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Ó da guarda, peixe frito!

Vai com arrozinho de tomate?

Vamos lá a falar de coisas que de facto contribuem para o bem estar geral.

28.10.21, Peixe Frito

Hoje vamos falar de coisas sérias! (*puxar da cadeirinha e ajeitar o bafunfo*) Vamos debater as emoções - ou acham que isto por aqui é só gandaia? Ah não é não! - E não, não falo daquelas que nos apertam o âmago quando vemos que já acabou o pacote das nossas bolachas preferidas ou quando nos dá uma gana indomável - quase se transformando em gormiti das lavas - de espadeirar alguém, porque deixou as cuecas no estendal aquando estava a chover! Falo sim, daquelas que nos fazem corar. Okay, há quem core de vergonha, que core de surpresa, que core de arrepios-de-vergonha-alheia e até de ter estado demasiado tempo ao sol ou perto do vidro do forno que nem uma lapa, à espera que o bolinho acabasse de assar. A meu ver, quando uma pessoa cora, é algo que é muito genuíno e que não conseguiu disfarçar. Quase como quando se faz força e se sai um "pum" à socapa, quando simplesmente estávamos a subir as escadas. É algo assim inesperado, talvez com alguma pureza e que demonstra vulnerabilidade das alminhas. Uma inocência talvez, de sentirmos que a situação nos bate tal como uma cabeçada no armário com a porta aberta, sentindo as coisas sem filtro e exprimir do mesmo modo. Agora, a situação de uma pessoa ficar vermelha, é que acho que é digna de estudos. Mas porque raio ficamos vermelhos? E porque é que, aquando estamos pigmentados que nem um tomate maduro, se fica ainda mais vermelho ainda - como se isso fosse possível - passando por toda a gama das cartas de pantones relativamente ao tom vermelho, cada vez que alguma alminha têm a inteligência de apontar à outra, que a mesma está com o bochechedo vermelho ou corada? - acho que é mesmo o sentimento de "busted" e de que "se calhar se tossir, consigo abafar o cheiro".

Ora, meus senhores... É que esses comentários ajudam como a peça das caldas, ou seja, #obrigadapornada! Não sei quem acha que uma pessoa que está com ar de excesso de blush vermelho, não sentiu que está com a cara vermelhinha como se tivesse levado duas lambadas nas fuças! Uma pessoa assim fica tão coradinha que dá para assar umas tiras de bacon na cara. Quiçá, aqueles que têem uma testa grande, um ovito estrelado ou dois - para os aventureiros.

Seja qual for o motivo de se corar, encanamento, catanço, (pensamentos menos próprios) vergonha ou timidez, é irónico que precisamente a cor que demonstra isso, é nada mais nada menos uma cor que em nada é despercebida, subtil, é que só faltam sirenes a soarem e luzes a catrapiscarem, para dar ainda mais ênfase e dar mais barraca ainda à pessoa. É um género de sistema interno que nós albergamos, que se pomos um pé em falso, pimbas, soam os alarmes. 

Por mim falo, eu quando noto que estou a corar começo logo a pensar "Peixa, estás a corar" e sinto a cara a aquecer mais "Peixa, estás a corar MAIS ainda" e sinto ainda mais quente "Peixa pára, senão daqui a bocado rebentas com o termómetro e encontras um novo tom de vermelho" e claro, extra pitada de vermelhinho nestas faces brancas como a cal - o que não ajuda em nada, só faz mais contraste.

O que vale é que é só a cara, senão havia por aí muito boa gente com o corpo todo vermelho e não era porque gostam de levar umas palmadinhas no nalguedo.

Com isto constato de que não preciso de ninguém a apontar-me o dedo ou a observar que estou corada, eu faço bullying a mim própria.

Vida de gente com ar de bronze à lula, é complicada. Deixem que vos diga.

Ah e este post era para debater as emoções, não era? Foi muito emocionante escrever sobre isto e ficar corado é tramado.

14 comentários

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