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Ó da guarda, peixe frito!

Vai com arrozinho de tomate?

07.12.18

É que passe o tempo que passar.

frito e escorrido por Peixe Frito

Andava eu para aqui a pesquisar umas coisas para retomar uma espécie de rubrica que eu tinha aqui na fritadeira há uns anos e, deparei-me com este videoclip que, para mim, continua a ser um dos melhores, top of the top, nada a ver com a letra da música mas de ir às lágrimas. E, como é sexta feira e para alguns lados, cheira-me que meio chuvosa, tomem lá musiquinha para se animarem.

Quem é amiga, quem é? A Peixa. Lembrem disso quando quiserem erguer uma estátua a alguém, dar nome a uma rua, praceta, quiçá a uma rotunda, e estiverem sem inspiração de gente boa, lembrando de alguém que vos tocou no coração com os seus actos de ternura, partilhando coisas boas como esta.

08.11.18

Dá-me um certo gozo, sei lá (esta foi um bocado à tiá, 'tá a ver?)

frito e escorrido por Peixe Frito

Sempre adorei me meter com crianças. Brincar com elas e andarmos na treta. Com os meus sobrinhos, não foi nem é excepção. Pior ainda... Porque quando encontramos alguém que nos percebe tão perfeitamente e têm pacadas similares às nossas, independentemente da idade, tudo se torna mais fácil e flui ainda mais para a parvalheira.

Uma das coisas que adoro fazer, é perseguir a rabinho pequeno. E ela adora, porque desata a correr a rir e a esconder-se e, quando a encontro, faz-me o mesmo, tendo eu que fugir dela e me esconder. Este ballet acontece desde que ela aprendeu a andar. Ora imaginem, no silêncio de uma casa, sossego e paz do lar... ouve-se lá não sei de onde, uma voz cavernosa a soar:

- Uhuuuuuuhuuuuuu (*imitar almas penadas de casas assombradas*)

Risinhos. Alguém percebe logo que é para ela.

- Eu sou um miau dos infeeeeerrrrrnoooossssss (*voz cavernosa*) uuuuhhhhhhhuuuuuuu

Pronto, acabou o sossego. Onde quer que ela esteja, começa logo a esconder-se ou a correr a fugir. Às vezes faz mal os cálculos e foge mesmo em direcção a mim, o que resulta num salto, gritinho histérico e riso de gozo, porque sabe que foi mesmo ter comigo invés do contrário. Mas facilmente a situação vira e tenho eu de fugir dela, que faz de conta que é um bicho a grunhir, com direito a garras e tudo. Assustador!!

As crianças divertem-se, é assim.

07.11.18

Cambada de mimados, as criaturas que crio com todo o amor do mundo.

frito e escorrido por Peixe Frito

Tenho uns peixes que são o máximo. Contam já com quase onze anos de vida e cada dia que passa, mais cromos ficam. Qual foi a última deles? Amuaram. Sim sim, amuaram. Sabem porquê? Eu conto.

Descuidei-me com os floquinhos que lhes dou de comer e, quando ia colocar floquinhos no aquário no ritual diário de quando chego a casa, vejo que a embalagem ficou vazia. "Uppsss" pensei "Caraças que me esqueci dos floquinhos". No dia a seguir, voltei a esquecer. Pois olha... não comeram nesse dia. Um dia sem comerem também não lhes faz mal e até lhes ajuda o sistema digestivo. O problema, foi eu no dia a seguir, não ter tido nenhuma possibilidade de ir aos floquinhos. Chego a casa tarde, vejo a embalagem dos floquinhos na credencia à entrada de casa e partiu o meu coração. "Possa... esqueci dos meus amores. Mais um dia sem comerem". Isto mexe mesmo comigo, não há necessidade de eles passarem dois dias sem paparoca por minha irresponsabilidade. E eles depois, são umas melgas de barbatanas: normalmente já fazem um chinfrim no aquário a pedirem comer - e isto com as refeições em dia - quando abro a parte superior do aquário, parecem feras - tubarões como uma vez me disseram, quando fui de férias e lá foi família não habituada a eles: "Possas, pareciam uns tubarões a atacarem os floquinhos" - quase saltam fora de água, tal é o seu sentido de predação com floquinhos inocentes a boiarem indefesos, fazem sons na tona da água, rebentam bolinhas e faz eco no aquário e parecem bichos das cavernas, andam a perseguir-me para onde me mexa, se vou para a esquerda, lá vão eles atrás, se vou para a direita, lá estão eles... se olho para o aquário estão todos parados a olhar para mim à espera de comer, dando uns repenicões com o corpo como quem me diz: "Méquie gaja, manda daí os floquinhos que já se faz tarde!!", só parando de me fazer pressão - under pressure... como cantavam os Queen - quando eu lhes der comer. É que nem sossegada consigo estar no sofá, estão sempre a mandar vibrações mentais até comerem. Uns sabidos, é o que são. Então, isto tudo para chegar à parte do amuanço. Fui comprar os floquinhos (*ALELUIAAAAAAA* - coro angelical) e, vi granulado pequeno. Pensei que podia variar, lhes dar floquinhos e outro dia granulado, para ser diferente, já que eles comeram as pastilhas de algas que eu tinha do meu Peixão - outro que desencarnou com 12 anos - pensei que a coisa até ia funcionar. Não podia estar mais iludida. Cheguei a casa, barulho logo no aquário - os tipos devem ter câmera de filmar à entrada para me controlar pois mal eu chego, oiço a saltar na água e a fazerem os sons cavernosos a chamarem a atenção - e lá fui eu lhes dar paparoca. Como estavam há dois dias sem comer, pensei ser uma boa altura para lhes dar o granulado... mesmo não sendo floquinhos, com a fomeca a apertar, aquilo ia marchar. É né? Pois, era suposto. Meti o granulado no aquário, foi vê-los a chegarem à tona e a darem curvas para trás, tal e qual um carro a fazer uma guinada de emergência para evitar um acidente e a ficarem sossegados no fundo. Nem foram mais à tona. Amuaram, os ranhosos. Mandaram-me a mim comer o granulado, nem lhe tocaram. Tal e qual crianças a amuarem à mesa por terem de comer brócolos e não gostarem. Resumindo: deixei passar um bom tempo, a ver se comiam. Nada. Zero zerinho zereta. Pronto... tive de ir por flocos. Desconfiados, lá foram cheirar e acabaram por comer os flocos. Olha agora, armados em finos? Nunca me passou pela cabeça, serem esquisitos a comer! Até já camarões secos das tartarugas lhes dei e marchou! Agora granulado? Isso come-o tu.

Para o que eu haveria de estar guardada. Mas uma coisa é certa, ah vão ter de roer com ele, nem que seja aos poucos, ou não me chamo Peixa Maria e na minha casa não há cá espaço para esquisitices!

18.10.18

Não há dúvida que criança pequena é um deleite nos seus raciocínios.

frito e escorrido por Peixe Frito

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 A observar as árvores no quintal, nas imediações de onde as formigas são umas porcas:

- Já se notam as folhas amarelas e murchas nas árvores. Até parecem tristes, as árvores. Não tarda cai a folha.

Prontamente, mete-se na conversa a rabinho pequeno:

- Onde tia Peixa? Onde está a árvore triste?

- É aquela ali vês - apontando em frente - depois desta árvore que está à nossa frente. Por detrás está uma árvore grande, de folhinhas amarelas, vês? É essa.

- Aquela ali, grande?

- Sim... essa grande.

Ficou a pensar a olhar para a árvore e entretanto desce um degrau. Olha para a direita e vê um eucaliptal enorme, com mais anos que sei lá o quê.

- Olha tia Peixa, olha! Árvores tão graaaaandessss!!

- Pois são, são muito altas.

- São! Tão grandes tão grandes, que chegam ao ar!!

16.10.18

Dá assim uma satisfação mórbida...!

frito e escorrido por Peixe Frito

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(imagem palmada daqui)

Alguém já teve uma vontade dos diabos de se meter dentro de um recipiente cheio de bolinhas de esferovite? Pois bem, eu já. Sempre que posso, enfio as mãos dentro das embalagens cheias destas coisas do demónio e nem me apetece tirá-las de lá. Imagino-me, por momentos, como aquela imagem do "American Beauty", caindo bolinhas de esferovite invés de pétalas de rosa... correndo o risco de ter um ataque de tosse ou desfalecer ao inspirar alguma.

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Vontade de fazer um «mocheeeeeee!!!» às bolinhas de esferovite, sabendo que o mais provável era aquelas porras pequenas se desviarem todas para os lados, me engolindo literalmente, mas porém, me fazendo bater com as fuças no chão, tipo chapa, tal e qual aqueles tótós que sobem o palco num concerto e toda a plateia se desvia, quando ele se atira para o meio do maranhal - isto não é mito urbano, conheço mesmo a quem isto tenha acontecido e o quanto eu teria pago para ver isso ao vivo e a cores.

Sei que ficaria com o cabelo cheio daquilo, as orelhas, nariz, refegos e não refegos, bem que poderia fugir desalmadamente, quase arrancando o pavimento, semelhante a alguém que devia parecer o Road Runner a fugir de um balão de hélio perseguidor e demoníaco mas graças à electricidade estática, não me viria livre das bolinhas nem que viesse um furacão nem uma tempestade com nome de gente e nem que os planetas alinhassem com o sol, se sacrificasse uma cabra e se escrevesse um haiku dedicado à origem do universo. Valeria a pena. Toda a santa bolinha que eu espirrasse durante os próximos anos - ao menos na altura do Natal, teria neve artificial para decorar o aquário - todos os mergulhos na praia que eu não iria conseguir fazer pois só iria conseguir boiar. Viraria a Super Peixa Esferovitaaaa! Só acudia quem iria precisar de acondicionar as suas encomendas em caixas, mas já é melhor que nada, não?

Ahhhhh bolinhas de esferoviteeeee... esponjava-me como um canito na relva fresca.

Happy days... era o que era. 

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(canito feliz da vida palmado daqui)

15.10.18

Coisas destas, podem-me oferecer todos os dias que eu aceito de braços abertos.

frito e escorrido por Peixe Frito

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Pois é, isto aconteceu comigo há dias. Ensinam-nos desde tenra idade, a não aceitar nada de estranhos, mas nessa altura é isso que somos, crianças versus um adulto. E quando é um adulto versus uma criança?? Deixa de se ter o receio de nos comprarem com doces para o que seja ou que os mesmo contenham droga e outras substâncias esquisitóides frente a poderem estar cheios de baba e ranhoca, a terem andado por todo o lado - até na guerra - já se sabe como são as crianças e os seus cuidados com o que comem. Aqui fica o meu relato, sobre esta minha experiência, em primeira mão e em exclusivo para a fritadeira.

Parte-se uma piñata. O criancedo todo de volta dos rebuçados e chupa chupas que nem formiguedo. Observo que apanham tudo menos os meus amados toffees. Até há quem os apanhe e mande de volta fora. Dó de alma. Que dóóóóó de alma. Juro que ouvi o meu coração partir. E digo eu a aquela catrefa de gente pequena:

- E os toffees pá? Ninguém apanha os toffees? E eu que gosto tanto de toffeess!!!

Então não é que, para minha admiração, se chega a mim uma menina pequenita, que mal falava, com três toffees na mão (a mão dela não dava para mais) e me estende a mãozita.

E eu, apanhada de surpresa:

- Amor... são para ti querida. Papa tu.

E ela insistia.

- Não querida... são para ti. Agradecida, mas são para ti. Guarda no teu bolsinho.

E ela faz ar triste, sempre de braço estendido para mim. Pronto... meu coração já rachado voltou a colar pelas brechas e desta vez derreteu, frente a aquele gesto. Lá aceitei os toffees da menina, que me sorriu e acabou por alegrar o meu dia com a sua simplicidade e amabilidade - e contribuir para as roupas encolherem e deixarem de servir.

Ninguém quer deixar uma criança triste, não é? Naturalmente que eu tinha de aceitar os caramelos por ela, eu amar toffees foi uma mera coincidência coincidênciosa até bastante abençoada, ou não foi?

Nem sempre faz mal aceitar coisas de estranhos. Óbvio que os examinei antes de os comer, não fosse encontrar lá bocados de terra, gravilha, um dedo, um sapato perdido, uma meia desencontrada do par ou até a Ovelhinha Amarela. Vindo de crianças, nunca fiando - até um piolhito lá podia vir, quiçá.

12.10.18

Só me calham destas na rifa.

frito e escorrido por Peixe Frito

- Ó tia Peixa...

«ui que aí vêm coisa», pensei logo.

- ...porque é que os aviões são tão pequeninos lá em cima (no céu) e cá embaixo são tão grandes?

 

Faz parte da praxe, os meus sobrinhos aquando pequenos, me fazerem este tipo de perguntas. 

Qualquer dia pergunta-me a teoria da evolução ou a origem do universo.

10.10.18

Desconfio que só de eu pensar em usá-los, eles sentem e se "desmalham" todos.

frito e escorrido por Peixe Frito

Declaro aqui a oficialização da abertura da época de uso de collants.

como remendar malhas nas collants_httpdicasfeminin 

Eita que vão começar as guerras matinais de vestir uma perna direita e a outra enviesada, tendo de tirar os collants e voltar a vestir... Abriu também a época das malhas, buracos nas meias de vidro e a época do verniz andar na mala, não vá alguma malhita se lembrar de fazer alpinismo nas minhas pernas de sereia. Menção honrosa para as meias desirmanadas e para os collants que quando precisamos deles, não os achamos ou há sempre a cor que naquela altura vai ter de desenrascar - quantas vezes não tive de vestir meia cinzenta com roupa preta, só para não passar friasca nas pernocas? Era mais fácil mudar de vestimenta, dizem vocês. Lá isso era. Pois era... Mas de manhã a cabeça está formatada para aquela farpela - e os minutinhos cronometrados para sair de casa por causa do trânsito - e têm uma ou duas opções de reserva caso algo corra mal, tal como não achar a camisa ou a saia ou o que seja, de modo que os collants normalmente são aquela peça básica que têm de dar com tudo e convenhamos, mudar um traje inteiro por causa de uns collants logo pela matina... ninguém merece.

E essas coisas acontecem porquê? Bem... eu raramente arranjo a roupa no dia anterior. Tendo o aquário com vista para a serra, o tempo é muito sui géneris, de modo que só de manhã, posso afinar os trapos do dia, quando abro a janela - e não está nevoeiro. É frequente haver desvios de última hora e andar tudo nas horas pelo aquário - cuecas a voar, peuguedo, cintos, soutien do Winnie the Pooh - comigo à procura de outro par de collants, porque rompi o novo que estava a estrear naquele dia. Sim... eu dou cabo de collants mais depressa do que a acabar um pacote de batatas fritas lisas com mel e mostarda. É sempre a dar, um ver se te avias. Que o diga a mãe Peixa, cada vez que lhe digo que mais um par foi à vida. Ao início, ela ainda fazia funeral aos animais e me questionava como que raio consigo eu fazer isso, mas com os anos percebeu que há mistérios na vida, cujas respostas nunca iremos saber. Mais depressa descobriremos o Homem das Neves ou o Monstro do Loch Ness ou a Ovelhinha Amarela.

Verdade seja dita, eu ando em guerra com collants desde miudinha - reza a lenda que eu me fartava de fazer alergia ao raio dos collants de lã e ui se me lembro de sentir picadinhas nas pernoquitas e me esgatanhar toda - porém admito que toda a confusão gerada pelo simples vestir de collants, de quase ter de vestir luvas de seda e lhes pedir "s.f.f não te rompas meu amor que EU 'TOU CHEIA DE PRESSA E A PERDER A PACIÊNCIA" acaba por compensar. É agradável poder vestir vestidos ou saias nos tempos mais frescos, ter as perninhas quentinhas e não correr tantos riscos de mostrar o cuecal ao povo, cada vez que uma pessoa se agacha ou o vento se lembra de ventar.

É isto que me dá força todos os dias, frente às adversidades e desafios de usar collants, maiores do que os do "Nunca Digas Banzai!" ou "Jogos sem Fronteiras".

Qual lutar contra zombies e o holocausto, ser o fim do mundo em cuecas ou até catar piolho na careca... Vestir uns collants têm arte e não é para todo o povo.

03.10.18

Até me esgatanhei toda.

frito e escorrido por Peixe Frito

Chega uma colega ao pé de mim, numa linda manhã de sol:

- Peixa, Peixa, anda cá que preciso de um favor teu!

- Então, dime.

- Chega aqui para esta zona com sol! Olha... pá ando-me aqui a coçar. Recebi uma sms da escola do meu filho que há piolhos na turma. Podes ver, se faz favor, se me vês alguma coisa na cabeça? É que desde que recebi a sms só me tenho estado a coçar!!

Olha eu né... quando ouvi aquilo tudo, com a palavra "piolhos... piolhos... piolhos..." a ressoar na minha marmita: 

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E lá tive eu, frente à aflição mais que visível da rapariga, a ver se a moça andava com inquilinos no meio da peruca. Felizmente, não encontrei vivalma mas foi o suficiente para eu passar o resto do dia a coçar a minha piruca e a pensar logo na piolheira.

Raios partam mais a estes bichos e o seu condão de panicar a malta toda. Tamanho não é mesmo documento, belive me.

26.09.18

Eu chorava baba e ranho e implorava para pararem!

frito e escorrido por Peixe Frito

Admiro as criaturas que ficam tão felizes e contentes, quando lhes cantam os parabéns.

Eu, desde pequena, que era praticamente proibido me cantarem os parabéns. Mesmo depois de adulta, se puder evitar, evito.

Uma pessoa fica ali assim, a olhar para aquelas pessoas todas a festejarem o estarmos a ficar carcaça, a baterem palmas, desafinarem, disfarçamos a olhar para a vela e começamos a ficar com instintos piromaníacos por a vela nos estar a hipnotizar, sopramos a vela e mandamos perdigotos para o bolo, que toda a gente come com satisfação.

E há sempre um engraçadinho que nos diz que temos de morder a vela debaixo da mesa e pedir um desejo!

O meu desejo nessas alturas, é não ficar com cera nos dentes, porque realmente, aquilo fica bem pegadinho à cremalheira que é um gosto.

Traumas de infância? Talvez. Ou talvez não. É coisa que não me assiste, no entanto, se há coisa que adoro é festejar o aniversário com a família e os amigos do coração. Bolinho há sempre, seja feito por mim ou comprado. Normalmente feito. E só me entoam o cântico dos parabéns, porque é da praxe todos desafinarem e cantarem em ritmos e fases diferentes da música, todos descordenados ao mesmo tempo - família... não a escolhemos, né?

A cereja no topo do bolo, é se esquecerem das minhas velas e ter de escrever os números em dois fósforos a fazer de vela ou meterem o meu bolinho de aniversário no meio dos outros bolos, o comerem e me cantarem os parabéns com um bolo a faltar fatias e com velas de fósforo. Tudo no mesmo dia! Sou uma abençoada.

30.07.18

Deviam de estar a assistir ao eclipse por streaming.

frito e escorrido por Peixe Frito

Vai uma pessoa ver o eclipse lunar, numa praia remota. Espanto que, quando a malta lá chega, estavam lá um ou dois carros e um deles, era um casal de jovens.

Pois é assim, nós sabemos que aquilo é num local ermo, tão ermo que eu nem sequer pensei que jovens daquela idade sequer soubessem que aquele local existia, sabemos que é um lugar sem iluminação artificial o que o faz um spot maravilhoso para avistar fenómenos lunares e chuvas de estrelas. Milagrosamente um dos poucos sítios para onde as alminhas não vão fazer poucas vergonhas, vai-se somente observar o céu e ouvir o mar. Delicioso. Bem, isto tudo para dizer que uma pessoa chega e estão duas criaturas aos melos fora do carro. Okay... jovens... A descobrir a vida e outras coisas. Só me espantei pelo à vontade ali assim, à vista de todos.

Pronto, ultrapassado isso, anda toda a gente a ver se a lua aparece. Não aparece a lua mas aparece mais um papa-reformas com mais um casal de miúdos, para fazerem companhia às duas abelhas que já lá estavam. Lembram-se de estacionar as duas caricas bem a meio do parque de estacionamento - aparte: meninos, vocês têm de aprender o código da estrada e aprender que não se colocam carros a atravancar outros carros só porque sim, condicionando as manobras dos restantes automobilistas e o acesso à ÚNICA saída daquele parque - virados para o nascer da lua. Música aos altos berros à parte, alguém achou graça em observar aqueles jovens, cada casal no carro correspondente. Que estavam a fazer? Só se viam as luzes dos ecrãs dos telemóveis. Imaginem a cena: um eclipse lunar com direito a lua de sangue e a "vermos" Marte a olho nú - ou pelo menos sabermos que aquilo é Marte - uma banda sonora que invés das ondas do mar era uma kizombada desgraçada e aquelas criaturas enfiadas nos carros, agarrados ao telemóvel.

Eu estou a ficar velha. Mesmo. Não percebo.

Estavam certamente a navegar no face e a dizerem que estavam a ver o eclipse, fotos no insta e mais raios que os partam, selfies e tudo, mas convívio = 0.

Foi a malta com coisitas para beber e roer, naquela de convívio e ver o eclipse... e vemos aquelas figurinhas.

Não há dúvida que a noção de diversão e de estar com os amigos, não é de todo igual para toda a gente e que muda mesmo de geração em geração.

18.06.18

Até me faz largar umas lagrimitas!

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Por mais que tente, não há vez que a descascar uma laranja, não me emocione. E porquê? perguntam vocês, meus babes. Pois bem, levo sempre com uns espirrinhos da mesma nas fuças, quando abro a laranja ao meio. Ora se me entra para o olho, ora se não entra no olho, espirra a roupa, senão é a roupa, é a pessoa que está sentada ao lado ou toda a gente nas redondezas - fica tudo a cheirar a mercado de frutas - tal regador municipal a regar a relva e as árvores, que rega tudo, até as pedras da calçada.

E, quando não é espirrito de sumo, é do óleo da casca. Possa que aquela porra arde nos olhos!!

Já nem se pode roer uma laranja pacificamente, sem sermos agredidos com tanta violência. Ainda dizem que comer fruta faz bem. Está bem, está. Fiquem aflitos dos mirones com as bujardas das laranjas, que logo vão ver o que é bom para a saúde e se continuam a dizer para a malta comer frutinha - come fruta, come... bem em cheio nas pestanas e no resto da indumentária. Invejosas, as bichas!

21.05.18

Cá para mim, foi este que engoliu o relógio e não o crocodilo do Capitão Gancho.

frito e escorrido por Peixe Frito

Acaso do destino, me fez ouvir um pardalito a chilrear na árvore mais próxima e olhar para o relógio. Como em tantas outras vezes, me pareceu ver mal as horas e voltei a focar o relógio, com a banda sonora pardalesca de fundo. Então não é que o raio do pardal piava exactamente ao ritmo do ponteiro dos segundos? 1s piu, 2s piu, 3s piu com uma sincronia perfeita. Eu ali a torcer pelo animal "só mais uma, só mais umaaaa" tal e qual numa competição de quem bebe mais uma bejeca. Ao fim de uns 20 segundos lá o passarito deve ter perdido o fôlego e descompassou a situação.

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Destrezas e talentos únicos à parte, se há coisa que eu adoro nos pardalecos são os seus saltitos e mais ainda, quando andam enchouriçados por causa do tempo frio. Umas autênticas bolinhas de penas.

E eu que lhes adoro piar, tal e qual os pardalecos piquenitos e há sempre um ou outro que fica ali infinitamente a responder-me. Vou arder no inferno por me andar a meter com os pardalitos, assim à descarada.

07.05.18

Quando está no sangue, não há nada a fazer.

frito e escorrido por Peixe Frito

Observar atentamente a rabinho pequeno a fazer macacadas, cantar, dançar a abanar o rabo e a rir a bandeiras despregadas dela própria, e lhe dizer:

- Possa, tens mesmo a quem sair. A quem hás-de tu sair assim fresca?

Diz o paizinho da criatura:

- À tiazinha dela.

- À tia? Qual delas? A  MIM não é de certeza.

Se fosse minha filha se calhar não era tão parecida comigo em certas merdas coisas. A única questão é que em criança, eu era a paz do senhor encarnada numa criatura de olhos grandes verdes e cabelo encaracolado loiro. O pior foi mesmo quando cresci. Esta não... Já quase saiu assim da barriga da sua mãezinha.

O mundo está desgraçado.

 

30.04.18

Há temas sensíveis. E este sem dúvida é um deles.

frito e escorrido por Peixe Frito

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É considerável a quantidade de pessoas as quais já choquei, quando me perguntam se eu tenho microondas e eu respondo que não. "E o que fazes quando precisas aquecer comer?" "Uso o fogão." "E quando precisas de água quente ou leite?" "Uso o fogão." "E quando precisas de wanna say, wanna go*?" "Uso o fogão".

Começo a achar, que muita gente já não sabe o que é o fogão, porque quando eu respondo "o fogão", a reacção costuma ser de surpresa e seguido com a pergunta perplexa: "O fogão?!". Até parece que acabei de dizer que vi um tiranossauro rex a fazer carjacking, mas pronto.

Choquei quase tantas criaturas com a situação de não ter microondas por opção própria, que todas acabam por fazer ar de "coitada... não têm microondas e por conta própria. Está mesmo perdida e entregue aos bichos" quanto as que têm robot de cozinha da moda e me dizem que adoram cozinhar com ela e que eu digo que para mim, aquilo não é cozinhar. Ah e tal, eu adoro cozinhar e para mim aquilo é cozinhar, além de que me poupa imenso tempo, posso fazer várias coisas ao mesmo tempo como ter a sopa a fazer e dar banho ao meu filho, dizem-me várias. Inclusive uma vendedora. Adorei outra me dizer que iria adorar se experimentasse. Expliquei amavelmente a ambas as criaturas, que respeito quem têm robot de cozinha da moda e a adore - eu tenho consolas nintendo e não censuro quem acha que já não se joga em consolas que necessitam de quatro pilhas para funcionarem e cujo ecrã é verde escuro -  que compreendo que facilite imenso em famílias ocupadas ou numerosas, mas que para mim, não me faz sentido. Continuo a gostar de cozinhar à "velha guarda". É só ver os olhos a faiscarem das pessoas a quem digo isto, todas tentam defender o robot de cozinha com unhas e dentes. 

Eu continuo na minha. Cada um usa o que quer, a mim não me faz diferença que usem esses aparelhos, se vos é benéfico. Agora eu é que tenho o direito a não querer ter uma criatura dessas na minha cozinha, tanto como essas pessoas têm direito a querer e usar uma delas no seu dia-a-dia.

Sei que não se pode pôr toda a gente no mesmo saco, mas sinto que este é um tema quase tabu, uma blasfémia digna de eu ir arder no inferno dos robots de cozinha, que não se pode abordar com toda a gente, apenas porque tenho opinião diferente.

Mais depressa aceitam que eu fale sozinha, que eu diga que vou olhar para o sol quando me perguntam as horas mesmo vendo e sabendo que não uso relógio ou que pinte as unhas de um pé de uma cor e do outro de outra diferente do que o raio de não alinhar em comprar, possuir, adquirir, obter uma máquina robot de cozinha da moda, só porque toda a gente acha que sim.

E quando eu digo para comerem açafrão que os ajuda nas dores ou a reduzir inflamações ou a beberem chá de gengibre com limão quando estão resfriados, isso ninguém liga, nem faz. Mas euuuu tenho de ter uma opinião diferente e arranjar uma cenóide daquelas, mesmo só sendo útil para ficar cheia de pó, gordura e nhanhenta no balcão da cozinha.

Nã. Don't think so. Fiquem com os aparelhos de cozinha e eu com o açafrão e o gengibre no cházito, está bem?

 

 

*Dialecto familiar, que se usa para nada mesmo. Só para não estarmos calados.

18.04.18

E pronto... lá começam as lavagens cerebrais.

frito e escorrido por Peixe Frito

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Faz sol e que acontece?

Um por outro, já se fazem soar pela rádio, os anúncios daquelas porcarias que fazem emagrecer - dizem eles.

Má frends, eu todo o ano digo a mesma coisa: encharquem-se dessas tretas, que dizem ser naturais e que toda a gente acredita piamente porque se compra numa farmácia, não mudem o vosso estilo de vida, alimentar, sedentário, não mexam mesmo essa peida, que vão ver se emagrecem. Não digo que vão para o ginásio puxar ferro como se não houvesse amanhã, tudo têm de ser feito com equilíbrio - e não é por se lembrarem que o ginásio existe nesta altura do ano, que quando chegar ao Verão, vão parecer uns nacos de gente, com uma forma escultural, de causar lagoas aos pés do sexo oposto.

E sim, claro que emagrecem se começarem a tomar merdices, alimentarem-se mal ou a fazerem dietas mais loucas que as vacas loucas, tudo em prol de virarem umas tripinhas para o verão. Lembrem-se que tudo têm consequências. Mais vale começarem com tempo, nem que apenas vejam resultados concretos para o ano, mas ser com pés e cabeça, sem ser express, que só vos enfaralha o corpo e o vosso sistema nervoso e afins.

Depois não digam que não sou vossa amiga.

E assim aqui termina mais uma rubrica "Velho do Restelo" desta semana. Bem hajam e até à próxima.

10.04.18

Mais um bocado e até havia cogumelos, de certeza.

frito e escorrido por Peixe Frito

É muito mas muito à frente!

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Não imaginam o stress que é, dar de caras com uma poça dentro do vosso maquinão. Só faltavam os sapinhos, umas carpas koi e uns nenúfares para a cena ficar compostinha - Se fosse quentinha, ainda dava para lá meter os pés e relaxar, mas nem isso.

Fora isso, valham os jornais e os trapos velhos a ensoparem a cenóide. Sempre posso ir lendo as notícias, embora atrasadas, do jornal quando estou parada no trânsito. Nada se perde.

Ironia da vida, foi deixar o vidro de trás ligeiramente aberto, chover como se não houvesse amanhã durante toda a noite - que cargarona de água, um verdadeiro oceano caído do céu (parece poético, mas é tudo menos poético) - e o carro não estar minimamente molhado, naquela zona... Mas com meia dúzia de pingas foleirotas, que nem davam para ensopar uma pessoa como deve de ser, até deviam de ter vergonha de terem "chovido" assim, já não há pingos de chuva que se prezem e formar uma lagoa interior, com tudo fechado.

Tudo isto se deu, graças aos escoamentos da voiture estarem entupidos com folhas e galhos e merdices. Das duas uma: ou algum passaralho andava a fazer ninho no Peixmóbil ou então a minha viatura é tão dedicada à natureza e com veia de ambientalista e ecológica, que lhe deu para começar a armazenar folhas e fazer compostagem das mesmas. Esqueceu-se foi de me avisar, que daí por diante, eu teria de levar umas galochas para entrar e uma bóia, para não me afundar.

Haja paciência.

Ao menos que fosse uma poça suficientemente grande, para que eu começasse a fazer piscicultura, mas não... nem para isso servia. Só para me embaciar os óculos quando o sol bate no carro e se cria a condensação, parecendo eu que entrei num banho turco.

02.04.18

Quando a esmola é muita, o santo desconfia... e com razão.

frito e escorrido por Peixe Frito

capa91.jpg

Cheia de orgulho por não chorar ao cortar duas cebolas, com tanta perícia quanto um mestre cuca, ali todas lindas e fofas com o corte impec e maravilhoso, digno de uma prova de triagem do MasterChef, mas quase ir chorando pela falta de destreza ao apresentar a faca ao sabugo do dedo, no final da última cebola.

É assim. Quem me manda gabar não estar a chorar que nem uma madalena arrependida a cortar cebolas, antes de ter acabado tudo?

As cebolas do dêmo arranjam sempre maneira de castigar que não chora por elas: ou choramos a bem, ou choramos a mal.

Mas lá diz o outro que quem ri por último, ri melhor: mesmo com o dedo em baixa de combate, foram parar na mesma à frigideira e deram umas belas cebolas caramelizadas que irei degustar com todo o gosto.

Fica aqui o aviso para as cebolas que lêem este post: sou o vosso maior pesadelo. Don't mess avec a gaja, senão quilham-se.

Depois não digam que não avisei.

 

30.03.18

Welcome to the dark side!

frito e escorrido por Peixe Frito

Chegada ao spot laboral. Silêncio. Maior calmaria. Pouso as minhas tranqueiras em cima da mesa e oiço, vindo dos confins de não sei de onde:

- muhahahah-muhahahah-hahahahhh-ahahaaaaaaahhh!!

Okay, por momentos pensei que o Dr. Evil estava de visita ou que um diabrete das profundezas me estava a fazer uma espera no escritório, afinal, eram somente as criaturas da gruta (seres que laboram no spot debaixo do meu spot) que estavam num festim tremendo, começando a manhã alegremente, com uma gargalhada maléfica. Haja alegria no local de trabalho!

Afinal, há mais como eu espalhados por ai.

27.03.18

É quase como perder o grande amor da nossa vida.

frito e escorrido por Peixe Frito

As crianças e o seu hábito de andar sempre atrás das pessoas. Esta em específico, persegue-nos mesmo quando estamos na casa-de-banho. E não importa o que é que estejamos a fazer, ela amavelmente se senta no tapete no chão, a fazer-nos companhia - por muito que a enxotemos, tal melga, não "deslarga", por isso mais vale a pena a deixar estar.

Há dias, estava ela na sua demanda casa-de-banhoral, a levar todas as suas traquitanas da praxe para a casa-de-banho, a fim de fazer companhia a quem estava a tomar banho: braços cheios de nenucos, pequenos póneis e mais sei lá o quê. Eis que, numa manobra mal calculada, se deu a combinação fatal: tampa da sanita aberta e... caiu lá dentro a chucha.

Conta quem presenciou a situação, que a criatura estava inconsolável. Era choro de lágrima grossa, soluços, choro desenfreado. Estado de choque, por o seu amor ter caído dentro da sanita. Panicou de tal modo que só sossegou momentos mais tarde, após ver e assitir em primeira mão, a sua chucha a ser resgatada da sanita.

Um autêntico filme de terror para a rabinho pequeno. Criança sofre, não há dúvida.

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