde...!

frito e escorrido por Peixe Frito

   Existem coisas que não dão para explicar, e esta é precisamente uma delas. Se há coisa que eu adoro fazer, assim de coração, pés, mãos, braços, mas principalmente língua e boca, é comer torrões de açúcar amarelo.

   Há quem tenha sangue no alcóol, eu tenho no açúcar amarelo. E gosto tanto...!

04.07.12

Fujam! Escondam-se! Corram para as montanhas...!

frito e escorrido por Peixe Frito

  Hoje estou uma autêntica fera sedenta de sangue, altamente sanguinária... Não se choquem com a minha frieza e crueldade, que corre neste sangue de Peixa... Sabem que fiz?... Acabei de matar uma mosca. E daquelas piriris da fruta.

  Que horror. Uma verdadeira chacina. Foi difícil mas consegui. O porte daquele animal mete respeito, ó se mete.

05.06.12

Coisas que me dão uma satisfação mórbida.

frito e escorrido por Peixe Frito

  Estar a por ambientador e, só por acaso, andar lá na área uma mosca. Assim, à minha volta ou puro e simplesmente, a fazer reconhecimento de terreno. É fatal como o destino e certo como a morte, que andarei a tentar acertar na mosca com uma bela sprayzada de ambientador.

  O pior é depois... o tufaço que fica na divisão, tudo por causa de uma singela e fofuxa mosca, que andava a laurear a pevide nas redondezas.

02.08.11

Palavras que gosto de dizer...

frito e escorrido por Peixe Frito

  - Alcagoita;

    Ora aqui está uma palavra que adooooooro dizer. Além da sua sonoridade deliciosa (repitam comigo: al-ca-goi-ta... al-ca-goi-ta...!! Não é viciante??), é uma palavra que têm inúmeras aplicações, é muito versátil. Além de, obviamente, eu adoraaaaaaaaar alcagoitas fritas com sal e mel... - Este meu fetiche por aperitivos está a começar a deixar-me preocupada. Qualquer dia, invés de querer utilizar chantilly e chocolate derretido, começo a utilizar alcagoitas fritas com mel e sal, e apaixono-me de coração por um fabricante de aperitivos;

     Como estava a dizer acima, antes de começar com o devaneio habitual, a palavra alcagoita têm inúmeras aplicações:

     Dá para apelidar alguém carinhosamente:

      - Ai meu amor, és a alcagoita da minha vida!

      Para utilizar na economia:

      - O estado decidiu em Assembleia da República, que vai dar-se um aumento no imposto "alcagoita" de 21% para 23%; 

      Na indústria automóvel:

      - Novo "Alcagoita X18" - Tão cómodo que parece um amendoim.

      Na moda e nas dietas:

      - Decididamente, a sua figura não é em formato "ampulheta", nem de "pêra", nem de "sei lá mais do quê", mas sim em formato de alcagoita. Sem dúvida.

      Em telecomunicações:

      - Nokia "Alcagoita" C-2. O telemóvel que veio revolucionar o mercado: a sua skin têm uma textura áspera sentida ao toque, e um aroma a amendoins. O novo Nokia com touch screen e tecnologia Android. Adquire já o teu! Um exclusivo Alcagoitaphone.

      Na indústria dos champôs:

      - AlcagoitaEssence - Liberta o elefante que há em ti.

      Nos perfumes:

      - Eau de Alcagóitá... A quinta essência paradisíaca.

        E é claro, não perco uma única oportunidade de utilizar a palavra alcagoita...

       - Ainda no outro dia, vi uma alcagoita. Nem quis acreditar. Uma alcagoita assim coiso. Passei por ela ali além, assim para aqueles lados. Ao pé do café "Central", que se situa na estrada principal, junto à rotunda com a Igreja. A alcagoita era assim qualquer coisinha. Assim com um ar muito sui generis, muito alcagoita, estão a ver? Senti-me com sorte. Não é todos os dias que se têm oportunidade de se cruzar com uma alcagoita ao vivo e a cores. Ainda por cima, uma alcagoita com aquele calibre. Mas que alcagoita...! Acho que nunca mais vou ver uma alcagoita como aquela, para o resto da minha vida, por muitas alcagoitas que possam vir a entrosar-se comigo!

       Como podem calcular, podia ficar aqui o resto do dia a demonstrar as variadas aplicações da palavra alcagoita, mas acho que devo ter misericórdia de vocês, que já estão a ficar com cara de alcagoita :)

        Além disto tudo, alcagoitas combinam bem com almoçagemes, diga-se de passagem. É uma pena estar de chuva, porque um pires de alcagoitas e de almoçagemes caiam que nem ginjas :)

15.07.10

Não aperto mesmo o casaco todo, sem dúvida...!

frito e escorrido por Peixe Frito

   Há manias do caraças. O tempo vai passando, e assim, vai-me fazendo observar como eu sou uma criatura deveras peculiar - quanto mais velha, mais arrepios-de-vergonha-alheia provoco a mim própria. Obviamente que todos nós temos as nossas taras, manias e pancadas, tal Marco Paulo latente dentro de todos nós, mas começo a desconfiar, que já começo a ter mais dessas coisas bizarras e a roçarem o estranho no seu expoente máximo, a caracterizarem a minha fantástica e inebriante personalidade, do que um ser humano considerado normal. A sério. Ora vejam lá, se não concordam comigo:

   Infelizmente, lá de vez em quando, tenho de roer com um comprimido. Pronto, ou são as alergias, ou são as alergias ou até mesmo, ou são as alergias! E como devem de calcular, o comprimido parece um torpedo, primo de um Boing 747 e arraçado de foguetão. Para terem uma noção do tamanho do dinossauro, tem assim mais ou menos o tamanho de... sei lá, assim tipo um mini smartie, estão a ver? Agora imaginem, o quanto custa tomar um comprimido daquele tamanho! Vocês compreendem. É um receio natural! Daquele tamanho, ui... mete respeito. E então, para me certificar que o bicho efectivamente vai para onde deve de ir, eu bebo uma mísera quantia de água. Assim, mais ou menos, quase meio litro de água! O problema dá-se, é quando tenho de tomar comprimidos um pouco maiores... É quase um garrafão de cinco litros, o que não dá muito jeito, não são lá muito ergonómicos, mas pronto. Os sacrifícios que uma pessoa tem de fazer, só para tomar um comprimido. Incrível. E antes que alguém mande alguma piada, sim eu sei que existem medicamentos em pó, mas eu não me dou muito bem com aquilo: Além de tomar o pó desfeito na água, acabo sempre por snifá-lo igualmente- imaginem a minha carinha depois de tomar medicamentos em pó... «Eh lá... o copo está a falar comigo, ou quê?? Hein?? Agora o que^?? Até emborcavas Iced-Tea??». Há quem goste, mas não é o meu caso, de modo que se torna deveras incómodo snifar o remédio. Já adoptei duas estratégias, tanto a de primeiro colocar o pó e depois a água, como o inverso - uau, que estratega que eu saí. Até me espanto com este génio que eu sou - mas acabo sempre por dar no pó. O problema, concluí após várias tentativas e mocas depois, está no acto de dissolver o pó na água: Forma-se uma nuvem de tal ordem que eu JURO que no outro dia me pareceu ouvir o relinchar de um cavalo. Se tivesse na rua, até acreditava que era D. Sebastião. Como podem calcular, entre andar a ouvir a loiça do aquário a falar e entre beber bidõesde água por causa de um calhau... Venha o diabo e escolha. Prefiro contribuir arduamente para o aumento do nível das águas...!

14.05.10

Pronto... acabou o sossego!!!! ^.^

frito e escorrido por Peixe Frito

A Peixa está de voltaaaaaaaaaaaaaa!!! Ah pois é...!!! Vá limpem lá as lágrimas... Isso é que são saudades, hein? Poossas...! :D Bem, pelo menos estou de volta durante os próximos minutos em que estou a escrever o post, a seguir não sei...! :D - Tinha de ser. Têm a mania que têm piada, esta. Pfff...! :D

Ora, meus caros, o tema de hoje é: «em aberto». Sim, a esta hora ainda não escolhi o tema de hoje. Ainda é muito cedo...! ahahah Pronto, pronto, prometo que o próximo post é mais culto e interessante...! Este foi só para encher choiro! :D

25.11.09

Este também deve de lamber paredes

frito e escorrido por Peixe Frito

   Alguém conhece o tabaco-de-snifar?

   É que veio parar aqui uma pesquisa dessas... Cá para mim, foi alguém ingénuo, porque coisas para snifar não são propriamente as folhas de tabaco... E nunca ouvi chamarem-lhe tabaco, já ouvi muita coisa, mas agora tabaco ainda não. Como deve ser o tabaco-de-snifar? Espalham-se os cigarros ou as folhas na mesa, pega-se fogo, e vai de snifar? Agora... snifa-se o fumo, ou as cinzas?

    Que dúvidas pertinentes e latejantes nesta minha marmita.

sobre a Peixe Frito

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

douradinhos frios

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2011
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2010
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2009
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2008
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D